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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
equipe

Uma escola não é composta apenas de alunos e professores, existe uma equipe de funcionários que ajuda a garantir que tudo funcione da melhor maneira. O Mais Educação São Paulo foi conhecer a equipe escolar da EMEF Hercília de Campos Costa e apresenta parte dela.

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Discussão - 19 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    set 11, 2013  at 14:42

    A finalidade de uma instituição escolar é ofertar um ensino de qualidade a todos os alunos.

    Um dos objetivos da gestão escolar é garantir as condições para o oferecimento de um ensino de qualidade a todos os membros da comunidade escolar. No entanto, a gestão escolar vai além da mobilização de pessoas e racionalização de recursos, envolve, pois, intencionalidade, definição das metas educacionais e posicionamento frente aos objetivos educacionais, sociais e políticos , e visa, portanto, contribuir para a formação de cidadãos capazes de interagir com o mundo social no qual estão inseridos. Indo além desse entendimento, consideramos que não basta interagir com o mundo, é preciso transformá-lo, tornando-o mais humano e igualitário, onde as relações sociais sejam pautadas em princípios de justiça, igualdade e democracia, que as diferenças e particularidades sejam respeitadas e que o poder aquisitivo não seja o elemento central das relações humanas, e que as desigualdades sociais e preconceitos sejam minimizados ou mesmo banidos, enfim, que a sociedade seja transformada em suas bases estruturais. A transformação social precisa ser entendida num sentido que extrapole o âmbito das meras reformas, não, portanto, a mera atenuação ou escamoteação dos antagonismos, mas a eliminação de suas causas, ou seja, a superação das classes sociais.
    Destacamos, ainda, que a finalidade de uma instituição escolar é ofertar um ensino de qualidade a todos os alunos, buscando promover a cidadania e a justiça social, garantindo, pois, que o direito à educação seja efetivado em sua coletividade, bem como atenda as particularidades dos alunos e da comunidade local.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  2. ANTONIO DIAS NEME

    set 11, 2013  at 14:42

    Voltado para a formação plena de crianças e jovens.

    Ser um gestor educacional vai muito além de um mero cargo ou uma profissão de grande responsabilidade. Ser gestor implica em ser autêntico, com visão, ser líder, pois o líder envolve a todos no trabalho, fazendo das suas ações um exemplo, tornando importante cada membro de sua equipe, motivando para que todos os envolvidos acreditem no seu próprio valor pessoal e profissional para uma gestão com qualidade.
    Consideramos que o gestor educacional pode promover uma gestão participativa e democrática, participar do convívio cotidiano, compartilhar acertos e desacertos. Valores
    como respeito, confiança, sinceridade, fortalece muito a equipe pedagógica de uma
    instituição, construindo dessa maneira relações interpessoais saudáveis e solidárias e um
    ambiente de formação e aprimoramento de conhecimentos dos profissionais.
    Com a evolução da tecnologia e o avanço da ciência vêm-se exigindo cada vez mais da
    instituição escolar, e esses são os novos desafios a serem enfrentados por todos que dela
    fazem parte. Conseqüentemente, a maneira como são enfrentados os desafios trazem
    resultados marcados pelo desempenho de cada um e de todos na instituição, voltados por um único foco: o processo de ensino e aprendizagem e o sucesso dos alunos.
    Cabe ao gestor servir e liderar, compartilhar acertos e insucessos, ajudar, acolher,
    aceitar críticas e opiniões, criar ambiente que envolva prazerosamente toda a instituição e
    acima de tudo ter amor e vontade para fazer do seu trabalho não uma obrigação penosa, mas uma realização prazerosa voltada para a educação dos alunos, da sua equipe e da sua comunidade, valorizando sempre o conhecimento e a realização pessoal e coletiva de todos.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

    • Edna de Almeida Dias

      set 12, 2013  at 14:42

      Ser gestor é gostar do que faz, lecionar é uma arte e por isso precisamos de professores com vontade de ensinar e não vontade de ganhar dinheiro.
      Quero que meu filho saia do ensino médio não só com um diploma, mas sim com conhecimento e sabendo ler e escrever muito bem, coisa que hoje não vemos.

      Responder

  3. rosangela soares

    set 11, 2013  at 14:42

    Claro que existe uma equipe de funcionarios, equipe esta que trabalha oito horas e meia por dia e recebe um misero salario mensal. precisa urgentemente rever a jornada , sugiro
    que seja de seis horas diaria e no minimo 100% de aumento salarial . aumento esse no
    salario base claro.
    sugiro tambem vale-cultura de 50.00 reais mensal para todos os funcionarios, pois cultura
    começa pelos funcionarios da escola.

    Responder

    • Edna de Almeida Dias

      set 12, 2013  at 14:42

      todos nós temos livre escolha dentro da nossa profissão, não é apenas pelo salário que trabalhamos , temos que gostar do que fazemos, no mundo ninguem esta satisfeito com o que ganha todos nós achamos que sempre merecemos mais, só que quando não estamos satisfeitos temos que procurar uma outra profissão que podemos ganhar mais porque reclamar é facil dificil é procurar outros caminhos. Sou funcionária Pública e hoje ganho 912 reais mas tenho um emprego pra vida toda e valorizo muito isso.

