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indisciplina

O Mais Educação São Paulo conversou com os coordenadores pedagógicos do CEU Vila Atlântica sobre meios de trabalhar a disciplina dos alunos.

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Discussão - 3 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    out 23, 2013  at 16:37

    Coordenadores pedagógicos – Indisciplina

    O Mais Educação São Paulo conversou com os coordenadores pedagógicos do CEU Vila Atlântica sobre meios de trabalhar a disciplina dos alunos.

    ATITUDES DO PROFESSOR QUE FAVORECEM A RELAÇÃO COM OS ALUNOS

    1. Planificar e programar bem as aulas. Não confiar na improvisação.
    2. Manter sempre os alunos ocupados porque nada favorece tanto a indisciplina como não ter nada que fazer.
    3. Evitar centrar-se num aluno, pois os outros ficarão entregues a si mesmos.
    4. Evitar os privilégios na aula. A escola deve ser um lugar de combate aos privilégios.
    5. Não fazer alarde de rigor. Quando for necessário corrigir, fazê-lo com naturalidade e segurança.
    6. Não falar de assuntos estranhos à aula.
    7. Aproximar-se dos alunos de modo amigável, tanto dentro como fora da escola.
    8. Estar a par dos problemas particulares dos alunos para poder ajudá-los quando necessário.
    9. Se tiver de fazer uma admoestação, que esta seja firme, mas que nunca ultrapasse a linha do amor próprio e seja de preferência em privado.
    10. Procurar um ambiente cordial, relaxado e sereno.
    11. Ser coerente e não justificar as incoerências. Quando houver alguma incoerência o melhor é reconhecê-la e honestamente retificá-la.
    12. Se se aplica um castigo deve ser mantido e cumprido, a não ser que haja um grande equívoco que justifique uma mudança de atitude.
    13. Não se deve castigar sem explicar clara e explicitamente o motivo do castigo.
    14. Não agir em momentos de ira e descontrolo.
    15. Evitar ameaças que depois não possam ser cumpridas, pois isso tira prestígio ao professor.
    16. Os chefes de equipa ou grupo devem colaborar na disciplina da aula.
    17. Há que ser pródigo em estímulos e reconhecimentos de tudo o que de bom faça o aluno, embora sem exageros ou formas que pareçam insinceras.
    18. Evitar castigar todos aos alunos por culpa de um só, a não ser que existam implicações gerais.
    19. Evitar atitudes de ironia e sarcasmo.
    20. Ser sincero e franco com os alunos.
    21. Saber dar algo aos alunos, não pedir-lhes sempre.

