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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
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Populares opinam sobre as possíveis mudanças na educação, propostas discutidas pelo programa Mais Educação São Paulo.

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Discussão - 26 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    set 03, 2013  at 16:00

    Promoção Automática

    Progressão Continuada

    “O bom professor não é aquele que reprova muito ou que aprova todo mundo, mas aquele que garante as condições para aprendizagem de todos.”

    Quando se considera a avaliação como um fenômeno à parte no processo ensino-aprendizagem tende-se a reafirmar uma concepção restrita de avaliação, vista somente como uma atividade técnica. Ela é reduzida a seu caráter instrumental, tendo como principal objetivo a classificação quantitativa, baseada no produto da aprendizagem.

    Tal concepção reafirma o poder que tem a avaliação no funcionamento estrutural da escola. Pela autoridade que lhe é intrinsecamente conferida, ela se revela como um excelente mecanismo para legitimar certos processos que impedem uma prática igualitária em educação.

    Práticas avaliativas tradicionais que constituem um fim em si mesmas tornam-se instrumentos de opressão e punição na medida em que refletem uma medição de forças entre o professor, que é o único detentor dos saberes, e os alunos, em campo oposto, considerado aquele que nada sabe.
    Provas e boletins, numa lógica classificatória, demonstram modelos de educação com ênfase na reprodução e confirmam uma ideologia de dominação. Nesse modelo, a avaliação é feita “pelo professor” e “para o professor”.
    Trata-se de uma avaliação puramente somativa, que certifica a conclusão de uma etapa, ano ou curso, ou oferece um reconhecimento social baseado no cumprimento de uma série de requisitos estabelecidos pela burocracia institucional.

    Para os educandos, esse modelo de avaliação significa apenas uma atividade na qual seus conhecimentos são medidos através de provas bimestrais, semestrais e finais, a cujos resultados está atrelado o futuro deles na escola. E esse tipo de avaliação tem como objetivo precípuo classificá-los e certificar os níveis. Os resultados são do professor e em nada contribuem para melhorar o desempenho dos alunos.

    Uma avaliação ligada aos saberes é, simplesmente, uma ferramenta de cobrança dos ensinamentos conteudistas, cumprindo um papel disciplinador: aprovação ou reprovação. Uma avaliação burocrática é um ritual de rotular os alunos e exige dos professores e alunos um trabalho extenuante com conteúdos a serem memorizados/cobrados/devolvidos com as intermináveis “tarjetas” de notas, mensal ou bimestralmente, destinadas a provar mais o que os alunos não sabem do que aquilo que já sabem.

    Tal modelo de avaliação consolida uma escola seletiva, classificatória, excludente, punitiva/premiadora, homogeneizadora, que busca um padrão de qualidade elitista, pois os alunos que não apresentam os resultados esperados não podem passar de ano e vão engrossar as séries iniciais, criando-se um funil cada vez mais discriminatório do sistema educacional. Esse é o fenômeno da retenção/reprovação.

    Com a promulgação da Lei 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e de outros documentos legais devidos à própria inquietação de alguns profissionais da educação, a avaliação tornou-se um tema mais polêmico, um momento instigante: não se pode mais reprovar. Passa-se o aluno de um ano para o outro, período ou etapa mesmo que ele não tenha atingido o nível desejado ou imposto pela escola”.

    Essa idéia da não-retenção associada à promoção automática causou mal-estar em toda a comunidade escolar, como se fosse extinto o instrumento de controle de professores e pais e, conseqüentemente, fossem premiadas a preguiça e a malandragem, desestimulando o aluno e incentivando a infreqüência.

    Trata-se, no entanto de uma interpretação equivocada:

    Não se pode simplesmente suprimir as séries e suspender a avaliação dos alunos nas passagens entre elas, como às vezes tem sido interpretada a aprovação automática, passando o aluno das mãos de um professor para as de outro, sem assumir a responsabilidade de verificar como ele se encontra em relação aos domínios esperados para aquele período
    A promoção automática passa a ser então um mecanismo de aprovação dos alunos que permite registrar seus sucessos e fracassos, rotulando-os como mais ou menos competentes, estabelecendo comparações entre os aprendizes e determinando com clareza os bons e os maus alunos.