      Responder

  4. Rita de Cássia

    set 11, 2013  at 14:42

    Acredito que a escola é formada por todos que participam dela porém, a educação, em seu todo, merece uma maior valorização salarial

    Responder

  5. Veronica

    set 11, 2013  at 14:42

    Para trabalhar na EMEI ,CEI as pessoas são concursadas?Tenho muita vontade de trabalhar em escola enquanto não consigo fazer uma faculdade de pedagogia aceitaria trabalhar em qualquer área dentro de uma escola ficarei grata se alguém me desse essa informação Obrigada.

    Responder

  6. Luciana

    set 11, 2013  at 14:42

    O Mais Escola deveria ir conhecer a EMEFM Rubens Paiva… Sem palavras! Sem fé na educação…

    Responder

  7. Professor Baüme

    set 12, 2013  at 14:42

    Como a prefeitura ainda tem coragem de dizer que investe no professor? Pagando esse salário ridículo?

    Sem menosprezar a profissão, tb digna, mas uma empregada doméstica – que não tem as mesmas responsabilidades – ganha mensalmente o mesmo, ou até mais…

    O professor está formando GENTE, NOSSOS FILHOS, NOSSA NAÇÃO.
    Não investir adequadamente é um desrespeito ao povo!

    2 mil reais não é nada, salário vergonhoso!

    é essa vergonha que a prefeitura paga e diz investir em educação…ridículo!

    Em países sérios como Espanha, no mínimo 4 vezes mais é págo ao professor, lá sim há investimento

    Responder

  8. Dennis

    set 12, 2013  at 14:42

    Sou professor da rede municipal e, como não achei neste site nenhum espaço para colocar todas as minhas considerações sobre a sinopse do plano de educação, coloco todas aqui. Os números no início dos parágrafos são referentes às páginas ou itens. O texto é citado e, em seguida, entre colchetes, meus comentários.

    16 – Ainda no âmbito do Currículo, mesmo que se reconheça a importância do que já existe em termos de organização curricular, é notável que a baixa integração entre as diferentes áreas do currículo e o baixo atendimento em tempo integral nas escolas são questões urgentes a serem resolvidas.
    [Qual a relação entre uma coisa e outra? Falar da baixa integração entre as áreas não justifica a necessidade do atendimento integral. Qual o interesse político e as pesquisas pedagógicas, psicológicas e filosóficas que justificariam manter a criança mais tempo na escola? Há alguma prova de que isso melhora a formação da pessoa? E todas as reflexões sobre a importância do tempo livre? Se parte considerável dos alunos não gostam de ficar 6 aulas por dia na escola, o que será do ambiente quando tiverem que ficar mais?]

    2.3.1. Avaliação da Aprendizagem
    Avaliação é elemento constitutivo do currículo, não sendo possível dissociá-la de um projeto de reorientação curricular. O que se vê na educação municipal, atualmente, é uma falta de articulação das ações de avaliação, que gera dificuldades para a reelaboração de estratégias de ensino por parte dos professores. O atual sistema não facilita a participação das famílias no acompanhamento do processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.
    [Isto não é uma forma de apresentar o desejo de centralizar mais as avaliações com avaliações externas em que se os alunos não forem bem a escola é prejudicada? E, ainda, quando diz “por parte dos professores” o governo acha que os professores tem que basear sua estratégia de ensino em avaliações (que, aproveitando, sempre foram muito ruins) prontas mandadas por ele? E, para fechar o parágrafo, uma frase que não tem nada a ver com a questão mas que parece estar aí apenas para agradar o gosto popular, bem no estilo populista (qual a relação entre avaliação e participação das famílias?)].

    2.3.2. Avaliação do Sistema de Ensino
    As múltiplas avaliações aplicadas (Prova São Paulo, Prova da Cidade, Prova Brasil e Provinha Brasil) geram dados que estão sendo pouco aproveitados para a melhoria da aprendizagem.
    [Isso quer dizer que os professores deverão pautar suas aulas pelas avaliações externas? (a) O professor tem liberdade de cátedra: não deve ser obrigado a ensinar o que um órgão externo manda. Deve poder criar seu curso de acordo com a necessidade de cada turma e contexto. (b) É óbvio o baixo nível das avaliações externas, que pouco ou nada servem, para além de tentar melhorar os índices brasileiros pela aplicação de provas mais fáceis do que as devidas para cada ano].

    18 – Embora sirva à progressão funcional e à formação ampliada dos profissionais, o investimento na sua formação pouco reflete a intencionalidade das políticas educacionais,
    [A formação de professores deve refletir a intencionalidade das políticas educacionais? Ver comentário à página 59, abaixo].

