24°C

11°C

final

3 e 4

A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
Foto: Fernando Pereira / SECOM Foto: Fernando Pereira / SECOM

O Programa Mais Educação São Paulo, que pretende reorganizar o currículo da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, propõe a implantação do ciclo de alfabetização, compreendendo os três anos iniciais do Ensino Fundamental. Seu objetivo será garantir a alfabetização de todas as crianças da Rede, até no máximo, os oito anos de idade.

“Não podemos admitir que uma criança, uma sequer, esteja analfabeta neste período”, afirmou o secretário municipal de Educação de São Paulo Cesar Callegari, em audiência pública na Câmara Municipal realizada nesta segunda-feira (9).

Uma das preocupações do Mais Educação São Paulo será tornar explícitos os direitos de aprendizagem nas distintas etapas e modalidades da Educação Básica. “Quem é contra o ciclo de alfabetização é contrário a que o direito de ler e escrever seja enunciado”, pontuou Callegari.

De acordo com a Minuta da Consulta Pública do Programa, o ciclo de alfabetização vai enfatizar “a construção de conhecimentos, valores e habilidades para a leitura, escrita e oralidade que se articulam com o processo contínuo de letramento e solução de problemas matemáticos e múltiplas linguagens para aprender, interpretar, participar, conhecer e expressar-se no mundo, articulando com a interação das áreas de conhecimento que compõem a base comum, sem hierarquizá-las”.

Para saber mais sobre o programa, acesse a Minuta da Consulta Pública.

Para dar sua contribuição, faça um comentário neste post.

Compartilhe:

Discussão - 37 comentários
  1. Mônica

    set 12, 2013  at 14:36

    A educação municipal da cidade deveria respeitar mais seus professores e demais profissionais da educação investindo na diminuição do número de alunos por classe.Dessa forma a qualidade será valorizada e respeitada !!!

    Responder

    • Ivanildo b. da Silva

      set 12, 2013  at 14:36

      Concordo plenamente com a professora Mônica, já lecionei em EMEF, onde havia 45 alunos na lista de chamada, sendo que 42 estavam presentes na sala de aula. Também não posso esquecer que nessa sala thavia ciranças com deficiência. Gostaria de saber, de que forma o professor conseguirá alfabetizar TODAS as crianças? Será humanamente impossível, algumas não serão contempladas! Para isso precisamos de masi investimantos para diminuirmos o número de alunos por sala.

      Responder

  2. ivanildo B. da Silva

    set 12, 2013  at 14:36

    O programa mais educação não contempla todas as crianças da rede, as crianças que estudam nas EMEBES, escolas bilingues para surdos. Na nova proposta não está descrito como se dará essa mudança nessas escolas, porque, sua primeira lingua e libras e o portugues na forma escrita como segunda língua. A proposta não contempla essas escolas porque não respeita a forma linguistica que é trabalhada. O governo não dá o devido suporte para que as crianças sejam alfabetizadas no cliclo e ano que é cobrado.

    Responder

  3. ANTONIO DIAS NEME

    set 12, 2013  at 14:36

    Medida

    Ciclo do Ensino Fundamental quer garantir a alfabetização de todas as crianças

    “Nós não podemos ficar insensíveis à questão da desigualdade social. Está em jogo o futuro do município. A insuficiência de aprendizado das crianças da escola pública municipal está na raiz da desigualdade e da exclusão. Nosso Município só poderá se orgulhar de dar oportunidade igual para todos se isso for cumprido de uma forma sistemática e obsessiva.”

    A principal medida é a formação continuada de professores alfabetizadores, através de cursos presenciais com duração de dois anos. No primeiro ano, com ênfase em linguagem; no segundo, em matemática. Os cursos serem totalmente custeados pela prefeitura . Os profissionais receberem uma bolsa para participar da atividade.
    A formação ser supervisionada por orientadores de estudo, capacitados em universidades públicas do País, e selecionados dentro da própria rede pública, pela experiência em alfabetização e coordenação pedagógica. São os melhores professores e mais experientes. São os professores dando aula para os professores.
    Criação de um sistema de avaliação para medir o nível de alfabetização, para o qual professores e escolas serão capacitados. As escolas realizarão provas diagnósticas, aplicadas para o segundo e terceiro anos do ensino fundamental. Iniciativa que indique se as crianças estão sendo alfabetizadas ou não na idade correta
    Criar um sistema de incentivo a escolas e professores que mais avançarem no processo de alfabetização.
    Além dessas ações, a prefeitura fornecer o material necessário para garantir, a cerca de, milhares de alunos o processo da alfabetização plena nos três primeiros anos do ensino fundamental

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

    • Ivanildo b. da Silva

      set 12, 2013  at 14:36

      Olá Antonio, concordo quando você fala em desigualdade social, existe uma discrepância muito grande de renda em nossa cidade. Poucas famílias com muit renda, onde seu filhos estudam normalmente na rede particular e muitas famílias com puca renda, onde seus filhos estudam na rede Estadual ou Muncipal. A pobreza em nosso país, não está somente na falta de recursos mas na falta de cultura e algo muito mais profundo, famílias, pais com pouca ou nenhuma cultura.Também concordo com formação continuada para professores custeada pela prefeitura, por universidades públicas de nosso país. Criar um sistema de avaliação onde TODAS as crianças e professores sejam respeitados.Contudo não concordo com um sistema de incentivo a escolas e professores. Educação não é competição, quem consegue ganha mais, pelo contrário, quem consegue ,ajuda a aqueles que ainda não conseguiram atingir suas meta.

      Responder

      • Ana Carine

        set 20, 2013  at 14:36

        O que percebo nessa discursão total das mudanças é que o salário do professor é o de menos, valorização desse profissional é o de menos , incetivo financeiro facilita a vida do professor que também é um cidadão que tem contas a pagar e precisa ser valorizado sim financeiramente.Não é questão de barganha também não concordo com insentivos individuais mas com coerência para todos, o profissional da educação esta cada ves mas escasso, não é valorizado nem mesmo pelos colegas que sai da sala de aula e vai paa um cargo diferente dentro da educação … as vezes me parece que é tudo muito simples … são professores que estão no sala de aula todos dias , que chega as 7:00 da manhã e já apanha separando briga de alunos que são culpados das idéias maravilhosas e visionárias do poder puplico nao dar certo … triste muito triste com tudo isso .

        Responder

  4. Climéria Cordeiro

    set 12, 2013  at 14:36

    Bom o Programa Mais Educação para a cidade de São Paulo não contempla as escolas Bilingues para surdos, (EMEBS). Em que momento a proposta contemplará a especificidade das EMEBS? Terá comissão para essa discussão? Não seria interessante reunir a 6 unidades das EMEBS para discutirmos o assunto?

    Responder

  5. Verônica Maria Garbim

    set 12, 2013  at 14:36

    Estamos preocupados com relação a implementação da proposta nas escolas Bilíngues para surdos pois para nossos alunos existe o complicador da aquisição da LIBRAS como primeira língua e também concomitante com o Português como segunda língua.

    Responder

  6. Adriany Mota

    set 12, 2013  at 14:36

    Preocupação como varios grupos de alunos com outros problemas (cego, deficiente intelectual, surdo, autista, paralisia cerebral e outros, como avaliar e ensinar? proposta não enfoca educação de surdos

    Responder

  7. Inay Mendes Rijo

    set 12, 2013  at 14:36

    Não devemos esquecer as EMEBS (Escolas Municipais Bilíngues para Surdos) e a sua especificidade linguísitca (LIbras como primeira língua e português escrito como segunda língua), pois essa nova proposta de organização em três ciclos, ressaltando o primeiro ciclo (alfabetização em três anos), contemplará o tempo necessário de aprendizagem do aluno surdo que tem a Língua Portuguesa escrita como segunda língua?