    Nessa concepção, a nota toma um lugar de importância peculiar. É um bom instrumento de controle, uma vez que tem caráter de normatização, hierarquização, usurpação e limitação e, acima de tudo, pode tornar-se conservadora, deixando o aluno com defasagens de aprendizagens, além de classificá-lo em série/etapa/período em que há salas “boas” ou “más”.
    O bom professor não é aquele que reprova muito ou que aprova todo mundo, mas aquele que garante as condições para aprendizagem de todos.
    Isso nos leva a considerar que o problema da reprovação não se resolve apenas “não reprovando mais”: essa seria uma solução superficial que se atrelaria à promoção automática de todos.
    Ora, se a reprovação é núcleo da distorção da avaliação, mudar a avaliação implica eliminar a possibilidade de reprovação e com isto surge a necessidade sistêmica de se aprovar automaticamente.

    Será esta prática legal? Justa? Significaria melhoria da qualidade de ensino? Comprovação da aprendizagem do aluno? Sinal de sucesso? Economia para os órgãos de governo.
    Essas questões levam-no a refletir sobre a promoção automática e os seus desastrosos efeitos.
    Colocada em destaque, a avaliação dos alunos aparece como um dos pontos mais críticos do processo ensino-aprendizagem. Nessa perspectiva, uma questão que tem merecido um olhar especial de todos que se ocupam da educação escolar é o da “progressão continuada”.
    A questão maior: “avaliar para que?” é a primeira que surge quando se decide introduzir mudanças na concepção de avaliação:

    ” para medir, testar e julgar o nível de conhecimento dos alunos;
    ” para disciplinar os alunos;
    ” para classificar os alunos;
    ” para determinar se o aluno está apto a prosseguir seus estudos;
    ” para qualificar os alunos para concursos e vestibulares;
    ” para informar aos pais.
    Várias dessas respostas evidenciam um modelo de organização escolar centrado no processo de avaliação e aprovação/reprovação.

    Pondera-se: qual seria a ideologia do professor nesse modelo de avaliação? Quem confere ao professor o poder de, como detentor do saber, decidir sobre a vida escolar dos educandos, considerando-os aptos ou não, a prosseguirem seus estudos? Por que essa forma de estruturação da vida escolar, historicamente tem sido tão resistente a mudanças? O ritual de avaliação não tem relações com censura, penitência, inquisição? A avaliação pode servir para algo mais que medir ou classificar os alunos?

    Essas questões, ações e reflexões indicam o nascimento de uma nova lógica escolar: progressão continuada, ciclos, formação humana, competências, processo…

    A expressão “progressão continuada” surge a partir de debates acalorados sobre o papel disciplinador que a avaliação e a reprovação dela decorrente sempre tiveram no cenário da escola e da necessidade de se desenvolver uma concepção adequada aos novos objetivos da formação dentro da instituição escolar. A avaliação precisa perder seu caráter classificatório, devendo ser considerada, antes de mais nada, processo. E como tal, pressupõe, um tempo mais longo e depende das ações sistemáticas de toda a comunidade escolar.
    A progressão continuada não elimina a avaliação. Ao contrário, ela inscreve-se numa proposta pedagógica que tem como um de seus princípios os respeito pelo desenvolvimento do ser humano,que não corresponde ao tempo cronológico e administrativo usualmente adotado pelas escolas. A progressão continuada propõe que se faça o acompanhamento passo a passo do aluno – avaliação e organização de situações didáticas que assegurem o seu desenvolvimento.

    A progressão continuada portanto, é muito mais que a avaliação. Ela expressa uma organização do sistema escolar que resulta de uma determinada concepção de educação, de ensino, de aprendizagem, de currículo, de trabalho pedagógico.
    Deve-se substituir a pedagogia da repetência, do fracasso, pela pedagogia do sucesso.

    Com certeza, pode-se pensar numa prática avaliativa que dinamize e regule um processo de construção do conhecimento e pode-se ter uma ação avaliativa do processo, uma avaliação formativa que intervenha continuamente na conquista do conhecimento, uma avaliação que sustente uma progressão contínua de todos.