    26 – Ainda existem 23 Unidades Educacionais Municipais com 3 turnos diurnos, o que dificulta a extensão da jornada para esses alunos. A expansão das EMEFs objetiva extinguir o turno diurno intermediário, aumentando a capacidade das Unidades de ampliar o período de permanência dos alunos na escola.
    [Novamente: qual o embasamento de aumentar tempo de aluno na escola, para além do populismo que gera interesse da população por ter onde deixar o filho mais tempo e acreditar no discurso comum de que se deve manter as crianças e adolescentes fora da rua para evitar que façam besteira. Manter a pessoa tanto tempo nas condições artificiais da escola não piorará a capacidade das pessoas de viver decentemente o mundo fora da escola? Há estudos decentes sobre os impactos sociais, psicológicos e educacionais do ensino integral? Ou é apenas populismo?]

    36 – EJA e Médio: maior integração com o mundo do trabalho.
    [O papel da escola não é preparar pro trabalho, e sim gerar seres humanos capazes de viver com autonomia e liberdade].

    37 – Nova configuração do Ensino Fundamental
    9 anos divididos em 3 ciclos:
    • Ciclo de Alfabetização (1o ao 3o)
    [Repete o erro comum: Português e Matemática são o centro do processo. Mas se o aluno não tem repertório narrativo, nem desenvolvimento das percepções de espaço e tempo, vai falar sobre o que? E calcular sobre o que? É preciso que o ensino infantil se paute em conscientizações de espaço e tempo e, muito fortemente, em narrativas, histórias, assim como em toda as culturas humanas antes da nossa contemporânea].

    • Ciclo Interdisciplinar (4o ao 6o)
    39 – Esse Ciclo será o de maior complexidade na reorganização do trabalho e de métodos escolares que viabilizem a necessária articulação entre os dois outros ciclos. A interdisciplinaridade é a estratégia concebida para realizar a transição, visando à minimização da ruptura atualmente vivenciada pelos alunos, por meio de metodologias que integrarão as diferentes áreas do conhecimento. A articulação interdisciplinar será garantida pela presença de professores generalistas que acompanharão as turmas até o 6o ano e professores integradores em atividades de orientação aos alunos para desenvolvimento de projetos.
    [Em suma, como os alunos estavam indo pro Fundamental II sem saber escrever, os professores alfabetizadores ficarão com eles mais 1 ano. De resto, o que realmente mudará? O que serão estes projetos? Os professores de artes, educação física, informática, leitura, trabalharão apenas com projetos? Mas quem os bolará? Na prática, não serão as mesmas aulas que já davam? Há alguma diferença substancial para além do discurso que tenta encantar?]

    • Ciclo Autoral (7o ao 9o)
    40 – O trabalho com leitura, escrita e solução de problemas matemáticos, com pesquisa em todas as áreas do conhecimento, nesse Ciclo estimula os alunos à autoria, compartilhamento e à emancipação para sua participação social e cidadã, próprias de sua idade e desenvolvimento.
    Será dada ênfase às metodologias curriculares que dão acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação, suas linguagens e às redes mundiais de conhecimento.
    É, também, um momento privilegiado de autoria para os professores, que têm no espaço da aula local privilegiado para o desenvolvimento de metodologias de pesquisa na constituição de projetos com seus alunos, exercendo assim sua atividade de autoria de onde emana sua autoridade.
    Fim: TCC
    [Por que ênfase nas tecnologias? Qual a base pedagógica e de concepção filosófica para elencar tecnologia como ênfase? Esta é mais uma falsa busca por algo que chama a atenção do público – a tecnologia virou um deus inquestionável, como se fosse boa por princípio – mas esconde o que realmente importa na educação: qual o sentido humano do processo educativo, da relação aluno-professor?]

    46 – A progressão continuada só pode acontecer com o devido acompanhamento. Serão oferecidas todas as condições para que o aluno corrija seu processo de aprendizagem, com a participação dos professores e familiares, por meio das seguintes estratégias:
    1. Avaliações e Provas: periodicidade bimestral, com notas de zero a dez nos Ciclos Interdisciplinar e Autoral. No Ciclo de Alfabetização, atribuição de conceitos.
    [Isso proíbe professores que avaliam alunos de outras maneiras? Isso não é contrário à liberdade de cátedra?]

    4. Recuperação Intensiva nas férias, quando necessário.
    [Quem aplicará recuperação? Isso significa tirar recesso de professores? Se sim, só o que vão gerar é professores inventando nota pra alunos pra poder garantir recesso. Será mais um mascaramento das reais condições dos alunos].

    5. Lição de Casa como prática sistemática.
    [Isso será obrigatório? Como? Como o governo pode interferir tanto no plano de curso do professor? Haverá obrigação diária? Isso significaria o professor alterar toda a dinâmica das aulas em função da lição de casa: correção, certificação etc.]
    (página 47 confirma que será obrigatória).

    10. Dependência: 7o e 8o anos do Ciclo Autoral.
    [Como ocorrerá? Em que momento? Contraturno? Quem dará a aula? Contratarão professores para isso?]

