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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

As avaliações externas, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo, não substituem as práticas avaliativas dos professores na sala de aula, como provas, textos, trabalhos, exercícios. Em nota técnica divulgada pela pasta, afirma-se que as avaliações externas vão diagnosticar as condições de ensino e aprendizagem de toda a Rede, situando-a no contexto nacional. O objetivo é contribuir com a implementação e o monitoramento das políticas públicas educacionais.

Já as avaliações internas, que acontecem no cotidiano escolar, têm por finalidade acompanhar o desenvolvimento das competências e conhecimentos dos alunos, incluindo valores e habilidades como ética, solidariedade, cooperação.

A principal avaliação externa para o Ensino Fundamental do País é a Prova Brasil, que faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Seus indicadores buscam influenciar positivamente os sistemas de ensino.

Esta avaliação tem matrizes específicas, com um conjunto de habilidades que são recortes do currículo. De acordo com a SME, a intenção não é reduzir o currículo escolar ao que é avaliado na Prova Brasil, mas sim verificar como certas operações cognitivas e conteúdos estão sendo apropriados pelos estudantes.

Como é a Prova Brasil

A Prova Brasil avalia as redes de ensino públicas a partir de provas de língua portuguesa-leitura, matemática e ciências. Sua aplicação se dá a cada dois anos e envolve os alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental. A metodologia utilizada – chamada de Teoria da Resposta ao Item (TRI) – possibilita a comparação dos resultados ano após ano.

Os resultados na Prova Brasil são, então, associados ao percentual de aprovação, e geram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que estabeleceu metas de qualidade para todo o país.

Objetivo não é gerar rankings

De acordo com a SME, as avaliações externas aplicadas à Rede Municipal de São Paulo não têm como meta apresentação de rankings. A intenção é “contribuir com mais um diagnóstico”, que será complementar aos dos educadores, possibilitando a reorientação de práticas pedagógicas.

A fim de que os educadores se apropriem das metodologias do Saeb, a SME propicia cursos em avaliação para a aprendizagem.

Para saber mais sobra a avaliação para a aprendizagem proposta pelo Mais Educação São Paulo, programa que reorganiza o currículo e a administração da Rede, consulte a nota técnica abaixo:

 

Nota Técnica nº 12 – Programa Mais Educação São Paulo

Avaliação para a Aprendizagem

AVALIAÇÃO EXTERNA, AUTOAVALIAÇÃO, LIÇÃO DE CASA, BANCO DE ITENS E EXPERIMENTOS E BOLETIM

Ressalta-se o conceito de avaliação como ação de atribuir valores, de fazer valer a aprendizagem em sua mais ampla acepção e abrangendo sua diversidade.

Avaliação externa

A avaliação externa é concebida como um conjunto de ações para diagnóstico e identificação das condições de ensino e aprendizagem do sistema de ensino, por meio da aplicação de provas e questionários contextuais, visando a contribuir para a implementação de políticas públicas.

É importante salientar que a avaliação externa não substitui as diversas ações avaliativas cotidianas do professor, realizadas em “sala de aula” e denominadas internas. As avaliações internas têm por finalidade acompanhar o processo de desenvolvimento de competências e conhecimentos pelos alunos, de forma ampla, englobando valores e habilidades, como ética, solidariedade, cooperação, entre outros.

Para possibilitar a reflexão sobre o processo de construção de habilidades de um grupo ou escola, é interessante considerar sua inserção em contextos mais amplos, como o nacional. Essa característica da avaliação externa não implica desconsideração de especificidades regionais ou culturais. O que se enfoca são os aspectos de consolidação de habilidades construídas durante a escolarização.

Para avaliações dessa natureza, tem-se por base um conjunto de habilidades que muitas vezes são recortes do currículo. Entretanto, o objetivo dessas avaliações não é a redução do currículo escolar à leitura e à resolução de problemas, por exemplo. É verificar como determinadas operações cognitivas e conteúdos, considerados básicos nas áreas do conhecimento, estão sendo apropriados pelos estudantes.