    A centralidade da ação educativa num sistema de ciclos favorece a formação humana, pois educa-se na perspectiva de desenvolver e ampliar a capacidade dos alunos de modo a permitir-lhes compreender o mundo e lidar com ele de forma mais crítica, construtiva, competente, segura e autônoma.

    Na perspectiva de ciclos, pode-se entender o processo de avaliação como uma estratégia para melhor acompanhar o desenvolvimento contínuo e progressivo do aluno.Essa opção descarta a avaliação punitiva , mas não favorece a promoção automática do aluno, independentemente do seu desenvolvimento. A progressão continuada tem um compromisso com a construção de competências e habilidades.
    Faz-se necessário, no atual contexto, uma proposta de avaliação que tenha como ponto de partida uma continuidade referenciada no ponto de vista do aluno.

    Deve-se considerar a avaliação uma estratégia para acompanhar o desenvolvimento progressivo do aluno, e um mecanismo que fornece ao professor os elementos necessários para que reflita sobre sua prática pedagógica. Assim é que alunos e professores estão em processo permanente de formação. Esse processo é global e social.

    Por isso, acredita-se que a avaliação deva ser contínua, amorosa, inclusiva, dinâmica, construtiva, o que permitirá constatar o que está sendo construído pelos alunos e o que está em via de construção, de acordo com os objetivos propostos para cada turma, ciclo, série, curso, escola.
    Avaliar formativamente é propiciar ao educando novas possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem, e ao professor informações mais precisas, mas qualificativas, sobre os processos de aprendizagens, atitudes e as aquisições dos alunos. A avaliação formativa contribui para informar os erros e os acertos do aluno, o que já sabe e o que já faz bem, o que precisa melhorar e o quanto deve avançar, favorecendo maior e melhor entrosamento entre aluno e professor.
    Importantíssimo se faz lembrar que as informações e saberes acumulados de nada adiantam; necessário é o professor desenvolver no aluno, hoje e sempre, continuadamente, as competências necessárias à sua interação com o mundo contemporâneo.

    É também de suma importância apostar nas potencialidades do aluno e dirigir a prática pedagógica para uma articulação dinâmica entre o pensar, o fazer e o sentir, atentando para os vários aspectos do desenvolvimento: cognitivo, afetivo e social. Dessa maneira, a prática avaliativa nas escolas não será um problema educacional, e sim, uma solução sistemática e integral, visando à formação do aluno sujeito e cidadão consciente, crítico e criativo, capaz de adaptar-se e promover mudanças para o bem-estar individual e coletivo.

    O professor, hoje, avalia como educador, avalia o que o aluno sabe e o encaminha para o que ele não sabe, move-se num novo olhar para o erro.

    Resumindo, se o aluno avançou até um nível X, durante um determinado período, e teve dificuldades, não se trata de fazê-lo repetir a etapa em sua totalidade (retenção), ou promovê-lo sem as necessárias competências (promoção automática), mas sim de partir do nível a que ele chegou (progressão continuada). A necessária recuperação das competências e dos saberes ainda não alcançados faz parte desse processo e deve ser garantida em tempos, espaços e trabalhos escolares alternativos.

    Portanto, no regime de progressão continuada, a reprovação não deve acontecer. Não porque deva haver um “relaxamento” ou facilitação no processo de avaliação. Ao contrário, a avaliação como parte da proposta pedagógica da escola, estará acontecendo em todos os momentos do trabalho pedagógico, como uma das formas de reconhecimento dos diferentes ritmos e necessidades dos alunos, bem como dos objetivos de cada ciclo, para garantir uma verdadeira progressão continuada.
    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  2. emeianchieta

    set 03, 2013  at 16:00

    A qualidade profissional é um requisito importante a qualquer profissão, seja ele professor, engenheiro, médico ou administrador.
    No tocante a educação além de se discutir a qualificação profissional temos que analisar também as condições de trabalho em que estes profissionais e alunos estão tendo nas escolas, como falta de material, condições estressantes, salas de aulas sem acústicas onde qualquer ruído prejudica o ensino, falta de material pedagógico, condicionar a frequência dos alunos ao assistencialismo do leve leite e bolsa família.
    Base nisto é que muitos profissionais quando entram na rede percebendo muitas vezes as condições de trabalho e sua qualidade de vida, acabam exonerando ou nem mesmo tomando posse de seus cargos. Infelizmente as escolas estão doentes e quando digo escola, refiro-me à comunidade escolar: pais, alunos, corpo docente, etc.