    Responder

  8. Janete Dinis

    set 12, 2013  at 14:36

    Gostaria de informaçôes sobre quais são as propostas para as EMEBS,visto que, o documento apenas cita que essas escolas estão incluidas nesta reorganização curricular, porém ,não apresenta como será.Me preocupo com o ciclo da Alfabeização.Como se alfabetizar em três anos um aluno que ingressa na escola para desenvolver uma língua para comunicação ( a LIBRAS) e par adquirir uma segunda lìngua( a Língua Portuguesa escrita) em três anos ? Quais são as propostas para se desenvolver a primeira língua para esta público(alunos surdos) e como alfabetizar na segunda lígua, como ensinar a Língua Portuguesa escrita para um público que a concebe como língua estrangeira se tordas as formações propostas por SME contemplam apenas o ensino da Lingua portugesa escrita como primeira lingua ?

    Responder

  9. Adriany Mota

    set 12, 2013  at 14:36

    Preocupação como atender grupos com cego, deficiente intelectual, paralisia cerebral, autista, surdos e outros, também falta de proposta ensina e avaliar, como primeira língua de sinal e segunda língua português.

    Sou surdo, trabalho de ensinar Libras (Língua brasileira de sinal)
    Estou preocupado como futuro do surdo?

    Responder

  10. iracema de s. fortes maaz

    set 12, 2013  at 14:36

    Eu sinceramente gostaria de acreditar que as EMEBS não sejam excluidas ,mais uma vez, em relação as suas especificidades. Poucos conhecem o nosso trabalho e principalmente a nossa clientela e o que ela verdadeiramente necessita. Muitos colegas que trabalham nas EMEBS questionam inicialmente , como os alunos surdos poderão ser “alfabetizados “nesta proposta se os mesmos teem como segunda lingua o portugues e isso pressupoe a aquisição da primeira lingua , a LIBRAS …Atualmente as EMEBS tem acolhido não so alunos surdos mas tambem alunos com outros comprometimentos, que nem sequer apresentam laudos medicos ou acompanhamento pela rede publica de saude. São crianças notadamente com disturbios de desenvolvimento graves e que carece de formação,cuidados e olhar pedagogico diferenciado… Em vista do que temos como realidade , questiono o quanto estes alunos devem receber atenção e olhar diferenciado não os excluindo-os como pessoas.mais uma vez. Como falar sobre alfabetização …

    Responder

    • Luceli

      set 13, 2013  at 14:36

      Olá, realmente concordo com você, eu sou estudante do curso de Pedagogia na Unip, só conheci um pouco mais sobre a história dos surdos em nossos país e como é feito a alfabetização deles por isso.
      Infelizmente é um assunto muito pouco comentado ou divulgado e precisa ser de entendimento de todos para ser valorizado e compreendido.

      Responder

  11. ANTONIO DIAS NEME

    set 12, 2013  at 14:36

    Querido e estimado professor Ivanildo B. da Silva

    Cooperação e competição estão nas bases filosóficas da educação cidadã.

    A pretensão desta observação é convidar as pessoas, modo geral, a se comportarem com a vontade de experimentar e acreditar na aprendizagem que nós educadores somos capazes de transmitir, refletir, vivenciar, aproximando mais o professor, aluno, família, amigos uns dos outros, formando uma grande corrente que não pese, mas sim, que nos una cada vez mais।
    Acredito que a dificuldade humana, no mundo atual, volta-se, prioritariamente, ao comportamento das pessoas em relação às outras। Algumas agem como senhoras absolutas da vida e, assim, vão esmagando, subjugando outras. Umas tantas aceitam, passivamente, viver sob o mando absolutista, curvando-se à vontade de alguém que tem poder e que desconhece cooperação e competição. Afinal, competir não é diminuir o outro e sim mostrar-lhe diferenças na forma de lutar na vida. Assim, cooperação e competição estão nas bases filosóficas da educação cidadã.
    Mas, afinal, o que vem a ser educação? A literatura aborda variados conceitos e dentre tantos se escolhe um: “educação não é somente transmitir conhecimentos, mas criar um espírito para toda vida, onde ensinar é viver em transformações consigo próprio e com os outros. Com base nesse princípio é possível afirmar que fatores que garantem essa educação estão assentados em palavras como cooperação e competição. Assim é importante saber o que significam:
    Cooperação (aprende-se)
    A compartilhar, respeitar e integrar diferenças;
    A conhecer nossos pontos fracos e fortes;
    A ter coragem para assumir riscos;
    Sentimentos e emoções com liberdade;
    A participar com dedicação;
    A ser solidário, criativo e cooperativo;
    A ter vontade de estar junto.
    Competição (inicia-se)
    Com a discriminação e a violência;
    Com o medo de arriscar e fracassar;
    Em fazer por obrigação;
    Pela repressão de sentimentos e emoções;
    Pelo egoísmo, individualismo e competição excessiva.
    Nota-se, então, que COOPERAÇÃO é um processo onde os objetivos são comuns e as ações são benéficas para todos. Enquanto a COMPETIÇÃO é um processo onde os objetivos são comuns, mutuamente exclusivos e as ações são benéficas somente para alguns. Neste sentido, Cooperação e Competição são processos distintos, porém, não muito distantes. A principal diferença é que no primeiro todos cooperam e ganham, eliminando-se o medo do fracasso e aumentando-se a auto-estima e a confiança em si mesmo. Ao passo que no segundo, a valorização e reforço são deixados ao acaso ou concedidos apenas ao vencedor, o que gera frustração, medo e insegurança.
    A educação moderna está em crise, porque não é humanizada, separa pensador do conhecimento, o professor da matéria, o aluno da escola, enfim, separa o sujeito do objeto. Mas nem tudo está perdido, ainda há tempo para cada um refletir sobre a vida, o jeito de ser feliz. Então o caminho é a Cooperação e a Competição, no sentido de construir um amanhã melhor. Pois como diz Carl Young, “Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”!

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

    • R. Baume

      set 13, 2013  at 14:36

      Concordo totalmente!

      Responder

    • Ivanildo B. da Silva

      set 14, 2013  at 14:36

      Olá prof. Antônio Dias Neme,
      concordo em partes com o senhor…Vou dar um exemplo do esporte, que e o meu campo de atuação. No esporte, essa competitividade de vencer o outro causa uma vontade maior dentro da pessoa de superar os limites do próximo. Isso favorece um processo seletivo que geralmente apenas aos mais fortes sobrevivem, acabando com fracos. Há casos onde essa competição pode ser intrínseca, onde a pessoa tenta superar seus limites. Nesse caso não há vencedores ou perdedores, pois, você tem como parâmetros seus próprios limites.
      Quando o senhor fala em …”Criar um sistema de incentivo a escolas e professores que mais avançarem no processo de alfabetização”… tenho medo que isso possa gerar um “ranking” das melhores escolas. Colocando a culpa, do fracasso escolar, dessas escolas que não estão no topo desse ranking, sobre as “costas” dos professores que ali lecionam.
      Para que realmente nossos alunos possam aprender com qualidade, sabemos que existem outros fatores que estão além dos muros da Educação. Uma criança que vive em extrema pobreza, e por favor, não confunda pobreza, relacionada somente a falta de recursos mas principalmente a falta de Cultura. Uma pessoa pobre no Brasil e diferente de um pobre que vive na Espanha, na Itália, na Africa… Terá maior dificuldade no processo de aprendizagem.
      Então somente com esse Programa Mais Educação, não conseguiremos vencer. Precisamos de apoio dos outros setores dentro da escola, um exemplo seria uma parceria da saúde dentro da escola.
      Obrigado por proporcionar uma discussão saudável! Aguardo resposta.
      Prof. Ivanildo B. da Silva

      Responder

      • ANTONIO DIAS NEME

        set 14, 2013  at 14:36

        Educação: ‘É preciso uma política de méritos’

        Professores precisam de incentivo

        “Verdades da Profissão de Professor
        Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
        Um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”

        Paulo Freire

        Investir na formação do professor e criar mecanismos de incentivo e premiação para atrair o jovem a abraçar a carreira docente poderiam, se incluídas nas políticas públicas, melhorar a qualidade da educação no País.
        Destaco a importância de se criar mecanismos para atrair os jovens talentosos para a carreira de professor. Para isso, é necessário melhorar a formação dos professores e estabelecer medidas nas quais o mérito do profissional seja recompensado.
        O sistema público perde seus melhores professores para as escolas particulares pela falta de uma política de méritos. O professor precisa ser mais bem premiado, não apenas com um aumento da média salarial no País, mas que se tenha um sistema de incentivo que premie e mantenha na profissão os mais talentosos
        As políticas públicas devem buscar dar um bom professor para todos os alunos, e não apenas para alguns. Isto inclui, uma valorização maior do profissional de educação e investimentos em sua formação. A formação do professor tem que seguir um modelo como a da formação de um médico, que passa por experiências práticas em hospitais como residentes antes de começar a exercer a profissão. Em geral os alunos de pedagogia são aqueles com piores notas no ensino médio. Fazem da profissão docente um “bico”. Uma profissão onde não é necessário um saber específico jamais terá status na sociedade.

        PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

        Responder

  12. Jane Baruki Ferreira

    set 12, 2013  at 14:36

    As soluções para a alfabetização, matemática e outros conteúdos,coloquei no livro de minha autoria:”O Segredo da Aprendizagem”.Escrevi o livro baseado na minha experiência do magistério, para a sensibilização dos professores aplicarem a técnica que utilizei com meus filhos, alunos e neta.
    O que proponho no meu livro, é como cito na minha poesia “Comunicação”.O mais importante é a comunicação primeira, a que faço comigo mesmo.Construindo um lar sólido ou um castelo de areia.Como os exercícios que fazíamos :Como ler e sentir por ex.uma poesia.Aproveito para convidar a visitar o meu blog e conhecer melhor o meu trabalho:www.janocca.blogspot.com

    Responder

  13. EMEI ELIS REGINA

    set 12, 2013  at 14:36

    CURRÍCULO

    A organização do ensino fundamental em três ciclos será a retomada de um processo progressista e importante para o desenvolvimento das crianças, porém a reprovação em todos os anos do terceiro ciclo descaracteriza o trabalho com a interdisciplinaridade e o investimento no aluno autor.
    Qual a concepção que permeia o professor generalista? Se for a de um professor multidisciplinar e integrador, sugerimos que o nome desse professor seja “PROFESSOR INTEGRADOR”, visto que desta forma deixa evidente a sua concepção e sua função.
    Como o aluno do ciclo três fará o TCC integrado de todas as disciplinas e dar contas de provas bimestrais, notas etc….. Nesse sentido sugerimos que a avaliação seja ao final do ciclo, levando em conta o aluno como construtor de seu conhecimento.
    Quais são os meios para garantir o desenvolvimento de pesquisa e construção de projetos como propõe o ciclo autoral?
    Como será respeitada a especificidade de cada escola uma vez que será criado cadernos referentes ao currículo para todo município?
    Outras sugestões: garantia de planejamento integrado entre os professores, para tanto será necessário repensar a jornada dos professores; Caracterizar a perspectiva de projetos em todas as disciplinas do ensino fundamental; Prever o “Professor Integrador” também no terceiro ciclo, para que seja ele o orientador dos TCCs; Reconhecer e garantir a autonomia das escolas para organização às atividades, avaliação e os registros a partir da organização de seus Projetos Políticos Pedagógicos e não vindo de forma centralizadora de SME; Garantir a permanência dos projetos das escolas que estão dando certo.

    Responder

    • Professor R. Baume

      set 13, 2013  at 14:36

      Discordo totalmente.
      As cobranças aos alunos em relação aos conteúdos deve ser cada vez maior, e o Ciclo Autoral prevê isso como está na proposta.
      A escola se torna monótona e desinteressante aos alunos devido justamente a essa série de reproduções sistemáticas que não beneficiam em nada. Ciclos que se copiam em estrutura não contribuem em nada, e seriam exatamente como na atualidade, um reprodução, cópia, do outro.

      Precisamos de verdadeiros ciclos diferenciados, que cobrem, que exijam firmemente dos alunos e suas famílias, que cobrem responsabilidades quanto ao conteúdo, ampliando a possibilidade de retenção justamente como maneira de recuperar uma dificuldade encontrada e também contribuir ao esforço e motivação próprios, afinal, havendo uma possibilidade de ser retido, muitos se esforçarão mais para não ser o caso.

      Enquanto a escola não tratar de maneira mais séria o conteúdo, cobrando aluno, família e escola, e continuar tendo o foco assistencialista, veremos a progressão continuada se tornando aprovação automática, de qualquer forma.

      Responder

  14. kelly castro

    set 12, 2013  at 14:36

    Se as salas continuarem lotadas, não há como garantir melhora no ensino público

    Responder

  15. zelia almeida

    set 12, 2013  at 14:36

    Deve-se realmente se preocupar com a alfabetização nas series iniciais pois é inadmissível crianças irem passando de ano sem o devido conhecimento, o que mais tarde irá lhe prejudicar. Por isso a preocupação com cursos e especializações para professores alfabetizadores,pois o ensinar a ler, escrever e interpretar isso é no inicio ,os educadores devem conhecer a dificuldade de cada aluno, lógico que isso só será possível com classes com números menores de alunos e sempre que possível um segundo professor junto dando apoio e o professor seguir as normas exigidas mas ter um plano B particular para o devido aprendizado.

    Responder

  16. alcimarnovais

    set 13, 2013  at 14:36

    O futuro do ser humano,
    seja este pessoal ou profissional depende único e exclusivamente da base familiar e educacional. A base da educação começa nos primeiros anos na escola. Toda criança tem o direito de estudar e cabe a nós a sociedade a cobrança efetiva e participativa para que este processo mesmo que demorado não se perca e com isto facilitar o acesso das crianças na escola com atividades extra que motivem a ida e que faça está desenvolver características que andarão com eles pela Vida!

    Responder

  17. stefany rafaela dos santos silva

    set 13, 2013  at 14:36

    com certesa, vai ajudar muito os alunos porque tem muitos alunos que tem muita dificuldade para aprender ler e escrever, entao eu acho que vai mudar muita coisa….

    Responder

    • ANTONIO DIAS NEME

      set 13, 2013  at 14:36

      Ciclo do Ensino Fundamental quer garantir a alfabetização de todas as crianças

      “Considerando a complexidade de tais aprendizagens, concebe-se que o tempo de 600 dias letivos é um período necessário para que seja assegurado a cada criança o direito às aprendizagens básicas da apropriação da leitura e da escrita; necessário, também, à consolidação de saberes essenciais dessa apropriação, ao desenvolvimento das diversas expressões e ao aprendizado de outros saberes fundamentais das áreas e componentes curriculares, obrigatórios, estabelecidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos.”

      Dentre os desafios da educação, sem dúvida nenhuma o mais estratégico e decisivo, é garantir a plena alfabetização de nossas crianças.
      Alfabetizar todas as crianças sem exceção até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, quando elas completam 08 anos de idade, é o compromisso do Plano de desenvolvimento da Educação,
      O Programa é um conjunto integrado de ações, materiais e referências curriculares e pedagógicas que serão disponibilizadas pelo Ministério da Educação e que contribuem para a alfabetização, tendo como eixo principal a formação continuada dos professores alfabetizadores, que atuarão nos anos iniciais do ensino fundamental, incluindo livros e materiais didáticos de qualidade, jogos educativos e o melhor da literatura infantil para todos os alunos, professores e para cada sala de aula.
      Os professores alfabetizadores cadastrados no Programa receberão mensalmente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma bolsa de estudo no valor de R$ 200,00, a qual representa uma ajuda de custo para viabilizar a participação nos encontros presenciais e também a utilizar programas próprios já existentes, como é o caso do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE).
      Para tanto não se deve medir esforços para que todas as crianças sejam plenamente alfabetizadas até o terceiro ano do ensino fundamental. E estar alfabetizado significa ser capaz de interagir por meio de textos escritos em diferentes situações. Significa ler e produzir textos para atender a diferentes propósitos. A criança alfabetizada compreende o sistema alfabético de escrita, sendo capaz de ler e escrever, com autonomia, textos de circulação social que tratem de temáticas familiares ao aprendiz.
      Ao final do ciclo de alfabetização, a criança tem o direito de saber ler e escrever, com domínio do sistema alfabético de escrita, textos para atender a diferentes propósitos

      PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

      Responder

  18. Edna Maria Armellei Martins

    set 13, 2013  at 14:36

    Realmente se…… não diminuir o número de alunos por sala de aula a qualidade do ensino continuará comprometida.A seriedade de todas as propostas na verdade comecam aqui e valorizando professor.