Nas avaliações externas, como a Prova Brasil, consideram-se matrizes específicas para avaliação, que consistem em descritores de habilidades das áreas avaliadas e utilizam-se expressões vocabulares, gêneros textuais e temas de caráter e interesse nacionais.

A Prova Brasil faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que busca contribuir para a melhoria da qualidade da educação e a universalização do acesso à escola. Além disso, procura oferecer indicadores que influenciam o desempenho dos estudantes avaliados.

Com o objetivo de avaliar a qualidade das escolas públicas, em Língua Portuguesa-Leitura, Matemática e Ciências, a Prova Brasil é realizada a cada dois anos. É uma avaliação censitária, envolvendo alunos da 4ª Série/5º Ano e 8ª Série/9º Ano do Ensino Fundamental das escolas das redes municipais, estaduais e federal e, desde 1995, utiliza a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI).

Os resultados apresentados pelos estudantes na Prova Brasil e vinculados à aprovação escolar geraram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Esse índice, criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), em 2007, permitiu que fossem estabelecidas metas bienais de qualidade a serem atingidas pelo País, por escolas, por Municípios e Unidades da Federação.

As avaliações externas na Rede Municipal de São Paulo não têm como meta apresentar rankings, mas apontar avanços das crianças, contribuir com mais um diagnóstico a ser adicionado aos já detectados pelos Educadores das Unidades Educacionais e reorientar o trabalho pedagógico.

Com o objetivo de aproximar os Educadores (Gestores e Professores) dos descritores da matriz de avaliação do SAEB e dos procedimentos e técnicas da elaboração de itens, a Secretaria Municipal de Educação vem propiciando cursos de formação em Avaliação para a Aprendizagem com elaboração de itens.

Autoavaliação

A autoavaliação deve cumprir uma função de autoconhecimento, de forma a auxiliar o aperfeiçoamento da aprendizagem, tanto dos estudantes como dos educadores (gestores e professores), tendo como referência Paulo Freire e os três eixos no processo: ação-reflexão-ação.

O desenvolvimento das atividades autoavaliativas terá como objetivo a consolidação de resultados que reflitam o real, permitindo, desse modo, que contribuam efetivamente para o (re)pensar o entorno e a realidade da comunidade escolar.

Diante de tal compreensão, a autoavaliação deve servir aos seguintes propósitos:

  • Diagnosticar o momento em que o aluno ou o Projeto Político- Pedagógico (PPP) da Unidade Educacional se encontram.
  • Aperfeiçoar as ações pedagógicas ou o PPP, preservando e acentuando conquistas importantes, corrigindo rumos, apontando novos horizontes, replanejando.
  • Encontrar/Descobrir novos sentidos para as ações.
  • Estimular a participação efetiva de todos, Estudantes e Educadores, por meio do autoconhecimento que propicie o desenvolvimento pessoal daqueles que participam do processo educacional da aprendizagem.
  • Integrar o processo avaliativo, complementando outras atividades e ações, inclusive avaliações externas.

 

Lição de casa

As atividades de lição de casa constituem-se como ações pedagógicas complementares às diversas atividades desenvolvidas pelos estudantes no cotidiano escolar. Elas não precisam necessariamente ser executadas “em casa”, mas são tarefas a serem realizadas em horários extra-aulas.

As tarefas a serem realizadas em horários e ambientes extraordinários à sala de aula devem ser resultantes de um pacto entre docentes e discentes, com a apresentação clara sobre seus sentidos e funcionalidades, em função dos exercícios e ações em curso. Constituem-se também como novas oportunidades de aprendizagem e sistematização, por meio da execução de distintas ações. Em virtude disso, a lição de casa deve ser acompanhada por todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

A proposição de atividades de lição de casa pode contribuir na intensificação e estreitamento dos vínculos familiares, pois propicia o acompanhamento e a participação das famílias no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, a realização dessas atividades tende a construir e solidificar uma cultura de estudos e crescente desejo de saber, concorrendo para o aprimoramento da autonomia do estudante.

