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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
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Haverá possibilidade de retenção ao final dos Ciclos (3º, 6º e 9º anos), assim como no 7º e 8º anos do Ciclo Autoral. A ampliação das sinalizações das dificuldades em 5 momentos de retenção permite a identificação mais eficaz – por parte da escola, do aluno e de sua família – das insuficiências na aprendizagem ou necessidades de apoio adicional, com maiores chances de correção durante o processo.

A organização de formas de progressão continuada, no interior dos Ciclos Interdisciplinar e Autoral, é compreendida como construção de um processo contínuo de conhecimentos e habilidades que supõe um sistema de avaliação para referenciar intervenções pedagógicas, combater a repetência, todas as formas de aprovação automática e os fracassos escolares, por meio de acompanhamento e orientação ao longo do desenvolvimento da aprendizagem. A progressão continuada precisa acontecer sob a responsabilidade de toda a comunidade escolar e ser por ela acompanhada.

Se você quer saber mais detalhes sobre o tema, acesse nossa área de documentos e consulte o documento completo.

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Discussão - 398 comentários
  1. Mariano

    ago 15, 2013  at 02:53

    Apesar de alguns ciclos ainda terem um espaçamento muito grande para possível retenção acho que, se for levado à risca, esse procedimento pode melhorar a situação atual. Mas vamos supor uma situação na qual 30% dos alunos de cada ciclo sejam retidos: haverá lugar para todo esse pessoal no ano seguinte?

    Responder

    • Roger

      ago 16, 2013  at 02:53

      Pensei a mesma coisa. Suponho que (sem aparecer na mídia) haverá algo como “cota de reprovação”, ou seja cada unidade só poderá reprovar 1% dos alunos

      Responder

      • Maria Helena

        ago 16, 2013  at 02:53

        Também pensei isso, já vi supervisor ir na escola e impedir os professores de reprovarem os alunos, quem garante que isso não vai acontecer?

        Responder

        • rosalia

          ago 18, 2013  at 02:53

          SE OS SUPERVISORES VÃO A ESCOLA IMPEDIR OS OS PROFESSORES DISSO OU DAQUILO de que adianta esta pesquisa?supúnhamos que a maioria e a favor do fim da progressão automática,assim como eu pq os alunos estão saindo do fundamental mal sabendo ler. e os professores nada podem fazer.não sou professora mas convivo com a situação de perto,sou agente escolar.estamos vivendo um caos na educação,os professores viraram marionetes nada pode não tem nenhuma autonomia,

          Responder

          • Rogério Fajardo

            ago 19, 2013  at 02:53

            Ou seja, pode haver a “aprovação automática velada”, como já acontece em algumas instituições de ensino superior. Uma ideia para tentar evitar isso é utilizar uma avaliação unificada para aprovar/reprovar os alunos.

          • paulo jose de sousa

            ago 19, 2013  at 02:53

            É isso mesmo Rosalia, sou professor na rede e sei do que você está falando

          • paulo jose de sousa

            ago 19, 2013  at 02:53

            Bom a proposta é muito boa, espero que não apareça nenhum tecnocrata burocrático e venha melar dizendo que é um retrocesso bla bla bla bla bla… Sou professor na rede municipal e sinto na pele o quanto é negativo o atual processo de aprovação, alunos são aprovados para o ano seguinte sem saber o minimo para cursar as series seguintes, não aprendem, não querem aprender pois sabem que irão passar de ano de qualquer forma.

          • José Sebastião Tito

            ago 21, 2013  at 02:53

            rosalia, mui colega, quando isso ocorrer de novo, pede aos ilustres dar aula no seu lugar. Vamos ver quanto tempo eles suportam ficar na sala, de aula, note bem. Um abraço.

          • CRISTIANE

            ago 21, 2013  at 02:53

            ROSALIA, VC COMO AGENTE DEVE VER COISAS QUE ATÉ DEUS DUVIDA EXISTIR, EU IMAGINO, REALMENTE NADA NOS GARANTE QUE TUDO DARÁ CERTO, MAS NÓS PROFESSORES CHEGAMOS A UM PONTO DE DEIXAR TUDO POR CONTA DA SORTE E DA NOSSA FÉ!

          • Lucicleide Lemos

            ago 21, 2013  at 02:53

            Realmente concordo com você, nós falamos o ano todo para o aluno que se ele não tiver um conhecimento mínimo ele não irá para o ano seguinte, que se ele não realizar as atividades com responsabilidade ele não passará e mais mais… E então no ano seguinte ele está lá no outro ano e ainda rir da sua cara….

          • tomaz almeida

            ago 21, 2013  at 02:53

            Rosalia, eu acho que o,professor deve ter autonomia para aprovar, ou reter alunos, pois é o professor que está em sala de aula, conhece a realidade de cada aluno

          • Diva

            ago 30, 2013  at 02:53

            Por que o professor não “peita” o supervisor?

          • Solange Corregio

            set 11, 2013  at 02:53

            Gostaria de deixar um comentário sobre a dependência que consta no documento para os anos do último ciclo, não sei se a gestão já pensou sobre isso, mas é necessário esclarecer como se dará essa dependência, pois se ela será presencial, como o aluno a frequentará se não puder fazê-lo em seu horário de aula. Haverá séries distribuídas ao longo do período? Se é essa a ideia, seria interessante haver uma divisão nos ciclos nos diferentes períodos, isso em todas as unidades poderia ajudar também na composição das jornadas dos professores, visto que tenho ouvido os professores muito preocupados com essa questão, alguns tem pensado até mesmo em exonerar, pois a falta de uma série no ciclo II vai criar um problema sério na rede como um todo. Se não será essa a solução é preciso pensar nesta questão com urgência.

        • rosalia

          ago 18, 2013  at 02:53

          com toda razão,meu voto e fim
          da aprovação automatica

          Responder

        • sandra ferreira s. sarmento

          ago 19, 2013  at 02:53

          Ainda falam que o professor terá mais autonomia, quando na prática sabemos que a coisa não funciona assim.

          Responder

        • FÁBIO RODRIGO BOTTAS

          ago 21, 2013  at 02:53

          Olá

          Meu nome é Fábio Rodrigo Bottas, sou diretor da EMEF DR. JOÃO PEDRO DE CARVALHO NETO e sinceramente nunca vi supervisor pressionar unidade escolar para aprovar alunos, apenas é lógico que a unidade deve reprovar uma quantidade de acordo com o espaço disponível no ano seguinte, caso contrário teríamos uma superlotação de salas, ainda mais levando em conta que alunos retidos são geralmente bem indisciplinados, ou seja, não dá para sacrificar os demais em função de aluno que não quis aprender. O importante desta reforma é justamente dar a opção da escola reprovar, pois os ciclos como estão são rígidos e quando eventualmente o aluno reprova já é tarde demais para corrigir falhas de aproveitamento escolar. Todo sistema engessado é por natureza catastrófico, pois escola não é linha de produção, onde se aplica regras e padrões, ou seja, a decisão deve ser sempre da escola, sendo que a escola saberá decidir de acordo com sua comunidade, seu espaço físico e parecer pedagógico dos professores. Nos últimos 20 anos estamos vivendo um período de trevas, onde os ditos especialistas sugerem ou sugeriam regras comuns que deviam ser aplicadas a todas as escolas. Quanto a supervisor se meter na rotina da escola, cabe ao Diretor ter peito e mostrar ao supervisor qual o lugar dele. O supervisor existe para orientar em primeiro lugar e para fiscalizar, mas gerir a escola é atribuição do Diretor e do Conselho de Escola. Sei que existem alguns poucos supervisores “folgados” e que ainda não descobriram seu lugar.

          Responder

          • Olimpia Nilza Conte de Oliveira

            ago 24, 2013  at 02:53

            Professor! O supervisor é um parceiro da escola, concordo…quem deve gerir a escola é o diretor e o Conselho de Escola (caso tenha realmente um que funcione como). O supervisor questiona sim a quantidade de reprovações nas escolas que supervisiona, é seu papel, e a escola e seus professores devem ter argumentos, diferentes formas de avaliação dos alunos, registros de recuperação contínua e paralela, orientações para estudo com acompanhamento das famílias….Quando um aluno reprova, todos nós perdemos, não importa o cargo que exercemos. Na minha humilde opinião, com 27 anos de carreira no magistério municipal e há dez anos na supervisão escolar, a volta da
            reprovação isolada é um retrocesso, é culpabilizar somente os alunos quando todos nós sabemos que o sistema apresenta inúmeras falhas (inclusive de atuação de seus diversos profissionais – professor, CP, diretor, supervisor…

      • José Sebastião Tito

        ago 21, 2013  at 02:53

        Roger, é melhor reprovar 30,40,60% do que ter 100% de reprovados de forma camuflada pela aprovação automática, soma-se a isso ao aumento da violência de toda ordem nas escolas. Um abraço.

        Responder

        • Roger

          ago 23, 2013  at 02:53

          Por mim a reprovação seria feita por avaliações externas e a cada 6 meses, porém não há espaço físico para isso (a menos que crie-se mais um turno)

          Responder

        • Roger

          ago 23, 2013  at 02:53

          Para os q são contra as mudanças, e q normalmente citam o nome do PF, e são classificados como “anti tradicionalistas” eu cito uma frase de Einstein:

          “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

          E a educação já está assim há mais de 20 anos

          Responder

      • Tania

        ago 29, 2013  at 02:53

        Pensei a mesma coisa! Os supervisores pressionam para não reprovar.

        Responder

      • Aveline Rocha Muner

        set 09, 2013  at 02:53

        Primeira coisa que se precisa pensar é na questão de “Quota” para a retenção….vai haver como há hoje em dia e de forma ‘velada’?
        Pois inúmeras vezes, a supervisão reclamou dos números de retidos e exigiu que fosse revisto como modo de camuflar a defasagem na aprendizagem dentro da unidade escolar.

        Outro ponto que precisamos discutir é a questão das DP’s ou PP’s…..que comprovadamente NÃO POSSUEM APROVEITAMENTO ALGUM, já que o aluno apenas realiza um trabalho mínimo exigido.Na rede Estadual de ensino, em que já ocorre a aplicação de PP’s os alunos apenas realizam essa atividade formalmente para que sejam aprovados ao ciclo seguinte, não há aprendizagem compravada e pelo contrário que parece, é apenas um ‘embromation’ do Sistema, e o professor que aplicou a tal PP não será necessariamente o mesmo que irá corrigí-la.

        Responder

    • Pryscilla

      ago 17, 2013  at 02:53

      O que tem acontecido nos últimos anos, é que os alunos deixaram de se interessar pela escola, pois sabem que não precisam estudar para passar de ano. Creio que com essa mudança, os alunos voltem a ter o mínimo de interesse novamente.
      Sobre ter lugar para os repetentes, muitas escola tem espaço sobrando para isso. Existem escolas que foram praticamente fechadas por falta de alunos.

      Responder

      • Marívia Perpétua Sampaio Souza

        ago 17, 2013  at 02:53

        Pryscilla, respeito sua posição, mas precisamos entender qual a concepção de educação é a de que os alunos precisam se interessar pelos estudos para passar de ano… a escola necessita de uma transformação profunda: estrutura, funcionamento, currículo, mas com o objetivo de promover entre estudantes e professores a compreensão e intervenção na realidade social em que vivemos, formando cidadãos ativos e não mais treinando pessoas para o mercado de trabalho, sem qualquer possibilidade de escolha…

        Responder

    • Edivan

      set 14, 2013  at 02:53

      Essa é a grande questão. É nesse momento que a tão temida aprovação automática aparece como solução do problema.

      Responder

  2. Vania Pereira

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabéns a equipe administrada por César Callegari com o seu ideal brilhante voltado para educaação.

    Responder

    • Roseli

      ago 17, 2013  at 02:53

      Parabéns! A senhora ou senhorita tem noção do que esta falando? Respeito tua opinião mas esta proposta do Senhor secretario de educação é a legitimidade de que a educação no município de São Paulo esta fadada ao fracasso. Colocar técnicos que nunca entraram em uma sala de aula para fazer mudanças na educação, com propostas de TCC no final do 9º ano? É piada.

      Responder

      • Jair da Silva Santos

        ago 17, 2013  at 02:53

        Creio que os “técnicos que nunca entraram em uma sala de aula” que você citou sejam aqueles que são sempre entrevistados na imprensa, ocupantes de cargos em sindicatos ou pesquisadores em universidades, que acham que basta o professor conversar com o aluno para convencê-lo da importância de estudar, que acham que o aluno é indisciplinado porque o conteúdo não lhe diz respeito, que acham que o pobre aluno é sempre perseguido por professores que querem puni-los com a reprovação, que acham que todo aluno que é reprovado fica traumatizado e larga a escola, coitadinho, que acha que o sistema de ciclos tal como está é bom, que todos os alunos virarão filósofos, doutores, ou construtores da grande revolução social que está por vir… Ainda bem que as propostas da equipe do Secretário estão muito mais próximas da vida real do que desse conto de fadas ideológico cheio de verdades absolutas que condenou as últimas gerações de paulistanos ao analfabetismo funcional…

        Responder

        • José Sebastião Tito

          ago 21, 2013  at 02:53

          Colega Jair, excelentes as suas observações. A aprovação automática foi uma das coisas mais desastrosas que se inventou nesse país; irresponsável e leviana. Você tem razão, conseguiu conduzir uma geração de analfabetos e irresponsáveis. Resta uma escola destruída sob todos os aspectos. Um abraço.

          Responder

      • fabiosantosbra@gmail.com

        ago 18, 2013  at 02:53

        Grande Secretário, até que fim chegamos onde queríamos. Os professores que não gostam de ter autonomia e também de trabalhar, acham ruim esta proposta.

        Responder

      • Simone

        ago 18, 2013  at 02:53

        Roseli não entendo quando diz que foram os técnicos que propuseram essa mudança, me parece esquecer das lutas dos profissionais da educação e muitas famílias nesse sentido! A reprovação, no meu modo de ver, não é para prejudicar, mas sim indicar onde se deve ter maior esforço, isso não é só escolar é a vida! Se passamos por uma avaliação médica para ser admitidos em um emprego e se nos exames médicos mostrarem problemas somos retidos para avaliações, tratamentos até mostrarmos aptos para exercermos o cargo, por que não termos isso na educação? É preciso sim que os alunos descrevam, trabalhem em cima dos conteúdos aprendidos para alcançar novos objetivos, será assim nas sua vida inteira principalmente na faculdade. Não vejo isso como um retrocesso e sim como um avanço, porque já se foi comprovado que do jeito que está não dá para ficar!!!

        Responder

      • Roberto Luis

        ago 20, 2013  at 02:53

        A reprovação ou aprovação é uma questão muito difícil de ser resolvida, concordo com os comentários acima, que hoje na escola os bons alunos muitas vezes acabam se perdendo na falta de interesse, pois percebem que mesmo aqueles que não fazem nada, acabam passando, mas com a demanda atual, onde as salas tem 35 alunos ou mais, onde o ideal seria 25 e a utopia seria de 15 a 20, o que fazer com estes alunos que vão sendo reprovados no final de cada ciclo, se está reforma for implantada no ano que veem em (2014) os alunos do ultimo ciclo que farão o TCC, dependendo que for solicitado neste trabalho 80 % reprova, basta pegar os trabalhos dos alunos de hoje, onde quando há necessidade de uma pesquisa, o trabalho vira ou uma cópia do livro ou da internet. Sobre o Tcc, falta esclarecimento, pois se for no molde de uma faculdade , quem vai orientar? quem vai corrigir, pois hoje os professores que tem está formação, somente 1% está na rede e olhe lá. Agora eu queria ver a Grade de aulas de cada série(Ano), com a quantidade de cada disciplina, para ter um esclarecimento melhor sobre as aulas de Arte, Matemática, Português, Ed. Física, Informática , Leitura principalmente nos 6º Anos….acredito que isto, se funcionar só daqui a 10 anos ou mais…e olhe lá.

        Responder

  3. Rogério Olivieri Pereira

    ago 15, 2013  at 02:53

    Na minha opinião, deveriam haver DPs na ocorrência de reprovação em todos os níveis e se o aluno reprovar em mais de 3 matérias, deveria ocorrer a retenção.

    Responder

    • Norma Lúcia B arbosa

      set 15, 2013  at 02:53

      É preciso cuidado quando se fala em dependência para que essa ação não se torne um pesadelo para a escola e para o aluno, pois quando o aluno sai da escola, o contato com ele e com a família é mais difícil. Quais os critérios para que o aluno fique em DP. Como será realizada a dependência?. Quanto a adoção de notas ao invés de conceitos, se funcionar dentro de parâmetros que não sejam pautados na relação professor x aluno, pode ser que dê certo, já que a reprovação como punição deve ser descartada.

      Responder

  4. vick

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabens pelo fim deste sistema arcaico onde os alunos desinteressados e preguicosos sao apenas marionetes.

    Responder

    • Silva Elias

      ago 20, 2013  at 02:53

      Até que enfim a Prefeitura acabou com a Aprovação Automática, pena que o Estado não fez o mesmo.

      Responder

  5. Mirian

    ago 15, 2013  at 02:53

    É um absurdo um aluno não ser reprovado COM TODAS AS NOTAS VERMELHAS.
    Não tem como exigirmos que ele se esfoce, pois qdo vamos chamar atenção ouvimos, que não tem problema, não vai ser reprovado.
    Eu sou uma mãe que sempre questionei isso com a escola, mas sempre ouvi que era a prefeitura que tinha q mudar as leis.
    Espero que isso não demore, pois em nosso pais falar e por em prática tem uma distância muito grande.

    Responder

    • David Pereira

      ago 18, 2013  at 02:53

      Parabéns mãe por pensar dessa maneira, espero que se os boletins sejam enviados para as residências dos alunos, os pais passem a participar mais da educação de seus filhos, pois é fundamental que as crianças sejam cobradas também em casa.
      O que está acontecendo hoje, é que as crianças vão sendo aprovadas sem fazer nada na sala de aula e quando o professor vai cobrar, recebe como resposta que não está nem ai, então os alunos que participam efetivamente começam a questionar, por que devo fazer todas as atividades se os meus amiguinhos que nada fazem são aprovados também.
      Os pais que não participam acham que está tudo correndo bem.
      A decepção vem quando chega o 9ºano em que o aluno que nunca fez nada é reprovado ai é aquela surpresa, choradeira etc.
      Espero, como alguns colegas já comentaram que não tenha interferência de supervisão e outras pessoas da gestão obrigando os professores a aprovar os alunos que não tem o mínimo de interesse, pois se isso acontecer a medida será fadada ao insucesso.

      Responder

  6. Renata

    ago 15, 2013  at 02:53

    Nunca é tarde para que os nossos governantes abrem os olhos para a educação, fico feliz por acabar a aprovação automática, as crianças desde pequenas precisam estudar, fazer provas, trabalhos, ter responsabilidades com o ensino, nos dias de hoje as crianças não tem interesse nenhum em ir a escola, elas sabem que vão passar de ano e não se preocupam em aprender, não respeitam os professores. Com essa nova mudança até os professores terão que ler mais, pesquisar, para trazer a sala de aula ideias construtivas de ensino aprendizagem para esses pequenos cidadãos.
    Parabéns prefeito por essa mudança em beneficio do nosso país e das nossas crianças, que são o futuro da nação, são futuros médicos, professores, governadores, etc…

    Responder

    • Roseli

      ago 17, 2013  at 02:53

      “Até os professores terão que ler mais!” Não sei se a senhora ou senhorita tem conhecimento que os professores da Prefeitura de São Paulo são os que mais tem cursos de Pós Graduação, Mestrado e Doutorado, se der uma olhadinha no nosso Gerfunc vai saber do que estou falando. E tudo realizado com nossos próprios custos. Na realidade nós professores quando o aluno não tinha condições de avançar para uma série seguinte reprovávamos estes alunos com NS Não satisfatório, quem aprovava este aluno era o sistema. Este secretário da educação não está fazendo nada de novo. Ainda não consegui visualizar nenhuma solução que vai conseguir retirar a educação de São Paulo dessa total falta de interesse dos alunos aprenderem de forma real e subjetiva.

      Responder

      • Marina

        ago 18, 2013  at 02:53

        Senhora Roseli (por que quando não se sabe o estado civil de uma mulher, fala-se senhora),

        Ela não estava falando de leituras como Paulo Freire e Mário Sérgio Cortella, que todo professor já deveria ter lido. Ela falava de revistas, inovações tecnológicas, novas ideias que podem ser aplicadas para um ensino mais eficaz e atraente.

        A senhora reclama tanto das sugestões do secretário, que propõe o fim parcial da reprovação automática – o que já é um bom começo -, quanto do sistema atual. Afinal, o que a senhora quer? O secretário pode não estar fazendo algo “inovador”, mas é o mínimo que já deveria ter sido aplicado a muito tempo.

        Caso a senhora não tenha percebido, o plano do secretário é um começo – um bom começo – para as melhoras efetivas na educação pública da cidade. Ele visa ao fim de um analfabetismo funcional crescente no país, a uma maior seriedade por parte dos alunos em relação à escola, a um maior comprometimento de alunos, pais e professores. (E não me diga que todos os professores já fazem a sua parte, por que a falta de incentivos é maior que o idealismo em grande parcela dos docentes. Muitos alunos carecem de educação não só por causa de um sistema falido, mas também por que o professor falta às a semana inteira.)

        E não são “técnicos que nunca entram em sala de aula” que fizeram a proposta. De acordo com o jornal Estado de São Paulo, “a Secretaria Municipal da Educação acolheu sugestões e reivindicações dos 84 mil docentes vinculados a ela”. E ainda está recolhendo sugestões da sociedade afetada com as medidas por meio deste site. É claro, não se pode garantir que a prefeitura lerá todas as opiniões, mas o fato de ter aberto o espaço é importante para o avanço da participação pública nas medidas adotadas.

        A senhora quer uma reforma radical na sistema de ensino, é isso? Por que essas ideias estão fadadas ao fracasso? Diga-me: se as ideias do secretário são tão ruins, qual é a sua sugestão? O que a senhora acha que deveria ser aplicado ao invés deste plano?

        Aliás, caso não tenha percebido, a senhora propõe suas ideias, mas não conclui seus argumentos.

        Responder

        • Márcia Regina Sobral Fragano

          ago 19, 2013  at 02:53

          Marina,
          Brilhante sua colocação.Fiquei indignada com absoluta falta de conhecimento desta senhora em relação à escola pública e é preocupante que a midia ponha em destaque, sempre os teóricos e pessoas que se dizem estudiosas na área, mas que desconhecem totalmente as condições de trabalho da nossa profissão e que acabam por influenciar negativamente as tomadas de decisões tão importantes como estas que estamos vivendo na área da educação municipal.

          Responder

          • Márcia Regina Sobral Fragano

            ago 19, 2013  at 02:53

            Como professora, sou completamente a favor do fim da aprovação automática, que ao longo dos anos permitiu que o trabalho do professor fosse completamente desvalorizado e que os alunos pudessem escolher entre o estudo ou não , gerando uma total irresponsabilidade e falta de compromisso.

        • Roger

          ago 19, 2013  at 02:53

          Senhora Marina.

          Peço-lhe a gentileza de nos apresentar dados atrelados a fatos que confirmem seu posicionamento sobre a leitura dos professores, pois, a forma como conclui teu argumento deixou-me curioso sobre como chegou a tal conclusão. Aliás, as técnicas de dialéticas empregadas no teu texto apontam para alguém que sabe que o método e o percurso é tão importante quanto o resultado de qualquer experimento. Entretanto, se a senhora não puder apontar as bases de sua afirmação, eu entenderei, afinal, lidamos diariamente com pessoas que, apesar de florearem o que escrevem, recorrem ao senso comum.

          Outrossim. Sem tentar cansar-lhe, peço-te, encarecidamente, dados que comprovem que o que o Secretário pretende fazer que, aliás, será conhecido, de fato, através de decretos e leis, é o mínimo que “já deveria ter sido aplicado a muito tempo”. (Já que a senhora teve a iniciativa de ensinar o uso do pronome para a pessoa que gerou a conversa, sei que não ficará constrangida de eu lembrar-lhe que “já deveria ter sido aplicado” é exemplo de mau emprego dos verbos e que em “a muito tempo” usa-se o “há”, de acordo com regras da mesma língua que define o uso do pronome “senhora”. Não pretendo continuar com os erros gramaticais de teu texto, eles são tantos, a partir do terceiro parágrafo, que, caso eu pretendesse continuar, fugiria do foco da discussão).

          Fico surpreso com sua expressão: “acolheu sugestões e reivindicações dos 84 mil docentes vinculados a ela”; e o motivo de minha surpresa é que não foi, pelo menos no meu ponto de vista, disponibilizado espaço para diálogo na atual gestão; digo “meu ponto de vista”, pois, não foi me dada tal abertura, e por mais incrível que possa parecer, também não foi dada aos que eu conheço. Acredito que, talvez, eu e os professores da rede que conheço, não estamos estre os “84 mil docentes”. Pode explicar tal número?

          Quando afirma que reformas radicais são como ideias que “estão fadadas ao fracasso”, a senhora faz uso de uma hipótese ou tese? Sem um exemplo indiscutível de sucesso das ideias contidas no plano do Secretário, a mesma colocação “estão fadadas ao fracasso”, podem, hipoteticamente, ser aplicada ao referido plano.

          Por motivos óbvios para mim, prefiro não começar a última frase com “aliás”, como a senhora o fez, mas, farei uma exceção para parafrasear seu final, com um sutil modificação.

          Aliás, caso não tenha percebido, a senhora expõe teus argumentos, mas não seus fundamentos. Logo, até que prove o contrário, teus argumentos são infundados.

          Responder

  7. Samantha Ruffolo

    ago 15, 2013  at 02:53

    Até que enfim uma coisa boa!!!! Aprovação já!!!!! Ainda sou da opinião que qualquer ano deveria reter caso o aluno não tenha aprendido, mas isso é melhor do que está!!

    Responder

  8. roseli aparecida rodrigues

    ago 15, 2013  at 02:53

    sou completamente a favor ,tenho filho no ensino médio e praticamente não sabe nada quem sabe a próxima geração sede e menos ignorantes

    Responder

  9. Prof Christian

    ago 15, 2013  at 02:53

    Um ponto importante a ser considerado é o fluxo de alunos. Com possibilidade de reprovação tem de ser verificado se no ano seguinte o aluno terá vaga na série/ano, uma vez que os alunos da série anterior irão chegar.

    Esta medida é necessária para evitar sobretudo a superlotação de algumas turmas o que não ajudará no processo de retomada de aprendizagem deste aluno retido e prejudicará o trabalho com o restante da turma.

    Responder

    • Andre Dutra

      ago 16, 2013  at 02:53

      Olá Christian. Acho que a questão da demanda é importante, mas não pode ser vista como parâmetro para retenção ou aprovação de aluno.

      Responder

      • Maria Helena

        ago 16, 2013  at 02:53

        Temos escolas fechando salas!! Escuto o tempo inteiro direção dizendo que não existe demanda!

        Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Prof. Christian, sua preocupação me leva a refletir sobre a exclusão dos estudantes, que esteve sempre presente na história da educação brasileira, mas, que é, e não há como negar, alimentada pela famigerada reprovação escolar.

      Responder

      • Rogério Fajardo

        ago 23, 2013  at 02:53

        Vejo ainda muitos insistirem no argumento de que a reprovação exclui. O que precisamos enxergar é que quem exclui é a aprovação automática. Os que conseguem se formar graças à aprovação automática só conseguem um pedaço de papel inútil: essa formação não se reverte em conhecimento nem em empregabilidade. Já notei que as pessoas antigas que fizeram apenas a quarta série tinham o mesmo conhecimento (ou até mais) dos jovens que hoje concluem o ensino médio. E também conseguiam emprego do mesmo nível que os jovens hoje conseguem com o ensino médio completo.

        Além disso, a maior causa da evasão e da exclusão do passado não é a reprovação, mas a falta de políticas inclusivas, como as que existem hoje em dia, que fornecem todas as condições necessárias para as pessoas menos favorecidas financeiramente terem condições de cursarem a escola até o fim.

        A exclusão causada pela reprovação era parcial. Quem se esforçasse e fosse até o fim, enfrentando as dificuldades, conseguia uma formação com a mesma qualidade dos que frequentaram escola particular. A exclusão causada pela aprovação automática é pior, porque mesmo os mais esforçados tem pouquíssimas chances de adquirirem conhecimento.

        Responder

    • Valéria

      set 13, 2013  at 02:53

      Concordo plenamente com você! É importante lembrar que, em muitos casos, os alunos que são retidos apresentam dificuldades que só um profissional especifico pode ajudar, como fonoaudiólogos , psicopedagogos e psicólogos. Deveria haver esses profissionais já selecionados pela prefeitura em parcerias com as escolas, fazendo um acompanhamento rápido e sem burocracia. Vejo nas escolas professores e coordenadores enviando diversos encaminhamentos e os pais , mesmo com muito interesse, encontrando grande dificuldade nos postos para conseguir esse tratamento e quando conseguem, são muito distantes ou sem tanta qualidade. É preciso uma parceria entre educação e saúde!