    Responder

  19. Educadores da EMEF Dr. Pedro Aleixo

    set 13, 2013  at 14:36

    Parecer da EMEF Dr. Pedro Aleixo Sobre o Programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino de São Paulo.

    Verdades da Profissão de Professor
    “Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
    A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”.
    Paulo Freire

    Já iniciamos nossa conversa… E reforçamos aqui o nosso compromisso pessoal e com a comunidade escolar do debate e da luta pelo que acreditamos e colocamos em prática todos os dias, quando deixamos nossos lares e entramos pela porta da frente desta unidade de ensino.
    “ O que sobretudo me move a ser ético é saber que, sendo a educação, por sua própria natureza, diretiva e política, eu devo sem jamais negar meu sonho ou minha utopia aos educandos, respeitá-los. Defender com seriedade, rigorosamente, mas também apaixonadamente, uma tese, uma posição, uma preferência, estimulando e respeitando, ao mesmo tempo, o direito ao discurso contrário, é a melhor forma de ensinar, de um lado, o direito de termos o dever de “brigar” por nossas ideias, por nossos sonhos e não apenas de aprender a sintaxe do verbo haver, de outro, o respeito mútuo.” (FREIRE, P. , 1998)
    Nós, trabalhadores de educação da EMEF Dr. Pedro Aleixo, ao analisarmos o Programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, entendemos:
    1. Esse documento perdeu seu caráter democrático, uma vez que não ouviu, em sua elaboração, a voz daqueles que são os reais protagonistas da rede municipal de ensino, os professores. São eles que apesar de todas as críticas que se possa fazer, estão com a mão na massa, presentes no cotidiano da sala de aula, com seus desafios e conflitos, colocando em prática e operacionalizando o que os técnicos e os teóricos pensam e escrevem sobre Educação, as teorias de aprendizagem e os programas curriculares. Além do conhecimento, do ensino e aprendizagem, precisam gerenciar tantas outras demandas cotidianas, e enfrentar a mais difícil de todas as tarefas nesse espaço, a de manter viva em cada criança, jovem e em suas famílias a esperança de que a escola e a educação praticada por ela, poderá melhorar suas vidas e ajudá-los no exercício da plena cidadania, fazendo a diferença.
    Também não consultou ou ouviu os demais educadores: pais, gestores, funcionários, sindicatos, os acadêmicos, e outros grupos que poderiam ter contribuído para o verdadeiro debate, para dai sim, sair e produzir um documento que, mesmo com ressalvas, revelasse o que de fato acontece em cada escola e a partir desse movimento pudesse construir coletivamente um Programa de Reorientação Curricular para Rede Municipal de Ensino.
    Apresentar um documento muito amplo e pouco explícito, como se propõe, não traz necessariamente a oportunidade de debate, já que aqueles que fazem e participam da Educação não contribuíram para sua elaboração.

    “ Somos, então, remetidos à necessidade de refletir sobre o que se qualifica como bom. Se recorrermos à história, verificamos que o que se tem chamado de boa educação é na verdade, extremamente variável nas inúmeras sociedades e culturas, em virtude dos valores que as sustentam. O que se considera bom ou mau tem um caráter histórico. Por isso mesmo, é preciso perguntar criticamente: de qual educação se fala quando se fala numa educação de boa qualidade? Ou: que qualidades tem a boa educação que queremos? (RIOS, T.A., 2001)

    2. O documento de Reorganização Curricular… parte da premissa da aprendizagem como direito humano, princípio pelo qual também está pautada a atual Organização Curricular da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. O que nos salta aos olhos é a forma como isso tem sido veiculado por esta Administração Pública: “os direitos de aprendizagem”, como se até agora o trabalho realizado pelos educadores da rede municipal de ensino não tivesse sido ancorado nesse direito. Entendemos que, ao falar em direito de aprendizagem, antes deve-se garantir ao aluno do DIREITO de ter professor, sem o qual independentemente da linha teórica ou proposta pedagógica adotada, nada pode ser efetivado. Temos as escolas, os alunos, os materiais, o uniforme, o leite, as teorias, mas muitas vezes não temos tido o recurso humano – o professor. Vale destacar que há um déficit de profissionais em toda rede municipal de ensino, que se não for resolvido urgentemente, porá em risco e comprometerá qualquer proposta pedagógica ou de reorganização. Ainda com relação aos DIREITOS DE APRENDIZAGEM, há que se prover um amplo debate e reformulação das escolas para que possam ser inclusivas de fato, e fazer valer esse direito a todos. As escolas têm recebido os alunos com necessidades educativas especiais, mas não possuem as condições necessárias para esse atendimento, em muitos casos. Faltam acessibilidade aos espaços físicos e adequação dos equipamentos, salas de apoio à inclusão em número suficiente para atendimentos das reais demandas, auxiliares da vida escolar e estagiários para acompanhamento aos alunos, formação adequada aos professores, gestores e funcionários, materiais pedagógicos, a efetivação de políticas públicas que venham colocar em prática os direitos previstos pela legislação vigente, dentre outras ações. Ainda, sobre Inclusão convém ressaltar que o presente documento, não faz menção sobre essa temática, o que nos surpreendeu, uma vez que o discurso reafirma tanto a necessidade de garantia de direitos.