    Responder

      • Lya gomes

        set 03, 2013  at 16:00

        concordo plenamente .Todos querem mudanças, porém nada se propõe quanto aos reajustes salariais que os profissionais necessitam e merecem, É só cobrança e mais
        cobrança.

        Responder

        • jhonny

          set 04, 2013  at 16:00

          real tem que mudar as reposição…

          Responder

    • Gleyson

      set 04, 2013  at 16:00

      Boa ideia! Só acho que deve mudar o jeito das reposições!

      Responder

    • Débora espada Catarino

      set 04, 2013  at 16:00

      Ótima colocação: coloque o melhor engenheiro construindo com os piores materiais sobre o pior solo e verá o que vai acontecer…. os professores que lecionam nas escolas públicas e privadas muitas vezes são os mesmos, mas os resultados obtidos não! Isso não se deve a formação, mas sim a péssimas condições de trabalho, falta de acompanhamento da família, vulnerabilidade social da clientela entre outros….

      Responder

    • carmen christina dos santos

      set 04, 2013  at 16:00

      então faço minhas os comentario de minha colega, que temos sim que ver as condicoes que os professores trabalham,salas de aula que mais parecem curtiços,eu e meus filhos estudamos em uma escola que fica bem pertinho de uma comunidade,meu deus,a escola nao tem vida,aquele ar de pobre,professores muito bons, mais sem nem uma chance de trabalho tem que se virar com oq o governo manda e quando manda,em relaçao ao bolsa familia isto é uma coisa tão fajuta que ja se pode imaginar, porque, eles bloqueiam o cartão do nada e nem querem saber se aquela familia que recebia a miseria do bolsa tinha condicoes, de se alimentar,coitados aqueles que desse cartão precisa, é uma fria mesmo.tenho muita coisa aq pra falar mais nao da tempo,mais prometo que voltarei pra falar oq ta certo ou errado.obrigada pela atenão.

      Responder

    • Francilene

      set 11, 2013  at 16:00

      Concordo com o emei anchieta a qualidade profissional é um requisito importante a qualquer profissão, seja ele professor, engenheiro, médico ou administrador.
      No tocante a educação além de se discutir a qualificação profissional temos que analisar também as condições de trabalho em que estes profissionais e alunos estão tendo nas escolas, como falta de material, condições estressantes, salas de aulas sem acústicas onde qualquer ruído prejudica o ensino, falta de material pedagógico. Sou MÃE e não vejo só o lado do aluno também penso nos” professores” pelos quais tenho total respeito e procuro ensinar meus filhos a terem respeito por todos pois sem eles não seria possível o desenvolvimento do conhecimento de cada um. O que falta é reconhecimento pelos professores tanto pelos governantes como também por alguns alunos. Sei que é pra frente que se anda mais sinto saudade da época em que o professor era respeitado.

      Responder

  3. ANTONIO DIAS NEME

    set 03, 2013  at 16:00

    Modelo finlandês

    As lições da Finlândia para o Brasil

    Respeitadas e compreendidas todas as diferenças entre os dois países, o Brasil pode tomar a Finlândia como um bom exemplo de sistema educacional.

    “Nem herói, nem culpado. Professor tem que ser valorizado”.

    “A questão da formação: todos os professores das series iniciais têm mestrado, os da educação infantil têm graduação e já está em desenvolvimento uma política para que eles também façam mestrado.
    A educação obrigatória começa aos sete anos de idade, mas 90% das crianças pequenas estão matriculadas na educação infantil.
    Os alunos ao concluírem o ensino médio podem escolher se vão fazer curso superior acadêmico, Politécnico ou ambos.
    Não existe escola particular, todas são publicas, da educação infantil à pós-graduação. Não há grandes disparidades de renda, ou seja, muito pobres e muito ricos.”