      Responder

  10. Helder De Lorenzi Cancellier

    ago 15, 2013  at 02:53

    Ola, faço faculdade de Banco de Dados na Fatec São José dos Campos. Observei que será talvez implantada o sistema de dependência “DP’s” nesta novas práticas de educação pública. Suponho que as dps poderão ficar muito intercaladas entre as séries gerando uma dificuldade muito grande no gerenciamento.

    Responder

    • Elias

      ago 19, 2013  at 02:53

      Exato. A maioria das emefs estão organizadas com toda uma série em um único turno. A criação de dependências se tornaria inviável de cara, e cada fracasso que este pacote de mudanças trouxer, fará com que o governo volte atras. O Haddad não vai querer ser o prefeito da reporvação em massa.

      Responder

  11. Reginaldo jose dos santos

    ago 15, 2013  at 02:53

    Bom dia a todos otima iniciativa do governo de São Paulo tomara que se extenda para todo país ganho na qualidade de no ensino dos alunos vai sair da escola mais preparados

    Responder

  12. Jaqueline

    ago 15, 2013  at 02:53

    Temos que mudar sim o cenário educacional… Está uma lástima…
    Vamos lá!

    Responder

    • Suely

      ago 17, 2013  at 02:53

      Essa nova medida deve se estender para todo o Estado de São Paulo. Do jeito que está não pode continuar.

      Responder

  13. Gisele

    ago 15, 2013  at 02:53

    Super a favor, os educandos precisa de objetivo para o estudo, é necessário a implantação dessa lei urgente.

    Responder

  14. Joilson Santana Nascimento

    ago 15, 2013  at 02:53

    na minha epoca de escola nao tinha este negocio de nem precisar estudar que msm assim passava de ano , nao tinha que estudar e ter nota pra passar hj em dia as crianças na escola nem sabem ler e qnd sabem nao entendem o que estao lendo entao nao adianta tem que aprender tem que ter mais esforço das professoras e governantes tem que reprovar sim se nao sabe repete o ano e só sai de lá qnd aprender a ler e escrever direito é uma vergonha crianças que estao saindo do sexto ano e nem se quer sabem fazer contas simples ou ler um livro e saber o que leu espero que volte a reprovaçao nas escolas

    Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Caro Joilson, vc acredita que é a reprovação escolar que levará à melhoria da qualidade da educação? Reorientação curricular, gestão democrática, avaliação séria e comprometida com o processo educacional são fundamentais, mas a reprovação não parece ser a melhor saída, salvo engano das pesquisas educacionais.

      Responder

  15. Luciano Andrade

    ago 15, 2013  at 02:53

    Esse projeto retoma o ensino como era antigamente, que apesar da palavra “ANTIGamente”, poderiamos chamar de verdadeiro ensino, onde tinhamos que nos dedicar e estudar, pesquisar, ler para passar de ano. Excelente!!! Gostei muito e vejo que esse é o caminho. Espero que tenhamos controle, acompanhamento e supervisão da prefeitura junto as escolas “diretoria, professores/educadores, etc” para que esse projeto seja tratado de forma seria, responsavel e compremetimento de todos, inclusive dos professores em muitos casos, devido ao baixo salário e falta de comprometimento não dão a minima para as exigências da escola/prefeitura.

    Responder

  16. Claudinei Diego de Souza

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acho fundamental essa mudança para que possamos ter um melhor rendimento no ensino, pois os alunos sendo acompanhados de perto com períodos menores de avaliação minimiza a possibilidade de crianças chegarem a concluir o período sem alcançar os objetivos dele, ou seja, como conheço casos de crianças que estão na 4º série e não conseguem ler sem gaguejar.
    Este é somente um exemplo para ilustrar esse ponto tão importante da nossa formação de novos cidadãos.

    Responder

  17. Fábio

    ago 15, 2013  at 02:53

    Não sou PT. Mas o prefeito está de parabéns.
    Parabéns a nova proposta.
    Na minha época quem não estudava não saía da escola… aluno tem que estudar, ter tarefas e provas. E se não tiver condições de passar de série tem que repetir de ano.
    Saudade dos velhos tempos.

    Responder

  18. Marlene da Silva Santos

    ago 15, 2013  at 02:53

    Nossa eu torço muito pelo fim da aprovação automática ,pois os alunos saem da escola sem saber o básico .Parabéns pelo projeto.

    Responder

    • Miguel Tadeu Vicentim

      ago 16, 2013  at 02:53

      Infelizmente estamos condenados a repetir os mesmos erros do passado. Somos muito burros para aprender a lição e resolver, de fato, este problema.

      Responder

      • Marívia Perpétua Sampaio Souza

        ago 17, 2013  at 02:53

        Será que somos tão burros assim, Miguel? Podemos nos manifestar, podemos escolher entre uma concepção emancipadora de educação e uma concepção excludente. O que vc acha?

        Responder

      • Rogério Fajardo

        ago 24, 2013  at 02:53

        Não estamos repetindo um erro do passado. Estamos corrigindo um erro do passado: a aprovação automática. Você realmente acha que a aprovação automática inclui? Você acha que adianta alguma coisa termos, hoje, uma multidão de pessoas que possuem um diploma de ensino médio, mas que mal conseguem ler e escrever?

        Responder

  19. wellington

    ago 15, 2013  at 02:53

    Para aumentar a cobranças precisa se primeiro melhoras as escolas e os salários dos nossos educadores.

    Responder

    • Ana Silva

      ago 18, 2013  at 02:53

      Concordo…plenamente…em nenhum momento se pensa q um professor tem acumulo de cargo…e não terá tempo de se dedicar aos tais cursos de formação… um salário digno daria oportunidade… a muitos deixar de acumular.

      Responder

  20. Andreia Alves de Jesus Gimenez

    ago 15, 2013  at 02:53

    O processo de apendizagem precisa ser avaliado constantemente, não para somente reprovar, mas sim para indicar como anda o processo de construção do conhecimento do aluno.
    Ele precisa ver sentido em aprender, ser mais participativo nas aulas. O professor de hoje precisa de autonomia para indicar o melhor caminho.
    Sou a favor sim de uma educação mais ampla e digna, proporcionar aos discentes melhores condições didáticas de qualidade do Ensino.
    Parabéns São Paulo estamos no caminho certo.

    Responder

  21. Silvia

    ago 15, 2013  at 02:53

    A promoção automática torna alunos e familiares muito alheios ao processo de alfabetização, ensino e até de educação básica (valores, estudos extras, etc).
    Falta compromisso por parte do aluno e dos responsáveis e a fala é de que ” nada reprova mesmo”, “de qualquer jeito vai passar de ano”.

    Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Olá Silvia, será que não falta uma conscientização séria da concepção de educação? Educar não tem que se relacionar com passar ou não passar de ano, aprovar ou reprovar. É muito mais do que essa visão reducionista. Não entendo que reprovação escolar contribua para a formação de cidadãos ativos que possam compreender e intervir na realidade em que vivemos.

      Responder

      • Sonia

        ago 19, 2013  at 02:53

        Concordo com Marívia, mais uma vez, estamos esquecendo os princípois de homem, educação e desenvolvimento humano, lastimável.

        Responder

      • Rogério Fajardo

        ago 25, 2013  at 02:53

        Você tem razão, em partes, quando defende que a Educação ideal é aquela em que os jovens estudam para aprender, e não para “passar de ano”. Todavia, devemos ser realistas e não nos entregar a uma utopia. Sugerir o fim da reprovação mediante esse argumento é o mesmo que defender a retirada dos policiais da rua mediante o argumento de que as pessoas devem obedecer as leis por consciência, não por coerção ou medo. Temos que adotar medidas realistas, que funcionam – ainda que não perfeitamente – no mundo atual, não no mundo que idealizamos.

        Concordo plenamente que devemos reformular o currículo, procurar meios de motivar os jovens a estudarem e despertar neles a sede pelo conhecimento, e assim por diante. Mas temos que pensar que estudar deve ser uma obrigação da criança (assim como trabalhar é uma obrigação do adulto). Isso não é um pensamento elitista, ou capitalista ou segregacionista. Desenvolver a responsabilidade nas crianças, ao pouco, sem impor-lhes excessivas tarefas, mas algumas obrigações, é uma parte essencial no processo de Educação. Não precisa ser especialista ou ler dezenas de teses ou estatísticas para enxergar isso.

        Enquanto a escola, ou a faculdade, fornecer diploma, haverá sempre pessoas que a irão cursar só pelo diploma, não pelo conhecimento. Ora, se o diploma é um atestado de qualificação da pessoa, não faz sentido o concedermos a quem não adquiriu um mínimo de conhecimento exigido. Então a reprovação é necessária, sim. Não é suficiente para resolver os problemas da educação, mas é necessária.

        Responder

  22. Jackes

    ago 15, 2013  at 02:53

    Perfeito! Finalmente após 21 anos é dado um primeiro passo para exterminar a aprovação automática onde fez com que os alunos tivessem total autonomia para fazer o que bem queria em sala de aula, retirando até a autoridade e respeito do professor em sala de aula!

    Responder

  23. Cintia

    ago 15, 2013  at 02:53

    Cada aluno possui um tempo diferente de desenvolvimento. Logo, a retenção é importante para que o aluno que não conseguiu acompanhar as matérias do ano anterior tenha uma nova oportunidade de rever os conteúdos. Os professores podem ser informados das condições do aluno e ele pode ter um maior acompanhamento durante as aulas.
    A aprovação automática obriga o aluno a assistir aulas que não consegue entender e ao perceber sua defasagem em relação aos colegas, desiste de assistir ou participar das aulas com receio de ser ridicularizado pelos colegas. E assim permanece durante os anos seguintes, com pouco ou nenhum desenvolvimento escolar.

    Responder

  24. PAULA

    ago 15, 2013  at 02:53

    O jovem necessita de desafios e a educação como está, com aprovação automática, acaba desestimulando os jovens a estudar pois, já que são aprovados mesmo com defasagem, não se esforçam como deveriam. A conversa em sala de aula é sempre a mesma ” pra que estudar professora, eu sei que no fim do ano vou passar mesmo…”. Os ciclos não são ruins, mas necessitam ser repensados em ciclos de dois anos para o fundamental I e retenção no 6º, 7º, 8º e 9 º ano, como propõe o texto acima.
    A questão da evasão escolar já existe mesmo sendo ciclo. Vários alunos de 6º ao 9º ano deixam as escolas, a questão é muito mais social e, portanto, a aprovação da retenção não é desculpa para a evasão escolar.

    Responder

  25. Juliana

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acho ótimo que a aprovação automática acabe, assim os alunos poderão aprender mais, já que precisarão de notas para passar de ano. Será imprescindível a participação de todos.

    Responder

  26. Alexandre Heluany Moysés

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabéns ao prefeito Fernando Haddad e ao secretário da educação César Callegari por tomarem estas medidas corajosas que com certeza irão melhorar muito a nossa educação paulistana e o aprendizado de nossos alunos, além de resgatar a autoridade dos professores em sala de aula! Nota 10 para vocês!!!

    Responder

    • Eliane Antunes

      ago 20, 2013  at 02:53

      Alguma medida tinha que ser tomada, pois alguns alunos não assumiam compromissos, porque fazendo ou não fazendo dava na mesma, o professor tambem perdeu a autoridade.

      Responder

  27. Ricardo Bruno Dos Santos

    ago 15, 2013  at 02:53

    MInhas dicas são:

    1º Não haverá limite de alunos que podem ser reprovados.

    2º Deveria existir uma prova padrão definida pela secretária de educação que deve ser aplicada ao final de cada ciclo, e esta prova teria peso 2 na hora de calcular a média do aluno, pois assim mesmo que os professores apliquem provas fáceis aos alunos o governo saberá quais escolas continuam com ensino de qualidade ruim.

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 19, 2013  at 02:53

      Endosso essa proposta. A avaliação unificada não serviria para tirar a autonomia dos professores – como poderiam argumentar – e, sim, para protege-los de pressões externas – e até ameaças – para aprovar alunos que não estão preparados. Além disso, se a reprovação independer (ao menos parcialmente) da ação do professor, isso valoriza e incentiva o bom professor.

      Responder

      • Humberto Cosentine

        ago 19, 2013  at 02:53

        Uma retenção que eu defenderia seria no segundo ano, para as crianças não avançarem sem saber ler e escrever bem. Porém, creio que novamente estamos às portas de uma grande mudança sem uma grande preparação. Quem contestaria que tudo isso ficaria melhor se tivéssemos 25 alunos por sala? E poderia citar aqui outras condições necessárias para que as mudanças propostas resultassem em coisa boa , mas infelizmente elas não constam do “pacote”.

        Responder

  28. cristiane

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabéns !!!! Até que enfim acordaram , pois nossos filhos precisam aprender e não simplesmente ser aprovado sem saber nada !!!! Pela primeira vez a prefeitura de SP merece meus parabéns !!!!

    Responder

  29. eliane barbosa

    ago 15, 2013  at 02:53

    E UM AVANÇO VOLTAR AOS BOLETINS E AS NOTAS DE 0 A 10. FICA FACIL PARA OS PAIS ENTENDEREM O RENDIMENTO DOS SEUS FILHOS.
    OUTRA ECONOMIA SERIA A UTILIZAÇÃO DOS UNIFORMES. SE ESTES ALUNOS ESTUDASSEM EM ESCOLAS PARTICULARES TERIÃO QUE USAR OS UNIFORMES, POR QUE NÃO USAR NA REDE PUBLICA, PARA AJUDAR AOS PAIS A ECONOMIZAR E EDUCAR AS CRIANÇAS A FORMALIDADE DE SABER SE VESTIR NA ESCOLA.
    DIMINUIR A QUANTIDADE DE ALUNOS NA SALA É OUTRO PROGRESSO. NÃO HÁ CONDIÇÕES MESMO DE DUAS PROFESSORAS DE EDUCAR 40 A + OU – 50 ALUNOS POR SALA.
    OUTRO PONTO E MUITO IMPORTANTE É PRIORIZAR O ENSINO NA FAZER DE 3 A 5 ANOS E MEIO, ISTO PORQUE SÓ BRINCADEIRAS NÃO ENSINA A ENTRAR NUMA 1º SERIE ONDE O ALUNO DEVERÁ SABER ESCREVER E LER. (no meu tempo, existia tarefa todos os dias, um dia de portugues e outro dia de matematica, e quem não fizesse não sairia para o recreio) HOJE É DIFERENTE, MAS SE AOS 4 ANOS A CRIANÇA SOUBER FAZER SEU NOME E ESCREVER DE 0 A 10 É VANTAGEM. CADA CRIANÇA TEM UM TEMPO PARA APRENDER, MAS NÃO PODE CHEGAR NA 1º SERIE SEM SABER SEU NOME E COISAS BÁSICAS.
    SR PREFEITO DÊ VALOR AOS IMPOSTOS QUE PAGAMOS E O DINHEIRO QUE O SR GASTA NAEDUCAÇÃO.

    Responder

  30. Elaine Cristina Moraes

    ago 15, 2013  at 02:53

    O retorno dessas regras, poderiam valer para todo o Estado de São paulo, não só para o Município. Ótima iniciativa.

    Responder

  31. Fabio Araujo

    ago 15, 2013  at 02:53

    Após analise considero as alterações de supra importância, a prefeitura de São Paulo, através do prefeito Haddad e do secretário Callegari estão de parabéns. Embora eu não concorde com a reprovação seja somente em dois momentos, porque precisamos de um sistema de educação, onde precisaremos motivar os alunos a produção científica, isto é, foco no desenvolvimento da educação desde os primeiros anos, além da valorização dos docentes. Porém parabéns pela iniciativa.

    Responder

  32. Rosemeire Soares

    ago 15, 2013  at 02:53

    Apoio o projeto que reconhece a necessidade da correção durante o processo de aprendizagem, que visa garantir o desenvolvimento dos alunos. As avaliações são necessárias, e o hábito do estudo tem de ser resgatado. Além disso, a autonomia para sansões educativas para a escola são fundamentais, pois regulamentará a indisciplina.

    Responder

  33. Débora Freitas

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acredito que o sistema deveria ser como antigamente, reter o aluno em qq série no qual ele esteja, esse lance de reter só em determinadas séries ou essa tal aprovação automática faz com q o país apenas saía do indice de analfabetismo e passe a ser um país semi analfabeto, será que a classe politica não consegue enxergar isso??? Ou será pelo fato justamente dos politicos não quererem pessoas ou melhor jovens com sabedoria pq só assim os resultados influenciariam nas urnas e isso faria com q uma grande leva de politicos corruptos nem pensassem em se eleger???

    Responder

  34. Rubens

    ago 15, 2013  at 02:53

    Já que os alunos já recebem uniforme, material e leite, e percebe-se que muitas vezes as famílias se preocupam muito mais por isso que pelo processo educacional dos alunos, proponho que se crie uma bolsa em dinheiro para os alunos que conseguirem médias maiores do que as necessárias para aprovação. Por exemplo: a nota necessária para aprovação é cinco, aos alunos que conseguirem notas à partir de sete poderiam receber crédito de 30 reais por mês que seriam pagos no final do ano se confirmada esta média. Esta sistemática poderia ocorrer à partir do 5º ano.
    Tenho certeza que isto causaria uma revolução no aproveitamento dos alunos e na participação das famílias na vida escolar e o que se gasta atualmente com as perdas educativas seria facilmente compensado.

    Responder

  35. Sarah

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acredito que o fim da aprovação automática será uma boa coisa para os alunos, hoje os alunos não estudam, não respeitam mais o professor por saber que de uma forma ou de outra irão passar de ano, e isso prejudica todo o ensino. Porém ela não pode vir sozinha, outras medidas para estimular os alunos devem ser feitas, pois senão irá causar grande revolta nos alunos e resistência.

    Responder

  36. Aruanã

    ago 15, 2013  at 02:53

    Errado, a reprovação tem que ser em todas as séries com boletins on line e entrega em casa e vida do aluno no site da escola diária, assim os pais terão mais controle sobre a vida escolar dos filhos.

    Responder

    • Mark

      ago 21, 2013  at 02:53

      Um bebê para aprender a caminhar, precisa cair, se levantar, refletir, acontecer…
      Um aluno para se desenvolver na escola precisa de práticas que o desafiem, que o questionem, que o reprovem, que o recuperem e que contribuam para que ele conquiste aprovação.

      A exclusão, a punição etc. nada tem a ver com a proposta de ampliar a recuperação, a retenção etc.

      A exclusão de fato vem acontecendo nesses anos em que claramente vemos a educação pública levada ao fracasso.

      Precisamos de ampliação dessa proposta, aumentando as possibilidades da escola e família em relação aos caminhos que o aluno pode seguir. Não é delimitar em “aprovar ou reprovar”, mas ter todas as possibilidades disponíveis para que cada aluno, em sua necessidade, possa ser atendido…e isso inclui até ser reprovado.

      Responder

  37. Marlene Rodrigues Nepomuceno oliveira

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sou de acordo porque tem muita criança sendo aprovado sem nem saber escrever o próprio nome isso e uma vergonha

    Responder

  38. Valmir Queiroz Pereira

    ago 15, 2013  at 02:53

    Eu morro e não vejo tudo! Tanto se faz pela EDUCAÇÃO! FIM DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA! propositadamete quem elaborou o questionário não deve saber o que é progressão continuada. Realmente é muito mais fácil promover políticas fadadas ao insucesso, porque não há interesse que as pessoas aprendam de verdade… Aliás tudo no Brasil é de mentirinha… Olhem, Vejam, o que eu disse também é de mentirinha… Consultar quem? Quem não sabe o que é uma escola? Médicos? Atores? Jogadores de futebol? Há… deixem os professores falarem alguma coisa…

    Responder

  39. LaraDeus

    ago 15, 2013  at 02:53

    Muito boa medida! Eu estudei em escola pública por anos e por duas vezes (na 4a e na 8a série), ouvi “cuidado que esse ano reprova”. Vi muitos colegas meus chegarem à 8a. série sem saber ler e, por não conseguirem ingressar no ensino médio, desistirem no caminho. É com maior estímulo a professores e alunos que vamos ver nossos jovens aprendendo e ganhando visão crítica.

    Responder

  40. Valter Jacubauskas

    ago 15, 2013  at 02:53

    Antes tarde do que nunca, mas um grande estrago já foi feito e os resultados estão aí como prova de que a aprovação automática foi um grande “equívoco” desde o seu início.
    Aprovo totalmente a avaliação.

    Responder

  41. Salvador Laviano Neto

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acho três ciclos muito pouco para a possibilidade de repetencia. Qual o problema de se fazer avaliação anual, como era antigamente?

    Responder

  42. Maria Aparecida Vedovelo Sarraf

    ago 15, 2013  at 02:53

    Optaria apenas pela avaliação final do ciclo para “retenção” : 3º , 6º e 9º , excluindo os 7º e 8º anos, com intervenções pedagógicas e psicopedagógicas ao longo dos ciclos a partir de um programa de atendimento planejado.

    Porém, se não houver mudanças profundas metodológicas qualquer alteração nesta perspectiva será inócua.

    Também será inócua se a equipe e docentes não terem uma visão integrada do ciclo. è preciso um planejamento e adoção das diretrizes para cada ciclo por todos os professores que os compõem. Não é mais admissível a organização em ciclos e a manutenção de uma mentalidade seriada e, logo, planejamentos fragmentados.

    Prof Cida Sarraf

    Responder

  43. Isaac II

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sou professor, aluno em uma época onde todas as séries eram possível a reprovação. Reprovei uma vez e, ao contrário do que muita gente diz, essa reprovação (bem pensada e trabalhada em conjunto com minha família e professores) só me motivou a seguir meu caminho educacional, mesmo com todas as dificuldades e obstáculos de um aluno (hoje professor) com dislexia.

    Responder

  44. LINER DE SOUZA SANTOS

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabenizo o senhor Prefeito por essa iniciativa. Finalmente um governante que realmente se preocupa com a qualidade do ensino. Não é mais dinheiro ou mais material que irá melhorar a educação mas sim encarar a educação com seriedade.

    Responder

  45. Eunice de Souza

    ago 15, 2013  at 02:53

    Esse sistema de aprovação automática é, no mínimo, uma vergonha. Os jovens precisam aprender que estudar, só traz benefícios. Quando eu estava na escola, o sistema era esse que estão querendo implantar novamente, e graças aos meus estudos, apesar de ter repetido de ano duas vezes, é que sei o sei, e sou o que sou hoje.

    Responder

  46. Rosa Maria Aurora Bartalini

    ago 15, 2013  at 02:53

    A progressão continuada tinha por objetivo dar um tempo maior de aprendizagem para que o aluno se apropriasse do conhecimento mas o que vimos acontecer ao longo dos anos foi um descaso dos alunos e incluo algumas famílias com o valor da educação. Os alunos simplesmente não cumprem seu papel porque sabem que não faz diferença ir bem ou mal na escola, eles não se dedicam aos estudos, eles não valorizam o professor.
    Os professores precisam acompanhar a evolução do aluno e decidir quando o mesmo está preparado para frequenta a série seguinte.
    Esta mudança será positiva com certeza.

    Responder

  47. Angélica Xavier Fórgia

    ago 15, 2013  at 02:53

    EXCELENTE!! Sou professora da rede estadual de São Paulo e já fui professora da rede municipal . Aprovo o fim da aprovação automática e proponho que além dos anos sugeridos, também reprove nos 4º e 5º anos .

    Responder

  48. Helena Goldammer Lenz

    ago 15, 2013  at 02:53

    Aprovo todas as iniciativas, obrigado! parabens! Como colaboração peço atenção a um problema crucial, professores com diplomas universitários que se desdobram para preparar aulas são xingadas de vagabunda, vaca …e são ameaçadas diariamente, inclusive por mães e pais ( o medo é generalizado). Sugiro:
    1 – Câmaras nas classes problemáticas e nos locais administrativos onde as advertências são efetuadas (quem monitorar vai se assustar).
    2 – ouvidoria para professores e funcionários protegidos por “sigilio”.
    3 – assistentes sociais e psicólogos para atender desodeiros conforme item já comentado.
    Grata pela atenção, sou vó de uma professora que chora diariamente a falência da educação.

    Responder

  49. Laura Fernandes da Silva

    ago 15, 2013  at 02:53

    O fim da aprovação automática é algo muito benéfico aos nossos alunos, entretanto acredito que isso deveria acontecer a partir do 2° ano e não do 3º ano,
    Outra medida urgente que não consta no plano “Mais educação para São Paulo” é a diminuição do número de alunos por classe, algo que atrapalha e muito o bom desenvolvimento das crianças.

    Professora Laura Fernandes da Silva

    Responder

  50. Regiane Moreira Leão Bernardes dos Santos

    ago 15, 2013  at 02:53

    Satisfeita com o fim da aprovação automática, também acho interessante as notas deixarem de ser : NS , S , P, passarem para números: 0 a 10, podemos avaliar melhor o aprendizado dos nossos filhos. Acredito também que a Secretaria deve cobrar mais comprometimento dos professores pois hoje a realidade é que encontramos alguns (poucos) , com este perfil, cobrar também dos coordenadores pedagógicos constante controle do programa exigido pela Prefeitura, dos diretores comprometimento, dos colaboradores (inspetores, secretarias escolares), aperfeiçoamento no trato com alunos.

    Responder

  51. Lílian Cirne Gentil

    ago 15, 2013  at 02:53

    Normalmente a Escola tem de fazer um levantamento em outubro para decidir os prováveis retidos, e só pode reter os alunos quando “sobram” vagas na sala anterior, que vai ser promovida. Isso será mantido? O que vai acontecer se houver mais retidos do que vagas? A Escola arcará com um maior número de alunos por sala?

    Responder

  52. Portella

    ago 15, 2013  at 02:53

    Isto é muito pouco, faz necessário um trabalho junto as familias quanto seu papel no processo de educação e formação do educando.

    Responder

    • Tereza

      set 10, 2013  at 02:53

      Concordo com você. Não adianta nada o processo escolar arcar com todas as responsabilidades sobre a aprendizagem dos estudantes os pais precisam ter consciência que não basta ter filhos é necessario acompanhar, apoiar, incentivar as pequenas conquistas. Atualmente tem pais que se quer provideniam lápis para escrever que dirá olhar as atividades de escola bem como muitos nem comparecem a reuniões para saber sobre o desempenho do filho(a) È possível que com a reprovação os pais passem a serem parceiros dos professores e como eu costumo dezer aos pais que comparecem na escola “Eu sou professora de seu filho este ano e farei tudo para desenvolver todas as habilidades e tenho um objetivo que pretendo alcançar ao logo do ano.Mas lembre-se o filho é seu para sempre então conto com apoio de vocês e juntos temos que trabalhar em prol da criança “

      Responder

  53. Regina Drukier Waintrob

    ago 15, 2013  at 02:53

    Exmo Sr Secretário,
    Concordo plenamente com a volta da avaliação de zero a dez; entretanto esse modelo não pode voltar a ser instrumento de poder dos professores para dar notas baixíssimas durante as avaliações bimestrais para manter a disciplina, o respeito e a frequência e no final do ano, um aluno que passou o ano com notas, hum, dois seja aprovado com média cinco ao final do ano através de uma “mágica”
    A avaliação deve ter critério sim, e o professor ser bem orientado nesse processo para que não caiamos na situação oposta.
    Quando coordenadora pedagógica da rede municipal, costumava trabalhar o CONCEITO DA NOTA
    Exemplificando: Enquanto temos professores que o aluno com nota hum ou dois durante o ano é aprovado no final do ano; temos aqueles que trabalham num equilíbrio de notas de três a sete.
    Sendo que o três da oportunidade real de recuperação ao aluno; entre três e sete estão a média dos alunos e a partir daí, oito, nove e dez sejam atribuidos por MERECIMENTO.
    Sugiro que o zero só seja atribuido para ausência total, o hum e o dois para alunos realmente inadimplentes nos quesitos pedagógicos, a fim de que a avaliação não se torne instrumento de PODER AUTORITARISMO ou CASTIGO

    Responder

  54. Carlos

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sou diretora da rede. Um detalhe falho é os professores de módulos, que na maioria das escolas ficam sem fazer nada, e recebendo igual aos regentes de sala. Minha sugestão e que eles ganhasse por aulas dadas…

    Responder

    • Carlos Roberto Gomes

      ago 16, 2013  at 02:53

      Professor , entendo que vc não deve conhecer o real significado do professor de modulo e faco um convite em participar as atividades que desenvolvo em modulo, modalidade EJa na escola Emef Frei Damiao , na capela do socorro , segundo portaria da SME . Ao criticar e necessário argumentação . Professor de Matematica em modulo .