    53 – Avaliação Fundamental e Médio – Haverá continuidade ao sistema de avaliação nacional (Ideb), agregando seus resultados ao Prêmio de Desenvolvimento Educacional. [A escola e os professores serão beneficiados com verbas se prepararem os alunos para a avaliação preparada para o governo: mais uma forma de controlar o que deve ser ensinado nas escolas, padronizar o ensino, não considerar as diferenças entre contextos e entre concepções dos professores].

    53 – Avaliação EJA: Será desenvolvido novo sistema de avaliação para a EJA .
    [Como será desenvolvido? É impossível padronizar os EJAs, inclusive pelas diversas modalidades de EJA]

    59 – Formação de professores: Será estabelecida política orgânica de formação dos profissionais da educação, para reconhecimento, reflexão crítica e aperfeiçoamento das práticas curriculares por meio da instituição de um Sistema de Formação de Educadores, que organizará os projetos de estudos, pesquisas e formação dos educadores da Rede.
    As prioridades estratégicas serão identificadas em face dos objetivos curriculares e mediante pesquisa junto aos professores.
    A Secretaria Municipal de Educação definirá anualmente as áreas e temas prioritários das ações formativas.
    [Diz que as prioridades serão analisadas junto aos professores, depois que a SME definirá. E como a SME pode definir prioridades, fechar o escopo de possibilidades de formação? Isso não deve permanecer aberto o suficiente para contemplar todos os interesses e trabalhos individuais dos professores e necessidades vinculadas aos alunos específicos de cada um? Definir quais serão as formações não será apenas uma forma a mais de obrigar o professor a seguir os parâmetros governamentais do que deverá ser ensinado, assim como as avaliações externas? Em suma: o que está em jogo não é aumentar o controle sobre o que o professor pode ou não pode ensinar?]

    68 – Os Regimentos Escolares são instrumentos essenciais à gestão democrática das Unidades Educacionais, organizando seu cotidiano e se constituindo como referência para todos os integrantes da comunidade escolar, além de importante ferramenta na execução dos projetos político-pedagógicos.
    As Unidades Educacionais vinculadas à Rede Municipal de Ensino de São Paulo reelaborarão os seus Regimentos, que contemplarão uma parte comum a todas as unidades e uma parte diversificada que será elaborada por cada unidade.
    Os novos regimentos contemplarão o que está disposto nesta proposta de Reorientação Curricular, como os Ciclos do Ensino Fundamental e as estratégias de avaliação, por exemplo.
    [Gestão democrática obrigando por lei a ter lição de casa e com tanto peso às avaliações externas?]

    Responder

  9. EMEF Irineu Marinho

    set 12, 2013  at 14:42

    Comentários
    O processo de elaboração e implementação do programa precisaria ser mais amplo, estruturado em várias etapas, permitindo espaço e tempo apropriados para o desenvolvimento de um estudo mais aprofundado por parte das equipes escolares, o que conformaria na constituição de um processo democrático de fato.

    Durante a análise do documento muitos aspectos, principalmente os de gestão, foram pouco detalhados, deixando-nos em dúvida quanto à forma de implementação do mesmo.

    Em nossa unidade educacional já são realizadas diversas ações destacadas no programa, como: avaliação continuada e formativa, divulgação dos resultados via boletim, reunião de pais com enfoque em parceria e formação, aplicação de lição de casa e, inclusive, adaptação curricular para atendimento aos alunos de inclusão. Desta forma, queremos destacar que o texto do programa não reconhece o trabalho que já vem sendo desenvolvido pelas escolas da rede.

    Questionamentos
    Como será feito o atendimento do período integral, dos alunos com necessidades especiais, da recuperação paralela e da dependência? Haverá alteração na jornada do Professor? Haverá implementação da estrutura física, material e humana nas unidades educacionais, antes ou simultaneamente, à implementação do programa?

    Como o programa garantirá a participação da família no processo educacional?

    Sugestões
    Integrar ao programa uma efetiva e funcional parceria com a Saúde, dotando as unidades educacionais com equipes multidisciplinares (assistente social, médico, psicólogo, fonoaudiólogo, entre outros).

    Responder

  10. elisabete

    set 12, 2013  at 14:42

    As mudanças são no sentido de melhora. O conceito é interessante, mas faltam questões práticas para saber como será desenvolvido. Exemplo: a jornada dos professores, a grade de aoulas, valorização salarial.

    Responder

  11. EMEI Carolina Maria de Jesus

    set 12, 2013  at 14:42

    Nós professores da Emei Carolina Maria de Jesus, temos alguns questionamentos sobre Gestão Participativa e Democrática:
    Quem estará à frente da Rede de Proteção Social e como será composta?
    O envolvimento das famílias constitui um tópico de importância. Esse envolvimento e participação das famílias continuará sendo “qualificado” a partir de avaliações externas?
    O documento sugere a construção de uma Câmara Permanente de Educação. Como será constituída? Haverá participação efetiva dos docentes?
    A integração entre os professores de CEI, EMEI e EMEF, dado o movimento de Reorganização Curricular e Administrativa é emergencial, no entanto no documento não fica claro como SME garantirá essa integração. Haverá uma política pública que garanta essa integração?