    O sucesso finlandês no PISA não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da tecnologia em sala de aula ou exames gigantescos como Prova Brasil, Enem ou Enade. Pelo contrário: a Finlândia dispensa as provas nacionais e aposta na valorização do professor e na liberdade para ele poder trabalhar.

    Na Finlândia a educação é gratuita, inclusive no ensino superior. A jornada, de 4 a 7 horas, é relativamente curta para os padrões europeus. E os alunos não têm muita lição de casa. Também tem menos dias letivos que os demais países, acredita-se que quantidade não é qualidade.

    Duas reformas foram responsáveis pela melhoria da educação finlandesa: uma na década de 1970 e outra nos anos 1990. Na década de 70 a educação ganhou centralidade na agenda pública nacional. Já a partir do início da década de 90, o sistema educacional foi descentralizado. Os municípios, escolas e, principalmente, os professores passaram a ter mais autonomia, recebendo condições adequadas de trabalho.

    Fé e confiança têm papel fundamental no sistema finlandês. Descentralização, confiança apoio, assim que o sistema funciona. O controle não motiva o professor a dar o melhor de si. São simples, pragmáticos, gostam de coisas simples.

    Em outras palavras, sistemas apostilados, que mediocrizam o trabalho do professor, não cabem na Finlândia. Bem como programas de remuneração por mérito, tão defendidos pelo Brasil afora. Atenção economistas de plantão: Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) na porta da escola na Finlândia? Jamais!

    Obviamente, é impossível implantar o modelo finlandês por aqui. Brasil e Finlândia são países completamente diferentes. Mas, sem dúvida, a ex-colônia russa pode servir como exemplo em termos de trabalho pedagógico. E em remuneração dos professores.

    O segredo do sucesso não está ligado ao financiamento da educação.

    A Finlândia investe um patamar próximo a 6% de seu PIB em educação pública. O sistema de educação gratuito não sai tão caro assim, é uma questão de organização.

    Mas quanto ganha o professor por lá? Em média, cerca de R$ 8 mil!

    Seria justo, seria ótimo… Contudo, nem com um investimento público em educação pública equivalente a 10% de seu PIB (Produto Interno Bruto), o Brasil conseguirá remunerar com R$ 8 mil reais, na média, seus profissionais do magistério. Na melhor das hipóteses, alcançado esse patamar, daqui a 10 anos, nosso país pode conquistar uma média de remuneração docente entre R$ 3 mil e R$ 4,5 mil reais. Ainda assim, para tanto, precisa ser aprovado e implementado, urgentemente, um novo e bom PNE (Plano Nacional de Educação).

    Portanto, tal como propõe a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a melhor alternativa de ação é perseverarmos na luta por um “PNE pra Valer!”. Se não podemos ser a Finlândia, que o Brasil dê um passo decisivo e decidido rumo à educação pública de qualidade.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  4. ANTONIO DIAS NEME

    set 03, 2013  at 16:00

    Gestão Democrática

    A gestão democrática dos sistemas educacionais deveria ir além das unidades escolares,
    prevendo novas relações de poder entre Estado, sistemas e agentes. A gestão democrática
    das escolas requer a conquista da autonomia escolar, realidade da qual os
    estabelecimentos oficiais de educação básica ainda estão muito distantes. A
    democratização da sociedade é que levará à gestão democrática das escolas, e não o
    contrário. O concurso público de provas e de provas e títulos ainda é a forma mais lícita e
    eficiente de provimento de cargos públicos. É a valorização do mérito, com base numa
    competição justa e aberta.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  5. rafael guerreiro

    set 03, 2013  at 16:00

    a educação só vai ter valor novamente quando os professores passarem a ser valorizados e respeitados. E enquanto tiver aquela besteira de aprovação continuada os alunos saberão cada dia menos,pois sabem que já passaram de ano…

    Responder

  6. vinicius

    set 03, 2013  at 16:00

    quais os beneficios para o eja modular sobre essas propostas ? e eu acho que deveria ter eja modular em outras escolas… pq em outros supletivos é um professor atras do outro e isso confunde a cabeça dos alunos e da um desgastes mental na minha opinião !!