Considera-se, assim, que as atividades de lição de casa devem se articular às propostas de avaliação e recuperação, com o conceito de aluno autor, sujeito no desenvolvimento das atividades que permitem a identificação e posterior superação dos obstáculos que se opõem ao seu próprio processo de construção de conhecimentos e desenvolvimento cognitivo.

Banco de Itens e Experimentos

O Banco de Itens é um instrumento de Apoio Pedagógico Complementar, a ser construído coletivamente pelos profissionais da RME.

Seu acervo será composto por um conjunto de itens criados por especialistas em avaliação das equipes técnicas da SME/DOT e complementado por colaborações de educadores da RME, após orientações e formações sobre o processo de elaboração de itens.

Constituído como um trabalho coletivo, o Banco de Itens poderá ser usado pelos professores, em qualquer momento de suas atividades didáticas, não consistindo em obrigação para a preparação de avaliações internas. Pretende-se que os professores selecionem itens, de acordo com as habilidades que desejam avaliar e o desenvolvimento de suas ações pedagógicas, montando instrumentos que venham a compor as avaliações.

O Banco de Itens deverá evoluir para se tornar também um Banco de Experimentos, com projetos, aulas e recursos criados, adaptados e desenvolvidos pelos educadores e escolas, com vistas ao seu compartilhamento em rede.
 

Boletim

O boletim tem como objetivo o registro e a síntese da avaliação do estudante e sua divulgação, principalmente para seus pais/responsáveis, e deverá ser disponibilizado bimestralmente.

Constituído por informações relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem, pode assumir diversas formas. A SME apresentará propostas para o boletim, que poderão ser alteradas pelas Unidades Educacionais. A possibilidade de acesso ao boletim não elimina as reuniões de pais, momentos importantes de integração família-escola e nos quais são relatados e explicados quais competências e conhecimentos não foram desenvolvidos pelo estudante em cada componente curricular. As informações apresentadas nesse registro podem contribuir para levar o pai/responsável a interagir com a escola, a fim de entender e acompanhar o desenvolvimento escolar do estudante.

Visando ao respeito ao desenvolvimento cognitivo dos educandos e à ampliação do acesso à informação, no Ciclo da Alfabetização o registro se dará por meio de relatórios e conceitos. Nos Ciclos Interdisciplinar e Autoral e no Ensino Médio, ocorrerá por meio de notas de 0 a 10, acompanhadas de uma descrição de seus significados.

No caso dos estudantes com deficiências matriculados nas Escolas Municipais de Educação Fundamental (EMEF) e de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), poderão ser adotados relatórios descritivos, em todos os Ciclos, de acordo com o Projeto Político-Pedagógico da Unidade Educacional.

Saiba mais:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

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Discussão - 5 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    nov 01, 2013  at 13:08

    Avaliações externas complementam diagnóstico do aprendizado dos estudantes da Rede
    As avaliações externas, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo, não substituem as práticas avaliativas dos professores na sala de aula, como provas, textos, trabalhos, exercícios. Em nota técnica divulgada pela pasta, afirma-se que as avaliações externas vão diagnosticar as condições de ensino e aprendizagem de toda a Rede.

    Ela ajudará a orientar a aprendizagem]

    A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino.
    Esqueça a história de usar provas e trabalhos só para classificar a turma. Avaliar, hoje, no mais Educação São Paulo é recorrer a diversos instrumentos para fazer a garotada compreender os conteúdos previstos.
    Durante muito tempo, a avaliação foi usada como instrumento para classificar e rotular os alunos entre os bons, os que dão trabalho e os que não têm jeito.
    Lembro que uma boa avaliação externa envolve três passos:
    - Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
    - Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);
    - Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).
    A avaliação externa só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando. Ou seja, só se deve avaliar aquilo que foi ensinado.
    Para que os alunos apreendam o conteúdo dado as provas devem ser encaradas como uma reorientação
    Mas é preciso levar em consideração que os dois protagonistas são o professor e o aluno – o primeiro tem de identificar exatamente o que quer e o segundo, se colocar como parceiro.