      Responder

      • cilenedutra

        ago 18, 2013  at 02:53

        Boa noite Carlos! Ingressei na PMSP em 2011, não tinha sala regular, trabalhava como professora em módulo. Foi o período em que trabalhei muito mais. Dei aulas em todas as salas da escola, substituindo os colegas que por seus motivos justos, faltavam ou entravam em licença. Foi bem cansativo, mas também muito proveitoso. aprendi a rotina de todas as turmas, conheci todos os alunos e como funciona uma Escola da PMSP. Um professor em Módulo tem a mesma formação que a sua e merece o mesmo respeito. Lamento que pense desta forma!

        Responder

  55. Márcio

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sugiro que as aulas de Artes sejam 2 aulas no ciclo I. Uma aula é pouco. Álias, a única rede que é assim é a Pmsp.

    Responder

  56. Fábio Hoffmann Pereira

    ago 15, 2013  at 02:53

    No início dos anos 2000, a Prefeitura de Embu das Artes revolucionou o sistema de ciclos ao implantar o Projeto Letras e Livros (PLL), um programa de recuperação paralela de acompanhamento dos alunos com dificuldades em leitura e escrita. O PLL ganhou prêmios e notoriedade na rede embuense por elevar consideravelmente os níveis de leitura e eescrita e diminuir a quantidade de estudantes com dificuldades escolares. Talvez valha a pena equipe de SME entrar em contato com a Equipe Pedagógica da Secretaria de Educação de Embu das Artes para conhecer como foi o trabalho desenvolvido à época.

    Responder

  57. Humberto Cosentine

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acredito que três anos seja uma eternidade para uma criança. Proponho que a primeira possibilidade de retenção passe para o segundo ano. O terceiro ano do primeiro ciclo ficaria voltado para aprendizados que fossem além do núcleo proposto para o primeiro ciclo, núcleo este construído até o segundo ano, por isso o deslocamento da retenção para ele, ou seja, a fim de garantir o atingimento da meta.

    Responder

  58. Adriana Rodrigues

    ago 15, 2013  at 02:53

    Fim da aprovação automática com certeza traz novamente a tona o real objetivo da escola, que vai além do assistencialismo, afinal de contas a família e o aluno muitas vezes não estabelecia nenhum tipo de compromisso com a escola, já que com empenho ou não a aprovação estaria garantida. Deixando assim o professor como mero espectador do fracasso escolar, pois é impossível ensinar, aquele que não quer aprender. Que esse seja um caminho para trazer o respeito novamente para dentro da unidade escolar e para os seus profissionais e que esse respeito se estenda aos profissionais de educação infantil onde não trabalha-se com sistema de reprovação.

    Responder

  59. Ellen

    ago 15, 2013  at 02:53

    Concordo plenamente com o fim da aprovação automática, pois assim aqueles alunos que não aprenderam o suficiente , poderam no ano seguinte rever as suas dificuldades e resolve-las estudando e aprendendo de verdade.

    Responder

  60. Elisangela

    ago 15, 2013  at 02:53

    Até que enfim querem realmente fazer algo pela escola,o certo era ser igual quanto podia se repetir desde a primeira série,pois naquele tempo o aluno respeitava a escola e professores porque sabia que perderia o ano e tinha que realmente estudar ,e não ser como hoje que o aluno vai só marcar presença,porque sabe que não vai perder o ano,por causa dessa infeliz aprovação continuada,algo que desde o começo achei errado,porque o aluno é aprovado mesmo que não siba ler e escrever.Essa é minha opinião.

    Responder

  61. Arlene Vitória Silva Lima

    ago 15, 2013  at 02:53

    Perfeito. Meus filhos estudam na escola da Prefeitura: o ensino estava mesmo defasado. Mas agora com boletim, provas bimestrais,lição de casa e etc… Tudo ficará melhor. Agora vai dar certo!

    Responder

  62. maria luiza dos santos

    ago 15, 2013  at 02:53

    ATÉ QUE ENFIM!!! MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO, SE O FIM DA PROGRESSÃO AUTOMÁTICA É VOLTAR AO PASSADO, ENTÃO VOLTEMOS, COM ESSA PROGRESSÃO O BRASIL TEM FORMADO ALUNOS ANALFABETO, NO PASSADO TÍNHAMOS PESSOAS ANALFABETAS PORQUE NÃO TÍNHAMOS ESCOLAS SUFICIENTES, AGORA TEMOS ESCOLAS SUFICIENTES FORMANDO PESSOAS QUE NÃO SABEM LER NEM ESCREVER.
    O ALUNO TEM QUE TER AULAS DE LEITURA, FAZER LIÇÃO DE CASA, SER REPROVADO SE NÃO TIVER APROVEITAMENTO NAS MATÉRIAS, O PAI TEM QUE SER CHAMADO A RESPONSABILIDADE QUANDO AO APRENDIZADO DO FILHO, CELULAR EM SALA DE AULA É UM ABSURDO, POIS, OS ALUNOS FICAM OUVINDO MÚSICA DURANTE A AULA. A EDUCAÇÃO PEDE SOCORRO.

    Responder

  63. Sharonn

    ago 15, 2013  at 02:53

    Vamos educar melhor nossos jovens e é através da avaliação que conseguiremos o melhor desenvolvimento da aprendizagem.
    Fazer com que estes jovens levem mais a sério a educação, a escola, o professor e consequentemente se torne um bom profissional e cidadão.

    Responder

  64. Ricardo Oliveira

    ago 15, 2013  at 02:53

    Hoje sou um pai desesperado, minha filha esta no 1º fundamental, mas não sabe ler e escrever, tentei de todas as forma, hoje sofre de buli no colégio, os professores sabe da dificuldade dela mais não paciência, deixa ela mais constrangida, a diretoria fala que vai dar um reforço, já estamos em agosto e nada, tem alguém que nos possa ajudar?
    Espero que este novo projeto funcione.
    Mas as crianças que tem dificuldades, como a minha, quem pode ajudar?

    Responder

  65. Marcia Bellandi Rodrigues

    ago 15, 2013  at 02:53

    A reprovação no ciclo interdisciplinar não deveria contemplar apenas o último ano. Dessa maneira, os alunos do atual ciclo I permaneceram com a promoção automática. É preciso melhorar as fases iniciais… 4º e 5º anos também com retenção!!!

    Responder

  66. Marcelo

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabéns ao Prefeito Haddad. Finalmente acaba a aprovação automática que “emburreceu” muita gente por vários anos.

    Responder

  67. janilson dos santos macedo

    ago 15, 2013  at 02:53

    Não estou vendo em nenhum desses documentos referências à quantidade de alunos por salas nem o acompanhamento dos alunos de inclusão. Além disso, como vai ser o trabalho com o aluno indisciplinado que vem para atrapalhar quem quer aprender fazendo com que o professor perca tempo chamando-lhe à atenção? O que vejo nas escolas, tanto municipais quanto estaduais é uma grande falta de respeito com o aluno que quer aprender e uma excessiva proteção ao aluno indisciplinado além disso as escolas não dispõe de especialistas para os alunos de inclusão (surdos, mudos, cadeirantes,dow, autista, etc.). E os pais que não acompanham o rendimento dos filhos como serão tratados?

    Responder

  68. Nelson J. V. Bertazzoni

    ago 15, 2013  at 02:53

    Boa tarde

    Estou de acordo com o novo método a ser implantado no estado de SP, que poderia ser IMPLANTADO no BRASIL TODO, visto que o aluno neste processo em andamento, chega ao final do ensino fundamental, sem saber ler e escrever, culpa de um sistema falido de educação, visando apenas números (resultados), e que as leis em vigor, infelizmente, são elaboradas e aprovadas, por quem nunca esteve em sala de aula, para viver a realidade das escolas e profissionais de ensino,

    Responder

  69. Cátia Pereira da Silva Quadros

    ago 15, 2013  at 02:53

    O reconhecimento de que o aluno necessita saber que “pode” ser reprovado é louvável. Finalmente uma gestão desistiu de persistir num erro óbvio. O professor é um profissional responsável e consciente, não havendo a necessidade absurda de algumas entidades acreditarem que a “possibilidade” da retenção será uma caça às bruxas. Com certeza será mais um mecanismo passível de utilização na busca do comprometimento efetivo do aluno, somente trazendo benefícios a todo o processo pedagógico. O ser humano precisa estar ciente de que seus atos têm consequências diretamente proporcionais… independente de sua idade. Parabéns por essa iniciativa!
    Prof. Cátia
    EMEF Guilherme de Almeida
    DRE PENHA

    Responder

  70. ana araujo

    ago 15, 2013  at 02:53

    Parabens a equipe e ao prefeito

    Responder

  71. Beatriz

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sou estudante de Pedagogia, serei uma futura educadora, então, desde já ou melhor desde sempre me preocupo com a educação no nosso pais. O que mais escuto é que a criança e o adolescente é o futuro do nosso pais. Então pergunto, o que será do nosso pais? Pois não vejo nossos governantes fazendo nada para melhor a realidade de muitas crianças que hoje no 5° ano não sabem ler e escrever e de escolas que muitas das vezes não tem nem lousa na sala muito menos professor. A muito tempo estamos vendo que a famosa e como nosso prefeito Haddad citou bem uma ‘Armadilha” a aprovação automática não vem dando bons resultados. Estudei em escola publica e no meu tempo gostando ou não tinhamos a preocupação de estudar, se não seriamos reprovados. Hoje a escola esta muito liberal, deixando que o aluno faça o que bem entender, essa atitude faz com que muitas coisas se percam no caminho. Como a autoridade do professor, pra que o aluno vai respeitar o professor? Ele sabe que de qualquer forma ele vai passar para os anos seguintes. Gostei dessa iniciativa, e espero que ao contrario da aprovação automática ela de bons resultados e que não tenhamos mais daqui a alguns anos números tão alarmantes de crianças analfabetas.

    Responder

  72. Edilaine Pereira da Silva

    ago 15, 2013  at 02:53

    Na realidade a retenção deveria ser por ano letivo, como já foi um dia.
    Como prosseguir mais um ano letivo se não consegui os requisitos mínimos???

    Responder

  73. J F C F

    ago 15, 2013  at 02:53

    No meu ver todos os anos deveriam ter provas e exames para passar de ano, pois é o que incentiva as nossas crianças a estudarem e se esforçarem para passar ao ano seguinte.

    Responder

    • Ivany Ganzella

      ago 29, 2013  at 02:53

      Isso não é incentivo. É ameaça!

      Responder

  74. Raquel

    ago 15, 2013  at 02:53

    Aprovação automatica nunca deveria ter existido.

    Responder

  75. rosangela spandri

    ago 15, 2013  at 02:53

    Acredito, após alguns anos ouvindo a comunidade de minha escola, que o sistema de notas venha de encontro aos anseios dos pais, pois dessa forma poderão perceber com mais clareza os avanços e dificuldades de seus filhos

    Responder

  76. Mauricio Tambellini

    ago 15, 2013  at 02:53

    Tenho dois filhos que ainda não estão em idade escolar, posso garantir que não quero vê-los evoluindo de uma série para outra sem uma avaliação descente. Claro que não podemos jogar a responsabilidade de educar as crianças nas mãos da escola, serei um pai extremamente participativo. Porém em suas vidas o instrumento que utilizarão para comprovarem suas competências será o diploma e de que serviria, este instrumento, se agregado a ele está a decadência do ensino público. Sou totalmente a favor desta proposta. Espero que seja incluída ao ensino municipal a tempo de meus filhos iniciarem sua vida escolar.

    Responder

  77. l

    ago 15, 2013  at 02:53

    Concordo com essas mudanças. Acho que devem ser implantadas o mais rápido possível, principalmente quando o Sr. secretario fala do resgate da autoridade do professor e da escola. Inúmeros professores estão adoecendo, por falta de condições de trabalho em sala de aula.

    Responder

  78. Márcia K. de Moura

    ago 15, 2013  at 02:53

    Como professora da rede municipal de ensino vejo com entusiasmo as alterações que estão sendo debatidas, principalmente sobre o que se refere a troca dos conceitos atuais por números e da progressão continuada. Hoje, os professores não podem ser vistos como “carrascos” que querem repetir seus alunos. O magistério já demonstrou sua preocupação com o aprendizado, realizando muitas vezes, sem o apoio dos órgãos competentes, a diferenciação de aulas, a vontade de atrair a curiosidade e interesse de nossos alunos. Não nos falta nem criatividade nem seriedade em nosso trabalho. Afirmo isto pois vivencio diariamente na sala dos professores a preocupação da grande maioria de meus colegas com o aprendizado. Em contrapartida também presencio a falta de responsabilidade e de apreço pelo conhecimento de grande parte de nossos educandos, pois muitos já tem incutido que “não irão repetir de ano” que “estudar é chato, melhor jogar videogame ou facebook”. É desolador presenciar a formação de uma geração que não tem apreço pela cultura e pelo senso de responsabilidade. Realmente estudar, fazer tarefas em sala ou em casa dá trabalho, mas é necessário para a formação de um caráter sadio, com senso de coletividade, afinal quem gostaria de ser operado por um médico que passou de ano “empurrado pela progressão automática”?
    Se realmente quisermos formar uma geração produtiva é necessária uma mudança em toda estrutura da educação : Professores compromissados, Gestores engajados no dia a dia escolar, alunos com senso de responsabilidade e pais compromissados com a educação (e não só com a criação) de seus filhos. Qualquer quebra nesta corrente tende a tornar a escola uma instituição ineficaz, que irá ajudar a segregar as classes menos abastadas de nossos país (pois as escolas particulares há muito tempo aboliram a progressão automática – ou nunca tiveram).
    Temo que os “educadores de gabinete”, que sempre sabem o segredo para melhorar a educação sem nunca ter pisado numa sala de aula da periferia venham com discursos que isto será um atraso (bla´.. blá… bla…). Nós “professores da linha de frente” não somos carrascos, não queremos a evasão escolar, não iremos usar a nota como ameaça a nossos alunos. Queremos sim a melhora e o progresso do nível cultural de nossos alunos e consequentemente do nosso povo. Que através da responsabilidade e da prática nossos educandos possam concorrer para vagas em grandes universidades, cursos técnicos etc.
    Parabéns prefeito e secretário pela iniciativa de mexer num ponto tão importante na formação de uma nova geração.

    Responder

  79. Michel Gomes

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sim, é preciso acabar com a aprovação automática, pois também os alunos devem ser avaliados de alguma forma… Pois este é o processo natural do mundo moderno, estamos sempre sendo avaliados, principalmente no mercado competitivo como o de hoje.

    Responder

  80. luiz

    ago 15, 2013  at 02:53

    Gostei muito da mudança…Parabéns.

    Responder

  81. cilenedutra

    ago 15, 2013  at 02:53

    Sou professora na Rede, apoio o fim da aprovação automática. Este sistema premia os alunos relapsos e negligentes, ignora os alunos comprometidos e não responsabiliza as famílias sobre o Ensino/Aprendizagem dos seus filhos!

    Responder

  82. Damiana Benega

    ago 16, 2013  at 02:53

    Minha opinião é que TODAS as séries devem repetir, pois na 3º já é tarde. O aluno pode chegar na 3º série não alfabetizado o que trará muitos problemas para o professor, pois este terá de dedicar atenção especial aquele aluno em detrimento dos outros, causando também uma desmotivação com a sala, por um ou outro aluno “atrasado”. Outro aspecto a ser relevado é o bulling que este aluno pode sofrer dos demais.
    Quando o aluno chega na 3º série e é reprovado, ele fica desmotivado e acaba “desistindo” de estudar. Se for feito um estudo nas classes mais baixas, que é a que mais utiliza o sistema publico de educação, a maior evasão escolar é justamente na 3º série, onde os alunos estão em uma idade muito crítica, onde podemos considerar a mais importante para a formação de cidadãos ou marginais.
    As notas de 0 a 10 ajudam aos pais a acompanhar o desenvolvimento das crianças na escola, aja visto que, os pais que não tem condições de pagar pelo ensino dos filhos são também menos informados e quanto mais facilitarmos a eles, mais podemos contar com a participação dos mesmo na educação de nossas crianças.
    Para podermos ter um bom futuro para nosso país precisamos cuidar de nosso presente.

    Responder

  83. marcos de oliveira silva

    ago 16, 2013  at 02:53

    preoculpados com a inercia dos alunos da rede municipal, no ano passado transferimos nosso neto da escola municipal 25 de janeiro em guaianases para escola particular; na esperanca da melhora de seu aprendizado, com o passar do tempo percebemos que nosso esforco foi em vao, pois o ensino se equivalem . gostariamos de saber se e possivel retransferi-lo para a escola municipal.

    Responder

  84. MARIA FRANCISCA COUTINHO

    ago 16, 2013  at 02:53

    EU COMO PROFESSORA NÃO ACREDITO QUE RETER ALUNOS SIGNIFICA MELHORAR A EDUCAÇÃO, ACREDITO QUE ACONTECERA MUITA EVASÃO ESCOLAR POIS MUITOS ALUNOS VÃO DESISTIR DA ESCOLA NA PRIMEIRA RETENÇÃO ALÉM DO QUE ALGUNS PROFESSORES IRÃO UTILIZAR PROVAS COMO INSTRUMENTO DE PUNIÇÃO O RITMO DIFERENCIADO DOS ALUNOS NÃO SERÃO RESPEITADOS VOLTAREMOS PARA O MODELO DE ESCOLAS QUE SOMENTE OS IGUAIS PERMANECERÃO, OS IGUAIS SERÃO AQUELES QUE APRESENTAREM O RITMO DE APRENDIZAGEM COERENTE AO DO PROFESSOR ENTENDER O CONTEÚDO PROPOSTO DE UMA ÚNICA MANEIRA E DE UMA SÓ VEZ, ESTAMOS VOLTANDO A UMA EDUCAÇÃO DE EXCLUSÃO, O RESPEITO AOS ALUNOS COM O RITMO MAIS LENTO IRÁ DESAPARECER COM TANTA RETENÇÃO POIS É MELHOR REPROVAR DO QUE TRABALHAR AS DEFASAGENS APRESENTADA PELOS ALUNOS.

    Responder

    • Guilherme Orlandini

      ago 16, 2013  at 02:53

      Está na hora de escola ser “vida real”. NA vida real, se você não apresenta resultados, você “não vai pra frente”….entendeu? Estamos criando alunos mimados, que acreditam que mesmo que eles não se esforcem, tudo dará certo no final. Isso sim é preocupante….

      Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Concordo com vc, Maria Francisca, entendo que a retenção tem sido, historicamente, uma grande responsável pela exclusão dos estudantes do processo educativo formal. Temo, como vc, pelo retorno ao uso da nota e da reprovação escolar como instrumentos de poder e, consequentemente, de punição, em especial daqueles estudantes que apresentam mais dificuldades. Entendo que a autoridade e a competência dos professores não passa por esses instrumentos de dominação. A questão é mais complexa.

      Responder

      • Rogério Fajardo

        ago 28, 2013  at 02:53

        Quais são as evidências de que a reprovação tem sido a maior causa de evasão? Na mesma época em que surgiu a aprovação automática também surgiram várias medidas inclusivas para ajudar a reduzir a evasão: expansão de vagas, distribuição de material didático e uniforme, transporte escolar quando necessário, alimentação, etc. Enfim, hoje – diferente do que acontecia antigamente – a lei garante todas as condições necessárias para que ninguém tenha motivo para largar a escola.

        Sendo assim, é difícil distinguirmos qual desses fatores foi responsável pela redução da evasão: a aprovação automática ou as outras políticas inclusivas.

        Além disso, precisamos analisar se o aumento de escolaridade sem um bom nível de conhecimento de fato inclui ou só é uma “maquiagem estatística”. As evidências, no meu ver, mostram ocorre o segundo caso.

        Responder

  85. Lucimar Marques

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou estudante do curso de Letras e nada nem ninguém nunca me convenceu de que este “sistema” funcionava, ele foi criado nos EUA e lá não demorou para falir, não conseguia entender porque continuava a ser implantado aqui no estado de São Paulo. Aleluia! Estou muito feliz com todas estas mudanças. Tenho apenas uma dúvida, li algumas reportagens e não está especificado se estas mutanças acontecerão somente na cidade de São Paulo ou se em todo o estado. Por que ela é necessária a “todo o estado”; por favor.

    Responder

  86. Rosana Lazaro

    ago 16, 2013  at 02:53

    Pra ser mais perfeito só vai faltar o Estado de SP seguir esse exemplo!! Parabéns à toda Prefeitura de SP pela iniciativa!

    Responder

  87. marcos santos de menezes

    ago 16, 2013  at 02:53

    O HADDAD ESTA MAIS DO QUE CERTO EM ACABAR COM A APROVAÇAO AUTOMATICA POIS NOSSO ESTADO ERA PRA SER REFERENCIA EM ENSINO NO BRASIL.
    É VERGONHOSO VER UM ALUNO TERMINAR O ENSINO MÉDIO SEM SABER PELO MENOS ESCREVER OU LER AS PALAVRAS CORRETAMENTE.
    EU APOIO MUITO ESSA MUDANÇA NA EDUCAÇAO E ESPERO QUE DE CERTO.

    Responder

  88. Andre

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou totalmente a favor da proposta. Dessa maneira a progressão continuada funcionará de maneira crescente, estabelecendo devidas cobranças em cada ciclo, em, justamente, progressão, também preparando eficientemente no último, “Autoral”, ao Ensino Médio, Cursos Técnicos etc. Até então, a estrutura é de dois Ciclos idênticos, que se repetem, passando a sensação de séries consecutivas, e não de fato Anos a serem desenvolvidos em Ciclos.

    Responder

  89. Róbison Gomes

    ago 16, 2013  at 02:53

    O prefeito de São Paulo tem toda razão quando afirma que esse sistema não deu certo, tendo em vista que não basta o aluno está na escola se não acontece o aprendizado. Isso fica claro nas avaliações externas que acontecem em nosso país.

    Responder

  90. Angélica

    ago 16, 2013  at 02:53

    Acredito que a atual proposta seja um avanço, mesmo assim, acredito que retenção apenas no terceiro , sexto e nono ano não seja o suficiente. Há muito conteúdo para ser transmitido durante o período de 3 anos. o aluno que não consegue acompanhar o conteúdo, em especial de matemática, no começo de um ciclo, dificilmente acompanhará nos anos posteriores. a retenção no último ano do ciclo não possibilitará , adequadamente reposição do conteúdo dos primeiros anos. Como disse, acho que é um avanço, mas ainda não o suficiente. O que encontramos, com a aprovação automática, é a maior parte dos alunos do EM que ainda não sabem o significado do sinal de igual ou mesmo somar frações. A meu ver, deveria haver retenção em todos os anos, Aumentando o compromisso do aluno com seu aprendizado.

    Responder

  91. Carla

    ago 16, 2013  at 02:53

    A ideia da aprovação automática não é má, má é a forma como é aplicada. Para dar certo, o ensino deveria se dar de outro jeito, a organização escolar repensada. Enquanto isso não é possível penso que a aprovação automática acaba desfavorecendo ainda mais a educação. Espero que um dia a aprovação automática seja uma realidade muito bem aplicada. Por enquanto, acho que não é possível e deveria sim ser finalizada.

    Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Olá, Carla, a progressão continuada não foi concebida como está nos últimos anos, nem foi proposta com o objetivo de se deixar de lado a avaliação dos alunos. Há uma grande confusão entre o que significa avaliar e o que representam a “prova” e a retenção como instrumentos de dominação dos alunos. Não posso concordar que a qualidade da educação passe pela reprovação escolar e pela exclusão social. São históricas as mazelas da educação e há movimentos no sentido da mudança, há escolas e projetos próprios em andamento e com sucesso. Porque não aproveitar o que já foi experienciado, com bons resultados?

      Responder

      • Carla

        ago 18, 2013  at 02:53

        Olá Marívia. Não acho que a nota deva servir como um instrumento de dominação, quase uma chantagem. Achar que aluno deve estudar para tirar nota está, por princípio, errado e creio que essa cultura “embaralha” qual é o objetivo do estudo para os alunos e também para os pais. Por isso mesmo sou simpática a esse projeto. Mas tenho um milhão de ressalvas. A progressão continuada eu não sei como era antigamente, mas sei que agora não está dando certo. Claro que devem existir exemplos de escolas bem sucedidas, mas não é o que se vê na grande maioria. Sim, pode-se tentar acompanhar esses exemplos… mas creio mesmo que há um problema estrutural. Acho difícil pensar em progressão tendo por exemplo, a divisão escolar em séries como tradicionalmente as conhecemos. Acho que esse jeito de dividir já está errado, não “bate” com uma ideia de progressão. Não sei qual seria, mas talvez não por idade, mas talvez não por séries que já tenham um currículo determinado a cumprir em um determinado período…Por exemplo, na 4a. série o aluno deve sair sabendo fazer conta de divisão (eu nem lembro, é um exemplo mesmo). Se ele não conseguir atingir e se vai para 5a. série que já pede que o aluno faça outra coisa que depende da divisão, pronto, o ensino desse aluno já foi atropelado. Fica muito difícil aprovar o aluno sem existir um trabalho realmente forte no sentido de fortalecer sua defasagens. Há recuperação nas escolas? Há. mas não acho que consigam suprir a real necessidade. Então o aluno vai passando de ano sem nunca resolver um problema que ficou para trás. Enfim… A progressão seria linda, se de fato estivesse sendo bem aplicada.

        Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Qual seria nosso papel de educadores: exercer a dominação por meio dos instrumentos de poder representados pela nota e pela reprovação escolar ou promover o acesso aos bens culturais? Formar cidadãos conscientes e ativos, que possam de verdade

      Responder

  92. Marcelo Moreira Da Silveira

    ago 16, 2013  at 02:53

    A escola pública tinha mais credibilidade e era levada mais a sério quando havia possibilidade de retenção em todas as séries. Se a aprovação automática fosse tão boa, as escolas particulares já teriam aderido a ela. Sou a favor! Já era tempo de surgir um prefeito com coragem para tais mudanças! Parabéns pela iniciativa!

    Responder

    • Carla

      ago 18, 2013  at 02:53

      Marcelo, você também já parou para pensar que a escola pública tinha mais credibilidade quando o acesso à educação era bem menor? Não acho que a quantidade deve se sobrepor à qualidade, bem como também tenho minhas ressalvas em relação à progressão continuada. Mas talvez não esteja simplificando a queda da qualidade de ensino público em função dessa questão?

      Responder

  93. Miguel Tadeu Vicentim

    ago 16, 2013  at 02:53

    Mais uma vez, repete-se o que houve de pior na educação… é assim como dizer que a ditadura era melhor do que a democracia conturbada… estão vendendo peixe podre. Para melhorar a educação imediatamente, basta reduzir o número de alunos em sala de aula. Isto sim garante uma melhoria significativa na qualidade da educação!

    Responder

  94. Ana Paula Moreira

    ago 16, 2013  at 02:53

    Já estava na hora de acabar com a aprovação automática. Nossas crianças estão saindo da escola sem educação. Parabéns ao prefeito.

    Responder

  95. Adriana Sousa

    ago 16, 2013  at 02:53

    Parabéns ao prefeito Haddad e ao secretario Cesar Callegari, pelo excelente projeto que acabara de vez com aprovação automática. Já estava na hora disso ser colocado em pratica. Nada melhor que o sistema antigo, onde estudar era levado a serio. Hoje os alunos frequentam a escola , mas não aprendem, não tem lição de casa, nem compromisso com a escola, ,e quase uma brincadeira. Eu como mãe de alunos da rede publica, adorei e dou o maior apoio ao projeto. Que assim seja!

    Responder

  96. Daniela Bonafé

    ago 16, 2013  at 02:53

    Não acredito na reprovação como instrumento de correção. Ao contrário, sou a favor do reforço positivo. Infelizmente, a progressão continuada foi mal interpretada e gerenciada durante anos, inclusive por nós professores, que sequer recebemos formação no início da implementação do sistema. Mas no projeto, era uma boa maneira de educar.
    A reprovação resulta também em alguns perigos (como eu mesma já comprovei nas experiências escolares que tive) como evasão ou desistência (principalmente nos últimos anos do ciclo).
    A questão da DP envolve também recursos humanos. Temos carência de professores para o quadro atual. Imagine para ministrar a DP fora do turno de trabalho. Hoje em dias, acumulamos redes para pagarmos nossas contas devido ao salário ser insuficiente. Que professores acompanharão as DPs?
    Ou será mascarado igual Estado, com trabalhos dados ao aluno para fazer em casa. E apenas duas ou três folhas resolverão o problema de defasagem de aprendizagem anual e até do ciclo todo?
    Isso me preocupa.
    A falta de explicitação dos critérios.

