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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

O Sistema Municipal de Formação de Educadores é uma das medidas do Mais Educação São Paulo, programa que reorganiza o currículo e a administração da Rede Municipal de Educação.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), para a viabilização dos processos formativos é necessário oferecer condições para a participação dos docentes. São quatro as iniciativas planejadas pela pasta para propiciar as formações:

1. Universidade Aberta do Brasil (UAB): serão implantados polos da UAB – programa de ensino semipresencial do governo federal – nos Centros Educacionais Unificados (CEUs). O objetivo é ampliar o acesso à educação superior pública nas diferentes áreas do conhecimento, por meio da oferta de cursos de licenciatura, formação inicial e continuada a professores da Educação Básica, bem como cursos superiores e de pós-graduação, para a formação de gestores educacionais e trabalhadores da Educação Básica.

Também devem ser oferecidos cursos que tratam da saúde do trabalhador, das questões relacionadas à violência nas escolas, assim como os de prevenção ao uso indevido de drogas.

2. Plano Anual de Incentivo às atividades de formação em serviço e formação acadêmica: a pasta realizará um planejamento que envolve cursos de especialização, mestrado e doutorado.

3. Criação de cursos de formação para educadores em parceria com a TV Escola do Ministério da Educação (MEC): a intenção é utilizar parte dos conteúdos online da TV e oferecer bolsas de estudos.

Conforme a secretaria, as determinações para o funcionamento do Sistema de Municipal de Formação de Educadores serão objeto de decreto e portarias complementares, divulgados ao longo de 2013 e 2014.

Para mais informações, consulte a íntegra da nota técnica abaixo:

Nota Técnica nº15 – Programa Mais Educação São Paulo

Formação de Educadores

CONCEITO E OBJETIVOS DO SISTEMA DE FORMAÇÃO DE EDUCADORES

A implantação do Sistema de Formação de Educadores da Rede Municipal de Ensino de São Paulo é condição básica para realização e êxito do Programa Mais Educação São Paulo. Os temas e problemas levantados no contexto do Programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino de São Paulo dependem intimamente da criação, do aperfeiçoamento e da ampliação de amplo Programa de Formação dos quadros docentes e técnicos na área de educação.

As inovações propostas e a consolidação das políticas curriculares já em curso exigem readequação dos programas de formação de educadores e dos Projetos Político-Pedagógicos das Unidades Educacionais, tornando-os organicamente ligados às diretrizes do Programa Mais Educação São Paulo.

Faz parte intrínseca das diretrizes do Sistema de Formação de Educadores a ser criado a abertura de espaços e condições para a reflexão sobre as dimensões filosóficas, científicas e ideológicas das mudanças em andamento; além disso, são necessários espaços e condições para a realização de pesquisas sobre a formação dos profissionais da Rede Municipal de Ensino e de possíveis temas que os educadores apontem como prioritários para subsidiar o trabalho pedagógico; e, ainda, o acompanhamento permanente, a partir de diagnóstico inicial, do desenvolvimento das propostas e do cumprimento de objetivos gerais da Rede e específicos das Unidades Educacionais. As estratégias principais para a implantação dessa dinâmica de acompanhamento se basearão em:

1. Sistema de gestão pedagógica, registro e documentação dos processos de ensino e aprendizagem, das metodologias e das experiências inovadoras;

2. Publicação periódica dos resultados dos debates, das propostas, da vida educacional das Unidades;

3. Publicação de materiais didático reflexivos sobre os resultados dos processos avaliativos produzidos na Rede Municipal de Ensino, privilegiando os resultados das Unidades Educacionais;

4. Ampliação da rede e equipamentos tecnológicos consonantes com os programas de formação e gestão pedagógica.

Essa sistemática possibilitará, ainda, a criação de novas redes de aprendizagem dinâmicas e colaborativas, integrando produção de conhecimento e acompanhamento do processo de implantação do Sistema de Formação de Educadores.

Ressalta-se que o Sistema de Formação considerará as necessidades e desafios de todas as etapas e modalidades do ensino:

1. Educação Infantil: formação para a criação e implementação de Projeto Político-Pedagógico Integrado para a Primeira Infância e procedimentos específicos de avaliação, conforme Notas Técnicas de número 1 e 2.