    Responder

  12. SILVONETE ALMEIDA DE OLIVEIRA GOULAS

    set 12, 2013  at 14:42

    BOM DIA !

    SOU SILVONETE ALMEIDA DE OLIVEIRA GOULAS, COORDENADOR PEDAGÓGICO DE UM CEI DIRETO DE SÃO MIGUEL PAULISTA, NA REDE MUNICIPAL DE SÃO PAULO.

    ESCREVO NESTE ESPAÇO TODAS AS REFLEXÕES FEITAS JUNTO À NOSSA EQUI- PE DE EDUCADORES , SOBRE O PROGRAMA DE REORIENTAÇÃO CURRICULAR PROPOSTA PELO GOVERNO MUNICIPAL – SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCA- ÇÃO -SP

    INICIALMENTE , PARABENIZO A INICIATIVA E A CORAGEM DA PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO PELA INICIATIVA DE PROPÔR UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO , QUE DAVA SINAIS E INDÍCIOS VISÍVEIS DO FRACASSO ESCOLAR, NÃO SOMENTE DADOS PELOS ÍNDICES AVALIATÓRIOS ( AVALIAÇÕES EXTERNAS ), COMO TAMBÉM PELA INEFICÁCIA DO SISTEMA ( QUE NÃO OBTEVE OS RESULTADOS ESPERADOS ) DA PROGRESSÃO CONTINUADA, MUITO MAL INTERPRETADA POR ALGUNS PROFESSORES, ALUNOS E SOCIEDADE, AO LONGO DE SUA IMPLEMENTAÇÃO E SOBRETUDO, NA PRESENÇA EVIDENCIADA DO ANALFABETISMO E/OU SEMI-ANALFABETISMO RETRATADO EM NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS.

    A MAIOR COMPETÊNCIA DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR É PROMOVER E GARANTIR CONDIÇÕES PARA LER , ESCREVER, CALCULAR, OBSERVAR, ESTABELECER RELAÇÕES , ENTRE OUTRAS HABILIDADES , DE MODO A INSERIR O EDUCANDO NO UNIVERSO LETRADO E DE CONHECIMENTOS NAS DIVERSAS ÁREAS.

    É DE CONHECIMENTO DE TODOS QUE PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO TÊM COMO PRINCÍPIO UMA BOA EDUCAÇÃO, BUSCANDO MANTER E ELEVAR SUA RIQUEZA MATERIAL E CULTURAL E QUE UM PAÍS SE CONSTRÓI COM EDUCAÇÃO ESCOLAR DE QUALIDADE E PARA ISSO TEMOS QUE PRESERVAR E INVESTIR EM NOSSA MAIOR RIQUEZA – AS ESCOLAS, QUE SÃO OS CELEIROS NESTE PROCESSO .

    NESTE CONTEXTO, É INADIMISSÍVEL, A CIDADE DE SP, OCUPANDO MUNDIAL – MENTE A POSIÇÃO NO MUNDO, DENTRE AS MAIORES CAPITAIS, APRESENTAR UM QUADRO EDUCACIONAL QUE REFLETE O FRACASSO DE MUITOS EDUCAN- DOS.

    A MUDANÇA PERPASSA POR TODOS OS SUJEITOS ENVOLVIDOS, INDO ALÉM DA EQUIPE ESCOLAR, DOS GESTORES E EDUCADORES. O PROBLEMA É DE CONTEXTO SÓCIO-POLÍTICO E ECONÔMICO, SENDO DE INTERESSE DE TODA A SOCIEDADE. ASSIM, A FAMÍLIA, COMO NÚCLEO PRIMÁRIO NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS DEVE TOMAR PARTE E COMPROMISSO NO PROCESSO DE EDUCAÇÃO ESCOLAR DE SEUS FILHOS E NÃO SOMENTE AS ESCOLAS, COMO VÊM OCORRENDO, O QUE ACARRETA O DESVIO DO REAL PAPEL E COMPETÊNCIA DA ESCOLA.

    AS MUDANÇAS PROPOSTAS SINALIZAM ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS, REQUE – RENDO TRANSFORMAÇÕES DE DIVERSAS NATUREZAS ( CONCEPÇÕES, PRÁTI- CAS, AMBIENTES DE APRENDIZAGENS, ENTRE OUTROS ), E DOS DIFERENTES ATORES : EDUCADORES, GESTORES E PRINCIPALMENTE, DA FAMÍLIA E DA SOCIEDADE.

    PARA MELHOR ORGANIZAÇÃO APRESENTAMOS AS REFLEXÕES ABAIXO, POR EIXO:

    1º EIXO INFRAESTRUTURA : A EXPANSÃO DE VAGAS É NECESSÁRIA E POR MEIO DE CONSTRUÇÕES , É FATO, CURRÍCULO CONTUDO, DEVEMOS PENSAR NO PROCESSO DE TERCEIRIZAÇÃO DESTAS NOVAS UNIDADES, QUANDO PODERIAM SER DA REDE DIRETA, ALÉM DE TEREM AS ADEQUAÇÕES NECESSÁRIAS. QUAN- TO À ACESSIBILIDADE, ÀS NORMAS – NBR 9050, PARA MELHOR ATEDIMENTO DE NOSSAS CRIANÇAS PNEE ( PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS ).