    Responder

    • SÉRGIO EDUARDO - EMEF Pref. WLADIMIR DE TOLEDO PIZA

      set 10, 2013  at 02:53

      Também muito me preocupa a questão da Dependência (DP) pois suponho que se for tratada apenas como “progressão parcial” e realizada através de trabalhos não surtirá efeito, pois será tratada como TRABALHO PARA O PROFESSOR. Como disse a colega acaba sendo disfaraçada igual a Rede Estadual. Mas gostaríamos de saber se ela permanecer após esse debate, como ocorreria e de que forma?

      Responder

  97. Cicera Adilma da Silva

    ago 16, 2013  at 02:53

    Infelizmente vivemos em uma sociedade onde o ser humano não foi educado para a necessidade de educação e aprendizado e só faz uso do mesmo quando é cobrado de alguma forma, ou quando sabe que será retido, da mesma forma que não respeitam o transito a não ser que seja multado. Os pais por sua vez não tem relação da necessidade da cobrança no aprendizado e sim na presença, quando em alguns momentos não conseguem ajudar, orientar e tão pouco acompanhar.

    Responder

  98. Maria Cristina Polese

    ago 16, 2013  at 02:53

    Trabalho na rede pública estadual desde 1988 (exonerada) e retorno em 2000. Em TODAS as reuniões em que participo, solicito o estudo para transformar os quatro bimestres em 3 trimestres, como acontece em todas ou quase todas as escolas da rede particular e centro paulo e souza (semestral) há muito tempo. Em reunião recente, com a presença no novo secretário de educação do estado de são paulo, foi deixado um microfone em aberto e eu falei, diretamente olhando para ele e outros dirigentes regionais e assessores, sobre as vantagens de tal mudança: tempo para realização e conclusão de projetos disciplinares e interdisciplinares, mais dias letivos para diversidade de atividades processuais, oficinas, práticas, avaliações e recuperações. Menos tempo perdido com correções, digitações, conselhos de classe e reuniões de pais e tudo mais que envolve o fechamento do bimestre.Considerando os feriados, as avaliações diagnósticas, SARESP, redações, olimpíadas de matemática, passeios, etc., o bimestre nunca tem dois meses e muitas vezes tal fechamento não representa a realidade, que fica camuflada (um faz de conta que se aprendeu e que se ensinou). Com a volta do governo PT na prefeitura, enfim, eu esperava que esta transformação acontecesse neste momento na prefeitura e consequentemente no governo do estado, com a tão esperada alteração dos governantes no próximo ano. Com muitos anos de experiência no Estado e em escola particular, eu não tenho dúvidas de que esta alteração ajudaria a melhorar o ensino público. Pergunto: já houve um estudo e discussão sobre isto na prefeitura? Observação: Eu gostaria muito que esta minha inferência fosse passada para o competente prefeito e ex-ministro da educação.

    Responder

  99. Jair da Silva Santos

    ago 16, 2013  at 02:53

    a.) Sou professor de História e de Informática Educativa na EMEF CEU Cidade Dutra. O que mais gostei foi a proposta claramente definida para cada ciclo, diferente do que temos hoje que é apenas um agrupamento de séries. Os objetivos ficam mais claros para todos os envolvidos no processo de aprendizagem.
    b.) A ideia de um TCC também é inovadora e importantíssima. É necessário reforçar a ideia de autoria e de produção dos alunos, o que é desprezado nos dias de hoje em grande parte de todo o sistema educacional.
    c.) Espero um intenso acompanhamento da implementação da proposta junto aos docentes, que precisam comprar a ideia para que ela dê os frutos que pode dar.
    d.) É importante também a possibilidade de retenção. Hoje a aprovação automática mascara as dificuldades dos alunos, que passam junto aos outros como uma grande massa. E com notas de 0 a 10 fica mais fácil estabelecer o nível de defasagem a ser corrigido. Hoje um aluno com nota 0 seria NS, outro aluno com nota 4 também seria NS, o que dificulta a interferência no caso – o que falta para o aluno de nota 4? Por quê o aluno X está com 0? São estratégias diferentes a serem aplicadas para ajudá-los. Hoje eles são simplesmente NS, os dois no mesmo nível. Há ainda o fator desmotivador que um sistema nivelador como o atual reforça, afinal o aluno deve ser instigado a ir cada vez mais além. Mas ele faz um pouco de esforço e tira P, por quê faria um esforço muito maior para tirar… P?
    e.) Nós da EMEF CEU Cidade Dutra estamos elaborando um sistema interno de levantamento de potencialidades e dificuldades de cada aluno, procurando ter um registro que facilite ações particularizadas voltadas ao desenvolvimento dos nossos educandos, e creio que tal levantamento vai se casar bem com a nova proposta educacional da Secretaria de Educação. É uma tentativa de individualizar de alguma forma o tratamento pedagógico num sistema de massa. Tarefa difícil. Mas estamos tentando.
    f.) Muitos críticos apontam a possibilidade de retenção como uma arma para professores ameaçarem alunos, mas eu prefiro ver de outra forma: é importante o aluno sentir a recompensa pelo seu esforço, ao mesmo tempo perceber que é necessário o esforço para ir adiante. Alguns pseudo especialistas acreditam que a escola é uma bolha, isolada da vida real, e hoje muitos alunos têm a sensação de que na escola tudo pode, o que é um desserviço prestado por essa instituição, afetando tanto a sociedade quanto o próprio aluno.
    g.) A ênfase nas Tecnologias de Informação e Comunicação, minha área atual, parece-me corretas também, vinculando o ensino à dinâmica do mundo atual.
    h.) Sistemas apostilados adotados em escolas particulares cobram a lição de casa diária. É importante adotar essa prática para que se crie o esquecido hábito de estudos, para que ele chegue no Ensino Médio achando normal estudar e fazer suas atividades. É preciso, porém, muito cuidado com a implementação desse item, que deve levar em conta o processo de correção realizado pelo professor, o tempo dispendido, a cobrança da família e o interesse do professor na atividade.
    i.) Existe um sério problema quanto a sanções disciplinares a serem aplicadas em casos de indisciplina, pois nós da rede sabemos que em algumas escolas o sistema é mais rigoroso do que em outras. Estabelecendo normas gerais para todas as escolas a Secretaria de Educação organiza adequadamente essa confusão. Resta conhecer as normas para se saber até que ponto tal unificação realmente será útil.
    j.) Um problema recorrente na rede municipal está relacionado ao uniforme escolar e, pelo que vi, não foi citado na nova proposta. A compra de material é extremamente onerosa para a Prefeitura. Sabemos dos fatores políticos envolvidos no processo. O que ocorre, porém, é que os alunos simplesmente se recusam a usar em diversas escolas. Conheço escolas da rede municipal que exigem e os alunos usam. Mas em algumas nas quais trabalhei toda vez que colocava a situação recebia como resposta que não se pode proibir o aluno de entrar sem uniforme nem exigir dele o uniforme, pois a Constituição garante a ele esse direito, e não adiantava retrucar que as escolas particulares, outras unidades públicas uniformizadas e até empresas também estão sujeitas à Constituição e conseguem implementar. Há duas semanas encontramos ao final do período de aula um conjunto de agasalhos que acabara de ser entregue a uma determinada turma de alunos no cesto de lixo, e não sei se conseguiram identificar quem jogou fora. No ensino fundamental muitos alunos se recusam a usar o uniforme pois essa é a fase de mostrar que pertencem a certos grupos ou tribos, mostrar as roupas da moda, etc. E não há trabalho de convencimento que esteja conseguindo suplantar a força da pressão social da moda… Algumas escolas optam pelo “jeitinho”: cobram camiseta branca e calça azul, mas aí já se desvia da justificativa para a uniformização – a identificação escolar, a diminuição da segregação social por conta da roupa de marca ou não, a dificuldade de erotização juvenil a partir de roupas provocantes… Creio que esse dinheiro aplicado na compra de uniformes faz muita falta à Prefeitura. Creio ser importante e necessário o uso do uniforme – muitas escolas conseguem exigi-lo. Mas hoje esse é um dinheiro desperdiçado em boa parte da rede, em especial nas turmas de 7ªs e 8ªs séries. Será mantida a política de convencimento? Será exigido o uso do uniforme? Será facultativo, como tem sido hoje na prática? Será abolido?
    k.) Vale destacar que muito do que falei sobre o uniforme vale para o material didático distribuído nas escolas…
    l.) Aguardamos ansiosamente as ações conjuntas das Secretarias de Esporte e de Cultura junto aos CEUs. Seria muito organizar partidas oficiais de determinados esportes nos CEUs, em comum acordo com as entidades esportivas responsáveis e as confederações de esportes? Imaginar um jogo de campeonato paulista de Handebol, por exemplo, numa unidade do CEU? Uma disputa de esgrima? Sonhava isso quando vi as primeiras unidades esportivas dos CEUs na gestão Marta Suplicy… Seria muito motivador para diversos alunos e para jovens da periferia.
    m.) Existe algo sobre o ensino de música nas escolas?

    Obrigado, espero ser lido…

    Responder

  100. Vanilsa Gomes Barroso

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou totalmente a favor de acabar com a Aprovação Automática, pois a criança sabe que não precisa ir bem na Escola que ela vai passar mesmo, precisamos de um Ensino muito bom, pois nossas crianças do Ensino Público estão bem atrás daquela que estuda em Escola Particular, muitas passam de Ano sem saber Ler, ou a Matemática Básica vamos dar chance á elas de terem um Ensino digno e que possam no Futuro concorrer de igual com uma de Ensino Particular em busca de uma Faculdade Federal…

    Responder

  101. FÁBIO RODRIGO BOTTAS

    ago 16, 2013  at 02:53

    Ola a todos!

    Meu nome é Fábio, sou diretor da EMEF DR. JOÃO PEDRO DE CARVALHO NETO. Quanto a questão da progressão continuada eu defendo que nenhum aluno deve ser retido, mas creio que a escola deve ter a possibilidade de retenção, afinal existem casos que são exceção. Cabendo a unidade escolar ter autonomia para avaliar os casos que eventualmente a retenção seja benéfica aos alunos. Exemplos: um aluno que durante o ano não se concentrou por problemas familiares, um aluno faltoso(hoje já retido), um aluno que aprende mais devagar e outros casos que só no dia a dia da escola vão surgindo. Estamos em vários tópicos discutindo a autonomia da escola, sendo que a possibilidade de retenção deve existir também, para justamente resguardar esta autonomia, pois soluções uniformes de órgãos centrais acabam mesmo se transformando em “aprovação automática”, que não é boa para o aluno e nem para o Brasil. A retenção não deve ser usada como punição para indisciplina, neste caso confia-se no bom senso da escola frente a sua autonomia, pois o aluno indisciplinado ao passo que fica mais velho dentro da escola, vai se tornando mais indisciplinado e violento, bem como aprendendo menos. Não adianta pesquisadores, autores de livros e outros dito iluminados, que nestes 20 anos, em nada ajudaram a educação, atacarem a retenção de maneira generalizada, pois existem casos e casos, onde somente a escola na sua autonomia e junto com os pais, saberão o que é melhor para o aluno.

    Responder

  102. NELMA GONÇALVES MACEDO DE ANDRADE

    ago 16, 2013  at 02:53

    A preocupação desta gestão do atual prefeito demonstra que nem tudo está perdido. Preparar nossas criançãs para serem futuros cidadãos,não pode permitir que sejam privados de instrução com primor na arte de aprendizado,serem incentivados á dar valor ao único meio de torna-los competentes para participar e interagir na sociedade. Ensino de valor,não é o que aceita falta de instrução,mas o que persiste em instruir.Mesmo a contragosto de muitos que não perceberam que promover a falta de conhecimento para o ano seguinte retém a felicidade de nossos próprios filhos no futuro.

    Responder

  103. Sayuri Udo

    ago 16, 2013  at 02:53

    Eu acho que essa reforma é muito boa, melhor ainda se fosse possível reprovar em todos os anos, como era quando eu estudava. É errando e fazendo de novo que se aprende o que não foi apreendido. Eu fico indignada com a formação chula dos atuais pré adolescentes; crianças de 13-14 anos que não sabem conjugar verbo, que falam “a gente somo”…..isso é um absurdo!

    Responder

  104. Kelly Rolim

    ago 16, 2013  at 02:53

    O problema não esta na aprovação ou não aprovação automática, o maior problema esta no numero grande de aluno por sala de aula. Pois o grande numero de alunos mais as inclusões dificultam a atuação do professor e o aproveitamento dos conteúdos pelos os alunos.

    Responder

  105. Luiza Morais de Oliveira

    ago 16, 2013  at 02:53

    Já que a estrutura é tão ruim!!!!Vamos recomeçar e quem sabe a antiga recuperação funcione como se deve.Prepare o profissional,é preciso começar pela formação do professor.

    Responder

    • Hernande Vicente

      ago 16, 2013  at 02:53

      Hoje não há mais magistério, todos os professores entram com nível Universirário. Reclamar da prefeitura é facil, o que se deve é rever essas faculdades que formam professores de baixa qualidade

      Responder

  106. Nereide Mosolino

    ago 16, 2013  at 02:53

    Penso ser positiva as alterações propostas, como, o término da progressão automática, a lição de casa e outras. No entanto, há muito por fazer para que o sistema educacional altere seu nível. Começando pela valorização do educador, proporcionando condições para sua reciclagem e qualificação, adotando período integral para os ciclos fundamental I e II, atualizando e ampliando as ferramentas educacionais necessárias para um ensino aprendizagem motivador, atual e de qualidade. Pois, se mantermos a preocupação em satisfazer estatísticas, encobrindo, maquiando as questões de base e essenciais estaremos simplesmente contribuindo para o aumento da bola de neve da má qualidade da educação Nacional.

    Responder

  107. Mary

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou contra a reprovação, penso que o aluno deveria sempre progredir no que ele aprende e recuperar ao longo de sua formação o que não aprendeu. Reprovação nunca!

    Responder

  108. Gabriel Ferraz

    ago 16, 2013  at 02:53

    Acho a aprovação automática algo errado. Ela não incentiva os alunos a estudarem e superarem a reprovação, ela deixa explícito para o aluno que ele não precisa se esforçar para ir para o próximo ano. Isso não é aceitável para todos aqueles que se esforçam para conseguir a querida aprovação. Uma criança chegar no 5º ano sem saber ler e escrever direito é uma coisa inadmissível e precisa ser mudada. Sei que o governo diz que todos são igualmente capazes, mas a aprovação automática servirá apenas para eliminar concorrentes no futuro vestibular.

    Responder

  109. Rosangele Colleoni

    ago 16, 2013  at 02:53

    Aprovo estas medidas; É vergonhoso alunos chegarem no ensino médio mau sabendo ler e escrever.NÃO tendo base nenhuma para um curso superior.

    Responder

  110. Leandro Torregrossa

    ago 16, 2013  at 02:53

    Prefeito e sua Equipe quer melhorar o estimulo das crianças nas escolas de SP a aprender mais principalmente Matemática? O que uma criança aprende na educação física apenas jogando Futebol?Nada, atividade física é legal, mas porque não incentivar os professores as crianças a jogar Xadrez para estimular a sua capacidade de raciocínio? Então pegue esse seu secretario de esporte e convoque os professores de Educação física e o estimule a fazer isso te garanto daqui ha 2 anos vamos ter resultados surpreendentes de alunos que estão aprendendo e motivados na matemática.

    Responder

  111. Simone Fernandes

    ago 16, 2013  at 02:53

    Aprovação automática …. nunca deveria ter existido, foi e é ótimo para o governo. Nossos índices só aumentaram pois não houve repetência e pouca desistência de alunos, agora criamos crianças/adolescentes sem estudos e sem futuro.
    Espero que com essa mudança melhoramos nossa educação e num futuro próximo que não tenha mais nenhum tipo de “aprovação automática” e seja como foi a tempos atrás.

    Responder

  112. Eber Soares Costa

    ago 16, 2013  at 02:53

    Absolutamente favorável ao fim da ” progressão continuada” . O mérito e a avaliação são condições básicas para o estímulo ao estudo.

    Responder

  113. JOSE ODAIR PENNA

    ago 16, 2013  at 02:53

    CONCORDO!

    Responder

  114. Professor Renato Ribeiro

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou totalmente a favor da proposta, só quem está em sala de aula sabe que os alunos estão sendo empurrados para frente sem saber absolutamente nada. A progressão continuada acabou com a qualidade do ensino, desmoralizou os professores. Existe uma cultura da não aprendizagem premiada com promoção automática. Os professores têm uma missão impossível: ensinar alunos semi-alfabetizados na oitava série e que sabotam as melhores sequências didáticas, sem qualquer punição ou cobrança.

    Responder

  115. Everton Lopes

    ago 16, 2013  at 02:53

    Enfim, é o fim desse descalabro, dessa vergonha de passar alunos sem a mínima condição!

    Responder

  116. Leandro

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou professor de ensino superior em instituição pública e privada. Só quem está deste lado sabe qual a qualidade e a capacidade que um aluno que, simplesmente, flutua pela escola, chega até nós. Alunos incapazes de fazer cálculos básicos ou de interpretar textos simples, que não conhecem o mínimo trivial da química, física ou biologia. Os que vêm via vestibular, para uma instituição pública, ainda, em função do filtro, tem uma bagagem mínima. Os que chegam em uma instituição privada, desconhecem até o uso de uma caneta.
    Tem cabido às faculdades, suprir, da melhor forma possível, esse déficit e arcar com a alta taxa de evasão, em função dos postulantes à outorga de grau verificarem a sua incapacidade de seguir num curso superior.
    A formação de base em São Paulo (local onde resido), hoje, serve, única e exclusivamente, para que as crianças fiquem 4 ou 5 horas presos, em local que, eventualmente, mas não certamente, estão longe do contato com crime ou drogas.
    O colégio deve servir para preparar intelectualmente as crianças e não como pequenas filiais da fundação CASA.

    Responder

    • Ceci Maria de Oliveira Coêlho Barbosa

      ago 16, 2013  at 02:53

      Perfeito, Leandro!! Excelente, é isso mesmo o que vem acontecendo na Educação Básica.

      Responder

  117. IVANILDA BATISTA PEREIRA

    ago 16, 2013  at 02:53

    É DE SUMA IMPORTÂNCIA A VOLTA DO MÉTODO ANTIGO QUE O ALUNO PASSASSE DE ANO POR MERECIMENTO E NÃO AUTOMÁTICO COMO É HOJE.
    PRECISA VOLTAR A SER COMO ANTES E TER MAIS REFORÇO ESCOLAR PARA O ALUNO QUE NECESSITA

    Responder

  118. bartira bertoni

    ago 16, 2013  at 02:53

    medida apropriada, desde que tenhamos melhor treinamento dos professores. Acho ainda que deveria voltar o exame oral, para que as novas gerações possam melhor se expressar.

    Responder

  119. Luiz Carlos

    ago 16, 2013  at 02:53

    bom dia, até que enfim acabou esta farsa. Era professor fingindo dar aula e aluno fingindo que aprendia. Agora quero ver, tanto alunos quanto professores terão que se empenhar mais. Como sugestão, acho que a prefeitura deveria rever o regime (estatutário), tem muita gente mamando em todos os setores, que tal acabar com a estabilidade? Dar direito ao fundo de garantia (regime CLT), mas, sem estabilidade. Garanto que haveria uma limpeza na preguiça e falta de empenho de alguns que acabam prejudicando todo o trabalho na rede. Meu nome é Luiz Carlos.

    Responder

    • Douglas Eduardo da Silva

      ago 16, 2013  at 02:53

      Concordo plenamente. Regime que dão estabilidade e que não premiam os mais esforçados e sim os que tem mais “costas quentes” tendem a gerar indignação a curto prazo, comodismo a médio prazo e ostracismo profissional remunerado a longo prazo, ou como dizem no meio publico “funcionários parasitas”. Nada contra ter funcionalismo publico, mas que exista punição dos maus profissionais com a perda do cargo e estimulo aos bons profissionais com valorização com base em resultados práticos alcançados. e só a CLT pra conseguir isso.

      Responder

  120. Douglas Eduardo da Silva

    ago 16, 2013  at 02:53

    Que saudade que tenho do tempo que tínhamos medo de ficarmos para trás e perdemos o convívio diário nas salas de aula com nossos amiguinhos. Saudade do tempo que o professor mandava na sala não o aluno, onde o pai do aluno ouvia as chamadas de atenção do professor e cobravam seu filho e não o contrario. Saudade do tempo em que se discutia o que seria preciso fazer para melhorar o conteúdo lecionado e os métodos de fazer com que os alunos absorvessem este conteúdo, não de como fazer para obter o menor índice de evasão escolar ou de não se indispor com os pais (Eleitores) dos alunos. Saudade do tempo em que a educação era para educar, não para manter as “crias” ocupadas enquanto seus pais trabalham. Mas tenho fé que um dia voltaremos a olhar nosso país como nação e perceberemos que o presente depende do futuro, o futuro depende da educação, a educação vem com aprendizado, do conhecimento, e cada pessoa tem mais ou menos facilidade para aprender, assim umas precisam de mais outras de menos tempo para absorver o conhecimento. Quem sabe com esta medida, ampliando o poder dos professores em poder dar a nota certa ao aluno não a que ele precisa para passar, possamos estar diante de uma luz que possa enfim colocar a educação em um caminho descente de educar, não como está hoje onde é apenas uma ferramenta para sabotar o futuro do Brasil. (durante minha formação reprovei 2 anos, agradeço meus pais e professores por me darem a oportunidade de aprender e hoje me formar engenheiro sem necessidade de cota especial, ou prejuízo no conteúdo necessário para exercer meu papel como cidadão).

    Responder

  121. Renata Bueno

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sejamos verdadeiros, os ciclos, a aprovação automática e outras propostas criadas e implantadas nas redes de ensino tiveram boas intenções, mas não funcionou, por diversos motivos, mas principalmente, volto a repetir, nós brasileiros temos uma “cultura” de que se não formos cobrados, pouco avançamos, estou equivocada? Acredito que não, basta ouvir a fala de muitos alunos,” não preciso estudar, vou passar de qualquer jeito” ou de alguns professores: ” pra que corrigir? se o alunos tiver errado e não tiver aprendido vai passar do mesmo jeito.” Isso se tornou um lema nas escolas na maioria das escolas. Precisamos ainda de reprovação, precisamos ainda de fiscalização, precisamos de leis, quem sabe um dia teremos tanta consciência de nossos papéis na sociedade e de nossos deveres enquanto cidadãos e pessoas que não precisaremos de ‘alguém’ para nos vigiar, fiscalizar e reprovar.

    Responder

  122. Deivis B Narciso

    ago 16, 2013  at 02:53

    Tinha passado da hora de cancelarem a aprovação automática. É um absurdo o jovem nao estudar e mesmo assim passar de ano.

    Responder

  123. maria do carmo de ávila miranda

    ago 16, 2013  at 02:53

    Até que enfim! A proposta vai de encontro ao pensamento de milhares de professores das redes municipal e estadual. Afirmo isso com a segurança das centenas de professores com quem convivi nos meus 18 anos de profissão.

    Responder

  124. Maria Aparecida Vedovelo Sarraf

    ago 16, 2013  at 02:53

    REFORMA NA EDUCAÇÃO: AINDA SOBRE A REPROVAÇÃO EM CINCO DOS NOVE ANOS:

    Bem, ainda cabe uma reflexão:

    a) primeiro, cabe ressaltar, que não me agrada a organização atual em dois ciclos. A organização em ciclos não pressupõe apenas que ao final deles haverá reprovação. Pressupõe, isto sim, estabelecer as aprendizagens previstas ao longo do ciclo em questão; portanto, requer um planejamento, acompanhamento e proposições pedagógicas pelo grupo de professores envolvidos no ciclo. Os dois ciclos de 4 anos, na minha perspectiva, nao dá conta desta organização e dinâmica.

    Ainda mais, a simples organização em ciclos não garante qualidade de ensino se a visão e praticas docentes se mantiveram na organização seriada e /ou fragmentadas.

    b) na organização atual , portanto, temos dois ciclos (ciclo I – 1º ao 5º ano e ciclo 2 – 6º ao º ano) e ao final, os alunos são avaliados para seguir ou ano em seus estudos, ou seja, cabe a retenção.

    Ai vem a minha questão: não tenho os dados dos índices de reprovação, mas penso que seria preciso analisá-los. Se os alunos estão chegando ao ciclo 2 ou ao Ensino Médio sem as “competências” previstas é porque foram “aprovados” ao final de cada ciclo. Pergunto: por que então foram aprovados?

    Outra questão: como se encontram os que foram reprovados? Há dados se estes tiveram a oportunidade para recuperar as aprendizagens não alcançadas? Se a questão está na retenção daqueles que não aprendem,imagino que estes últimos tiveram mais “sorte” do que aqueles que seguiram sem “saber”!

    Bem, há um dado importante: a equipe escolar e docentes recebem um bônus salarial anualmente e um dos critérios para o calculo deste valor é a taxa de reprovação da escola.

    Fui professora da rede estadual até o ano de 2005, não posso generalizar, mas posso relatar que professores que reprovavam alunos passavam por certo constrangimento e até pressão, pois tais reprovações implicariam na diminuição do bônus”.

    Esta política ja foi revista? Continua? Será revista?

    Penso que o tal bônus deva ser revertido em salário! Com bons salários e formação continuada significativa…..

    Bem, é apenas mais uma reflexão!

    Responder

  125. Douglas Eduardo da Silva

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sou a favor do ensino do padrão alemão. “O estado tem o dever de dar a todos o direito ao acesso a educação para serem o que quiserem quando crescer, mas é o esforço de cada um ao longo de sua vida que separam o engenheiro do ajudando de obra”. Temos de parar de passar tanto a mão na cabeça das pessoas e deixa-las sentir um pouco as consequências de seus atos. É melhor a criança reprovar e aprender que sem esforço não á compensação, que formarmos adultos que acreditam que os outros (governo) tem que fazer tudo por ele.

    Responder

  126. Edmilson

    ago 16, 2013  at 02:53

    Depois de muito tempo, observou-se que este sistema de aprovação automática é prejudicial própria sociedade a médio e longo prazo. Desde meados de 97, que a população esta de mão atadas, diante deste sistema que foi implementado com o intuito de acabar com a evasão escolar. Não é possivel que um aluno que esta cursando a 8ª. série do ensino fundamental, não saiba interpretar e argumentar sobre um simples texto ou realizar uma operação de divisão.
    Estou plenamente de acordo com as mudanças em questão.

    Responder

  127. Guilherme Orlandini

    ago 16, 2013  at 02:53

    Acho que já temos provas o suficiente de que esse modelo de progresso continuada NÃO FUNCIONOU.Está na hora de escola ser “vida real”. NA vida real, se você não apresenta resultados, você “não vai pra frente”….entendeu? Estamos criando alunos mimados, que acreditam que mesmo que eles não se esforcem, tudo dará certo no final. Isso sim é preocupante….Como dizia a minha avó: “criança não tem juízo”…..se a criança sabe que ela não precisa se esforçar para ir adiante, por que raios ela fará isso? Por que ela quer ser “alguém na vida”? Uma criança não tem a real noção de o que é realmente ser “alguém na vida”, assim, a ela devem ser apresentadas metas de curto prazo, leia-se :”estude para passar de ano”.

    Responder

  128. Charlene

    ago 16, 2013  at 02:53

    Penso que a aprovação automática deveria ser extinta, pois se o aluno não está alcançando os objetivos no primeiro ano, no 2º ele também não vai acompanhar e assim por diante. Tem que voltar a retenção e na série que o aluno não alcança os objetivos, quem sabe assim também os alunos tenham mais responsabilidade com seus compromissos de aluno e com o medo de ficar retido, volte a ter mais interesse e dedicação nos estudos.
    O problema da educação vai além, então é replanejando e revendo que se alcançará uma educação de fato, mas essas mudanças deve se estender por todo o país e não ficar apenas no município de São Paulo. Sou professora do 4º ano e tenho alunos que não dominam nem conteúdos de 3º ano se ele tivesse permanecido mais um ano na série que apresentou mais dificuldade talvez esse problema ou parte dele teria sido sanado e ele iria conseguir acompanhar o conteúdo da série em que está.

    Espero que minha opinião possa vir a somar com as mudanças.

    Responder

  129. Juliette C. Fernandes

    ago 16, 2013  at 02:53

    Ate que enfim alguem acordou e percebeu que aprovacao automatica so desestimula o aluno a estudar (estudar para que se vou passar mesmo?). . Uma escola sem prova, sem licao de casa, sem disciplina, sem respeito ao professor e com aprovacao automatica nao e uma escola…nem sei que nome dar a isso. PARABENS ao cerebro pensante que resolveu mudar o absurdo que era a aprovacao automatica. Nunca vi reprovacao traumatizar ninguem. No meu tempo eramos reprovados e nao conheco ninguem que fez 5 anos de terapia por isso…ao contrario sao grandes profissionais que sabem ler, escrever, interpretar textos e tomar decisoes…ao contrario dos filhos da progressao continuada. Parabens e vao em frente…SAO PAULO SAIRA NA FRENTE COM CERTEZA, nao deixem os “TEORICOS” que so querem aparecer vir com esta historia de trauma.