    3. Concordamos com a premissa explicitada pelo documento no que se refere à importância da família como parceira no processo educativo dos seus filhos, bem como na necessidade de aproximar a linguagem da escola e a linguagem da família, buscando estabelecer assim um diálogo de verdade. Mais uma vez, entendemos que tal proposta já está presente no cotidiano escolar. Temos obtido sucesso nesta empreitada, uma vez que nas reuniões de pais e mestres, nos atendimentos e convocações e em outras atividades pedagógicas da escola temos uma maioria de pais e/ou responsáveis presentes. Quando o programa propõe o recebimento do boletim na casa do aluno, ao contrário do que se espera, essa ação poderá afastar os pais da escola, uma vez que não precisarão ir até ela para buscar informações sobre desempenho escolar de seu filho, coibindo assim a participação dessas famílias, nos vários movimentos da escola e especialmente nas reuniões de pais, momento em que aproveitamos para desencadear importantes reflexões sobre outros aspectos do cotidiano escolar, além do processo de aprendizagem de cada criança ou jovem. Esse diálogo tem se constituído em um espaço privilegiado para o estreitamento das relações entre escola e família. Outro equívoco que se coloca é com relação “as lições de casa”. Esta é uma ação que já está incorporada à prática de muitas escolas. Não entendemos como se dará a sistematização desta ação, uma vez que não há e nem haverá maneiras de controle do seu cumprimento, ou do acompanhamento das famílias nesta tarefa. Também é sabido que nem todas as famílias têm as condições necessárias para prover este espaço de estudo em casa.
    “A reprodução acrítica da tradição e a adoção também acrítica de modas – tanto mais adotáveis quanto menor é a profundidade das mudanças que propõem – são dois riscos constantes para a educação, são obstáculos fortes para a produção de verdadeiras mudanças.” (LERNER, D., 2002.)
    4. Quanto ao currículo apontamos como aspecto positivo a possibilidade de agrupar os nove anos do ensino fundamental em três ciclos, de três anos cada um. Entendemos que esse espaço de tempo favorecerá a consolidação do trabalho pedagógico em cada um dos ciclos, respeitando suas especificidades e características, bem como possibilitando uma melhor avaliação para a continuidade dos estudos. Como pontos negativos, apontamos a organização do ciclo intermediário envolvendo professores generalistas, especialistas e integradores, uma vez que tal organização gerou muitas dúvidas, por exemplo: de como seria composta a grade curricular neste ciclo, como seriam feitos os projetos, qual a carga horária prevista, como se daria a regência, quais temáticas seriam abordadas, quem gerenciaria o que, em que turma e com qual frequência. Entendemos que ao desconsiderar as aulas de Educação Física, Arte e Inglês como disciplinas obrigatórias do currículo do ensino fundamental e tratá-las como atividades em projetos, estas perdem espaço para o desenvolvimento das especificidades, próprias de cada uma. Todas essas incertezas instauram um clima de insegurança e angústia para os profissionais da rede, totalmente desnecessário e prejudicial ao bem estar de todos os envolvidos.
    Vale ressaltar que a organização e o funcionamento da área de integração e projeto propostos para os três ciclos, não foram explicitados pelo documento, gerando mais uma vez muitas indagações. Quando se fala em interdisciplinaridade como estratégia para realizar a transição entre o ciclo de alfabetização e o ciclo autoral, há que se apurar qual concepção que se tem de trabalho interdisciplinar, uma vez que não se pode conceber uma interdisciplinaridade “imposta” que se pressupõe garantida pela presença de professores generalistas, especialistas e integradores. Terezinha Rios (2001) alerta para esta questão: “ É necessário, assim refletir sobre o sentido da interdisciplinaridade. Não se pode ter interdisciplinaridade se não se tiver , de início, disciplinaridade, muito especificamente falando. Costuma-se falar em interdisciplinaridade de uma maneira equivocada, como se ela fosse uma mistura de trabalhos: vai se fazer um trabalho interdisciplinar, então juntam-se as disciplinas de português, matemática, geografia, história em torno de um tema, e pronto, tem-se interdisciplinaridade. Na verdade, é algo muito mais complexo: existe interdisciplinaridade quando se trata verdadeiramente de um diálogo, ou de uma parceria, que se constitui exatamente na diferença, na especificidade da ação de grupos ou indivíduos que querem alcançar objetivos comuns, que “jogam” em posições diferentes num mesmo “time”. É preciso ter muita clareza do tipo de contribuição que cada grupo pode trazer na especificidade dessa contribuição – o que estou chamando de disciplinaridade – para fazer um trabalho realmente interdisciplinar. A ação interdisciplinar guarda um sentido de organicidade . Poderíamos pensar, analogicamente, em um corpo, cujos órgãos, com sua função diferenciada, realizam conjunta e harmonicamente uma tarefa. Ou ainda, pensar em corpos diferenciados que se organizam para um trabalho comum, como o que acontece na escola.”
    Refletindo ainda sobre a tentativa de romper com a fragmentação do conhecimento, fenômeno muito comum sobretudo nas turmas do Ciclo II, reforçado pela estrutura organizacional de aulas de 45 minutos, percebemos que a proposta de reorganização não levou em consideração este fator, já que o último ciclo – autoral – permanece com esta estrutura, obstaculizando, assim, a construção do trabalho pedagógico pelo viés da interdisciplinaridade. Faz-se necessário, então, trazer-se à luz qual concepção de interdisciplinaridade está sendo proposta.

    “Fragmentar assim os objetos a ensinar permite alimentar duas ilusões muito arraigadas na tradição escolar: contornar a complexidade dos objetos de conhecimento reduzindo-os a seus elementos mais simples e exercer um controle estrito sobre a aprendizagem. Lamentavelmente, a simplificação faz desaparecer o objeto que se pretende ensinar, e o controle da reprodução das partes nada diz sobre a compreensão que as crianças têm. [...]” (LERNER, D., 2002.)”

    Ainda em currículo, outra questão que ficou obscura é a de como seriam organizados os TCCs, quem orientaria os alunos, quais parâmetros seriam estabelecidos para validação ou não desse trabalho. Estabelecer que o TCC de todos os alunos concluintes deve partir de um compromisso de intervenção social, é no mínimo muito limitante. Pretende-se formar um aluno produtor-autônomo, autor de seu próprio conhecimento, no entanto se restringe o campo de sua produção. Desta forma não estaríamos produzindo autores em série, como numa linha de produção, em que todos os produtos “saem iguaizinhos”, e quaisquer alterações são barradas pelo controle de qualidade e consequentemente o produto será descartado?
    E sobre a proposta de dependência dos alunos nos 7º e 8º anos, não há apontamentos em quantas e quais disciplinas os alunos poderão ficar em dependência e em qual horário fariam essas disciplinas, se a escola não possuir turmas no seu contra turno, o que ele fará? Se houver um número grande de alunos para fazer dependência em determinados componentes curriculares, serão distribuídos pelas classes regulares, que na maioria das vezes já trabalham no seu limite humano, físico e de espaço? Terão esses alunos a abstração e a maturidade necessárias para assumir este compromisso, já que esta iniciativa foi proposta em outras redes de ensino com insucesso?

    5. Sobre a avaliação do sistema de ensino, o documento aponta que existem muitas avaliações externas: Prova São Paulo, Prova da Cidade, Prova Brasil, Provinha Brasil, que geram dados que são pouco aproveitados para a melhoria da aprendizagem. Concordamos que há um excesso de avaliações, porém, nos últimos anos os resultados da Prova da Cidade e da Prova São Paulo têm se configurado como excelente instrumento de visibilidade do processo de construção das proficiências dos alunos e do caminhar pedagógico da escola. Permitiram um debate sobre a construção de questões para avaliação, a verificação dos avanços no processo ensino e aprendizagem, o refinamento dos critérios para organização de projetos de intervenções pedagógicas para atendimento das reais necessidades dos educandos, tanto os que apresentaram desempenho abaixo do esperado, quanto para os alunos com bom desempenho. Desta forma, com base nesses resultados e nos obtidos pelas avaliações internas, foi possível a elaboração e implementação de projetos com foco na leitura, na alfabetização em língua e em matemática, na produção textual, na recuperação paralela, bem como possibilitaram a organização dos agrupamentos de alunos seja na formação inicial das turmas ou nos reagrupamentos durante o ano letivo. Especialmente a Prova São Paulo, apresentou, em seus relatórios pedagógicos, dados que têm nos ajudado muito a pensar todo o processo de avaliação que construímos ao longo dos últimos anos. Já os dados da Prova e Provinha Brasil, revelam–se muito superficiais e trazem poucas contribuições, como afirma o Professor Ocimar Munhoz Alavarse, em artigo publicado no jornal a Folha de S. Paulo, em agosto de 2013: “ A decisão, em abril, de encerrar a realização da Prova São Paulo já afrontava a articulação com o planejamento pedagógico das unidades educacionais. A defesa do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e da Prova Brasil pelo prefeito parece ignorar quase 40 características que fazem da Prova São Paulo uma avaliação superior. Suas matrizes são mais completas que as nacionais. Além disso, o Inep divulga seus dados com atraso e impede a identificação das proficiências de cada aluno. Isso cria obstáculos intransponíveis para o acompanhamento individual e impossibilita o cotejamento de resultados de avaliações internas e externas, condição a fortiori para se incrementar o processo de avaliação em cada escola.”

    6. Sobre o registro da avaliação dos alunos a mudança de conceito para número, por si só, terá pouca ou nenhuma influência em todo o processo de aprendizagem, nas condições didáticas para o trabalho pedagógico ou para mudanças do comportamento que se espera dos alunos frente aos estudos. Na nossa análise, se materializa aí um mito que vem sendo reproduzido ao longo do tempo e que bebe da fonte do senso comum. Aí também se situam as questões relacionadas à progressão/aprovação automática.