    Responder

  7. Gilvan lima da silva

    set 03, 2013  at 16:00

    Meu nome é gilvan eu estudo em uma escola da prefeitura quero saber o que vai acontecer com o EJA.

    Responder

  8. Cintia duarte

    set 03, 2013  at 16:00

    Isso vai valer para os alunos do estado tambem. Vai aver aigumas mudancas para que faiz eja modular.

    Responder

  9. Debora Ap de Castro Nicolau

    set 03, 2013  at 16:00

    vai continuar o mesmo modulo do eja modular ou vai mudar alguma coisa

    Responder

  10. ozeias teixeira da rocha

    set 04, 2013  at 16:00

    eu acho que em questao da tarefa de casa nao devia ter, por que muitas pessoas ja sai tarde do seu trabalho pra ir pra escola i chega tarde nao da tempo de fazer as tarefas de casa ja e complicado sem tarefa emajina com .

    Responder

  11. marcelo zaratini

    set 04, 2013  at 16:00

    Meu nome é Marcelo,sou da década de oitenta e não sou contra a reformulação do ensino ou qualquer outro nome que queiram dar à modernização, visando é claro a melhoria do aprendizado.Porém me preocupa as firulas que os líderes e seus associados fazem para se chegar ao denominador comum.Não vejo nada de errado com a metodologia das décadas passadas, vejo que com o passar dos anos tais metodologias foram deixadas de lado.Precisamos sim, fazer com que sejam todas aplicadas sejam elas antigas ou novas.Tenho duas filhas, uma com quatorze anos cursando a 7° série e a outra com dois meses,o futuro de ambas me preocupa,enquanto se discute o que fazer e como fazer,gerações passam e nada de concreto e significativo se realiza.A uma instabilidade em todas as áreas,fazendo que o cidadão fique cada vez mais confuso, desacreditado e o pior manipulado.

    Responder

  12. antonia vera mendes santos

    set 04, 2013  at 16:00

    Concordo com td já escrito acima, porém necessitamos de ações reais que considerem os professores como educadores e apoios para que se efetivem de maneira responsável tais mudanaça como: apoios na área de saúde, lazer e cultura e social no sentido de assistir as famílias em situações de risco.

    Responder

  13. ANTONIO DIAS NEME

    set 04, 2013  at 16:00

    Avaliação do Sistema de Ensino

    “Avaliações sejam vistas como estímulos à mudança em processos educacionais, e, não como punição.”

    Pode‑se afirmar que vem mudando a representação dos processos avaliativos de sistemas educacionais
    no Brasil, em relação aos quais houve inicialmente uma reação contrária muito forte, e que uma cultura de avaliação educacional está se consolidando, na idéia de responsabilização. Salutares são os debates e as contraposições aos diversos processos avaliativos implementados em vários dos níveis educacionais, e nos vários sistemas de administração educacional do país (União, Estados e Municípios). A preocupação com os resultados dos processos de ensino está presente atualmente nas administrações públicas da educação e nas escolas, dando margem a iniciativas como aperfeiçoamento dos currículos escolares, formação continuada de professores, revisão da formação básica de docentes, produção de materiais didáticos novos em vários tipos de suporte (impressos, virtuais, DVDs, etc.). O impacto dessas avaliações começa a ser sentido na educação básica esperando‑se que as
    avaliações sejam vistas como estímulos à mudança em processos educacionais, e, não como punição.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  14. ANTONIO DIAS NEME

    set 04, 2013  at 16:00

    Avaliação para a Aprendizagem e Acompanhamento

    “Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não há exclusão, mas
    sim”. Diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade.
    Não há Medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada
    definitiva, mas. Sim Travessia permanente em busca do melhor. Sempre! “