    CONCLUINDO:

    Os objetivos do programa MAIS EDUCAÇÃO SÃO PAULO contem principalmente a avaliação do desempenho dos alunos das escolas municipais referentes a aspectos dos conteúdos curriculares, o levantamento de dados e informações que possibilitem políticas de intervenção para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, oferecer subsídios para os professores conduzirem com maior efetividade o processo de ensino e permitir que a Secretaria Municipal de Educação como um todo direcione suas ações.
    A preocupação dos gestores com a qualidade da Educação, e o interesse em colocar os sistemas de avaliação a serviço dos esforços de melhoria do ensino, aflui para uma variedade de diferentes políticas pedagógicas. Essas têm em comum a necessidade de devolver os resultados da avaliação para as escolas, em processo comumente chamado de “devolutivo”, de modo que a instituição e seus professores possam compreender as variações no desempenho dos alunos e perceber formas de influenciar futuros resultados mediante mudanças nas suas práticas pedagógicas.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

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  2. caroline

    nov 05, 2013  at 13:08

    As avaliações externas tem como objetivo analisar o desempenho dos alunos, professores e o método de ensino usado dentro da instituição, sendo respondido pelos alunos da escola, tendo o intuito de deixar a responsabilidade em cima do mesmo, fazendo uma avaliação dos alunos após o resultado da prova. Possibilitando a reorientação de práticas pedagógicas, se apropriando das metodologias em avaliação para aprendizagem, dando uma devolutiva das provas com os resultados para a própria escola, esta devolutiva tem o objetivo de fazer com que as escolas tome consciência do desempenho de seus alunos, fazendo mudanças sobre suas metodologias para alcançar bons resultados.

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  3. Bruna Caroline Machado

    nov 12, 2013  at 13:08

    As Avaliações Externas são muito importantes para que, tanto SME, quanto Unidade Escolar, possam medir e comparar o desempenho dos alunos, podendo assim verificar se as metas estão sendo alcançadas, se os alunos estão aprendendo e se os professores estão conseguindo passar os conteúdos de maneira clara e objetiva, entretanto, os alunos precisam entender a importância dessas provas, pois muitos ainda pensam que as avaliações servem apenas para classifica-los, aprova-los ou reprova-los.
    Acredito também que as atividades extra-classe são importantes, pois reforçam o conteúdo de sala de aula e estimulam os alunos à estudar fora da escola.
    Os boletins bimestrais também são importantes para que os pais possam acompanhar mais de perto o desempenho dos alunos.

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    • Neila Santos

      nov 14, 2013  at 13:08

      Acredito que as avaliações externas possuem uma grande relevância, uma vez que servem como base para analisar o desempenho do aluno, com os resultados poderão ser verificados as possíveis falhas e erros do sistema de ensino. Tais avaliações devem servir como reorganização para busca de melhorias na aprendizagem educandos e também do sistema de ensino. Não como um instrumento que acaba impondo receios por classificar, aprovar ou não os mesmos, assim as avaliações externas só possuem sentido quando leva aos alunos conteúdos antes vistos em sala de aula. Ficando claro que não deve ser abortados as práticas avaliativas que os professores utilizam na sala de aula, como provas, textos, trabalhos, exercícios, usando de todos estes mecanismos torna-se mais fácil consertar os erros e estar sempre mais próximo de bons resultados.

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  4. Lidiane Oliveira

    nov 14, 2013  at 13:08

    A Avaliação Externa é algo que deve ser visto como um direito dos nossos alunos, pois é nela, que o Estado verifica se o direito dos alunos está sendo cumprido e garantido.
    Ela é utilizada como instrumento como diagnóstico, possível de identificar futuras tomadas de decisões no âmbito escolar e se é necessária melhoria da qualidade no ensino o compromisso com os resultados da educação.

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