    2º EIXO CURRÍCULO : ENTENDEMOS QUE A EDUCAÇÃO INFANTIL DEVE TER UM CURRÍCULO INTEGRADO, PORÉM, COMPREENDEMOS QUE SE O PROFESSOR DE CEI E EMEI SÃO PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL, OS MESMOS PODE – RÃO ESTAR TRANSITANDO DENTRE O CEI-EMEI , DO PRÓPRIO CEMEI E NESTE SENTIDO, HAVERÁ A NECESSIDADE DE REPENSAR AS JORNADAS DESTES PRO- FISSIONAIS, PRINCIPALMENTE DOS CEIS.

    QUANTO AO EJA E ENSINO MÉDIO : DEVE HAVER ESTA ARTICULAÇÃO COM O MUNDO DO TRABALHO, A FIM DE ATENDER ÀS DEMANDAS POLÍTICAS ,SOCIAIS E ECONÔMICAS, ENTRETANTO, COM QUALIDADE E CONHECIMENTOS, NÃO SO – MENTE CONSTITUIÇÃO DE MÃO DE OBRA.

    QUANTO AO ENSINO FUNDAMENTAL : A ORGANIZAÇÃO DOS CICLOS ESTÁ SATIS-FATÓRIA EM 03 CICLOS, CONTUDO, DEVE SER PENSADO ALGUNS ASPECTOS :

    1) ESCLARECER A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES GENERALISTA E INTEGRA – DOR;

    2) PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE OS ALUNOS ESTARÃO NAS ESCOLAS NO PERÍODO INTEGRAL, DEVE SER VERIFICADO O MÓDULO DE SERVIDORES(QUE JÁ É UM PROBLEMA HOJE, PRINCIPALMENTE NAS EMEFS ) DAS MESMAS, PARA ATENDÊ-LOS QUALITATIVAMENTE.

    3) OBSERVAR A NECESSIDADE DE REPENSAR AS JORNADAS DOS PROFES – SORES, PARA DAREM CONTA DE NOVAS ATRIBUIÇÕES ( RELATÓRIOS, DIAG- NÓSTICOS E OUTRAS PROPOSTAS PELO PROGRAMA). ASSIM, DEVE SER GARANTIDO QUE AS HORAS ATIVIDADES ( SEM ALUNOS ) DOS DOCENTES SEJAM UTILIZADAS PARA ESTUDO, PESQUISA, SELEÇÃO DE MATERIAIS E RECURSOS, NÃO SEJAM COMPROMETIDAS PARA REGÊNCIA DE AULAS, O MESMO OCORRE PARA A RECUPERAÇÃO DE FÉRIAS.

    4) GARANTIR A MULTIPLICIDADE DAS JORNADAS DOCENTES, COMO TAMBÉM DAS FÉRIAS DOS PROFESSORES EM JANEIRO E DO RECESSO EM JULHO, SOBRETUDO, DOS CEIS, QUE FAZEM PARTE DA EDUCAÇÃO INFANTIL.

    3º EIXO AVALIAÇÃO : ELA DEVE SER FORMATIVA, PORÉM, HÁ NECESSIDADE DE ESTABELECER UMA REFLEXÃO JUNTO À REDE SOBRE A CONCEPÇÃO DE AVA- LIAÇÃO EMPREGADO NO ENSINO FUNDAMENTAL E ATENTAR QUANTO AO ATRELAMENTO DOS RESULTADOS DE AVALIAÇÕES EXTERNAS ( IDEB ) PARA FIXAÇÃO DO PDE , PARA NÃO GERAR DIVERSAS INTERPRETAÇÕES ( MASCARA- MENTO E DISTORÇÕES DE DADOS ).
    NA EDUCAÇÃO INFANTIL, ENTENDEMOS QUE ELA DEVE SER REALIZADA EM CONFORMIDADE COM OS INDICADORES DO MEC, AMPLIANDO-OS AINDA MAIS, APLICADAS À REALIDADE DE NOSSAS INSTITUIÇÕES. ASSIM, DEVE SER AMPLIA- DA A REFLEXÃO JUNTO AOS PROFESSORES E EDUCADORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL QUANTO AO QUÊ E COMO AVALIAR, ENTRE OUTROS PROCESSOS.

    4º EIXO : FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO EDUCADOR

    EM RELAÇÃO À FORMAÇÃO : GARANTIR QUE OS CURSOS SEJAM DENTRO DA JORNADA DO PROFESSOR E NÃO APENAS OPTATIVOS, ASSIM COMO, TER UMA DIVULGAÇÃO AMPLA PARA QUE OS INTERESSADOS SE INSCREVAM A TEMPO.

    QUANTO ÀS UNIVERSIDADES ABERTAS DEVEM SER AMPLIADOS OS PÓLOS, INDO ALÉM DOS CEUS, PENSAR NOS ESPAÇOS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS.