    PS: desculpe a falta de acentos…meus teclado nao tem acentos.

    Juliette Fernandes

    Responder

  130. Clei Rebechi

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sem meritocracia não existe educação. Fim da aprovação automática e de esquerdismo dentro do ambiente escolar. É o que tenho a dizer.

    Responder

    • Roger Toledo

      ago 16, 2013  at 02:53

      poderíamos ter também o ranking das sala. Alunos mais avançados na mesma sala, e os alunos com mais dificuldades em outra, recebendo a atenção que necessitam.

      Responder

  131. Marta Saez

    ago 16, 2013  at 02:53

    Já passou da hora da aprovação automática sumir de nossas escolas. Isso não existe nos países sérios que primam pela qualidade da educação de seu povo. Ainda acho pouco que não volte a ser como era antigamente, ou seja, que o aluno possa ser reprovado em qualquer série, como funciona no ensino privado.
    A reprovação, felizmente, restitui o respeito tirado do professor há anos. E dá novamente a esse professor a dignidade para lecionar com a autoridade pertinente ao cargo.

    Responder

    • Ceci Maria de Oliveira Coêlho Barbosa

      ago 16, 2013  at 02:53

      Concordo plenamente, Marta.

      Responder

  132. Fabio Amaral Moteki(Professor de educação fisica)

    ago 16, 2013  at 02:53

    O importante não é a aprovação seja automática ou seriada(através de provas)e sim que o professor crie critérios nos alunos para que os mesmo entendam o porque,para que e onde vão usar este conhecimento.
    A prova só mensura o quantitativo do ensino e não qualitativo,ou seja a decoreba vai voltar e vai passar o aluno de ano sem ele ter aprendido nada.
    A prova não desqualifica ninguém,cada aluno tem sua velocidade de aprendizado,e cabe ao “Professor” e cabe ao mesmo ter um didática para que todos aprendam

    Responder

  133. Denise Diez Loyolla loyolla

    ago 16, 2013  at 02:53

    Fico imensamente feliz por finalmente um prefeito junto com sua equipe ter coragem de mexer em uma área tão nobre e tão pouco valorizada. Desde que minhas filhas começaram a vida escolar (isso no começo dos anos 80) eu sou contra a aprovação automática. Não existe estimulo ao aprendizado e as crianças ficam acomodadas. Só espero que as crianças que tenham maiores dificuldades não sejam esquecidas, que elas tenham apoio adequado para não desistirem da escola.Que a escola juntamente com a família possa fazer a criança ter vontade de estudar e continuar a frequentar a escola. Parabéns Sr. Fernando Haddad !

    Responder

  134. Roger

    ago 16, 2013  at 02:53

    Será que poderíamos incluir a classificação de alunos por sala?
    Ou seja, que os alunos “ruins” não fiquem na mesma sala atrapalhando quem quer aprender!

    Responder

  135. Rosa

    ago 16, 2013  at 02:53

    A reprovação pode até voltar e talvez ser benéfica. Mas temos que pensar em três problemas e em como eles serão encarados: distorção idade-série, aumento da evasão (em consequência de múltiplas repetências) e lotação das salas de aulas. Hoje, o máximo de alunos por sala é 35. Onde serão colocados os retidos? Mandados para outra escola que tenha vaga?

    Responder

  136. vilma de Oliveira hernandes

    ago 16, 2013  at 02:53

    Não é só a Progressão Continuada que fez esse verdadeiro “buraco” na educação em São Paulo. A falta de método na alfabetização promoveu a enorme quantidade de alunos que chegam ao 4º ano sem saber ler e escrever. Ao banirem os métodos tradicionais implementando as propostas de Emília Ferrero, as secretarias estadual e municipal, cometeram a meu ver o maior equívoco, prejudicando uma geração inteira de brasileiros pobres. Fui diretora e supervisora do ESP e conheço bem os resultados oriundos dessa proposta. Método senhores! Voltem o olhar para isso! Silábico , fonético, seja lá qual for, mas baseado em princípios científicos: do simples para o complexo, do fácil para o difícil, sistematização, etc..

    Responder

  137. Jamir Mendes Monteiro

    ago 16, 2013  at 02:53

    Acredito ficará melhor se, junto com a reprovação, for suspensa o “Bolsa Escola”, durante o período em que o aluno estiver refazendo o ano, assim os pais se interessarão mais pelo processo educacional dos seus filhos.

    Responder

  138. Carlos Alberto Clementino Gomes

    ago 16, 2013  at 02:53

    Sem dúvidas que a possibilidade de reaver a responsabilidade com os estudos como requisito para a promoção é o fator de maior interesse e já causa muita expectativa entre os educadores que sonham em voltar a ser ouvidos durante as aulas. Entendo também que, vinte anos submetidos a uma relação com regras demasiadamente frouxas, pode causar um impacto jamais visto em termos de retenção aos alunos que precisam recriar, reconstruir, reaprender hábitos de estudos e comportamentos durante as aulas. Assim sugiro que pelo menos inicialmente, aqueles que forem retidos sejam obrigatoriamente submetidos à recuperação em regime de tempo integral, no mês de janeiro e, em unidades polos, sendo o curso intensivo apostilado, com todos os conteúdos do ano letivo e ao final do mês, esse aluno, passe por avaliação externa, que decidirá pela manutenção da retenção ou prosseguimento dos estudos.

    Responder

  139. Edson Company Colalto Junior

    ago 16, 2013  at 02:53

    O fim da aprovação automática é o que mais se espera há anos. Se o projeto for seguido à risca, vai dar muito certo, mesmo tendo alguns sindicalistas que estão se posicionando contra, porque a possibilidade de reprovação pode causar o aumento de desistências dos alunos. Na minha opinião, a “ameaça” de reprovação serve para o aluno estudar mais, se reprovar, que faça de novo, os pais que devem ficar atentos e incentivar os filhos em casa também.

    Responder

  140. Ana Valéria Rodrigues Neves

    ago 16, 2013  at 02:53

    Ns minhs opinião as propostas de mudança não apresentam nada de novo. Os ciclos já tiveram este formato e por não oferecerem possibilidades de recuperação de conteúdos, pois a escola não oferece salas e horários para aulas de recuperação, as salas tem número excessivo de alunos. A formação dos professores se restringe a literatura pedagógica e não aborda questão de competência prática. Creio que quando o número de retenção e evasão começar a subir, mansamente e silenciosamente a promoção automática retorne, pois nenhum governo quer pagar esta conta. A aprendizagem pressupõe estudar com avinco. Promiscuidade não combina com sucesso acadêmico. Acorda Brasil!

    Responder

  141. Fabricia Dias

    ago 16, 2013  at 02:53

    Acredito que com a reprovação, a família os alunos e também os professores (afinal o trabalho deles será avaliado ao final) terão mais comprometimento com a educação das nossas crianças, para alguns pais o filho não reprovar significa a conclusão escolar apenas, não se interessam com o conteúdo aprendido pelos seus filhos.

    Responder

  142. Helena

    ago 16, 2013  at 02:53

    Bom dia! Sou pedagoga formada pela UNESP de Marília e professora da rede estadual desde 2006, atualmente na função de coordenadora pedagógica.
    Seria a favor da progressão continuada se houvesse um programa de atendimento aos alunos com dificuldade de aprendizagem funcional. Da forma como está os alunos estão passando de ano sem adquirir minimamente as competências que possibilitará tornarem-se cidadãos conscientes.
    Há vários problemas envolvidos no processo. A progressão continuada, não é o único, entretanto, modificá-la pode ajudar.
    Acredito que mais produtivo é fazer estabelecer dois ciclos ainda no fundamental I. Ao fim do 2º ano e do 5º ano. Primeiro ciclo alfabetização, segundo ciclo aprofundamento e autonomia leitora e escritora. Um aluno com bases fortes consegue progredir melhor. A formação do professor do ciclo I permite desenvolver capacidades no aluno que serão bem mais difíceis para o professor de ciclo II.
    Temos que evitar que aconteça a defasagem e não acudir após ela instalada. Principio básico da saúde e da vida: melhor prevenir que remediar.
    Além da reestruturação ser pensada dessa maneira, segundo meu ponto de vista, é necessário que as políticas públicas de valorização salarial do professor não seja vinculada ao número de alunos reprovados, dessa forma o foco é a aprendizagem. Há outras formas bem mais democráticas de supervisão da qualidade de ensino. Educação realmente é trabalho, não dados e números.

    Responder

  143. Wagner

    ago 17, 2013  at 02:53

    Já conheço os passos dessa estrada
    Sei que não vai dar em nada
    Seus segredos sei de cor
    Já conheço as pedras do caminho,
    E sei também que ali sozinho,
    Eu vou ficar tanto pior
    E o que é que eu posso contra o encanto,
    Desse amor que eu nego tanto
    Evito tanto e que, no entanto,
    Volta sempre a enfeitiçar
    Com seus mesmos tristes, velhos fatos,
    Que num álbum de retratos
    Eu teimo em colecionar
    Lá vou eu de novo como um tolo,
    Procurar o desconsolo,
    Que cansei de conhecer
    Novos dias tristes, noites claras,
    Versos, cartas, minha cara
    Ainda volto a lhe escrever
    Pra lhe dizer que isso é pecado,
    Eu trago o peito tão marcado
    De lembranças do passado e você sabe a razão
    Vou colecionar mais um soneto,
    Outro retrato em branco e preto
    A maltratar meu coração

    Responder

    • Ana Valéria

      ago 19, 2013  at 02:53

      Adorei. Além de a letra e a música serem fabulosas, retrata com perfeição nossa situação. Sem devaneios, esta é a nossa melancólica realidade.

      Responder

  144. Tati

    ago 17, 2013  at 02:53

    Há dez anos como professora, estava já sem perspectiva de que alguma melhoria fosse feita neste sentido – que todo o sistema da educação municipal fosse revisto e reformulado. Bom, devo dizer que estou ansiosa para participar ativamente de tais mudanças. Estou otimista.

    Responder

  145. Silvana Regina da Silva Santana

    ago 17, 2013  at 02:53

    Estou contente e esperançosa com a questão da retenção, pois, acredito que a maior parte do problema da educação brasileira deriva-se da promoção automática. A Progressão Continuada é uma boa proposta, porém, não no contexto brasileiro. A maioria da população não tem aquela cultura de estudar sem pressão pelo simples fato de ser necessário e importante. Que dirá crianças e adolescentes, cidadãos em formação física e emocional. Para a progressão continuada obter sucesso é necessária a participação da família de forma massiva. E acredito que infelizmente esta participação está cada dia mais escassa devido a diversos fatores que descreverei adiante.
    Tenho 32 anos e peguei a fase em que a maioria das mães ainda não trabalhava fora, a tecnologia ainda não havia se difundido com tanta intensidade, não existia a progressão continuada, os pais podiam corrigir seus filhos com castigos físicos e os professores eram tidos como autoridade máxima na sala de aula.
    Qual é a realidade das crianças de hoje? Uma parcela muito grande delas é cuidada por avós, vizinhos, creche e afins enquanto seus pais trabalham. Por mais que estas pessoas tenham boa intenção, jamais substituirão a presença de uma mãe.
    A mãe conhece particularidade de seu filho que muitas vezes outra pessoa não consegue perceber. Existem conflitos internos que a criança sente liberdade de compartilhar com sua mãe. A mãe precisa acompanhar a rotina integral de seu filho, pois a criança precisa de limites e controle uma vez que não tem ainda estrutura emocional e intelectual para fazer isto sozinha.
    A mãe que acompanha seu filho saberá quem são suas companhias, como estão se alimentando, a que horas dormem e acordam, quantas horas fica em frente à TV, computador, vídeo game, com está o seu desempenho escolar entre outras atividades.
    Houve, portanto uma mudança cultural na forma de educar os filhos. A escola, os pais e por que não dizer a sociedade está pagando por isso. Foi preferido por muitos pais fornecer uma educação mais flexível aos filhos, mais diálogo menos castigos físicos. Por outro lado, as mães estão dando prioridade à vida profissional que a familiar.
    O que esperar da criança que não tem acompanhamento e carinho da mãe ou da criança que tem uma mãe que não impõe limites?
    A indisciplina é caso de saúde pública. Alunos indisciplinados precisam de tratamento psicológico e seus familiares também.
    Em minha opinião, enquanto não houver uma reestruturação familiar com dedicação que a criança necessita para desenvolver-se, a tendência é que o problema seja acentuado.
    A reestruturação deve iniciar-se no planejamento de filhos, levando em conta a questão financeira e estabilidade familiar. Por mais que a mulher tenha muita vontade de ter filhos, é preciso pensar racionalmente se tem condições econômicas, emocionais e tempo para criar esta criança.
    Criar um filho não é como cuidar de bonecas, é preciso suprir necessidades econômicas e emocionais. O problema é que muitas mulheres não possuem muitas vezes, nenhuma destas condições.
    As famílias precisa voltar-se para a realidade, desligar-se uma pouco do mundo virtual e viver o mundo real. Ter sensibilidade para perceber as reais prioridades familiares, caso contrário não só a escola, mas o mundo se tornará um lugar insustentável para viver.
    Para concluir meu ponto de vista e meus desabafos, com base nos argumentos acima proposto gostaria de defender a retenção. A promoção automática trouxe um comodismo para toda a esfera da sociedade, família, alunos, professores e Estado. A família se ilude com o filho sendo promovido, o Estado não se preocupa com investimento em recursos humanos e físicos derivados pela repetência, ou seja, investe-se menos na educação. O professor foi desestimulado uma vez que está lidando com alunos desinteressados tudo porque não tem maturidade para entender que o mais importante não é “passar de ano” e sim obter conhecimento para o exercício da cidadania, criticidade, condições para prosseguimento nos estudos, vida profissional etc.
    Acredito que mesmo aquela família mais relapsa vai se incomodar se sua criança ou adolescente não conseguir sair de uma série/ano. Acredito que não precisaremos implorar para as famílias enviar seus filhos para a recuperação paralela, para que olhem e acompanhe os estudos de seus filhos, a frequência e disciplina dos mesmos.
    Na minha concepção teremos um efeito dominó inverso ao que tivemos a 21 anos atrás, famílias mais interessadas e comprometida, alunos incentivados e acompanhados, professores estimulados.
    Gostaria de expressar minha imensa alegria com estas mudanças, estou muuuuuuuuuuuuuuito feliz.

    Responder

  146. Leandro

    ago 17, 2013  at 02:53

    A maioria não faz a mínima noção do que é um processo de educação e parte do pressuposto que a reprovação ensina, gera interesse e compromisso. Esperava tamanha ignorância por parte dos pais leigos, mas não por parte dos educadores.

    Responder

    • Daniel

      ago 17, 2013  at 02:53

      exatamente

      Responder

  147. Aldenice

    ago 17, 2013  at 02:53

    PARABÉNS, prefeito e secretário!!! Como futura professora, concordo e há muito tempo espero por estas mudanças.

    Sugestão: deveria ser revista a quantidade de alunos em sala de aula. Costumo visitar escolas sempre que possível e nas salas de aula em que estive todas estavam super lotadas.Em dias de verão com calor intenso, mesmo com ventildores nas salas, torna-se impossível uma aula de qualidade para professores e alunos.

    Aldenice

    Responder

  148. Daniel

    ago 17, 2013  at 02:53

    Acho isso um retrocesso. A História da Educação no Brasil é muito clara ao relacionar reprovação e evasão escolar. Mais umas vez vamos penalizar os pobres, que não conseguirão concluir nem o ensino fundamental. A qualidade na educação não é questão de reprovação, mas de professores bem pagos, escolas equipadas, projetos políticos pedagógicos definidos, etc…

    Responder

    • Marívia Perpétua Sampaio Souza

      ago 17, 2013  at 02:53

      Concordo com vc, Daniel!

      Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 29, 2013  at 02:53

      Gostaria que você mencionasse estatísticas ou dados empíricos que comprovem essa sua afirmação de que os pobres não são capazes de aprender.

      A exclusão dos pobres na escola de antigamente se devia ao total descaso que havia na época para as questões sociais. Hoje, o governo garante vagas, dá alimentação, fornece material e uniforme gratuitos, transporte quando necessários, e assim por diante (e se alguma escola não cumpre essas obrigações legais, devemos cobrá-la por isso). Não há motivo para que alguém não aprenda o suficiente para passar de ano.

      Além do mais, que inclusão alcançaram aqueles que se formaram graças à aprovação automática?

      Responder

    • wilson

      set 02, 2013  at 02:53

      se reprovação resolvesse o ensimo médio do Estado estaria ótimo.

      Responder

  149. monica

    ago 17, 2013  at 02:53

    Vi que foram chamados professores de fund l porem como vai ter um aumento no numero de salas do fund l vamos continuar com falta de professores para o módulo e continuar tendo que dividir salas(ficando as vezes com mais de 40)na falta do módulo.Que qualidade podemos ter com 35 crianças de 4,5 e 6 anos juntas?ñ tem saude de professor que aguente.como resolver esse problema?

    Responder

  150. Dessy Miguel

    ago 17, 2013  at 02:53

    O fato é que a progressão Continuada nos moldes em que foi aplicada não deu certo , enfim foi transformada sim em promoção automática, acredito sim que com essa nova proposta ,podemos reverte aos poucos essa situação , onde temos alunos que chegar ao 9º ano com muita dificuldade de aprendizagens para não dizer que mal consegue escrever o nome infelizmente essa é a realidade de muitos alunos que saem do ensino fundamental II 9º ano com conhecimento do 6º ano, lamentável .

    Responder

  151. wanderley

    ago 17, 2013  at 02:53

    Pessoal, chega de contos de fadas e idéias retorcidas, sempre fui aluno de escola pública e naquela época aluno se esforçava para passar de ANO! Hoje sou professor e vejo que os alunos de modo geral não sabem se organizarem, quando lê não entende o que leu, escrevem super mau sem coerência, ficam alienados a seus celulares tirando fotos e escutando funk. Chega de maquiar a escola com ciclos e contos pedagógicos, hoje nas salas de aula 5% sabem os conteúdos, 10% sabem alguns e 85% simplesmente passam para o ano seguinte sem saber nem o básico, por força da progressão automática. Vejo vários colegas tirando licenças médicas pelo fato da indisciplina e o descaso pelo profissional, gerando para os mesmos stress e depressões, meio que uma frustração de trabalho interrompido. Gostei das mudanças, precisamos resgatar a valorização do profissional da educação e do ensino público, isso não é retroceder e sim entender de que se não está certo o atual sistema de ensino “progressão automática” porquê não voltar atrás inclusive nas regras de convivências na escola como o retorno das ADVERTÊNCIAS, SUSPENSÕES E EXPULSÕES de alunos agressivos, e que cometeram delitos na escola mediante análise do conselho escolar. Sou da seguinte opinião:”Quem estuda trabalha, e quem trabalha não pode ser punido pela indisciplina ou por atos criminosos” , crime ou contravenção é caso de polícia mesmo quando acontece dentro da escola, os alunos não podem serem vítimas bem como seus professores. PRECISAMOS DE DIGNIDADE E TRANQUILIDADE NO TRABALHO SÓ ASSIM PODEREMOS GARANTIR ENSINO E APRENDIZAGEM.

    Responder

    • Jeff

      ago 17, 2013  at 02:53

      Voltemos à ditadura? Será este o caminho?

      Responder

      • David Pereira

        ago 18, 2013  at 02:53

        Não tem nada de ditadura, se não podemos cobrar nada dos alunos, ou seja, respeito ao professor, respeito com os colegas que realmente querem estudar é melhor levar caixas de som para sala de aula e todo mundo começar a dançar funk.
        Como dizia Rosa Luxemburgo: “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”.
        Vários amigos meus pediram a volta da reprovação, agora fica um monte de demagogo e pessimista dizendo que isso não vai dar certo e que iremos voltar a ditadura.
        Os jovens que estão nas ruas são na maioria pessoas que sabem cobrar seus direitos e é isso que queremos dos nossos estudantes, não um bando de parasita que vivem no mundo da lua.

        Responder

  152. Evandro

    ago 17, 2013  at 02:53

    E o mais dramático sabe o que é?
    Por que praticamente não existe contrariedade em relação a essa proposta?
    Ou seriam os alunos (que não sabem escrever ou interpretar um texto simples) ou estes técnicos infelizes que propuseram esta ideia infeliz, nos anos 90, sem o real debate com a sociedade e com os educadores. Foi simples ideia de Gabinete, visando economia de recursos.
    Parabéns São Paulo. Se bem intencionada a ideia vai fazer que com a médio prazo a Escola volte a cumprir sua função social: ENSINAR e não cuidar de crianças como se fossem presos

    Responder

  153. Gabriela

    ago 17, 2013  at 02:53

    Bom, li muitos comentários à respeito da progressão continuada ou da reprovação. A questão é a seguinte: não adianta mudarmos nomenclaturas, tão pouco aprovar ou reprovar aluno. Se as salas de aulas continuarem super lotadas, com um professor para dar conta de alfabetizar mais de 30 alunos, um professor para ensinar, mediar, orientar,(escolham o termo que quiserem) uma sala lotada, com todas as suas complexidades, a nova proposta também não surtirá efeito!

    Responder

  154. Renata Pereira Pardim

    ago 17, 2013  at 02:53

    Estou satisfeita com a reforma do ensino municipal, muitos itens atendem as demandas de nós educadores, sobretudo, o que tange a aprovação automática. Imagino como deve ter sido difícil chegar nesta decisão.
    Entretanto, algumas questões necessitam ser refletidas:
    1 – O aluno que este ano está no 3º ano do ciclo I e não se alfabetizar até o final, só poderá ser reprovado no 6º ano (haja visto que não haverá mais a reprovação no último ano do Ciclo I que passará a compor o Ciclo Interdisciplinar, bem como não é possível retê-lo este ano (pois na lei atual este é um dos anos com aprovação automática?
    2 -Existe um número razoável de alunos que vem sendo um desafia às Unidades, pois estão no último ano do ensino de 8 anos. Cada DRE tem entendido a reprovação destes alunos de uma forma, mas é fato que quando são retidos, a maioria das Unidade não contará mais com uma turma equivalente para eles, geralmente acabam transferidos, mas após um longo e cansativo processo de discussão com a supervisão. Como ficarão agora?
    3 – Não haverá punições ou premiações para as Unidades de acordo com seu índice de aprovação/reprovação, caso haja estamos trocando 6 por meia dúzia.
    4 – Hoje muitos dos alunos com dificuldades de aprendizagem, necessitam de profissionais especializados para atendê-los, especialistas estes que não existem ou são ineficientes à demanda. E aÍ mesmo que o aluno se esforce, faça a lição de casa, que o professor readeque seu conteúdo e que a escola conte com um programa de recuperação. Se o aluno for o caso para profissional de saúde e o estado não oferece, ele deverá ser punido com a reprovação?
    5 – Por quantos anos um aluno poderia ser reprovado?

    Responder

  155. Gabriela

    ago 17, 2013  at 02:53

    Eu tbm sempre estudei em escola pública, hoje sou formada no nivel superior, e não com menos mérito por isso. Hoje sou ATE, e vejo mtos professores lutado ainda pela Educação! Mas as vezes o ” sistema” os desencoraja. Nunca concordei com a progressão automática. Pois, infelizmente, a maioria dos alunos, mesmo ainda estando no ens. fund. já não tem aquela cobrança em estudar para adquirir conhecimentos, pensando em seu futuro. Isso por vários motivos, e um deles, é a própria falta de cobrança dos pais É mto mais corriqueiro uma mãe/pai/responsável de um aluno, procurar a escola, para saber o pq da cça não ter recebido o leite, do que para ter um acompanhamento do rendimento do seu filho, ou atender à uma convocação do prof, por motivos, como indisciplina, não fazer as atividades propostas, etc … Como já foi dito, se as retenções voltarem, e o professor realmente tiver a autonomia de reter o aluno que deve ser retido, é válido. Mas se for algo só p/ “inglês ver” a Educação nunca vai melhorar. Precisa-se de uma reestruturação, de subsídios, e força de vontade. E de pessoas que queiram realmente lutar pela Educação em todos os âmbitos (escola, família, governo) para haver uma melhora efetiva.
    E como ficarão as escolas que ainda não tem os 9 anos/Ens Fund de 9 anos implantados integralmente? A Prefeitura vai resolver implantar o sistema de 9 anos na integralidade de uma vez? O “governo” pensa em melhorias, mas mtas vezes nem sequer conhece a realidade enfrentada nas escolas … Eu realmente espero que melhorem as coisas … p/ uma Educação mais efetiva. Mas ainda tenho minhas dúvidas …

    Responder

  156. Mozart Moisés

    ago 17, 2013  at 02:53

    Finalmente vejo luz no fim do túnel, como pai, como professor e como ex-aluno que foi reprovado na antiga 6ª série e que não por isso ficou “traumatizado” ou se evadiu da escola, que pelo contrário, passou a ter domínio sobre o conteúdo de matemática na qual fui reprovado e fiquei em regime de dependência no Estado do Rio de Janeiro nos anos 90, que mesmo graduado em outra área, em um caso de emergência me vi obrigado a lecionar matemática a turmas de 6º e 7º Anos e tive um reconhecimento superando professores que eram graduados em matemática. Esse domínio de conteúdo sobre matemática devo a uma reprovação, meu sucesso acadêmico da 6ª série em diante devo a uma reprovação. Só em saber que a maquiagem da “aprovação automática” pode estar com seus dias contados sinto uma felicidade muito grande e um alívio em pensar que meus filhos não serão vítimas de um sistema educacional que finge que ensina e finge que avalia.

    Responder

  157. izilda

    ago 18, 2013  at 02:53

    Parabens por nos ouvir e mudar a aprovacao automatica que nao deu certo.
    Quero ver tambem maior cobranca dos pais junto a seus filhos, pois eles sao tao responsaveis quanto os professores pelo aprendizado das criancas e jovens.
    Quero menos alunos por sala de aula.
    Quero tempo para o professor se dedicar a quem tiver dificuldades.
    Quero premiacao para escolas que se destaquem no aprendizado alcancado pelos alunos.

    Responder

  158. Eliete

    ago 18, 2013  at 02:53

    Sou totalmente a favor do fim da aprovação automática. Se terá lugar no próximo ano para os alunos repetentes eu não sei, mas com certeza, só vão frequentar a escola quem realmente deseja aprender. Acredito que, se no passado funcionava, porque não funcionaria hoje? Meu voto é SIM.

    Responder

  159. Humberto Cosentine

    ago 18, 2013  at 02:53

    Gostaria de sugerir à gestão desses fóruns que possibilite votarmos nas melhores contibuições. Assim essas poderiam balizar as reflexões de todos.

    Responder

  160. luciana carvalho

    ago 18, 2013  at 02:53

    Gostei muito de saber que irá acontecer essa mudança na educação fundamental, pois muitos pais só estão interessados em receber os materiais , uniformes e o leite, e o mais importante que é o desempenho de seus filhos não estão interessados, por mim poderia já entrar em vigor a partir de amanhã.
    Acho também que essa mudança deveria ser repassada para todos os pais e alunos, pois tem muitos pais que não tem tempo nem de ver o noticiário, deveria ser feito uma reunião e alem da reunião ser enviado a mudança toda por escrito!

    Responder

  161. Fátima

    ago 18, 2013  at 02:53

    Sou mãe de aluno que está cursando o ensino fundamental,sempre me preocupei muito com o nosso sistema de ensino falido, percebe-se que a grande maioria dos concluintes do ensino médio são analfabetos funcionais, sem preparação nenhuma para enfrentar os vestibulares das universidades, as públicas então nem se fala, para ingressar em qualquer uma delas não é avaliado o conceito e sim o saber que deixou totalmente a desejar em nossas escolas. Apoio a reforma, espero que toda essas teorias e falas, se tornem verdadeiramente em ações, pois já estou cansada de ver projetos magníficos na teoria e um fracasso em suas ações e práticas.

    Responder

  162. Valeria nunes

    ago 18, 2013  at 02:53

    O professor não sabe ensinar e muito menos avaliar, a reprovação será usada como medida disciplinar, será um retrocesso.