    COLABORAÇÃO PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

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  2. ANTONIO DIAS NEME

    out 23, 2013  at 16:37

    Disciplina nas aulas

    Atitudes do professor que facilitam a disciplina
    1. Nunca falar para a turma, enquanto não estejam todos em silêncio.
    2. Dirigir-se aos alunos com linguagem e voz clara, com certa pausa e expressividade para que percebam o que se diz à primeira.
    3. Nunca gritar. Um grito deve ser uma atitude rara que por vezes é necessária. Não esquecer que os gritos desprestigiam o professor. Ordens como: “Calados!”, são inúteis.
    4. Jamais esquecer esta regra de ouro: Se basta um olhar, não dizer uma palavra;
    se basta uma palavra, não pronunciar uma frase.
    5. Esforçar-se por manter a presença de espírito, serenidade e segurança. Os alunos notam a mais leve falta de à vontade, insegurança ou excitação do professor. Se isso se prolonga, a aula está “perdida”
    6. Não deixar passar “nem uma” e atuar desde o principio. Nada fere mais o aluno e desprestigia um professor que as possíveis “injustiças”. É o caso de deixar passar uma falta num aluno e, logo a seguir, castigar outro por uma falta semelhante.
    7. Cuidar as atitudes corporais, os gestos, as expressões do rosto e vocais; tudo isso influi positiva ou negativamente nos alunos.
    8. Procurar manter o domínio de toda a aula. Mesmo que se dirija apenas a uma parte da aula, deve ter a restante sob controlo. E preciso evitar a todo o custo que um aluno apanhe o professor desprevenido.
    9. Não aceitar que os alunos se dirijam ao professor com modos ou expressões pouco apropriadas, como sejam: abraços, palmadinhas nas costas, graçolas, etc. Isto só serve para “queimar” o professor.
    10. Jamais utilizar o sarcasmo ou a ironia malévola. Tem efeitos imediatos, mas consequências desastrosas a longo prazo.
    11. Tornar-se acessível ao aluno, colocando-se ao seu nível, mas sem infantilidades nem paternalismos. Falar-lhes com afabilidade, afeto, por vezes com doçura; mantendo sempre uma discreta distância que eles aceitam e até desejam.
    12. Se alguma vez acontecer uma situação de conflito (o que deve ser raro e excepcional) com um aluno ou com a turma, procurar o modo de sanar essa “ferida”, através de alguma saída airosa, gesto ou atitude simpática. Eles possuem um sentido epidérmico da justiça, mas igualmente uma grande capacidade de desculpar e esquecer agravos.
    13. Saber manter o equilíbrio entre a “dureza” e a amabilidade. A jovialidade e a alegria do professor deve-se manifestar, apesar de tudo, em todas as circunstâncias; os alunos têm de a notar. A maior parte das antipatias dos alunos têm a sua origem em rostos ou atitudes pouco acolhedoras.
    14. A correção deve ser:
    a) silenciosa: falar em voz baixa e só por necessidade;
    b) sossegada: sem perturbação, impaciência ou exaltação;
    c) de forma a provocar a introspecção do educando: que o aluno contenha os seus impulsos, caia em si e retome o caminho;
    d) afetuosa: “se quereis persuadir, consegui-lo-eis mais pelos sentimentos afetuosos que pelos discursos” (S. Bernardo).
    15. Evitar proferir ameaças, que podem não se cumprir, pelo desprestígio magistral que isso implica.
    16. Mandar o menos possível. O ideal é conseguir com o mínimo de ordens. Mandar o estritamente necessário e com a certeza de que vamos ser obedecidos.
    17. Algumas citações:
    “São o silêncio, a vigilância e a prudência dum mestre que estabelecem a ordem numa escola e não a dureza e a pancada” (VITOR GARCIA HOZ).
    “…a escola terá um pouco de sanatório, de biblioteca e de claustro, o que quer dizer que estará mergulhada em silêncio. Um silêncio que não será interrompido pela voz do professor, nem por campainhas, nem por exercícios de piano… Um silêncio todo penetrado de atividade intensa, de vai-e-vem na ponta dos pés, de cochichos discretos e de alegria contida. Este silêncio supõe todo um conjunto de condições: mobília apropriada, motivos de atividade para estimular o trabalho da inteligência, e um professor onipresente, mas invisível” (LUBIENSKA DE LENVAL).
    “Evitar a “expressão sem vigor, sem clareza, nem exatidão” (Platão), por ser contrária ao silêncio” (V. GARCIA HOZ).
    “E preciso cultivar bem as palavras, com sossego para que saiam resistentes como alicerces; e no mestre cristão ainda mais, porque ele pretende fazer obra para a eternidade” (V. GARCIA HOZ).
    “A criança não praticará seriamente a virtude, se não conseguirmos tornar-lha amável e sedutora” (JOSEPH DUHR).
    “Contribuem muito para suscitar o interesse e, em consequência, a atenção da criança, a personalidade e as atitudes mentais do professor. As atitudes e emoções são muito contagiosas. O professor entusiasta, alegre e animado, costuma ter alunos atentos e interessados. A primeira condição da aprendizagem interessante é que o professor reflita nas suas atitudes e atividades em grau suficiente de simpatia e entusiasmo”
    (AGUAYO)

    COLABORAÇÃO PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

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    • ANTONIO DIAS NEME

      out 23, 2013  at 16:37

      Indisciplina na Aula

      É a unicidade das nossas experiências
      Que torna a vida
      Digna de ser vivida.

      Karl Poppe

      Toma-se cuidado, não no sentido de o ouvinte compreender, se quiser, mas para que compreenda queira ou não queira.

      Henry Bett, in Some Secrets of Style

      Um comportamento indisciplinado é qualquer ato ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas estabelecidas pela escola ou pelo professor ou pela comunidade. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor.
      O aluno contesta porque não está de acordo com as exigências do professor, com os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua parcialidade, … Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada. O aluno não aceita o professor ou a sua disciplina. O professor não consegue motivar o aluno ou despertá-lo ou cativá-lo.
      Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva proteção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.
      A desmotivação dos alunos e o desinteresse explicito por aquilo que se pretende ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as estratégias de relação na aula. O professor deve ser explícito e justo na negociação do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar indisciplina.
      Um aluno indisciplinado pode não ter insucesso.
      O aluno traz para a aula os valores e atitudes que foi apreendendo até aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma adequada educação familiar.
      A indisciplina pode surgir como a outra alternativa ao seu insucesso escolar, procurando deste modo “valorizar” a sua relação com os outros. Este insucesso não se refere exclusivamente às classificações nas disciplinas, mas também em certos valores, que ele pensa serem assumidos pela comunidade, e que o aluno não vê refletido nele.
      A própria constituição física ou intelectual do aluno pode provocar comportamentos indisciplinados. A imaturidade, a vadiagem, a desatenção, a incapacidade de fixação, o baixo rendimento escolar, a agressividade devem ser pesquisadas como sintomas de distúrbios mais profundos (quer fisiológicos, quer emocionais), que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e até contraproducentes.

      PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

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