    5º EIXO : GESTÃO

    PARABENIZAMOS A ATITUDE DE PROPÔR UMA REVISITAÇÃO AOS REGIMENTOS ESCOLARES, POIS OS MESMOS PRECISAM SER REPENSADOS, DE MANEIRA A GARANTIR E RESPALDAR AS AÇÕES DOS GESTORES EDUCACIONAIS E DO PRÓ- PRIO CONSELHO DE ESCOLA. PROPOMOS AS PARCERIAS INTERSECRETARIAIS, PRINCIPALMENTE COM OS CONSELHOS TUTELARES E DE JUSTIÇA PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE.

    FAZ-SE NECESSÁRIO TAMBÉM REPENSAR E DISCUTIR O PAPEL DOS COLEGIA- DOS NAS ESCOLAS, A FIM DE GARANTIR DE FATO, A DEMOCRATIZAÇÃO E ATÉ MESMO A DIVISÃO DE RESPONSABILIDADES COM O DIRETOR DE ESCOLA.
    TAMBÉM, É NECESSÁRIO CRIAR MAIS CARGOS E REALIZAR NOVOS CONCUR – SOS,PARA AS NOVAS DEMANDAS DADAS COM A REORGANIZAÇÃO CURRICULAR

    REVER NO CALENDÁRIO ESCOLAR, NA ORGANIZAÇÃO DAS UNIDADES ESCOLA- RES, REMOÇÃO, OPÇÃO DE JORNADAS, PARA EVITAR PREJUÍZOS AOS DISCEN- TES E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

    A NOMEAÇÃO URGENTE E CAUTELOSA DOS ASSISTENTES DE DIREÇÃO PARA OS CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL ( CEIS ) E QUE SEJA ABERTO AOS PRO- FESSORES DE CEI, OBJETIVANDO APROVEITAR A EXPERIÊNCIA E COMPETÊN- CIAS CONSTRUÍDAS.
    DEVE HAVER MAIOR ISONOMIA ENTRE OS PROFESSORES DE CEI, EMEI, EMEF, POIS OS CEIS AINDA SOFREM COM ALGUMAS PRIVAÇÕES, DAS QUAIS SÃO GARANTIDAS ÀS EMEIS, COMO AS FÉRIAS, O RECESSO, A REMOÇÃO E TRANSI- TORIEDADE JUNTO AOS CEMEIS. GARANTIR A EQUIDADE E IGUALDADE DE DI – REITOS DOS PROFESSORES DE CEI É FUNDAMENTAL, PARA QUE O RESPEITO , O COMPROMISSO E A QUALIDADE SEJAM ASSEGURADOS.

    AGRADECEMOS A OPORTUNIDADE DE PARTICIPARMOS DOS ESPAÇOS DE DIS- CUSSÃO, QUE GARANTEM UMA RELAÇAO DIÁLOGICA E O EXERCÍCIO PLENO DA DEMOCRACIA. E NA CERTEZA DE QUE TODAS AS VOZES PARTICIPANTES SERÃO OUVIDAS E CONSIDERADAS.

    E COMO DIRIA PAULO FREIRE : ” SE A EDUCAÇÃO SOZINHA NÃO PODE TRANS – FORMAR A SOCIEDADE, TAMPOUCO SEM ELA A SOCIEDADE MUDA”.

    GRATOS,

    EQUIPE DO CEI JARDIM VILA PEDROSO

    SILVONETE A.O. GOULAS
    COORDENADOR PEDAGÓGICO

    Responder

  13. Jeferson

    set 13, 2013  at 14:42

    Percebo que o grande problema enfrentado por toda a equipe escolar é a falta de funcionários, além de contarmos com um módulo ineficaz para a realidade da rede, esse módulo nunca encontra-se em sua totalidade. Trabalho em uma EMEFM com 50 classes, e contamos com 2 coordenadores pedagógicos que ficam sobrecarregados. ATE é quase um cargo extinto, uma vez que o número do módulo já é insuficiente por si só, imagine quando contamos com um número reduzido em 50%. Triste realidade a que enfrentamos,.. veja o caso dos professores de Fund I, que não temos professor para substituir licença de mais de 60 dias, sem contar no caso das disciplinas especificas do ensino médio. Então fica minha dica: primeiro invista em concursos públicos para esses cargos, ai sim podemos pensar em reestruturar nossa rede

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  14. Nivanda S. de Souza

    set 13, 2013  at 14:42

    Sugerimos que o Vale-Cultura seja estendido a todos os profissionais da Educação, independente da renda. Esta também é uma forma de qualificar os profissionais, pois possibilita meios, os mais diversos, para aquisição de conhecimento / informação.

    O vale cultura teve pouca divulgação e não se sabe qual forma e quem de fato será contemplado, ou seja, que categorias, qual será o meio de aquisição, valor, validade, etc.

    Onde estas informações estão divulgadas? Pois tive conhecimento em uma pequena reportagem da televisão que não forneceu maiores detalhes.