    Luckesi

    A avaliação do processo de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos não pode ser pensada em si mesma, deve ser realizada em sintonia com o Projeto Político-Pedagógico da Escola, construído coletivamente, que norteia o planejamento e a metodologia da sala de aula.
    Assim entendida, a avaliação da aprendizagem é processo orientador e interativo,
    constituindo um desafio para o professor e também não sendo uma atividade solitária do
    professor: ela tem que ser compartilhada com os alunos, pais, professores e gestor escolar.
    Daí podemos concluir que a avaliação é um processo contínuo, participativo, com função
    diagnóstica e investigativa, cujas informações devem proporcionar o redimensionamento da ação pedagógica e educativa, reorganizando as próximas ações de todos, no sentido de avançar no entendimento do processo de aprendizagem.
    Entretanto, para o professor avançar rumo ao sucesso de todos os alunos, é necessário
    desconstruir preconceitos, estereótipos e mitos culturalmente enraizados na comunidade escolar tais como:
    Professor bom é aquele que reprova.
    Repetir é bom para o aluno pegar base.
    Esse menino não tem jeito para o estudo.
    As famílias pobres não dão valor ao estudo.
    Uma escola que tem a preocupação com a aprendizagem de todos, que acredita nas potencialidades dos alunos, conseqüentemente, trabalha para o sucesso, estimula a auto-estima e não precisa preocupar-se com o binômio aprovação-reprovação, pois sabe que, no processo de aprendizagem, o aluno sempre alcança progresso e deve prosseguir do ponto em que parou.
    Admitir a idéia de começar tudo de novo é desconsiderar a natureza do processo.
    Finalmente, no processo ensino-aprendizagem, na interação professor-aluno, pode
    concluir que juntos, acertamos, assumimos riscos, alcançamos objetivos. A avaliação não pode servir para selecionar e excluir o aluno desse processo, pois tal prática é uma violência ao direito à educação. A avaliação deve sempre servir para redimensionar o planejamento do professor e subsidiar o fazer pedagógico. Por conseguinte, voltada para a transformação, a avaliação é muito mais do que a expressão de determinar conceitos para os alunos, ela expressa a postura do educador responsável, ético-político, competente e comprometido com a construção do conhecimento e do desenvolvimento de capacidades, habilidades, competências e atitudes numa escola democrática e cidadã

    “A avaliação é a mediação entre o ensino do professor e as
    aprendizagens do professor e as aprendizagens do aluno, é o fio da
    comunicação entre formas de ensinar e formas de aprender. É
    preciso considerar que os alunos aprendem diferentemente porque
    têm histórias de vida diferentes, são sujeitos históricos, e isso
    condiciona sua relação com o mundo e influencia sua forma de
    aprender. Avaliar, então é também buscar informações sobre o
    aluno (sua vida, sua comunidade, sua família, seus sonhos…) é
    conhecer o sujeito e seu jeito de aprender. “

    Paulo Freire

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  15. Rosangela Rodrigues de Almeida

    set 06, 2013  at 16:00

    Rosangela Rodrigues de Almeida
    Sou professora da RME há 17 anos,portanto já vivi algumas experiencias muito significativas como aluna e como professora.Percebo que agora a atual gestão começa a perceber a angustia que estamos vivendo já a bastante tempo e a grande necessidade de se fazer algo.Não acho que a solução esteja na reprovação,e,esta por sua vez não é vista por mim como ferramenta para mostrar o poder de um professor ou do sistema de ensino.Passamos por um período em que conseguimos colocar todos dentro da escola,e muitos destes Todos nela estão,movidos pelo uso de benefícios sociais que estão atrelados ao combate da evasão.Penso que ja conseguiu-se combater a evasão e sugiro que doravante os referidos programas sociais sejam atrelados ao aproveitamento dos alunos.Quanto ao empoderamento do professor fico me perguntando o que se poderia fazer/aplicar aos nossos alunos já que somos norteados por uma lei federal-ECA-que embora garanta muitos direitos essenciais aos nossos alunos nos ata pés e mãos na cobrança da execução de seus deveres.