    Responder

    • Jair da Silva Santos

      ago 19, 2013  at 02:53

      Todos os professores são iguais? Prove que nenhum professor sabe ensinar! E o patrão usa a demissão para punir o funcionário que não trabalha direito, certo? Que absurdo, não? Como deixam os patrões punirem os pobres trabalhadores assim com a demissão? Que ninguém seja punido, nem o aluno que não estuda, nem o trabalhador que não trabalha… E assim teremos uma sociedade melhor do que a que já temos…

      Responder

  163. Lucimar

    ago 18, 2013  at 02:53

    A progressão continuada na sua concepção é boa, mas não para o Brasil. Não existe na população de baixa renda a tradição de valorizar a educação formal.
    As expectativas dos pais em relação a seus filhos progredirem profissionalmente e como cidadãos, a através da educação formal são baixas. E como conseqüência os filhos não são acompanhados pela família na vida escolar.

    Responder

    • Jair da Silva Santos

      ago 19, 2013  at 02:53

      População de baixa renda? Ah, me poupe… Você não conhece o povo do seu país, do rico ao pobre…

      Responder

  164. Rosangela Alves de Souza

    ago 19, 2013  at 02:53

    A reprovação nos 3 anos do ciclo final pode contribuir com uma maior participação da família na vida escolar dos filhos, pois hoje eles só se preocupam em enviar os filhos à escola, pois a frequência garante a aprovação. Acho que agora vão cobrar maior comprometimento dos filhos com a educação, com as notas.

    Responder

  165. Sou favorável a retenção porque acredito no ciclo, e no ritmo individual do aluno, se cada qual tem ritmo distinto de aprendizagem, é legítimo garantir que o aluno tenha mais um ano para aprender. A retenção deve ser considerada como direito de aprender . Total acordo para com o fim da promoção automática, mas não quero sofrer represálias , quero ter a liberdade de avaliar e reprovar o aluno quando for necessário. Espero que a Prefeitura construa mais escolas.

    Responder

  166. Professor Ricardo

    ago 19, 2013  at 02:53

    Bom dia, sou professor da rede pública municipal e sou completamente a favor do novo projeto! Espero sinceramente que medidas como estas funcionem!

    Responder

  167. Adriana

    ago 19, 2013  at 02:53

    Sou totalmente a favor da reprovação, se possível em todos os ciclos, nós pais de alunos que estudam na rede pública de ensino temos que cobrar o direito dos nossos filhos de aprender, de formar cidadãos com capacidade intelectual, de crescimento racional entre outros que só uma boa formação dá ao individuo. Quem sabe um dia se os filhos de nossos deputados, prefeitos, vereadores…etc forem obrigados a estudar juntamente com cidadãos comuns, obter certificado de ensino em escolas públicas o ensino deste país de fato se torne algo que seja reconhecido.

    Responder

  168. loide

    ago 19, 2013  at 02:53

    eu concordo com com o projeto , e fim da aprovação automática. espero . Sabemos que estamos formando analfabetos funcionais.

    Responder

  169. sisasanchez

    ago 19, 2013  at 02:53

    Desde que não haja um limite de alunos por série a serem reprovados, acredito que a mudança é válida. Porém o que vemos são professores tolidos de reprovarem seus alunos por não haver vaga suficiente na série para os reprovados. É necessário que haja um planejamento prévio e no caso de os alunos levarem estas pendências para o ano seguinte, que exista um reforço escolar eficiente.

    Responder

  170. marina

    ago 19, 2013  at 02:53

    Acredito que essa será uma mudança muito importante para a educação,que visa melhorar a qualidade de ensino e não somente reprovar. Fazer com que haja maior participação do aluno e da família em sua vida escolar

    Responder

  171. Gilson Santos

    ago 19, 2013  at 02:53

    Será que A PREFEITURA pensou que estamos no regime de aprovação automática há mais de quinze anos e provavelmente teremos um grande número de retenções e aonde colocaremos esses alunos se as escolas estão super lotadas.

    Responder

    • Fátima

      ago 19, 2013  at 02:53

      Este é meu grande questionamento,se essa reformulação entrar em vigor é
      bem provável que a grande maioria dos alunos sejam retidos.Como vai ficar?

      Responder

  172. Jose Luis Salmaso

    ago 19, 2013  at 02:53

    Vitória da “pedagogia da repetência” e derrota do ensino. A discussão toda parece se resumir na questão da autoridade do professor, que estaria mortalmente ferida diante da perda do poder de reprovar. Eis a motivação de estudar: Estudar para se ver livre do estudo. Que sentido pode ter uma escola e um sistema em que seja esta a motivação das motivações para se aprender? Reprovar o aluno é uma solução fácil que o Brasil aplica como nenhum outro país, e com os resultados que estão aí. Quem fracassa, no entanto, é o nosso sistema de ensino.
    Em tempo: A progressão continuada em todas as séries do Ensino Fundamental existe em países como Austrália, Coreia, Japão, Noruega e Suécia.

    Responder

    • Nereide

      ago 19, 2013  at 02:53

      SALMASO, CONCORDO CONTIGO, DE QUE NÃO DEVERÍAMOS PAUTAR NOSSO ” CONHECIMENTO” EM DECOREBAS PARA NOTA. NO ENTANTO, NOSSO SISTEMA EDUCACIONAL NÃO ESTÁ PREPARADO PARA PÁTICAS DIFERENTES, NOSSO ALUNOS TAMBÉM. FALTA-NOS MUITO PARA ATINGIRMOS O ESTÁGIO DOS PAÍSES CITADOS, ONDE O PROFESSOR É VALORIZADO, PREPARADO, O ENSINO É INTEGRAL, HÁ CONDIÇÕES DE DESENVOLVER DIDÁTICAS PARTICIPATIVAS, INTEGRADAS…ETC. QUEM SABE UM DIA CONSIGAMOS ATINGIR TAL NÍVEL….PARA O MOMENTO É O QUE TEMOS. PENSO QUE DA FORMA QUE ESTÁVAMOS , PRODUZINDO ANALFABETOS FUNCIONAIS EM FAVOR DE UMA ESTATÍSTICA DA NÃO REPROVAÇÃO E DA NÃO EVASÃO ESCOLAR.

      Responder

  173. Vilian

    ago 19, 2013  at 02:53

    Nunca fui a favor da progressão continuada, portanto gosto que acabe de uma vez. Muitas pessoas citam o exemplo de outros países que fazem uso da progressão continuada e funciona. São culturas totalmente diferentes, povos diferentes, e aqui já está mais do que provado que não funciona. Eu não acho bonito um aluno de 17 anos chegar na 8ª série do EJA escrevendo “espricá” em vez de “explicar”. Certamente a progressão continuada não o ajudou, e esse é apenas um exemplo dos frutos desse sistema de ensino.

    Responder

    • CRISTIANE

      ago 21, 2013  at 02:53

      EU JÁ PRESENCIEI UM ALUNO DO ENSINO MÉDIO REGULAR, ESCREVER “CUANDO”, ONDE DEVERIA SER “QUANDO”…É TRISTE !

      Responder

  174. Anderson

    ago 19, 2013  at 02:53

    O engraçado é que os governantes querem corrigir os próprios erros. Não foram os professores que que proporam a aprovação automática e agora voltam atrás sob a alegação de que estão favorecendo os professores. Sinceramente a proposta de reprovação, apesar de poder ser válida em alguns casos específicos, não resolverá o problema, pois estamos trabalhando em condições precárias, num contexto em que os alunos não aprendem e os professores não conseguem ensinar. Jogar o professor contra os alunos é a velha tática de retirar dos governantes a responsabilidade de garantir investimentos sérios para a educação. Por acaso alguém acha que vai ser tranquilo trabalhar em salas com alunos que foram reprovados? Por que não consideram a possibilidade de garantir um ambiente propício para os professores trabalharem e para os alunos aprenderem? Por que o governo não dá o exemplo e valoriza os professores na prática?

    Responder

  175. Luana

    ago 19, 2013  at 02:53

    Maravilhosas mudanças, claro que algumas devem ser melhor explicadas, para que não ocorra enganos…porém quem está contra é que nunca entrou numa sala de aula (da atualidade), é preciso mudar sim, pois do modo que está teremos no futuro uma geração de alienados e analfabetos com diplomas nas mãos…

    Responder

  176. Flavio Pessoa

    ago 19, 2013  at 02:53

    A diminuição dos ciclos parece ser uma ótima decisão, porém o buraco é mais embaixo, os problemas dos educandos é a barreira a ser transpassada…são vários os problemas e angustias dos nossos jovens que distorcem a a função da escola. Para a educação funcionar a escola deve contar com uma equipe de apoio extra classe com psicologo, assistente social, nutricionista, oftalmologista, enfermeiro entre outros profissionais especialistas para o acompanhamento individual do aluno, que chega à escola com vários problemas do seu dia-a-dia na sua vida social. A angustia e os problemas desses alunos interferem diretamente no aprendizado dele e de toda a sala, onde o inferno acontece e o professor com giz e lousa só não resolve…tem-se que criar polos de apoio à escola, onde a cada grupo de cinco escola um equipe de apoio extra classe, para o acompanhamento dos alunos com dificuldade e problemas na vida social…

    Responder

  177. AILTON ALVAREZ ERRERA

    ago 19, 2013  at 02:53

    Parabéns ao Sr Prefeito e ao Sr Secretário de Educação, que tiveram a coragem de romper com os paradigmas da progressão continuada. Esta situação dever ser muito boa na Espanha, de onde vieram os estudos, mas aqui em terras tupiniquim não deu certo. Em um país de GERSONS, onde todos querem levar vantagem em tudo, fica difícil levar conscientização da necessidade de estudos. Espero que todos os diretores, coordenadores pedagógicos e supervisores, também aprendam a ver a escola por esta nova ótica, pois após 15 anos tentando empurrar goela abaixo à progressão continuada, eles também deverão mudar de postura. Será que estarão preparados para isso? Sr Prefeito e Sr Secretário, por favor é urgente a necessidade de um curso para esta gama de profissionais, (diretores, coordenadores e supervisores) para não termos problemas na hora do conselho final.

    Responder

  178. Fernanda Zientara

    ago 19, 2013  at 02:53

    Se não houver redução significativa do número de alunos por sala, será muito difícil gerenciar os problemas de aprendizagem e fazer com que esse aluno progrida sem repetir ao final do ano.
    Fala-se em recuperação nas férias. Sou da geração da recuperação nas férias e sabedora de que ela não recuperava ninguém.

    Responder

  179. Andréa Dias

    ago 19, 2013  at 02:53

    É isso Fernanda, esse é o primeiro passo. Não adianta acabar com a progressão continuada se não diminuir o número de alunos por sala. Uma educação de qualidade exige muitas coisas, em especial que o professor possa dar atenção necessária para TODOS, não só para os que tem dificuldades, mas também para aqueles que querem ir além, que, muitas vezes, também são exclusos pois o professor não consegue dar conta de 40 alunos em 45 minutos!!!! Impossível

    Responder

  180. Cristiano Mariano

    ago 19, 2013  at 02:53

    Sou a favor da nova proposta, mas tem que melhorar o salário, reduzir o número de alunos, melhorar as condições de trabalho com a jornada de 1/3 fora da sala de aula e não me venha dizer que a jeif é a jornada de 1/3 fora que não é, dar condições para o professor fazer o mestrado e doutorado, com esta jornada da prefeitura fica muito difícil, teria que reduzir as aulas e o professor receber uma bolsa de estudos.

    Responder

  181. Fernanda

    ago 19, 2013  at 02:53

    Concordo totalmente com o fim da “progressão continuada” mas por que esperar até o final do 3º ano para reprovar os que não estão lendo e/ ou escrevendo? Acho que 2 anos para a alfabetização são suficientes, esperar 3 anos é muito tempo para o aluno, se ele não estiver alfabetizado no 2º anos não vai acompanhar o 3º.
    Também tenho medo das cotas de reprovação, muitos diretores de escola estipulam o número de retidos (nas séries que os alunos podem ser retidos) por falta de espaço físico para esses alunos.

    Responder

  182. m. costa

    ago 20, 2013  at 02:53

    precisamos diminuir a quantidade de alunos por turma.
    em todas as séries.

    Responder

  183. Adriana

    ago 20, 2013  at 02:53

    Sou da opinião de que as escolas públicas devem possuir a retenção em todos os anos.
    Se o estudante apresentar dificuldades essas devem ser sanadas pelos profissionais habiliatdos para isso, como psicopedagogos, psicólogos… ou ainda serem ofertadas aulas de reforço com especialista e não simplesmente “progredir” sem a devida preparação.
    Se o aluno não está maduro para assimilar o conteúdo então não haverá problemas em permanecer em estudos para aquilo que ainda não foi aprendido.
    A humildade nasce na persistência! E o aprendizado na busca. Anteriormente não se tinha o conhecimento de hoje sobre uma série de possibilidades para o aprendizado, e sobre as dificuldades que podem acontecer durante o processo, diferente dos dias de hoje, quando o estudante não aprende,( pelo menos na rede particular) é encaminhado para especialistas e os estudantes da rede pública devem ter o mesmo trato.
    Nas escolas particulares todos os anos são passiveis de retenção, a escola pública deve caminhar também para esse tratamento, não apenas no reter mas nos subsídios fornecidos para a recuperação antes mesmo do fim do ano letivo. Essa é a minha modesta opinião.
    Obrigada pela oportunidade!

    Responder

  184. Marcia Shimae

    ago 20, 2013  at 02:53

    A reprovação escolar nunca fez mal a aluno algum. O mal causado pela reprovação é o preconceito e a discriminação: “menino você foi um péssimo aluno, por isso foi reprovado”. Frases como essas poderão ser ouvidas pelo aluno durante os 180 dias letivos. Em verdade, devemos tomar muito cuidado com os juízos de valores feitos e disseminados no ambiente escolar e colocados em primeiro plano sobre determinados alunos, os quais serão prejudicados e, consequentemente, reprovados. Devemos nos lembrar, sempre, que a Educação é dialética, está em constante movimento e em constante transformação. Às vezes, parece-nos que ela retrocede; às vezes, parece-nos que ela não sai do lugar e, às vezes, parece-nos que ela dá um passo para trás (resgate de notas, boletins e reprovação) para dar dez passos para frente. Assim é a vida de quem vive o dia a dia da educação. São profissionais que não podem esperar e tampouco desejar trabalhar numa zona de conforto no fundo dos macios pelos do coelho. Pelo contrário, a zona de conforto dos profissionais da educação está localizada nas pontas dos macios pelos do coelho.

    Responder

    • janilson dos santos macedo

      ago 20, 2013  at 02:53

      Somente gente que não vive a realidade das escolas públicas nem convive diariamente com a realidade é que defende a aprovação automática. As faculdade reprova, o trabalho reprova concurso público reprova, por que só a escola, que tem que preparar para a vida, não pode reprovar? A criança e o adolescente tem que aprender a lidar com o fracasso tem que entender que seus atos surtem consequências. Não estudou, reprovou. Esse papo de que reprovação é ruim, serve apenas para o governo investir menos em educação uma vez que se todo mundo está sendo aprovado, estatisticamente a coisa vai bem, obrigado. Quem defende a aprovação automática precisa passar uns dias dentro de uma escola pública paulista para sentir na pele a realidade quem tá fora não deve meter o bedelho em assuntos que não vivencia.

      Responder

  185. SAMUEL FERNANDO CARDOSO DA SILVA

    ago 20, 2013  at 02:53

    Para o sucesso da proposta, é fundamental que diversas ações de combate às dificuldades de aprendizado, como recuperação/reforço, projetos esportivos e culturais, sejam incorporados à jornada de trabalho do Professor. Além disso, é necessário oferecer a todos os professores a possibilidade de optar pela JEIF, desvinculando essa opção à obrigatoriedade da composição da jornada com 24 ou 25 horas-aula com aluno. Isso agregaria mais profissionais nas propostas de formação dentro e fora da Escola, além de integrar todos os Professores à proposta pedagógica da Escola e da SME. Tudo isso seria possível com a possibilidade de composição da jornada com os projetos da Escola (recuperação/reforço, esporte, cultura, entre outros).

    Responder

  186. PAULO SERGIO ROCHA MOREIRA

    ago 20, 2013  at 02:53

    Eu acho que o projeto de retenção proposto é muito bom.

    Responder

    • A.C

      ago 21, 2013  at 02:53

      Realmente, tem que haver possibilidade de retenção em todos anos dos 2 últimos ciclos. O aluno nessa fase já é pré-adolescente, e necessita de mais obrigações/deveres em relação à escola.

      É essa falta de obrigação que leva adolescentes ao “caminho errado”, da indisciplina, dos abusos, dos crimes etc.

      Responder

  187. Regina Celi

    ago 20, 2013  at 02:53

    Retenção é dar uma nova oportunidade de crescimento a quem precisa amadurecer para continuar aprendendo.
    É fazer de maneiras diferentes, em grupos diversos o que precisamos ainda aprender e apreender.
    A retenção dá uma nova chance de refazer o caminho perdido por displicência, ou imaturidade.
    Ainda nos incentiva ao esforço de prosseguir com todos.
    Estabelecendo metas claras, a retenção deixa de ser um bicho papão para ser o meio pelo qual devemos alcançar metas propostas.
    Sou a favor.

    Responder

  188. Helena Singer

    ago 20, 2013  at 02:53

    A aprovação automática é um efeito malévolo do fato de que os ciclos jamais se constituíram de fato nas escolas brasileiras. Sob o título de ciclos, a estrutura seriada permaneceu firme e forte.
    Esta estrutura seriada, alicerçada em uma separação dos estudantes por idade, que não encontra justificativa em qualquer teoria do desenvolvimento humano, produz dois efeitos nefastos: a aprovação e a reprovação.
    Esta ideia de que o conhecimento pode ser testado, medido, classificado e acumulado em séries não encontra respaldo nos parâmetros do Programa, especialmente no que diz respeito ao “reconhecimento da diversidade, estilos e ritmos diferenciados de aprendizagem e desenvolvimento”. Menos ainda dialoga com a proposta de um “sistema educacional inclusivo”.
    A estrutura seriada não responde a qualquer das nove dimensões citadas para a qualidade social da educação. A reprovação, preconizada no documento, menos ainda. Aliás, não se encontra qualquer justificativa pedagógica no Programa para tal dispositivo.
    A proposta aqui é, portanto, implementar de fato os ciclos, garantindo que os estudantes sejam desafiados, envolvidos e acompanhados ao longo de todo o seu percurso. Se for necessário ao estudante ficar mais de três anos em um ciclo, ele próprio, contando com a orientação de um professor integrador, reconhecerá este fato. A estrutura dos projetos possibilitaria que os estudantes que ficassem mais tempo no mesmo ciclo não precisassem simplesmente rever da mesma forma o mesmo conteúdo. Citando o próprio documento: “Para garantir a aprendizagem no tempo organizado em ciclo é preciso assumir forma mais diversa, plural, articulada de conceber a educação, a escola, o currículo, o professor, sua formação e, sobretudo as crianças, os jovens e os adultos”.

    Responder

    • Maria Regina Potenza

      ago 24, 2013  at 02:53

      Obrigada, Helena. Muito bem fundamentado seu comentário. Não é supérfluo como muitos que li aqui. Espero, sinceramente que seus comentários sejam lidos e incluídos na Consulta Popular para reflexão sobre esta Proposta de “mudança”.

      Responder

  189. jussara

    ago 21, 2013  at 02:53

    A aprovação automática nao deu certo, isto esta nítido . A cada ano estamos vendo nossos alunos cada vez mais desestimulados, pais não incentivam os filhos , não participam da vida escolar de seu filho. Sua preocupação é apenas com a BOLSA FAMILIA. Nossos alunos estão saindo da escola com o ´mínimo do mímino. Isto é frustante.

    Responder

  190. jussara

    ago 21, 2013  at 02:53

    Esta nítido que a aprovação automática nao deu certo. Nem os pais nem os alunos estão preparados para isso. Cada ano nossos alunos saem mais despreparados ainda pois os mesmos não vem sentidos em aprender, nao querem aprender. Podemos procurar diferentes metodologias , estratégias, quemesmo assim nao conseguimos fazer com que o aluno perceba a importância dos estudos. Frustrante isso.

    Responder

    • CRISTIANE

      ago 21, 2013  at 02:53

      CONCORDO COM VOCÊ JUSSARA! E DEPOIS QUANDO ESTES ALUNOS SÃO COBRADOS NO CAMPO DE TRABALHO, ELES COLOCAM A CULPA NOS PROFESSORES QUE NÃO SOUBERAM ENSINAR , E NÃO NO SISTEMA.

      Responder

  191. wagner

    ago 21, 2013  at 02:53

    A retenção é um passo importante que a rede está dando. Os alunos terão mais compromisso com a escola. Escola não é um depósito e sim um espaço de aprendizado!

    Responder

  192. Alessandra e Sebah

    ago 21, 2013  at 02:53

    Quem sabe, se com a com a retenção haja mais interesse e participação das famílias na vida escolar dos filhos….

    Responder

  193. Miguel Tadeu Vicentim

    ago 21, 2013  at 02:53

    As escolas não são fábricas de diplomas como propagado pela televisão e mídias que querem denegrir nosso trabalho. Este é o senso comum, de pessoas que não conhecem o trabalho dos professores e as dificuldades inerentes a este trabalho em uma sociedade que não valoriza o conhecimento e cujos cidadãos repetem o senso comum como se fosse uma verdade absoluta. Mas, enfim… como disse Galileu: a verdade é filha do tempo, ela não é filha da autoridade. Se a situação está ruim, ficará muito pior! Vamos apenas repetir os erros do passado, sem corrigir o problema de fato… apenas mais um engodo político que a população alienada aceita por sua falta de compreensão. Tenho 35 alunos em cada sala de aula (no mínimo), trabalho com 7 salas de aula. Isto, arredondando, me faz trabalhar com 250 pessoinhas… cuidar de 250 pessoas, imensamente heterogêneas, é humanamente impossível, mesmo em melhores condições estruturais. Se o Estado pretende oferecer uma educação melhor deve reduzir o número de alunos em sala de aula. O problema de “onde colocar” estas pessoas será o mesmo da reprovação. Não existem vagas suficientes na Rede Municipal de Ensino. Mas o desejo do atual prefeito e secretário está bem longe de uma educação de qualidade. A preocupação é apenas populista, infelizmente, negando a própria história de vida destes dois senhores. Haddad e Callegari, quem te viu, quem te vê…

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 22, 2013  at 02:53

      Uma coisa é senso comum e nem por isso deixa de ser verdadeira: sem reprovação ou outro meio eficaz de cobrança, as crianças não se esforçam para estudar; sem esforço, elas não aprendem; sem aprender, a escola pra nada serve; e é essa a realidade que temos hoje.

      Você pode ter dois alunos por sala e ganhar milhões. Se houver aprovação automática e leis que dificultam as punições e medidas disciplinares, pode ter certeza de que você não conseguirá ensinar esses dois alunos. Mas se você tiver uma sala com 50 alunos, mas apoio da direção e da secretaria de ensino para cobrar dedicação e disciplina dos seus alunos, você conseguirá ensiná-los sem maiores dificuldades.

      Mas, é claro, espero que todas essas medidas propostas pela prefeitura venha acompanhada de uma real valorização salarial dos professores. Em todo caso, sobre o fim da aprovação automática, em si, eu sou totalmente favorável.

      Responder

  194. Paulo Roberto Raiz

    ago 21, 2013  at 02:53

    Sou plenamente favorável às mudanças. Só acho que deveria ser em todos os anos. Quem defende esse sistema ridículo que temos atualmente deveria colocar seus filhos nesse tipo de escola. Sou professor da EJA Modular e vejo que a cobrança tem ajudado mais no esforço dos alunos.

    Responder

  195. RITA BEDESCHI

    ago 21, 2013  at 02:53

    INFELIZ DAQUELE QUE TEVE A IDEIA DE APROVAÇÃO AUTOMÁTICA. NA MINHA ÉPOCA DE APRENDIZADO, ESTUDEI EM ESCOLA MUNICIPAL, TINHA LIÇÃO DE CASA TODOS OS DIAS E ATÉ NAS FÉRIAS, VÁRIOS TRABALHOS PARA FAZER E SEM INTERNET, A PESQUISA ERA FEITA NA BIBLIOTECA E NOS LIVROS DA COLEÇÃO BARSA.A MUDANÇA TEM QUE OCORRER EM TODOS OS ANOS LETIVOS.

    Responder

  196. Christiane Heri

    ago 22, 2013  at 02:53

    Acredito que essa iniciativa possa auxiliar muito na qualidade da educação, espero que as famílias participem mais da vida escolar dos alunos.

    Responder

  197. renata1972

    ago 22, 2013  at 02:53

    Acredito que grande parte dos problemas enfrentados na educação do estado de São Paulo se dá devido a adoção da progressão continuada.

    Responder

  198. Cida Cirineu

    ago 22, 2013  at 02:53

    Dizer que a partir de agora haverá maiores possibilidades de retenção e que não haverá mais a promoção automática não necesariamente resolve o problema da educação e os baixos resultados que tem sido apresentados pelos alunos da rede municipal de São Paulo. Acredito que seja importantíssimo investimento na qualidade desse ensino. O problema não é só não haver retenção, mas como valorizar a importância do estudo para nossos alunos?Quando se fala em dependências(DP), precisamos analisar como se estabelecerá de fato a situação da aprovação ou não aprovação. São algumas questões que precisam de uma reflexão mais aprofundada.

    Responder

  199. Altair

    ago 22, 2013  at 02:53

    Estudei por toda a minha infância em uma escola municipal e tenho orgulho disto, porém nos dias de hoje, acho que a escola deixou de ter o brilho que tinha.
    Sou do tempo em que havia matérias como educação moral e cívica, matéria na qual os professores preparavam a mentalidade do aluno para se tornar um cidadão, sabendo o que esperavam dele e permitindo que ele soubesse o que esperar dos demais. Naquela época, toda a classe era levada ao pátio pela manhã para que a bandeira do Brasil fosse erguida no mastro e que cantássemos o hino nacional antes de iniciar as aulas. Aprendíamos as regras de trânsito para aprender como atravessar a rua com ou sem semáforo, os direitos e deveres do cidadão, entre outras coisas.
    Havia reprovação, conselho de classe e sabíamos que nossos pais e mestres esperavam o melhor de todos nós. Mesmo com o sistema de reprovação não cheguei a ser reprovado em nenhuma matéria, pois sabia que tinha que me preparar para receber o máximo de conhecimento possível se quisesse chegar ao final do ano letivo sem ter notas baixas para não ser reprovado, alé do que no final do ano eu tinha orgulho de ter conseguido superar aquele obstáculo. A professora tinha o poder de retirar o aluno da sala de aula e enviá-lo à diretoria se o mesmo não se comportasse bem em sala de aula e isso nunca incomodou aos alunos que estavam em sala com o objetivo de aprender.
    Hoje em dia vemos os bons alunos deixarem de aprender porque os maus alunos continuam em sala de aula mesmo que os mesmos não tenham a mínima intenção de aprender, prejudicando os que lá estão para adquirir conhecimento para que seus futuros sejam promissores.
    Acredito que além do retorno da reprovação também deva existir os mesmos sistemas para impedir que maus alunos, os quais não têm a mínima intenção de aprendizagem, pemaneçam entre os que querem aprender, pois na época em que estudei na ecola municipal havia como dar ao aluno punições como suspensão, advertência e até expulsão caso o mesmo não se comportasse de maneira adequada. Hoje as pessoas nas ruas reclamam que os bandidos fazem o que querem e que são na maioria menores de 18 anos, pois este é um retrato da situação presente na qual os alunos não querem e não são obrigados a seguir nenhuma regra, pois não há punição, como vamos querer que saibam que haverá punição se não aprenderam isso dentro de casa ou na escola quando criança.
    O professor tem que voltar a ser o ser magnânimo o qual admirávamos em nossa infância, pois o professor ainda sabe o que fazer, só que está engessado pelas regras que são ditadas por pessoas que acham que sabem o que estão fazendo, porém não estão comprometidos com a qualidade do ensino para que a individualidade de cada ser possa se tornar uma soma para o comprometimento com um mundo melhor.

    Responder

  200. Juliana Thomaz

    ago 23, 2013  at 02:53

    Fiquei muito feliz com o fim da aprovação automática,porém ainda acho que deviria ser para todos os anos,mas esse seria só um começo,é preciso muitas outras reformas,ex: eu acho que a prefeitura deviria olhar mais para as EMEIS pois é lá que tudo começa,um aluno que completa a pré escola chega no 1ºano melhor preparado.