2. Ensino Fundamental e Médio: formação para os temas tratados nas Notas Técnicas de 3 a 6 e para o trabalho com projetos (conforme Nota Técnica número 7), além de outros temas relevantes.

3. Educação Especial: questões de avaliação dos estudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades / superdotação, descritas nas Notas Técnicas de número 9 e 10.

4. Educação de Jovens e Adultos: suas especificidades, organização, metodologias, programas de formação e as matrizes de avaliação, conforme descrito na Nota Técnica de número 8.

5. Diversidade, desigualdades e diferenças: formação para viabilizar a plena implantação das questões relativas à Educação para as Relações Étnico-Raciais e à Educação, Gênero e Sexualidade. Conforme prioridades especificadas na Nota Técnica de número 11.

6. Gestão pedagógica: oferecendo cursos que abordem a elaboração dos Regimentos Educacionais (Nota Técnica 21), entre outros assuntos.


Temas prioritários e formas de abordagem

1. Currículo

1.1. Práticas curriculares refletidas, inovadoras e eficazes: desenvolvimento de seminários regionais e locais sobre este tema e criação de política de comunidade de práticas;

1.2. Montagem coletiva de bancos de experimentos regionais oferecidos pela Rede;

1.3. Produção interna ou compartilhada com outras redes públicas de materiais didáticos e multimídia, coletivos e abertos;

1.4. Estudos sobre interdisciplinaridade, sobre suas teorias e práticas;

1.5. Estudos sobre projetos autorais e sociais;

1.6. Ações formativas no campo das didáticas das diferentes

disciplinas e áreas do conhecimento.


2. Avaliação

2.1. Estudos sobre processos cognitivos e avaliativos dos alunos;

2.2. Interpretação de procedimentos de avaliação em múltiplas formas (como de projetos, de desempenho social, de produções artísticas) e não apenas de provas;

2.3. Gestão de conhecimento de acordo com os princípios da avaliação para a aprendizagem, já descritos do documento do Programa.


3. Gestão Pedagógica:

3.1. Formação para Coordenadores Pedagógicos;

3.2. Formação para Diretores;

3.3. Formação em cursos de especialização para Supervisores, montados pelos próprios Supervisores e operados em parceria com a Universidade Aberta do Brasil ou outras universidades.


Condições para a Formação: em serviço e continuada

Para viabilização dos processos formativos é necessário oferecer condições para participação de educadores, conforme item 3.3 do Programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. Esclarece-se que, neste sentido, além do já determinado no documento serão viabilizadas as seguintes iniciativas:

1. Universidade Aberta do Brasil (UAB): a implantação dos polos da UAB nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) visa à ampliação do acesso à educação superior pública nas diferentes áreas do conhecimento por meio da oferta de cursos de Licenciatura, Formação Inicial e Continuada a professores da Educação Básica, bem como cursos superiores e de pós-graduação, para formação de gestores educacionais e trabalhadores em Educação Básica. A Nota Técnica de número 19 detalha o processo de implantação da UAB nos CEUs.

2. Plano Anual de Incentivo às atividades de formação em serviço e formação acadêmica (Especialização, Mestrado e Doutorado).

3. Viabilização para que os cursos da Universidade Aberta do Brasil sejam ofertados aos professores da Rede Municipal de Ensino, para formação inicial, continuada ou segunda licenciatura, além daqueles que tratam da saúde do trabalhador, das questões relacionadas à violência nas escolas, assim como os de prevenção ao uso indevido de drogas.

4. Criação de cursos de formação para educadores em parceria com a TV ESCOLA/MEC com o uso de parte dos conteúdos online da TV e que são contemplados com Bolsas de Estudos.

As determinações para o funcionamento e exequibilidade do Sistema de Municipal de Formação de Educadores serão objeto de Decreto e Portarias Complementares.

Leia também:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

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Discussão - Um comentário
  1. Lidiane Oliveira

    nov 15, 2013  at 16:56

    É de suma importante que os educadores mantenham a formação de maneira continua, ou seja, que esteja sempre se reciclando. Hoje com tantas tecnologias pode-se enriquecer o ensino dos nossos alunos agregando a eles muito mais conhecimento do que antigamente. Portanto, acredito que esta formação oferecida aos educadores é algo que possa sim melhorar a educação do nosso país.

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