    “O terceiro ponto que anunciamos – e que se agrega às considerações já realizadas sobre o curricular e o institucional – refere-se à consciência que é necessário se criar na opinião pública”. [...] O “novo” preocupa pelo simples fato de ser novo – não é preciso averiguar se está bem fundamentado ou não-; o “velho” tranquiliza apenas pelo fato de ser conhecido, independentemente da sustentação científica ou teórica que possa ter.[...] Parece essencial, então criar-se a consciência de que a educação também é objeto da ciência, de que dia a dia se produzem conhecimentos que, se ingressassem na escola permitiriam melhorar substancialmente a situação educativa. É necessário, além disso, mostrar – da maneira mais acessível que se encontre – quais são as práticas escolares que deveriam mudar, para se adequarem aos conhecimentos que temos hoje sobre a aprendizagem e o ensino da leitura e da escrita, assim como mostrar os efeitos nocivos dos métodos e procedimentos tradicionais que são tão “tranquilizadores” para a comunidade, e tornar públicas as vantagens e estratégias didáticas que realmente contribuem para formar leitores e escritores autônomos.” (LERNER, D., 2002.)

    Nesta reflexão, talvez esteja parte do entendimento do motivo pelo qual a concepção do trabalho em ciclo não foi bem compreendida, até hoje, pela sociedade como um todo, e daí ouvirmos afirmações como “os alunos não se interessam pelos estudos porque sabem que vão passar de ano mesmo”, referindo-se à progressão automática, ou “as notas de zero a dez avaliam melhor porque quantificam e classificam de forma mais particularizada”, ou ainda que a “retenção é benéfica porque a criança ou jovem não sabe nada”. Entendemos que é preciso desconstruir estas e tantas outras falas ouvidas, repetidas e tidas como verdades.
    Jussara Hoffman afirma: “Sobre a avaliação tradicional, ela legitima uma escola elitista, alicerçada no capitalismo e que mantém uma concepção elitista do aluno.
    Entretanto, uma escola de qualidade se da conta que de todas as crianças devem ser concebidas sua realidade concreta considerando toda a pluralidade de seu jeito de viver. Deve se preocupar com o acesso de todos, promovendo-os como cidadãos participantes nessa sociedade. O desenvolvimento máximo possível do ser humano depende de muitas coisas além das da escola tradicional como memorizar, notas altas, obediência e passividade, depende da aprendizagem, da compreensão, dos questionamentos, da participação. O sentido da avaliação na escola, seja qual for a proposta pedagógica, como a de não aprovação não pode ser entendida como uma proposta de não avaliação, de aprovação automática. Ela tem que ser analisada num processo amplo, na observação do professor em entender suas falas, argumentos, perguntas debates, nos desafios em busca de alternativas e conquistas de autonomia”.
    Entendendo a avaliação sob esta perspectiva, a questão do uso do conceito ou de notas de zero a dez passa a ser uma questão de pouca importância, uma vez que as duas formas são apenas registros que não conseguirão conter a dimensão do processo de avaliar. Propor a volta da retenção, do uso das notas classificatórias é, no mínimo, uma atividade retrógrada e que não enfrenta os reais problemas e desafios da educação.

    “Contreras Domingo (1997:12) afirma que remeter à expressão “qualidade da educação” em vez de a seus diversos conteúdos e significados para diferentes pessoas ou posições ideológicas, é uma forma de pressionar na direção do consenso sem permitir a discussão. E evidentemente este é um recurso que pode usar quem tem o poder para utilizar e difundir o slogan como forma de legitimar seu ponto de vista sem discuti-lo. (…) Um recurso que (…)obriga a todos: uma vez que a referência à qualidade se converteu na forma de falar, ninguém pode abandoná-la, ninguém pode dizer que sua pretensão não é a qualidade da educação”. (RIOS T.A., 2001)

    7. Com relação ao programa de formação dos educadores proposto pelo documento, nos pautamos nas afirmações e reflexões de Délia Lerner (2002): “se se quer, de verdade criar uma mudança profunda, é também imprescindível recolocar as bases da formação dos professores e promover a valorização social de sua função”. Deverá ser uma formação que atenda às demandas: “Como conciliar a profundidade exigida para o trabalho de cada grupo com a necessidade de estender a proposta a um número de professores que seja significativo para o sistema? Deve apresentar-se como obrigatória a capacitação para os professores ou como voluntária? É conveniente dirigi-la a professores isolados, que procede de instituições diferentes ou é mais produtivo imprimir-lhe um caráter institucional? Que condições devem reunir os capacitadores? Como promover a formação contínua dos participantes do projeto? Como assegurar que o processo de capacitação permita aos professores apreender a concepção didática que se pretende comunicar-lhes?
    Entendemos que para uma formação realmente comprometida com a mudança “não bastará então capacitar os docentes, será imprescindível também estudar quais são as condições institucionais para a mudança, quais os aspectos de nossa proposta que tem possibilidade de serem acolhidos pela escola e quais requerem a construção de esquemas prévios para poderem ser assimilados. Dito de outro modo, será necessário renunciar ao voluntarismo que costuma caracterizar a nós que impulsionamos as mudanças, será necessário reconhecer que o objeto que queremos modificar – o sistema de ensino – existe independentemente de nós e tem leis próprias”, ou seja, torna-se inviável uma proposta de formação que não leve em conta esses aspectos. Ela prescinde de um estudo da realidade e das reais necessidades e demandas da rede e precisa ser colocada em prática, se não com a devida antecedência, mas com a concomitância da implantação do programa e com o debate necessário.

    “Elaborar documentos curriculares é um forte desafio, porque, além das dificuldades envolvidas em todo trabalho didático, é necessário assumir a responsabilidade da prescrição. Os documentos curriculares adquirem um caráter prescritivo, mesmo quando seus autores não o desejem e mesmo quando – como em nosso caso – a instituição na qual estão sendo produzidos conceba a elaboração de currículos como um processo que requer muitas interações com a prática e muitas correções, sem desembocar rapidamente na produção de documentos definitivos. Elaborar documentos curriculares supõe, além disso, tomar decisões que afetarão muitas escolas – todas as que pertencem a uma jurisdição. Fazer propostas que se levarão à prática em instituições muito diversas apresenta problemas diferentes dos que se apresentam ao orientar o trabalho de uma escola ou de uma classe específica, já que é inevitável se perguntar pela validade das propostas para essa diversidade de situações, cujas especificidades nem sempre é possível conhecer de perto. A responsabilidade envolvida na elaboração de documentos curriculares faz sentir fortemente a necessidade da pesquisa didática. Prescrever é possível quando se está certo daquilo que se prescreve, e se está tanto mais seguro quanto mais investigada está a questão do ponto de vista didático”.(LERNER, D., 2002)

    À luz desta reflexão, é que ratificamos a necessidade de compartilhar o grande desafio de elaborar um documento de reorganização curricular, com um movimento de consulta e investigação “em loco” das reais demandas e necessidades da rede. E isso só se consegue dando voz às escolas, legitimando assim o caráter democrático e ético que esta importante tarefa deve ter.

    Para finalizarmos nossa conversa, encaminhamos as seguintes sugestões:
    Que a Secretaria de Educação do Município de São Paulo, por meio da sua gestão e das políticas públicas, estabeleça como compromisso de governo um Programa de Reorganização Curricular e de Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino, que tenha como proposta principal, as seguintes premissas:
    1- Redução do número de aluno por classe: Ciclo de alfabetização com no máximo 25 alunos, demais anos dos ciclos com no máximo 30 alunos;
    2- Valorização dos profissionais da educação com o cumprimento dos acordos feitos pela gestão atual com as entidades sindicais e, no mínimo, a aplicação dos índices da inflação anual como reajuste salarial na data do dissídio da categoria, bem como o cumprimento da legislação que prevê a aplicação integral do Fundeb e dos royalites do petróleo na educação;
    3- Política gestão de pessoal de maneira a garantir que os módulos de recursos humanos de todas as unidades de ensino estejam completos e com constantes atualizações;
    4- Garantia de Auxiliar da Vida Escolar e Estagiários tanto para o atendimento de todos os alunos NEEs, quanto das classes de 1º ano de alfabetização;
    5- Política de repasse de verbas, em que as escolas possam investir, com autonomia, em seus projetos pedagógicos e no atendimento de suas demandas;
    6- Política de formação do profissional de educação, não apenas nos cursos oferecidos pela Universidade Aberta do Brasil, mas pela Secretaria Municipal de Educação e seus órgãos regionais, em que sejam oferecidos cursos de capacitação, no horário de trabalho, bem como a garantia da jornada de formação prevista pela Lei 14660/07 – Estatuto dos Profissionais de Educação do Ensino de São Paulo;
    7- A manutenção da grade curricular atual;
    8- Ofereça e garanta a avaliação e o atendimento dos alunos e ou familiares na área da saúde: com médicos, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, dentre outros.
    Entendemos que desta forma estaremos trilhando os caminhos rumo à melhoria da qualidade da educação e do ensino público na Rede Municipal de São Paulo. Ensejamos que nosso esforço em promover o debate, em fazer esta análise que reflete o posicionamento desta unidade escolar, seja profícuo e agregue contribuições para a elaboração de um documento curricular de fato construído por todos, no qual possamos nós enxergar e sentir a nossa autoria.
    “Penso que os avanços que conseguimos em direção à meta de formar na escola cidadãos “leitores e produtores de textos” não podem ser desperdiçados. Pelo contrário, entendo que não podemos retroceder um milímetro, porque ainda a muitíssimo o que fazer.” (MORAIS, A.G., 2002)