    Responder

  201. Jose Luis Salmaso

    ago 23, 2013  at 02:53

    Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.( Albert Einstein) Aos que se dispuserem a refletir com seriedade acerca da “reprovação escolar”, apontada por muitos como a salvação da educação e da autoridade do professor, recomendaria a leitura do artigo POR QUE A MAIORIA DOS PAIS E ALUNOS DEFENDE A REPROVAÇÃO? disponível em http://www.scielo.br/pdf/cp/v40n141/v40n141a12.pdf Sobre a excelente escola de antigamente, vale a pena ler “Conto de Escola”, de Machado de Assis, que pode ser lido em http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/18/3/Texto%20-%20Conto%20de%20Escola%20-%20Machado%20de%20Assis.pdf

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 24, 2013  at 02:53

      Em primeiro lugar, não estamos discutindo “escola de antigamente” versus “escola de hoje”. É entre aprovação automática e reprovação. Não estamos defendendo a volta de todas as características da escola de antigamente. Apenas estamos defendendo que algumas das mudanças ocorridas (por exemplo, fim da reprovação) foram equivocadas e devemos retroceder. Esse raciocínio do “tudo ou nada” é falacioso.

      Falando em falácias, o artigo que você citou é um enorme aglomerado de falácias. Em primeiro lugar, logo no título a autora deixa subentendido um argumento da autoridade: os que defendem a reprovação são leigos e ignorantes; devemos ouvir a opinião dela, que é especialista no assunto. O argumento segue subliminarmente durante o texto. Ao invés de apresentar argumentos sólidos e científicos, embasados em estatísticas bem analisadas, a pesquisadora opta por entrevistas conduzidas maliciosamente, tentando desmerecer e desqualificar as opiniões dos entrevistados, sem, no entanto, rebatê-las com propriedade.

      A pesquisadora admite que existe uma exclusão causada pela baixa qualidade de ensino, mas afirma, sem argumentar, que essa é inferior àquela causada pela reprovação (em uma das mensagens que eu aqui postei, mostrei exatamente o contrário, e apresentei argumentos em vez de me valer de um título de especialista).

      Como acontece com a maioria que defende a dita “progressão continuada”, a pesquisadora defende uma fantasia, não uma proposta real. Ela argumenta que a progressão continuada foi mal implementada, mas não consegue detalhar o que seria essa “progressão continuada” no lugar de “aprovação automática”. Em vez disso, opta por ideias genéricas e utópicas, sem propor meios de aplicá-las, como “incentivar o aluno a estudar por vontade própria, não por ameaça de reprovação”, ou “acompanhar individualmente cada aluno”, e outros clichês que funcionam bem na teoria, mas não na prática. A ideia, por exemplo, de que a escola deve “persuadir” e não “coagir” é uma utopia ingênua. As crianças devem, sim, se interessar pelos estudos, mas também devem ter senso de responsabilidade. Que sociedade é essa que a pesquisadora defende, em que os jovens não têm obrigações e só fazem aquilo que lhes aprazem?

      Enfim, o artigo todo segue a mesma toada: mostrando as opiniões dos “leigos e ignorantes” em favor da reprovação, contrapondo as opiniões dos “especialistas” contra a reprovação. Através de um discurso retórico ela tenta mostrar que os argumentos dos ditos especialistas são melhores que dos ditos leigos, quando, na verdade, é exatamente o contrário.

      Falta rigor científico e filosófico nas pesquisas em Educação.

      Responder

      • Jair da Silva Santos

        ago 24, 2013  at 02:53

        Resposta muito boa!

        Responder

  202. Rita Doi

    ago 23, 2013  at 02:53

    Sou professora da prefeitura e concordo com o fim da aprovação automática. Acho inclusive que apenas no processo de ALFABETIZAÇÃO- 1° CICLO, a aprovação seria recomendada. A partir daí, todos os demais anos, deveriam segundo critérios/avaliações do professor, aprovar ou reprovar.

    Responder

  203. Vanessa Graziela Soares da Silva

    ago 23, 2013  at 02:53

    Boa tarde.
    Realmente tem que reprovar os alunos inadimplentes, ou seja, ficar aprovando alunos que não tenham nenhum conhecimento é um absurdo.
    Se isso for realmente verdade, eu aprovo perfeitamente.

    Responder

  204. Maria Regina Potenza

    ago 24, 2013  at 02:53

    Olá aos que me leem:
    Tenho muito a falar sobre este item: FIM DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA … portanto, um pouco de paciência.
    Essa expressão: “Aprovação automática” foi cunhada dentro da escola e não na intenção de “trabalho da área no Ciclo,(…) estabelecendo as conquistas intermediárias que os alunos deverão atingir para que progressivamente cumpram com as intenções educativas gerais” – PCNs Volume 1, pg 109. Portanto, a progressão de que nos falam os PCNs, não indica aprovação automática, mas sim, a oportunidade de atendimento individualizado, de acompanhamento individualizado e responsável aos avanços obtidos pelos estudantes de cada Ciclo, sem perder de vista os Objetivos de cada Área do Conhecimento propostas para o Ensino Fundamental.
    Discutir aprovação ou reprovação não tem nada a ver com APRENDER, do meu ponto de vista. Não tem nada de formativo do caráter, do conhecimento, das habilidades e atitudes, da formação do cidadão em potencial que é aquele ser que está aprendendo.
    Acredito que os(as) colegas que defendem ou rechaçam a aprovação ou reprovação das crianças, devem se lembrar de suas próprias experiências e as experiências que tiveram no momento de “dar nota”, se não estão apenas repetindo uma filosofia assimilada e, nem sempre refletida.
    Será que percebemos que ao reprovar ou aprovar uma criança ou jovem estamos nos colocando no lugar de juízes? Será que temos, como humanos, esse direito? Como sermos imparciais? Como não levar em conta o ser do estudante? Como não considera-los humanos e a nós mesmos, cheios de dificuldades que podem estar dentro da própria “sala de aula”*, ou não? Como ser justo, sem discriminar ou excluir?
    Todas estas perguntas faço a mim mesma, a cada Conselho de Ciclo durante toda minha carreira como professora. E depois de muito pensar e sofrer dessa mania de justiça e equidade que carrego da minha vida escolar, também como estudante, decidi o seguinte:
    No início de cada ano letivo, converso com a turma, em roda, sobre o que é “possível”* aprender este ano, de acordo com Conteúdos Básicos estabelecidos no Município em que trabalho. Cada um deles entenderá e concordará que isso é possível e que os desafios diários poderão ser transpostos por todos, com ou sem minha ajuda (“recuperação contínua”*) e a dos colegas que já chegaram lá. Nossas decisões são comunicadas aos pais logo nos primeiros dias de “aula”*. Semanalmente, conversamos sobre os avanços de cada um, respeitando-nos enquanto indivíduos diferentes que podem ter objetivos comuns, mas que optarão por caminhos diversos para aprender. A partir daí, eles começam a entender o que significa “ser estudante”, “vir à escola” e decidir, de forma que antigamente chamávamos de “auto didática”, o que podem aprender na escola ou fora dela.
    Para as crianças que semanalmente demonstram certa dificuldade em avançar, proponho atividades desafiadoras, analisando a Zona de Desenvolvimento Proximal individualmente, até que ela consiga modificar o comportamento que para mim significa que aprendeu.
    Os que apresentam dificuldades acentuadas são encaminhados ao EAPE cuja professora formada em Psicopedagogia pode auxiliá-la e até encaminhar para atendimento especializado dependendo da observação e a concordância da família. Para estes, os Conteúdos Básicos serão adaptados e os conhecimentos, habilidades e atitudes observados dentro de outros parâmetros.
    Assim, avançamos durante todo o período letivo, conscientizando a própria criança e os pais sobre sua aprendizagem. No final do bimestre, durante os Conselhos, entrego um relatório resumido, demonstrando “até onde cada um chegou”, relativamente às expectativas de aprendizagem do bimestre e assim, refaço meu Plano de Ações para o próximo.
    Momentos específicos como a reunião bimestral com os pais, mostram os avanços e o respeito pelos que são mais lentos que as demais crianças da turma. Essa comparação, no entanto, não é feita em reunião, mas em encontros com a família separadamente. Porém, sempre abordando “o que ela já sabe” e de onde partiu e nunca “ela ainda não aprendeu”, sem demonstrar como desafiou.
    Porque parte da responsabilidade pelo que eles aprendem é a forma “como eu os desafio”. E farei tudo o que estiver ao meu alcance diariamente e dentro do conhecimento que obtive estudando o processo de aprendizagem dos seres. Pois é isso que entendo, me diferencia para exercer a profissão de professora/pedagoga e não quantas crianças aprovei ou reprovei no final do ano.
    O dia em que pudermos colocar nossa cabeça no travesseiro em paz com nossa consciência, não precisaremos mais aprovar ou reprovar ninguém. A escola poderá cumprir seu papel: “toda criança aprende”. A própria criança perceberá… “o que falta aprender” neste momento e poderá apagar a velinha do seu bolo de aniversário e “passar de ano” porque essa sim é a vida… uma continuidade… não séries ou ciclos.

    *a sala de aula é um contexto que precisa ser revisto e modificado se desejarmos mudanças verdadeiras: o tamanho das turmas, a solidão e infelicidade do professor isolado entre quatro paredes, a solução de conflitos de relacionamento entre os que alí estão, entre outros.
    *existe grande diferença entre aprendizagem possível (que são as expectativas dos adultos) com as desejadas e conseguidas pelos estudantes.
    *a chamada ”recuperação contínua” que nada mais é que observar “o que a criança já sabe” e o que é preciso para desafiá-la a mover-se.
    *deveríamos “re-conceituar” esta palavra que hoje significa que o(a) professor(a) fala e a criança escuta com ou sem recursos audiovisuais e/ou novas tecnologias, para a nova função do(a) professor(a) atual que é orientador de estudo do aprendiz, organizador de pesquisa do aprendiz, excitador da inteligência do aprendiz. Não é o professor que ensina… é o estudante que aprende. Aprender é uma condição de todos os seres e não apenas um direito adquirido. A profissão de professor(a)/pedagogo(a) distingue-se justamente pelos conhecimentos que adquirimos e que vamos atualizando na descobertas da pedagogia, da biologia, da psicologia, das neurociências etc, sobre o Processo da Aprendizagem.
    Obrigada por ter ouvido/lido!

    Responder

    • Rosa

      ago 24, 2013  at 02:53

      Maria Regina que bonito o seu trabalho. Feito com seriedade e objetividade.
      Parabéns!
      Concordo com sua linha de raciocínio e acredito q nossa visão de aluno deva ir muito além da sala de aula. Devemos valorizá-lo e nos valorizar também.
      Quem sabe grandes transformações surgirão com o tempo.

      Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 25, 2013  at 02:53

      “Será que percebemos que ao reprovar ou aprovar uma criança ou jovem estamos nos colocando no lugar de juízes? ”

      Faz parte, sim, do nosso papel de professor julgar o conhecimento dos alunos. Se eu contrato um professor particular para me ensinar piano, eu estou delegando a ele a tarefa de julgar, a cada música que eu toco, se estou tocando bem ou não, e o que devo estudar a seguir.

      Agora, o que você propõe, é algo parecido com o que a Escola da Ponte, em Portugal, aplica. Não sou totalmente incrédulo a esses sistemas – que se costuma chamar “progressão continuada” (quase um eufemismo à aprovação automática) – mas precisamos manter um certo ceticismo em relação a esses sistemas, devido às utopias que já mencionei em outras mensagens. Será que conseguiremos despertar essa conscientização pelos estudos em todos os alunos? Os professores se comprometerão em avaliar com rigor cada estudante, para orientar seus estudos? Haverá uma relação de alunos por professor adequada para isso? Os pais se comprometerão a acompanhar os filhos?

      Conheço uma escola em São Paulo que aplica o sistema da Escola da Ponte. Mas, por uma série de motivos, na prática as coisas não funcionam tão bem quanto a teoria diz.

      Acredito que a progressão continuada pode funcionar. Acredito até que já funcione em alguns países. Mas, para isso, precisamos discutir o novo sistema com todos os detalhes, quase como um projeto de uma máquina mecânica, sem utopias, levando em conta todas as possibilidades de erro e as limitações existentes. Não vejo maturidade suficiente nos discursos pedagógicos modernos para acreditar que esses sistemas modernos e “encantadores” funcionem na vida real.

      Responder

      • Maria Regina Potenza

        ago 25, 2013  at 02:53

        Olá Rogerio Fajardo:

        O que descrevi em meu comentário está sendo praticado por mim em uma Escola Municipal de São Sebastião – SP, na praia de Camburi. Portanto, não é mais utopia e sim realidade. As crianças são extremamente curiosas, sim. Só que na didática que temos adotado, acabamos por “brochar” sua curiosidade natural com nossas grades curriculares. Também não significa que aqui não tenhamos os Conteúdos Básicos – conceituais, procedimentais e atitudinais que foram estruturados por nossa Secretaria da Educação em conjunto com os(as) pedagogos(as) da Rede Municipal. Não significa que cada um faz o que quer, como se costumou propagar nos anos de implantação do Construtivismo. E nossas expectativas de Aprendizagem são muito bem estruturadas e sistematizadas em Ciclos e minha turma atual (1o ano A) tem 21 crianças frequentes, mas já fui professora de muitas outras turmas do Ensino Fundamental I, com até com 32 pré-adolescentes.
        Na prática, o que acontece é que, ao apresentar minhas expectativas aos estudantes e familiares, não só eu me comprometo, mas à criança e sua família. Eu assumo essa responsabilidade que não é fácil, pois também estou sendo avaliada. A cada bimestre, vamos juntos, fazendo a “avaliação” do que a criança aprendeu para pensar “como fazer diferente” no próximo bimestre. Não faço papel de juiz porque o resultado da aprendizagem é visto dia após dia por todos os envolvidos, inclusive a Equipe gestora da Escola que tem acompanhado de perto minha turma. E chega um momento que todos entendem o papel da escola que promovo.
        Logo no início do ano, explico aos pais que não verão cadernos corrigidos com “C” ou “X” e que as atividades que são propostas coletivamente, aceitam as respostas individuais, ou seja, “o que a criança já sabe”, em respeito a sua individualidade e não à aprendizagem homogênea. Desse respeito à criança é que nasce o respeito ao meu trabalho e é o motivo da minha turma não ter quase questões disciplinares a levar para a “Diretoria”. Por que atitudes anti sociais (“diferentes”), são conversadas na Roda. E são as próprias crianças e familiares que se encarregam de empatizar com “o momento de comportamento anti social” que eles apresentaram. É tratado como um momento e não como um característica da criança, do tipo:”você é agressivo” ou “você é rabugento” ou “você é mimado”. A criança não “é” nada disso… ela está aprendendo a conviver…só isso. E merece profundo respeito por parte dos adultos que dela cuidam. E não pense que a vida das crianças deste bairro é um mar de rosas. Há histórias tenebrosas. As famílias também não são estruturadas como antes e as crianças passam bastante tempo sozinhas. É mais um motivo para respeitá-las, respeitar a família que precisa trabalhar pela sobrevivência e fazer o meu papel de educadora, ou seja, dando o exemplo. Afinal, somos todos humanos, não é? Eu sou um deles. Aprender a “empatizar” é muito importante para a vida.
        A cada reunião bimestral, analisamos em conjunto (as crianças participam da reunião de pais e às vezes são eles que apontam aos pais o que aprenderam) “de onde partimos” – sondagem anterior, e “onde estamos” – sondagem atual. Nem estou mais chamando de avaliação, embora na Rede tenhamos a Avaliação Externa que é um teste de múltipla escolha contemplando as expectativas de Conteúdos aplicado a cada final de bimestre. Para mim, e para as crianças estes servem apenas para documentar o que já está observado e eu também teno o cuidado de “treiná-los” para os testes, usando o Livro Didático nas Lições de casa. Mas não é minha finalidade na educação.
        Para terminar, minha prática está, sim, inspirada na experiência do Projeto Fazer a Ponte criado e exercido por José Pacheco em Portugal. Vou adaptando na medida do possível, e nunca nunca deixei de cumprir a burocracia exigida pelo atual sistema. Até a questão da idade/série que é tão desmotivadora tenho conseguido contornar deste jeito: não seguro criança que “já sabe” todo o conteúdo do ano/série… vou seguindo com conteúdos da próxima com elas.
        Mas, como você poderá constatar, assim como minhas colegas de escola tem visto, que as crianças APRENDEM desta forma: com prazer e alegria. E eu também sou feliz deste jeito: fico excitando minha inteligência a todo momento para descobrir como desafiá-los na tarefa de estudantes que é aprender. E esta é minha vida real. Convido-o a conhecê-la.

        Responder

        • Rogério Fajardo

          ago 25, 2013  at 02:53

          Não duvido que algumas escolas consigam aplicar esse método de forma bem sucedida. Como disse, não sou totalmente incrédulo aos sistemas modernos. Apenas sou cético. Já vi casos mal-sucedidos desses projetos experimentais. Ou, pelo menos, segundo a minha opinião.

          Não conheço a escola onde você aplicou esse método, e não posso julgar se foi eficaz ou não. Apenas insisto que, se você propõe a difusão desse método para todas as escolas da rede municipal, você deve escrever um relatório completo e detalhado sobre como aplicá-lo (seria bom se esse site também tivesse uma área de upload, para apresentarmos ideias que não podem ser detalhadas em uma mensagem), porque o risco de um projeto desses fracassar quando aplicado em larga escala, é muito grande.

          Quanto à avaliação, pelo que entendi (e conheço do projeto da Escola da Ponte), essa é feita, sim, na sua escola, mas de uma maneira não-convencional. Em vez de quantificar como certo ou errado uma lição, ou atribuir notas às atividades, você identifica quais pontos (habilidades e competências) os alunos desenvolveram e não desenvolveram. Isso é uma forma de julgá-los (pois essa é a sua tarefa como professora), mas com um prognóstico menos drástico que uma reprovação.

          Por isso eu acredito que, se a progressão continuada funcionar (como dizem que funciona na Finlândia), o caminho é algo parecido com o projeto da Escola da Ponte. A ideia dos ciclos me parece um grande equívoco, que nunca dará certo.

          Todavia, você deve tomar cuidado para não cair no solipsismo, como eu vejo acontecer frequentemente (mas não sempre) com quem defende métodos inovadores. Você pode questionar as outras formas de avaliações, mas se você nunca submeter seus alunos a essas formas tradicionais de avaliações, ou desprezar os resultados delas, você defenderá a qualidade de ensino da sua escola de acordo com os parâmetros que você mesmo estabeleceu. Se isso acontecer, será um grande erro. Meu conselho (e vale para todos os projetos modernos) é que você avalie o progresso do seus sistema a partir de avaliações externas (Prova Brasil, vestibulares, concursos, etc.)

          Muitas escolas experimentais apresentam resultados ruins ou medíocres nessas avaliações externas e, em vez de refletirem sobre o que devem aprimorar no próprio sistema, criticam as avaliações, incorrendo na falácia da história “a roupa nova do imperador”.

          Responder

        • Rogério Fajardo

          ago 25, 2013  at 02:53

          Mais um pequeno comentário: se um professor uma escola for bem sucedido na tarefa de despertar nas crianças o prazer por estudar, nem alunos nem professores precisarão se preocupar com a reprovação. O ideal, no meu entender, é um sistema de ensino em que, mesmo havendo a possibilidade de reprovação, essa quase nunca ocorra, porque conseguimos motivar e conscientizar a criança a estudar.

          Responder

          • Adelina Braga Matsuda

            ago 27, 2013  at 02:53

            Valido o comentário postado por Rogerio Fajardo. O foco de toda e qualquer mudança, seja ela, política, social, econômica e até mesmo educacional consiste em repensar atitudes, sejam elas mínimas ou macro… Enfim, EDUCAÇÃO QUALITATIVA….. E esta, não apenas proposta por órgãos governamentais, mas PRIORITARIAMENTE nas atitudes. A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE existe em cada fazer daqueles profissionais da educação que se comprometem com o seu ofício e, ao executar suas tarefas com maestria, de fato, ela existe; nossos alunos aprenderão e a reprovação será a última medida.

  205. Alessandra

    ago 24, 2013  at 02:53

    A revogação da automática deveria ser nacional e não de apenas regionalizada. Há anos que este fiasco que criado traz uma consequência séria na formação dos futuros cidadãos, “crianças” que estão frequentando uma sala de aula de ensino médio sem nem ao menos ter sido alfabetizada – nem ao menos juntar sílabas. Adultos em universidades que apresentam erros grosseiros de grafia, mesmo de palavras simples.
    Se antes se pensava que reprovando uma criança geraria uma frustração e abalaria sua autoestima, tais problemas não foram excluídos com a implantação da aprovação automática, até porque ela continua tendo as mesmas dificuldades de aprendizagem ano após ano, sem efetivamente ultrapassar suas dificuldades.
    Deve-se tomar cuidado em determinar que em para apenas alguns dos anos letivos é que serão passíveis de retenção, tais como o terceiro, sexto ou nono). Avaliação é algo constante e associar tal prática com determinados períodos, engessa o funcionamento da mesma.

    Responder

  206. Altair

    ago 25, 2013  at 02:53

    Na vida toda teremos barreiras (testes) a serem enfrentadas em várias situações.
    Daí a necessidade de ser testado desde cedo.
    Se acaso não é certo testar os jovens da escola pública pois não é certo ser o juiz julgando a aprendizagem dos mesmos, porque a escola particular conduz o ensino desta maneira e todos concordam sem contestação?
    A aior parte dos que passam pelo ensino particular, conseguem as melhores oportunidades de carreira, pois sempre haverá um teste para filtrar os mais preparados.

    Responder

    • Maria Regina Potenza

      ago 25, 2013  at 02:53

      Olá Altair:
      Na minha opinião, o ensino particular não contesta e não contestará. Um dos motivos é por que as famílias que podem pagar este ensino, desejam a manutenção ou desenvolvimento de seu status competitivo, ou seja, que seus filhos tenham competência para competir, responder a testes de múltipla escolha, participar de concursos e vestibulares, e ingressar no “mercado”. E não me parece que seja apenas esta a intenção do ensino público… (pra pensar…).
      Esta habilidade é muito útil nesta sociedade de hoje: testar e ser testado.
      Só não tenho certeza se estão sendo preparados para o futuro que se vislumbra onde, ao que podemos inferir dos indícios, precisaremos utilizar nossa inteligência para sobreviver como humanos e não como máquinas. De forma sustentável e não só competitiva. Valorizando a vida e não só a luta. Interagindo com diferentes culturas e costumes e não só memorizando fatos. Utilizando as tecnologias para a vida comum e não só individual. Vivendo como parte da natureza e não de forma destacada (superiores como pensamos ser) dela.
      As mudanças climáticas (enchentes, tsunamis, vazamentos nucleares como consequência, furacões, queimadas, derretimento das calotas polares e dos picos de neves eternas etc), estão aí para nos ensinar o que não aprendemos na escola: “como sobreviver a elas”. As quedas na Bolsa de Valores, as recessões estão aí para nos ensinar. As altas taxas de desemprego também. Os movimentos estudantis contra o Poder constituído (na forma como está hoje) é uma realidade em muitos países, até nos mais desenvolvidos.
      Muito interessante a frase que até hoje não descobri a autoria, mas que repito com minhas palavras: “Pensamos muito no Planeta que queremos deixar para nossos filhos… quando pensaremos nos filhos que queremos deixar para nosso Planeta?” Como professora, penso que meu papel é o de refletir sobre esses objetivos e não apenas ensinar as crianças a serem testadas porque a vida vai exigir delas essa competência, mas na de aprenderem a ser críticas de si mesmas para poder sobreviver e assim poder viver. Estes sim, estarão mais preparados quer tenham estudado em escola pública ou particular.

      Responder

  207. Rogerio

    ago 26, 2013  at 02:53

    Por mim a reprovação seria feita por avaliações externas e a cada 6 meses, porém não há espaço físico para isso (a menos que crie-se mais um turno)

    Para os q são contra as mudanças, e q normalmente citam o nome do PF, e são classificados como “anti tradicionalistas” eu cito uma frase de Einstein:

    “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

    E a educação já está assim há mais de 20 anos

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 26, 2013  at 02:53

      “Por mim a reprovação seria feita por avaliações externas e a cada 6 meses, porém não há espaço físico para isso (a menos que crie-se mais um turno)”

      Basta fazer a avaliação no período de aula. Alguns dias de aula durante o ano (há dias letivos demais!) seriam substituídos por dias de provas, em todo o município.

      Eu também acho que o ideal seria reprovar/aprovar através de avaliações externas.

      Responder

    • Silvana

      ago 28, 2013  at 02:53

      Ao que tudo indica, foram 20 anos perdidos…

      Responder

  208. Silvana

    ago 27, 2013  at 02:53

    Acho que seria muito bom se as escolas públicas voltassem a ser melhores que as particulares. A vida real cobra da gente esforço, dedicação e superação. As coisas do jeito que estão acomodam no assistencialismo sem fim…não educam para a vida real…
    Gostaria de ver de volta as escolas de bairro, para todos que moram perto e ensinando de verdade… Acho que boa parte dos problemas não estavam no sistema antigo, mas na falta de apoio de outras coisas, como saúde, com psicólogos ou assistência social (onde entra essa coisa de leite, bolsa-família, conselho tutelar, etc.)

    Responder

  209. Débora

    ago 27, 2013  at 02:53

    Relendo o Programa de Governo do Haddad, na seção Educação > Gestão democrática, item “E”, lemos: “estímulo ao protagonismo juvenil, com a formação dos grêmios estudantis ou assemelhados”. A pergunta que fica é: onde está isso nessa proposta de reforma educacional?

    Responder

  210. Altair

    ago 27, 2013  at 02:53

    A verdade é que nossa realidade é o regime capitalista, e isso não mudará, e, nesse regime se sobressai o mais forte, ou seja, para isso têm-se que estar preparado. É claro que se o processo de ensino que não testa e portanto não reprova fosse um processo que preparasse o jovem para o que está por vir seria bem aceito por todos, pois seria um sonho lindo pensarmos que as pessoas não precisassem de outro incentivo senão uma boa conversa e um estímulo que não as punissem para que as mesmas atingissem os objetivos, porém nessa realidade atual precisamos de um processo de ensino que alcance o melhor resultado para que não continuemos a ter a grande diferença que existe entre o ensino público e o particular e que faça com que o pobre consiga alcançar os mesmos patamares que os que têm melhores condições financeiras.
    Porém também faz-se necessário que juntamente com o proposto seja planejado o ensino para o futuro, o qual possa formar jovens com capacidade de superação em quaisquer situações, mas que também possam estar preparados para ofecerecer ao mundo o que há de melhor no ser humano, porém, haja visto que esse não é e nem pode ser o papel somente da escola, mas sim, da famíla como um todo, da igreja e de todos com quem o jovem interaja.

    Responder

  211. Rodrigo de Lima

    ago 27, 2013  at 02:53

    A questão da aprovação automática deve ser bem observada. No momento em que um aluno é reprovado, o sistema deve ter plena consciência de que esses alunos precisam de um olhar e de projetos que visem recuperá-lo de maneira intensiva afim de que ele não permaneça no mesmo ano e no mesmo ciclo por muito tempo. E aí, os projetos de recuperação devem ser bem estruturadas contando inclusive com a formação do docente que irá ministrar a recuperação.

    Responder

  212. wilson Teixeira

    ago 27, 2013  at 02:53

    Se retenção resolvesse os alunos do ensino médio estariam muito bem, o nosso grande Paulo Freire deve estar revirando no túmulo. Claro que também sou contra a aprovação automática, todavia o governo poderia por exemplo diminuir o número de alunos por sala para melhorar o ensino aprendizagem. Não dá para culpabilizar os nossos alunos pobres e puní-los com a retenção é preciso investimento na família e nos educadores para promoção de educação de qualidade e com aprendizagem.

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 28, 2013  at 02:53

      Paulo Freire é superestimado entre os pedagogos. Ele teve importantes contribuições às reflexões pedagógicas, mas não deve ser endeusado e considerado infalível. Nenhum cientista ou pensador merece esse status. Por vários motivos aqui apresentados, considero a ideia de progressão continuada através dos ciclos um erro. No meu entender, o caminho para a progressão continuada funcionar estaria no projeto da Escola da Ponte – aliada a uma política eficiente de avaliação externa -, em que a avaliação e readequação do processo de ensino ocorre em períodos menores de um ano, não maiores. Na Escola da Ponte (teoricamente), assim que a criança faz uma lição ela é avaliada na atividade que fez, e refará aquela atividade (ou outra equivalente) caso ainda não a tenha aprendido (como se a reprovação fosse por apenas alguns dias, ou algumas horas, não ocorrendo acúmulo de defasagem de conhecimento).

      Tenho muitas objeções ao projeto da Escola da Ponte, mas ainda acredito que, se um dia, tivermos uma progressão continuada que de fato funcione, o caminho é esse projeto, não o sistema de ciclos.

      Agora, o que eu não entendo, é a ideia de que “a reprovação exclui os pobres”. Por que? Os pobres não são capazes de aprender? Essa opinião não é preconceituosa? Não é justamente a aprovação automática e a baixa qualidade do ensino público que fazem os pobres não aprenderem?