    Responder

  16. Célia Regina Ortega

    set 09, 2013  at 16:00

    Para mim a educação só vai ter valor pra valer quando os professores passarem a serem valorizados e respeitados pelas autoridades e pelos alunos e pais, hoje em dia os alunos tratam os professores como um inimigo vindo assim a desrespeitá-los e até mesmo a agredí-los verbalmente, moralmente ou fisicamente, isto tudo por causa do que? Da falta da autoridade dos professores dentro da classe tirada pelas novas leis… acho isto um absurdo. E enquanto tiver esta besteira de aprovação continuada os alunos saberão cada dia menos,pois sabem que já passaram de ano e não estarão perdendo nada (na cabeça deles) pois só têm perdido… sou transportadora escolar e vejo as crianças cada dia mais burras e rebeldes… nem o que se comemora dia 7 de setembro a maioria não sabem (pode ser uma coisa boba você diz) mais se uma coisa boba como esta eles não sabem, o que sabem então? No passado a gente aprendia e nunca mais esquecia, vamos colocar um basta nesta nova matéria criada por pessoas que para mim, não gostavam de estudar (a matéria de burrologia). Isto não vai fazer com que o Brasil acabe com o analfabetismo no Brasil, mais vamos estar formando analfabetos, vulgo alfabetizados…
    Vai ser muito bom a mudança desde que:
    - Valorizem os professores tanto monetariamente como em autoridade dentro da classe.
    - Se tenha melhores condições destes professores darem aulas nas escolas, oferecendo materiais escolares atualizados e classes sem exageros de alunos.
    - Professores sendo respeitados pelos dirigentes das escolas.
    - Pais se interessando pelo comportamento dos seus filhos na escola, tanto na educação que vem de casa como na que é dada na escola, comparecendo nas reuniões de pais e verificando suas notas, corrigindo seus filhos quando fazem algo errado na escola não tirando a autoridade dos professores, mais ensinando seus filhos a respeitá-los.
    Tenho visto coisas absurdas de pais contra professores fazendo assim com que cada dia mais os alunos percam o respeito para com os professores, mesmo vendo que seus filhos estão errados, os apoiam…
    VAMOS COLOCAR UM BASTA NESTA BAIXARIA… JÁ PASSOU DA HORA.
    ACORDA BRASIL!!!!

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  17. Marcos Roberto Telles

    set 09, 2013  at 16:00

    Meu nome é Marcos Roberto. Gostei das mudanças que estão acontecendo na revolução do ensino em São Paulo. Deveriam não acontecer só em São Paulo, mas no Brasil todo. Povo brasileiro, vamos lutar junto com o prefeito e com o secretário Cesar Callegari. Lutar por um ensino melhor e atuante neste universo lindo e maravilhoso que é o estudo. Podem contar comigo.

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  18. janaina

    set 11, 2013  at 16:00

    Na minha opinião em relação ao ensino infantil é nescessário mais aproximação do professor com o aluno ,pois estamos em uma nova época ,onde isso pode acontecer e eu não falo de estar seis ou mais horas com a criança ,mas sim de se aproximar para que a mesma tenha em quem confiar para até mesmo contar algo que acontece em sua familia e ela não tem com quem contar .Minha filha tem medo de pedir qualquer coisa para professora ,porque em suas palavras ela é brava e vai gritar com ela

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  19. Cleusa Maria

    set 12, 2013  at 16:00

    É importante que haja uma reestruturação entre os Programas Inclui, Saúde, Conselho Tutelar, CEFAI e Educação. Isso porque as escolas de um modo geral identificam diversas situações e “problemas” em relação aos alunos que fogem a alçada da Educação, tais como: maus tratos dos familiares, doenças orgânicas e psíquicas, que dificultam que o trabalho dos educadores tenha progresso. O aluno como sujeito central da Educação por muitas vezes apresenta necessidades educacionais especiais e não tem a possibilidade de serem avaliados por profissionais da saúde, tendo em vista que estes profissionais muito embora estejam presentes nas Unidades Educacionais de acordo com documentos legais, na prática eles estão muito alheios as reais necessidades das crianças, e nem sempre encontra-se respaldo, diálogo entre a Educação e os demais seguimentos(Saúde, Conselho Tutelar, Programas de Inclusão e CEFAI).

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