    Referências Bibliográficas
    ALAVARSE, O. M. Muito barulho e pouca luz. Folha de S. Paulo, São Paulo, 17 ago. 2013. Tendências/Debates, Caderno Opinião AE.
    FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 22. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
    _______. Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a Pedagogia do oprimido. 5ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1998.

    HOFFMAN, J. Avaliação Mediadora; Uma Prática da Construção da Pré-escola a Universidade. 17.ª ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.

    LERNER, D. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.

    MORAIS, A. G. Ortografia: ensinar e aprender. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2002.

    RIOS, T. A. Compreender e ensinar – Por uma docência da melhor qualidade. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.

    Responder

  20. EMEF PROFESSOR FERNANDO DE AZEVEDO
    SÍNTESE DA DISCUSSÃO DA PROPOSTA DE REORGANIZAÇÃO DA RME, REALIZADA COM OS PROFESSORES
    04/09/2013
    1- CURRÍCULO:

    A proposta de interdisciplinaridade, compreendida como trabalho coletivo e integração das áreas de conhecimento é bem vista pelo grupo de professores. No entanto, ao se observar o quadro proposto pela secretaria, percebe-se que aparece certa incoerência, ao se propor a interdisciplinaridade como um sexto momento – ÁREA DE INTEGRAÇÃO /PROJETOS – apartada no quadro geral.
    De certo modo sugere que se trata de projeto que envolve apenas algumas áreas específicas, da parte diversificada, leitura, informática, arte, educação física e inglês. O documento sugere a interdisciplinaridade como princípio, entretanto propões esta divisão, tornando-se incoerente.
    A discussão de interdisciplinaridade traz a baila reflexões sobre as diversas especialidades e a necessária integração entre elas. Faz emergir também outra discussão, que se refere à compartimentalização das áreas do conhecimento e dos conteúdos escolares particionados em diversas aulas, dando a ideia de que são estanques e isolados, o que afeta principalmente as crianças menores do ciclo inicial – atual Ciclo I. Tais questionamentos nos remetem a reflexões sobre a presença do professor especialista no ensino fundamental I como um representante da antecipação desta fragmentação.
    Se a presença do professor generalista + especialista (português e matemática), se tornará um fato, é importante que se tenha clareza das responsabilidades e atribuições de cada um destes profissionais, pois o documento não deixa claro. Será dupla regência? Experiências anteriores de dupla regência em educação física e Sala de leitura nem sempre se mostraram eficazes na prática, nem sempre se reverteram em benefícios na aprendizagem dos alunos. Qual a responsabilidade de cada um dos professores na composição da parceria e, simultaneamente, a responsabilidade conjunta.
    Neste sentido, ficam diversas dúvidas a respeito de uma grade curricular compatível com a proposta, com as necessidades da escola e dos alunos e, simultaneamente compatível com a jornada dos professores.
    Desta forma, é fundamental se pensar na regulamentação que, caso se aprove esta proposta, atenda á todas as demandas da escola. Com Decretos, Portarias, Comunicados que considerem as reais necessidades de tempo e espaços para efetivação de projeto transformador. É necessário que se tenha um calendário escolar que propicie e garanta encontros dos profissionais envolvidos com os diversos projetos da escola. Que se repense o conceito de “Dia Letivo”, de modo mais abrangente, permitindo que processos de planejamento, reuniões de acompanhamento, monitoramento e avaliação sejam parte integrante. Considerar que apenas quatro reuniões pedagógicas anuais poderão garantir a execução de um projeto sério, eficiente e eficaz é uma falácia, um engodo que se vive na rede pública e que tem prejudicado em muito os avanços tão necessários.

    Responder

  21. Carolina Cortinove

    set 14, 2013  at 14:36

    Carta dos professores de artes da Rede Municipal de Ensino de São Paulo

    Considerando as dúvidas em relação aos conceitos e a metodologia do Programa de Reforma Educacional “Mais Educação” apresentado para consulta pública gostaríamos de nos posicionar diante do conjunto de temas propostos nesse projeto e mais especificamente no que diz respeito à área de artes.
    Primeiramente, ressaltamos que a construção desse documento não teve a participação dos educadores e da população, reduzindo-se a uma consulta na internet que não sabemos como será encaminhada. Além disso, a reforma desconsidera diversas práticas já existentes nas escolas municipais, como lições e trabalhos de casa, avaliação periódica dos alunos e atribuição de conceitos numa perspectiva do trabalho educacional coletivo.
    Esse projeto traz um retrocesso ao ensino municipal porque apresenta propostas que tem a simpatia do senso comum (reprovação em várias séries, obrigatoriedade de provas bimestrais e substituição de conceitos por notas de zero a dez, regime de dependência), mas não faz frente aos problemas estruturais das escolas da rede, como redução do número de alunos por sala, falta de materiais pedagógicos, garantia à jornada docente de formação aos que por ela optarem, melhoria da remuneração e atendimento adequado aos alunos deficientes.
    No que diz respeito à reestruturação curricular, foi indicado que os componentes curriculares Artes, Inglês e Educação Física serão concebidos como “área de integração” que serão organizados como projetos e apesar de não haver diretrizes claras em relação a estes componentes, gostaríamos de nos posicionar, pois historicamente, o ensino de arte na educação formal sempre lutou por um reconhecimento de sua especificidade e de seu espaço como área de conhecimento e linguagem. Portanto, ao deixar de ser componente curricular e se tornar articulador de projetos ou como já aconteceu historicamente, em que a arte servia a outras disciplinas como finalizadora de projetos interdisciplinares, entendemos que esta proposta é um retrocesso.
    Além disso, ao estabelecer a obrigatoriedade de organizar suas atividades por meio de projetos, a reforma implicaria na redução da autonomia pedagógica do professor de artes. Atualmente, já existem projetos interdisciplinares nas escolas que funcionam de acordo com as necessidades da unidade escolar e seus atores (alunos e professores) e de modo articulado com seu projeto político pedagógico.
    Gostaríamos também de ressaltar a dificuldade de desenvolvimento de um trabalho contínuo e aprofundado no ciclo I que conta com apenas uma aula semanal. Visto que nesse momento da formação da criança, sabemos que os conceitos e as práticas artísticas contribuem no processo de desenvolvimento integral do estudante.
    Nesse sentido, defendemos:
    - A participação dos educadores na concepção, discussão e implementação do Programa de Reforma Educacional.
    - Organização de um ciclo de debates com os envolvidos na formulação do “Mais Educação” e todos os educadores interessados , nas quatro regiões da cidade.
    - A permanência da área de artes como componente curricular.
    - O aumento do número de aulas no ciclo I.
    - A autonomia do professor de artes na organização do seu programa de trabalho.
    - Investimento na estrutura (materiais, sala específica) para o exercício pleno da nossa função.
    - Investimento em programas de formação em arte e educação.
    - Incentivo à pesquisa na área de arte e ensino de arte.