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  15. Cristina Santana dos Santos

    set 15, 2013  at 14:42

    Para uma instituição escolar ser denominada democrática, ela deve oportunizar tanto a presença da comunidade interna como da comunidade externa na tomada de decisões, o que inclui, por exemplo: o Grêmio estudantil, Projeto Político Pedagógico, Conselho de escola, Associação de Pais e Mestres, etc., priorizando a participação de todos, pais, alunos, equipe de apoio, professores, gestão e coordenação pedagógica, a fim de acrescentar e melhorar o processo de aprendizagem e a melhoria da unidade escolar como um todo, oportunizando o sentimento de pertença de todos que fazem parte da escola, mostrando que para que ocorra uma educação de qualidade todos são protagonistas nesse processo. A escola adepta de uma gestão participativa e democrática acredita que para que a escola seja de qualidade deve-se trabalhar em equipe e acredita ainda, que todos que estão inseridos no âmbito escolar são importantes e imprescindíveis para que de fato se realize uma gestão democrática, tendo voz e vez, podendo questionar se necessário e participando do desenvolvimento do processo escolar dando a oportunidade e a devida importância a todos focando na aprendizagem, para tal, ela deve: enxergar o aluno como ser único e com especificidades preparando-o para o trabalho, para o serviço da cidadania e preocupar com o desenvolvimento dos educandos, enfim, focar na aprendizagem, nesse sentido, ela conscientiza, forma, faz refletir, questionar, liberta e transforma.

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  16. EMEF Madre Joana Angelica de Jesus

    set 15, 2013  at 14:42

    Em termos gerais a Proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Educação contempla, teoricamente, os desejos de uma educação formadora e democrática. Entretanto, é fundamental garantir ao professorado condições humanas de trabalho e tempo para que os educadores possam produzir conhecimento.
    Podemos perceber que as propostas são superficiais em pontos inerentes a questão estrutural da educação em São Paulo. Notamos a ausência de questões fundamentais para a qualidade de uma educação para todos.
    Partindo desse pressuposto propomos que haja maior investimento em condições humanas de trabalho. É necessário garantir que o professor possa dialogar e acompanhar as crianças de forma mais eficaz, desenvolver um trabalho que possibilite um atendimento com excelência, principalmente oferecendo uma educação de qualidade, comprometida com a inclusão, a verdadeira inclusão. Propomos dessa forma a redução do número de alunos por classe, queremos 20 por sala.

    Em relação aos boletins e relatórios de acompanhamento, são estratégias válidas, mas acreditamos que apenas esses recursos não garantem o real compromisso da família. Essa publicização de notas já acontece, atribuir notas de 0 a 10, ajuda na melhor compreensão dos pais, mas precisamos de ações mais eficazes que contribuam para uma maior participação dos responsáveis. Os pais deveriam ser mais “cobrados” no sentido de que todos possam participar de forma mais ativa da vida escolar dos alunos. Precisamos de pais mais presentes, que também cobrem o compromisso de seus filhos.

    Sobre a questão da lição de casa, queremos pontuar que essa prática já existe, não há nada de novo nessa proposta. O debate acaba fugindo do foco, há questões estruturais muito mais importantes a serem debatidas: a questão da inclusão, a falta de infraestrutura, as condições precárias de trabalho. Há questões muito mais urgentes, precisamos fugir dessa superficialidade se queremos garantir uma educação de qualidade aos nossos alunos. Queremos condições de trabalho e ponto!

    Estão sendo oferecidos recursos interessares: como revistas pedagógicas, entre outros materiais, mas que não são suficientes. É preciso que haja maior investimento em materiais pedagógicos e equipamentos que facilitem o trabalho do educador em sala de aula. Até mesmo em relação a manutenção predial,por exemplo, precisamos de tomadas funcionando para colocarmos um aparelho para funcionar, precisamos de tirar xérox para o desenvolvimento de alguma atividade, precisamos de equipamentos que possibilitem o desenvolvimento de nosso trabalho de forma diferenciada. Ou seja, não é possível que a melhoria da educação seja encarada de forma superficial, precisamos observar a realidade em nossas unidades escolares.

    Em toda a proposta destacamos alguns pontos que não ficaram claros, como:
    A questão da dependência, como seria colocado em prática?
    Como acontecerá a integração dos professores generalistas e os especialistas no 6º ano? Essa questão está um tanto confusa.

    Deixamos, portanto, nossa contribuição para o debate. Enfatizando a necessidade de voltarmos nossa atenção para aquilo que é essencial para o oferecimento de uma educação de qualidade e não para questões periféricas.

    Sem mais,

    Educadores da EMEF Madre Joana Angélica de Jesus
    DRE Guaianases

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  17. Luciana. P

    set 16, 2013  at 14:42

    O trabalho em equipe sempre é importante para o bom funcionamento das funções exercidas. Contendo uma gestão democrática e participativa em uma instituição formal ou não, contribuirá de maneira positiva para o crescimento da mesma, independente da função, todos unidos por um ideal, para a melhoria das nossas escolas.

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