    Ana Carolina Volckner – Professora de Artes da EMEF Des. Amorim Lima
    Carolina Cortinove Tardego – Professora de Artes EMEF Almirante Tamandaré
    Clarissa Lopes Suzuki – Professora de Artes da EMEF Des. Amorim Lima
    Liz Natali Sória – Professora de Artes da EMEF Des. Amorim Lima
    Cintia Yuri Nishida – Professora de Artes da EMEF Altino Arantes
    Meiko Natacha Fukimoto Velez – Professora de Artes da EMEF Dr. Abrão Huck
    Lígia Caetano Carvalho – Professora de Artes da EMEF Cel. Romão Gomes
    Mariana Fernandes Salomão – Professora de Artes da EMEF Dep. João Sussumu Hirata
    Thaís Mamprin – Professora de Artes da EMEF Gov. Mário Covas
    Elias Marques- Professor de Artes da EMEF Gov. Mário Covas
    Daniely Diniz- Professora de Artes da EMEF Alberto Santos Dumont

    Responder

  22. Cintia Muniz

    set 14, 2013  at 14:36

    O documento não deixa claro como será a criação das CEMEIS. Como ficarão organizados os CEIS e as EMEIS nessa nova proposta de integração? Isso implicará mudanças na carga horária de trabalho dos professores? Implicará mudanças no salário dos profissionais? Como isso será levado em consideração para efetuar as mudanças?
    Cintia Muniz
    Professora de Educação Infantil

    Responder

  23. Luciene Pereira

    set 14, 2013  at 14:36

    Para que isso ocorra é necessário mudanças como a redução do número de alunos por sala,
    garantindo a eles uma educação de melhor qualidade.

    Responder

  24. maurina izabel da silva

    set 15, 2013  at 14:36

    A proposta é bonita, e quem não conhece a realidade das EMEFS, EMEIs da periferia até acredita.
    Na escola que trabalho no primeiro ano temos quatro alunos com laudo e vários com suspeita de possuir NEE, as duas professoras são verdadeiras heroínas. Dos cerca de 60 alunos somente 6 ainda não estão lendo. No inicio do ano letivo em um pesquisa informal percebemos que a maioria ou não frequentou CEI/EMEI ou frequentou pouco.
    Na nossa região existem poucas EMEIs, como alfabetizar junto e ao mesmo tempo alunos que tiveram a oportunidade de frequentar EMEI e já tiveram contato com a linguagem escrita com os que não tiveram a mesma oportunidade.
    O documento não deixa claro como pretende resolver o problema.
    Contar com a terceirizadas é um perigo, não temos o controle do trabalho realizado.

    Responder

  25. Ester Franco

    set 15, 2013  at 14:36

    Acredito que nenhum professor se opõe a alfabetização no tempo e idade mais apropriada. O que percebo é que os esforços empenhados por nós professores está se diluindo dentro de um sistema que pouco nos valoriza. Vejo um abismo entre o ser professor e estar professor. Sou professora, mas não quero estar professora nas condições que estão apresentadas até o momento.

    Responder

  26. Equipe Pedagógica do CEU EMEF Jaçanã

    set 15, 2013  at 14:36

    • Como serão os relatórios para acompanhamento do processo ensino-aprendizagem no Ciclo de Alfabetização, nós iremos criar ou será definido pela SME?
    • Quais\como serão os conceitos para o ciclo de Alfabetização?
    • Que acompanhamento a criança que foi retida no 3º ano terá?

    Responder

  27. Lourdes

    set 15, 2013  at 14:36

    Qual a adequação do currículo, espaço, mobília?. Qual formação e diretrizes serão proporcionadas aos educadores e os demais que trabalham com as crianças de 6 anos no ensino fundamental?. Nos que trabalhamos com essa faixa etária sabemos da necessidade de um olhar atencioso quanto as especificidades e demandas da idade para receber com qualidade essas crianças e, portanto, assegurar a efetivação do seu direito à educação.

    Responder

  28. Alunos do 3º e 4º sementre do curso de pedagogia UNICASTELO

    set 15, 2013  at 14:36

    Analisando este documento de forma crítica e reflexiva no papel de discente, através de leituras, debates e apontamentos, podemos identificar nesta proposta curricular diversos aspectos considerados como um avanço, e em contra partida, questões que não foram abordadas com clareza disponibilizando os devidos esclarecimentos.
    Fazendo uma leitura no que diz respeito a avaliação para a aprendizagem, é um elemento considerado como novo e otimista, uma vez que o instrumento avaliativo em alguns casos torna-se uma forma de coersão sobre os educandos, sendo este mecanismo direcionado para a aprendizagem muda todo esse contexto. O que de fato deve ser pensado é como será essa avaliação, além da forma tradicinal escrita, há uma demanda de possibilidades lúdicas com jogos, brinquedos pedagógicos, gincanas, entre outras diretrizes educacionais, as quais devem ser disponibilizadas aos educadores e mais do que isso, a análise de como se dará o acompanhamento no sentido de verificar se realmente essa mudança de paradigma avaliativo está ocorrendo na prática.
    Um dos elementos principais desse documento é o “Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa’’, que é uma questão significativa, pois a nosso ver, direciona toda a responsabilidade deste processo educacional ao professor generalista, o qual por sua vez, assume este compromisso. No entanto, o educador não pode assumir está missão sozinho, muitos dos fatores que determinam a aprendizagem, estão além das suas forças. Fatores existenciais influenciam diretamente no processo de ensino aprendizagem, sendo eles: falta de participação da família, a saúde física e psíquica da criança, afetividade, alimentação, estrutura física e administrativa da escola, apoio social, entre outros. Jogar essa obrigação apenas nas mãos do professor é uma ironia absurda. É necessário que os alunos tenham um acompanhamento multidisciplinar, desde o 1º ano para que os possíveis problemas sejam logo diagnosticados e sanados.
    A reorganização dos ciclos em: alfabetização, interdisciplianar e autoral, distribuem em três fases o ensino fundamental, com a defesa de que “os ciclos muito longos dificultam, ainda, o acompanhamento da aprendizagem, o desenvolvimento dos alunos e a organização do trabalho dos professores”, isso de fato é verídico, mas será que apenas uma fragmentação maior é a solução? Nos parece que não. E a quantidade enorme de alunos por sala? E a formação continuada? Quando falamos em formação, não é apenas a disponibilidade de curso, mas a garantia de que haja condições para que o professor possa frequentar tais cursos, com dispensa de ponto e em locais acessíveis e que os cursos tratem da realidade objetiva as escolas, dos problemas que afetam o dia-a-dia escolar.
    Enquanto cidadãos, brasileiros e conhecedores da realidade de nossas escolas, analisamos que algumas sugestões como: lição de casa, volta do boletim, tcc, provas bimestrais, entre outras, são respostas aos anseios da população, medidas superficiais, que nosso ver surtirão poucos efeitos práticos. Tomando como exemplo a lição de casa, algumas famílias de nossa sociedade não estão preparadas para contribuir positivamente na formação do aluno, pois as famílias mudaram, muitas vezes as crianças são criadas pelas avós e tias, essas pessoas evidentemente precisam trabalhar e suas formações acadêmicas (quando existentes), não equivalem as mesmas exigidas para o educando, ou seja, em alguns casos, as famílias não poderão contribuir com o educando.
    Sejam francos, revolucionem a educação da nossa cidade, invistam na formação dos professores, na estrutura das escolas, na diminuição de alunos por sala, na educação integral, nos recursos didáticos, façam tudo o que a nossa educação precisa e não o que as pessoas querem ouvir.
    Nós como futuros educadores, acreditamos que a educação da nossa cidade precisa de algo novo, de uma revolução. Revolução está, que comece ouvindo as escolas, ouvindo quem trabalha lá, analisando os problemas reais e ai sim, busquem as soluções. De qualquer forma, estamos torcendo pela melhoria da educação em nossa cidade.

    Responder

Escreva seu comentário