      Os ricos – e a classe média – precisam menos exigir esforço dos filhos do que os pobres. Se o filho do “rico” não tiver bom desempenho escolar (sim, existem muitos), ele não precisa se preocupar, porque poderá pagar-lhe uma faculdade particular e garantir o futuro do filho através das políticas de reserva de mercado. Eles não precisam competir para garantir uma boa posição no mercado de trabalhos. Os pobres, por outro lado, precisam de mérito para conseguirem vaga em faculdades públicas ou bolsas em faculdades particulares, sem ajuda de cursinhos pagos ou professores particulares.

      Portanto, considero um grande equívoco esse discurso de que incentivar a competitividade favorece os “ricos” (e a classe média), não os pobres.

      Responder

      • David Pereira

        ago 29, 2013  at 02:53

        Parabéns Rogério sua explanação está ótima, concordo com tudo que você falou.
        Inclusive cito uma música do Racionais que diz: O negro e o pobre tem que ser duas vezes melhor nesse país. Portanto precisamos estar preparados para esse competição.

        Responder

  213. Ricardo Rolim Xavier

    ago 28, 2013  at 02:53

    Além de acabar com a aprovação automática que essa gestão busque resgatar a verdadeira progressão continuada. Mais que isso resgate o projeto de Paulo Freire e aplique o pensamento desse grande educador. Busque criar ações para ir nas causas que levam aos estudantes a não aprenderem ou aprenderem pouco, que gera consequentemente a reprovação.

    Responder

    • Ivany Ganzella

      ago 29, 2013  at 02:53

      É isso a;i Ricardo. Parabéns! Até que enfim um pouco de bom senso.

      Responder

  214. Professor Baüme

    ago 28, 2013  at 02:53

    Tem que ampliar ainda mais a retenção e cobranças diversas.

    A família não pode ser só premiada com tudo, com leite, bolsa etc., tem que CUIDAR direito do seu filho, ser cobrada a todo momento de deveres quanto à vida escolar do dependente.

    Agora, há casos extremos que são ignorados pela SME e por essa proposta, de alunos com drogas na escola, de agressões cotidianas etc. que tiram o direito dos outros por falta de DEVERES e LIMITES disciplinares de alguns.

    Infelizmente a realidade é essa, e qualquer aluno vai dizer que “A ESCOLA É UM INFERNO”. Basta consultar, não é hipótese.

    Responder

  215. PROD FUND II CLEOMENES CAMPOS

    ago 28, 2013  at 02:53

    Para melhorar a qualidade é absolutamente necessário diminuir o número de alunos por sala além de aumentar a oferta.

    Responder

  216. Fatima Aparacida Correa Cornacini

    ago 28, 2013  at 02:53

    Sou a favor do fim da aprovação automática, mas a decisão do professor e do conselho de classe deve ser respeitado. Penso que com o fim da reprovação o aluno terá que se esforçar, terá que participar das recuperações.
    Porém se o número de alunos por sala não for reduzido, nenhuma mudança será eficiente, nada poderá ser feito em uma sala de aula lotada com alunos que precisam de atendimento individualizado, com inclusões (exclusões).

    Responder

    • Tania

      ago 29, 2013  at 02:53

      Na escola em que trabalho a maioria dos alunos possuem dificuldade de aprendizagem. Em uma sala superlotada com a maioria com dificuldades é impossível realizar um trabalho decente. Com a aprovação automática, eles são excluídos, não da escola, mas fora dela. Porém, com salas lotadas eles continuarão excluídos dentro e fora dela.

      Responder

  217. vania eleuza pellegrini

    ago 29, 2013  at 02:53

    ´
    E extremamente importante acabar com a aprovação automática no ensino. Deverá haver mais tarefas para a casa do estudante e ser reprovado se não aprender o currículo anual.

    Responder

  218. Remy S. Santos

    ago 29, 2013  at 02:53

    Sou professor da Rede Municipal e sou plenamente favorável à Reprovação do aluno que não adquiriu os mínimos conhecimentos para avançar em seus estudos. Esse negócio de aprovação automática vai contra as mais básicas “lei” do sistema capitalista, que valoriza não o mais diplomado, mas sim o que possui mais sabedoria, afinal o “sistema” precisa de pessoas bem instruídas para que gerem mais lucros para o Burguês. Passar o aluno que não sabe ler nem escrever para uma série seguinte é desprezar a realidade da vida que ensina, a duras penas, que viver é perder e ganhar, ganhar e perder… Estamos formando pessoas que só ganham e jamais sentem o que é perder, recomeçar… para aprender com o erro. Quando estudei existia a retenção, a chamada “bomba”, e hoje minha geração, de 60, é uma das gerações mais instruídas do Brasil contemporâneo. E não me vem com esse papo furado de que o aluno que ficar retido vai ficar com traumas… isso é papo para boi dormir. Valeu, Sr. Prefeito Haddad e Sr. Secretário da Educação, por pensar diferente de todos… mesmo porque, como bem disse Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

    Responder

  219. Ivany Ganzella

    ago 29, 2013  at 02:53

    Li os comentários feitos e confesso ter ficado preocupada com seu conteúdo e com tantas coisas que demonstraram desconhecer. Em virtude disso coloquei, abaixo, alguns desconhecimentos que percebi:

    1º desconhecimento – aprovação progressiva e não automática.
    2º desconhecimento – retenção exclui, não ensina. Reter um aluno é passar atestado de fracassado. Isso pode? Que cidade educadora é essa?
    3º desconhecimento – é comum vermos professores que aprovam a retenção, usarem as seguintes frases, principalmente para os alunos indisciplinados: “Cuidado comigo porque este ano você pode ser reprovado”. É isso que o Callegari, Haddad e as mães que estão se colocando como favoráveis nesse site querem? Isso é cidade educadora?
    4º desconhecimento – a culpa do aluno não aprender, não é do professor, mas das mazelas da sociedade e da corrupção política, que desvia verbas da educação para gozo próprio.
    5º desconhecimento – 45 minutos de aula é pouco tempo para que um professor saia da sala onde se encontra, se dirija à outra, aquiete os alunos, converse um pouco com eles para ajudá-los a se desligar da disciplina do professor que acabou de acabou de sair, faça a chamada, retome o conteúdo da aula anterior, levante os conhecimentos prévios dos alunos, desenvolva sua aula e dê atenção individual àqueles que necessitam. Isso é cidade educadora?
    6º desconhecimento – alguns alunos precisam de maior dedicação para aprender, de maior atenção individual, Isso só será possível com menos alunos na sala de aula, estagiários para as turmas de 1ºs e 2ºs anos, estagiários para alunos de inclusão, para que os professores possam dar conta da alfabetização.
    7º desconhecimento – Alguns alunos precisam de avaliação da área da saúde, que por sua vez, não tem profissionais em quantidade suficiente para tal atendimento. Além disso, nem sempre a família aceita o encaminhamento feito pela escola, ou então não tem tempo para levar o filho. Mas é o professor que acaba sendo culpabilizado.
    8º desconhecimento – Colocar retenção na escola pública é ignorar que nossa escola é democrática, ou seja, para todos. Não podemos fazer inclusão apenas dos alunos que possuem laudo médico.
    9º desconhecimento – O grande diferencial da escola privada para a escola pública não são os professores ou sua formação. Muitos são formados nas mesmas universidades. A escola privada tem uma saída cultural por bimestre e a escola pública, não tem nenhuma, porque os alunos não podem pagar R$ 100,00 entre ingresso, monitoria e ônibus. Que cidade educadora é essa?
    10º desconhecimento – Uma das cidades que teve os melhores índices na avaliação do PISA, colocam seus professores para trabalhar 8 horas/dia, a fim de preparar suas aulas, atender os alunos com defasagem e dar apenas 2 aulas no dia. Essa é uma cidade educadora!
    11º desconhecimento – A participação da família é fundamental para o desenvolvimento da criança. Muitos não participam das reuniões, não se importam com boletim, com lição de casa ou com o horário da escola dos filhos. O que a cidade educadora fará em relação a isso?
    12º desconhecimento – Muitos professores não conseguem fazer a JEIF em função de acúmulo, porque não se aprova JEIF à noite, ou porque estão como módulos. No entanto, esses professores também são responsáveis pela aprendizagem dos alunos. Deixar esses professores fora das jornadas não é uma ação digna de uma cidade educadora.
    13º desconhecimento – Uma cidade educadora faria parceria com universidades estaduais e federais, para que os professores pudessem aperfeiçoar sua formação. Os professores do estado de Sao Paulo podem fazer mestrado em universidades públicas, mas a cidade mais rica do país não. Por quê? Economia da verba da educação?
    14º desconhecimento – Os professores das cidades educadoras são remunerados dignamente, sem bolsa alimentação, bolsa refeição, bolsa distância e não precisam trabalhar em2 ou 3 empregos.
    15º desconhecimento – Por que a cidade mais rica do país paga menores salários aos professores do que o distrito Federal? Afinal, o dinheiro que chega lá não é o de São Paulo?
    16º desconhecimento – Claro que com as reprovações que acontecerão nos ciclos, a nota do IDEB subirá, mas a custo de quantas exclusões?

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 30, 2013  at 02:53

      Olá,
      esses pontos que você apresentou são opiniões, sujeitas a contestações. Não são desconhecidas daqueles que não concordam com elas.

      1º desconhecimento – aprovação progressiva e não automática.

      Aprovação progressiva – ou progressão continuada – é uma utopia, não um método. Todos os que defendem a aprovação automática alegam que estão aplicando a progressão continuada. Mas, com raríssimas exceções (se é que há exceções), são aprovações automáticas, e essa história de “motivar o aluno”, “preparar para a vida, não para as provas” é apenas um discurso retórico para defender um sistema que não existe. Se você ouvir por aí alguma história de progressão continuada bem sucedida, acompanhe de perto a rotina dessa escola, e veja como é a realidade. Você provavelmente verá que ou não há progressão da aprendizagem ou há reprovações.

      2º desconhecimento – retenção exclui, não ensina. Reter um aluno é passar atestado de fracassado. Isso pode? Que cidade educadora é essa?

      Retenção não exclui. É obrigação legal dos pais colocarem os filhos na escola. Hoje, pela força da lei, o governo dá todas as condições para que as famílias pobres possam manter os filhos na escola. Não há razão de alguém desistir. Retenção não é um atestado de fracasso, mas uma segunda chance. Atestado de fracasso é passar um aluno que não aprendeu, desistindo completamente dele.

      3º desconhecimento – é comum vermos professores que aprovam a retenção, usarem as seguintes frases, principalmente para os alunos indisciplinados: “Cuidado comigo porque este ano você pode ser reprovado”. É isso que o Callegari, Haddad e as mães que estão se colocando como favoráveis nesse site querem? Isso é cidade educadora?

      Eu defendo que a reprovação seja feita por avaliações externas, para evitar três coisas: professores usarem a reprovação como medida disciplinar, e não avaliativa, professores (por outro lado) serem pressionados pelos pais a aprovarem em grande quantidade (gerando a aprovação automática velada) e haver muita heterogeneidade no nível de exigência, de uma turma para a outra.

      4º desconhecimento – a culpa do aluno não aprender, não é do professor, mas das mazelas da sociedade e da corrupção política, que desvia verbas da educação para gozo próprio.

      A culpa também é do aluno, pois não há aprendizagem sem esforço do indivíduo. Há outros culpados, sim, mas reter não é punir o aluno. A pior punição é desistir do aluno, através da aprovação automática.

      9º desconhecimento – O grande diferencial da escola privada para a escola pública não são os professores ou sua formação. Muitos são formados nas mesmas universidades. A escola privada tem uma saída cultural por bimestre e a escola pública, não tem nenhuma, porque os alunos não podem pagar R$ 100,00 entre ingresso, monitoria e ônibus. Que cidade educadora é essa?

      O grande diferencial da escola privada para a pública é a exigência. Há excelentes escolas particulares com turmas de quase 40 alunos e com poucos desses passeios, que são formas das escolas mercenárias tirarem mais dinheiro dos alunos, e não têm tanta finalidade cultural, assim.

      16º desconhecimento – Claro que com as reprovações que acontecerão nos ciclos, a nota do IDEB subirá, mas a custo de quantas exclusões?

      A custo de nenhuma exclusão. Se alguém, contrariando a lei, desistir da escola por ter sido reprovado, ele não estará em situação diferente daquele que pegou o diploma de nível médio mas não adquiriu conhecimento algum. Além disso, como você mesmo diz que a nota do IDEB subirá, então você está concordando que haverá muitas inclusões, pois mais alunos pobres, vindos de escolas públicas, serão capazes de entrar em universidades públicas e passar em concursos, podendo ascender socialmente.

      Os outros tópicos são interessantes e até concordo com eles. Mas não se referem a aprovação automática.

      Responder

      • Roger

        ago 30, 2013  at 02:53

        Rogério Fajardo, parabéns pelas colocações. Afinal fórum é local de expor suas opiniões, mas também de ler as dos demais.

        Responder

  220. Joyce D. De Paula

    ago 29, 2013  at 02:53

    Há várias lacunas ainda, para uma integral compreensão do texto na integra, que traça a reforma da educação municipal de São Paulo, porém este não é algo a ser jogado fora. Sabemos que o número de alunos em sala, a valorização do profissional com cursos e também salário digno são importantíssimos. E devem ser levados em consideração, mas lembremos que no atual momento devemos discutir este que está posto. Acredito que tudo o que está colocado acerca da lição de casa, avaliações bimestrais, etc. Que ,provavelmente, no final do ano serão levados em consideração em eventual reprovação do educando, vão ser responsabilidade somente dos docentes ou a família também fará parte do processo e como esta será cobrada. Pois quando falam do boletim, este será enviado na residência, desta forma o pai/ responsável, não precisa ir até a escola, mas temos clareza de que a educação é um processo conjunto e que as responsabilidades devem ser divididas, entre governo, escola e família, se não mesmo com a reforma estaremos fadados a um novo fracasso.

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 30, 2013  at 02:53

      Pelo contrário, enviar todo o bimestre o boletim de notas para a casa do aluno é chamar a família a participar mais da formação do filho, tomando ciência de seu rendimento.

      Responder

      • Joyce S. L. Dias de Paula

        set 05, 2013  at 02:53

        Eu continuo acreditando que o boletim deva ser entregue na respectiva reunião de pais, pois o que vivo na escola é uma ausência constante da maioria dos pais, lembrando que o rendimento do educando não se mede somente com notas, mas há um processo pelo qual ele passa, durante o bimestre, o que torna ainda mais importante a presença do responsável na escola. O boletim é só uma parte de toda a vida escolar de um aluno na escola, lugar que os pais deveriam frequentar sempre que fosse possível.

        Responder

        • Valdir

          set 05, 2013  at 02:53

          Concordo com ambos, o boletim na casa do aluno é de igual valia ao que se poderia entregar na sala de aula. Mas de nada adianta nem um e nem outro, se os pais continuarem acreditando que a aprovação automática é a melhor opção.
          Os próprios alunos se sentem a vontade para estudarem ou não pois sabem que vão ser aprovados de qualquer maneira.
          E onde fica a autoridade dos professores, que se nós pais não o questionarmos sobre o rendimento de nossos filhos, e nem fazem questão. Apenas assinamos a nossa presença e vamos embora.

          Responder

  221. nicolly

    ago 30, 2013  at 02:53

    eu prefiro que continue como esta, por que vai ficar melhor mais eu prefiro esdudar mais..e eu prefiro isso tambem..

    Responder

  222. Maria Mangaba

    ago 30, 2013  at 02:53

    eu prefiro que tenha reprovação, porque vai ficar melhor. por que todos terão mais responsabilidade e assim se esforsarão mais..

    Responder

  223. Nilza Mangaba da Silva

    ago 30, 2013  at 02:53

    Sou mãe da Nicolly e eu concordo com a nova proposta. Eu acho que os alunos vão se interessar mais pelas aulas e os pais vão se esforçar mais para ajudar as crianças a aprender, para não repetir de ano.

    Responder

  224. Rose M.

    ago 30, 2013  at 02:53

    Eu quero que mude o modelo de ciclo porque os alunos aprendem melhor. Estão muito acomodados e não querem saber de estudar.

    Responder

  225. Raquel Assunção de Lima Lobato

    ago 30, 2013  at 02:53

    Eu prefiro que continue como está, por que suponho que haverá algo como “cota de reprovação”, pois se for levar à risca, esse procedimento pode melhorar a situação atual. Mas vamos supor uma situação na qual 50% dos alunos sejam reprovados, haverá lugar para todo esse pessoal no ano seguinte?

    Responder

  226. Humberto Cosentine

    ago 30, 2013  at 02:53

    O formalismo é o grande problema brasileiro. Para mudar a realidade, basta escrever bonito. Onde estão as formações necessárias para suportar tamanha mudança? Em específico, há pessoas formadas adequadamente para exercer a função de professor generalista de 6ª série?

    Responder

  227. Marcia Shimae

    ago 31, 2013  at 02:53

    Não fui capaz de compreender (lendo o documento) que a Reprovação será usada como o instrumento único e final. No meu olhar, não será fácil reprovar o aluno sem antes se pensar (com afinco) porque ele não compreendeu, aprendeu e apreendeu os Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento que são e pertencem a ele (leitura, escrita, adição, subtração etc.).
    Assim sendo, além das provas bimestrais e semestrais, tarefa de casa, recuperação contínua e paralela, atividade extracurricular relacionada ao assunto estudado sugiro a criação da pessoa do Orientador (escolar, profissional ou outro nome) para o aluno do Fundamental II devido a sua realidade econômica (pobre de marré-marré), porque é muito evidente o foco desse aluno: trabalhar (mesmo sabendo que ainda não tem idade para isso).

    Responder

  228. Vinícios José

    set 02, 2013  at 02:53

    Na minha opinião,a aprovação automática tem que acabar desde da 1 série até a 8 série,porque muitas pessoas passam de ano sem saber ler,e nem escrever,e nota tem que ser no minimo 7 para passar de ano.Mas e se for 50% de uma turma,haverá lugar para essas pessoas?
    Para isso,tem que ter mais salas de aula

    Responder

  229. Juliana Froeder

    set 02, 2013  at 02:53

    Se o número de alunos por sala não for reduzido dificilmente haverá a qualidade na educação tão desejada por todos.

    Responder

  230. Eder

    set 02, 2013  at 02:53

    Parabéns prefeito Haddad, Secretário Cesar Callegari e toda secretaria da educação de São Paulo, vocês estão fazendo a coisa certa, estão acabando com a hipocrisia da progressão continuada, que destruiu a aprendizagem no ensino público do Estado e município de São paulo. Implementada pelo governo neo-liberal do PSDB, que visa somente economizar com a construção de escolas e vagas na rede pública. Sou professor da rede pública de São Paulo e vejo diariamente o caos da rede,temos uma grande quantidade de alunos de 5º a 9º anos analfabetos, muitos agressivos, violentos, que enfrentam os professores que não possuem nenhuma proteção ou autoridade em sala de aula. A legislação atual acabou com o minimo de dignidade do professor e encheu os alunos de DIREITOS sem cobrar nenhum DEVER. Muito obrigado, enfim alguém está olhando por nós professores e teve a coragem de implementar mudanças, mais uma vez MUITO OBRIGADO prefeito Haddad, e muito obrigado PT. Agora para completar precisamos de alguém com essa coragem para assumir o governo de São Paulo e tirar a chaga educacional implantada pelo PSDB.

    Responder

  231. Celso Vasconcellos

    set 03, 2013  at 02:53

    Minha proposta básica para o “Mais Educação São Paulo” é simples: “salvem as criancinhas” – avaliar seriamente as crianças do 1o ao 5º ano, mas sem fins de reprovação/aprovação, e sim com vistas a qualificar a aprendizagem.
    Todavia, pelo “andar da carruagem”, analisando parte dos 337 comentários da consulta pública sobre o “Fim da Aprovação Automática” (15/08), creio que será difícil esta proposta passar.
    É impressionante o nível de comprometimento ideológico de alguns colegas. Historicamente, é possível entender: Colonização Predatória, Querela Metafísica sobre a existência ou não da Alma Indígena, Longa e Violenta Escravidão, Presença da Inquisição no país, Mentalidade Cartorial, Revolta da Vacina, Ditadura Militar, Altíssima Concentração de Renda, Profunda Desigualdade Social, Medidas Governamentais Populistas, etc.
    Como dizia o velho Marx: estamos ainda na pré-história da Humanidade! Crianças devem ser sacrificadas… Tudo isto nos faz lembrar também dos “fracassos” do grande Darcy Ribeiro:
    “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

    Responder

  232. Rosimeire O Moura

    set 03, 2013  at 02:53

    Sou totalmente de acordo com o FIM da progressão continuada. Hoje temos nas escolas pessoas desinteressadas com o ensino, seja ele o professor, o aluno ou a família, não existe respaldo ao aprendizado e a responsabilidade de conhecimento. Existem pessoas que vão passear na escola, falar sobre sexo, drogas… Infelizmente a escola virou um ambiente sem “propósito”, sem “moral”, sem “credibilidade”, pois pessoas entram e saem sem saber nada.
    Acredito que se voltarmos aos bons tempos onde os alunos só passavam de uma serie para outra, por mérito e sabendo ler e escrever corretamente, o resultado seria, adultos preparados a enfrentar quaisquer situações, seja ela psíquica, moral ou social, pois a Escola tem o poder de fazer com que as pessoas pensem, raciocinem sobre questões para ter discernimento de escolha da melhor opção. Espero que essa iniciativa seja VERDADEIRA e que todos os cidadãos do BEM, possam lutar para que o ensino volte a ser respeitado da forma que tem que ser, que os professores/ educadores possam ter a posição dentro da escola merecida, sem medo de ser penalizado pela diretoria da educação, por chamar a atenção de aluno por impossibilitar o profissional a fazer o seu trabalho, e que esse profissional honre a sua licença de ensinar, fazendo valer o que lhe foi confiado.

    Responder

  233. Andréia

    set 04, 2013  at 02:53

    Para mim, tinha que ter reprovação no 3º e 5º ano do FundI e no 6º e 9º do fund II

    Responder

  234. João C. e Maria

    set 04, 2013  at 02:53

    É importante o fim da aprovação automática,desde que a prefeitura realmente invista na construção de muitas escolas e tenha funcionários o suficiente para atender os alunos que forem reprovados, sem exceder a quantidade máxima de alunos por sala, conforme a lei -35 alunos.

    Responder

  235. Douglas

    set 04, 2013  at 02:53

    Creio que o maior problema da Educação Municipal não é a aprovação automática, embora eu seja totalmente contrário à mesma. O que falta aos educadores, em geral, são melhores condições de trabalho. Como dar conta de 35 alunos no Fund. IIna sala (muitas vezes em dois cargos)??? Diminuição de alunos por sala aula é algo que “emperra” o desenvolvimento dos mesmos e dificulta o trabalho do professor, sobretudo no que diz respeito à Inclusão e áqueles com dificulddades de aprendizagem. Mais uma vez deixou-se de tratar do essencial para destacar o supérfluo.

    Responder

  236. Valdir

    set 04, 2013  at 02:53

    A aprovação automática é sinônimo de estupidez e descaso com a educação.
    Quem criou este sistema, não pensou em como se formariam os profissionais de amanhã.
    Se hoje o principal quesito é a formação no momento de se avaliar um profissional, imaginem como será a geração destes alunos que não possuem o devido conhecimento que deveriam acumular em 8 anos de estudos.
    Formaremos uma nação de ignorantes sem perspectivas de opnião.

    Responder

  237. Lilian Cury

    set 06, 2013  at 02:53

    É interessante observar como as palavras são usadas. Em nenhum momento houve, oficialmente, a politica da “aprovação automática”. Os governos sempre afirmaram que a politica implantada na prefeitura de São Paulo era a de “ciclos”. O termo aprovação automática sempre foi usado pelos que criticam a politica. Agora se fala novamente em ciclos como se fosse uma novidade. Apesar dessas considerações ainda acho melhor os três ciclos com a possibilidade de reprovação que agora se apresenta. Mas para dar certo faço um alerta: o atual governo terá que aceitar o que provavelmente ocorrerá no inicio da implantação desse sistema, que será um elevado índice de reprovação. Há tantos alunos com defasagem devido ao fato de que as crianças e adolescentes perderam a noção de que são, na realidade, os verdadeiros responsáveis por seu próprio conhecimento, que será impossível de inicio elaborar uma educação com a “qualidade” (outro termo que merece considerações) almejada sem cair em elevada porcentagem de reprovação, pelos menos não no primeiro e talvez segundo ano de implantação. O governo terá que aceitar essa realidade senão os ciclos mesmos com a possibilidade de reprovação não deixarão de ser considerados “aprovação automática”.

    Responder

  238. Sonia Aparecia Rodrigues de Almeida

    set 06, 2013  at 02:53

    A reprovação deve existir sim, pois com a aprovação automática estamos dando milhares de diplomas de analfabetos institucionalizados, isto é o governo aprova . Não é o professor que aprova , ele é aquele que batalha duramente em sala de aula durante todo o ano letivo, sem nenhum tipo de retorno, com alunos sem nenhuma vontade de fazer absolutamente nada e sim somente de brincar , pois sabe que no final do ano com nota ou sem ela, ele irá para a série seguinte sabendo ou não, e tem um agravante os pais não participam da vida escolar de seus filhos, deixam tudo ao encargo da escola, deveria sim , ser cobrado desses pais a responsabilidade com os filhos, tenho a opinião que neste primeiro momento, dessa nova conduta educacional, deveriamos atrelar a reprovação a todos os tipos de bolsas que o governo cede a família para mantê-lo na escola ( bolsa família, leite, uniforme, etc.) , não sou contra esse tipo de ajuda, mas essa deveria ser utilizada como uma forma de negociação, a criança que não tivesse notas para aprovação , esses benefícios seriam cortados, aí sim veríamos os pais cobrando de seus filhos o estudo ,a participação , o aproveitamento e principalmente o comportamento, pois nossas crianças pensam que podem tudo e a realidade fora da escola não é essa. Se não tomarmos providência urgente estaremos formando uma nação de ignorantes , sem nenhum tipo de formação adequada e aí não iremos só importar médicos, mas qualquer outro tipo de profissionais que o país irá precisar para se desenvolver e evoluir, inclusive alguns políticos, pois sem informação e politização , novos políicos não irão se formar. O professor é ainda o personagem mais importante de toda uma nação , sem ele não existirá ninguém com conhecimento para uma formação formal e sem a família não existirá cidadãos com moral social e familiar.

    Responder

  239. Regis Alves de Oliveira

    set 06, 2013  at 02:53

    Quando o foco do processo escolar é a aprendizagem a aprovação ou reprovação não é o mais importante, pois quando a escola trocou historicamente o aprender pela nota ou conceito todos perdemos muito. Atualmente muito passam pela escolarização formal, alguns com progressão continuada outros não, mas em várias fazes do processo seremos avaliados e apenas os mais qualificados conseguirão as oportunidades. Ou seja a reprovação mesmo no sistema atual acontece já na vida das pessoas. Precisamos mudar o foco e pensar em propostas que atendam realmente os interesses da sociedade. Hoje a escola desempenha funções distantes muitas vezes do seu verdadeiro foco a aprendizagem. Essa escola de todos contínua ainda mais excludente do que nunca, pois estar na escola não significa se apropriar do currículo considerado necessário ao desenvolvimento pleno dos educandos. Precisamos estabelecer um regimento escolar que garanta direitos e deveres para todos na escola. Onde atitudes nocivas serão tratadas de forma firme porém justa, garantindo o direito da aprendizagem da coletividade.

    Responder

  240. Edileuza

    set 09, 2013  at 02:53

    Gosto da proposta dos três ciclos, porém, creio que a reprovação, além de ser contraditória à concepção de ciclo, é um retrocesso para a educação. Considero que aprender é direito de cada aluno, portanto, a avaliação se torna fundamental para lhe garantir a aprendizagem e não para classificá-lo. Na minha opinião a repetência sempre favoreceu a evasão escolar e, consequentemente, a exclusão.

    Deixo aqui, como contribuição, parte de um texto do professor Celso Vasconcelos, um educador que tenho grande admiração, sobre avaliação.

    “Como sabemos, a realidade não se nos apresenta como algo em estado bruto; trata-se
    sempre de uma construção, ou seja, sempre olhamos a realidade a partir de um determinado ponto
    de vista, com determinados “óculos”. Precisamos ter coragem de enfrentar o problema na sua
    concretude, para além de nossas boas, porém ingênuas e genéricas, intenções. Objetivamente,
    entendemos que o grande problema da avaliação é sua vinculação a uma lógica social de
    exclusão, através dos mecanismos de classificação a que está frequentemente submetida. Esta
    maldita tarefa de aprovar ou reprovar aluno foi imposta há séculos aos professores, de tal forma
    que torna-se muito difícil nos livrarmos dela, já que se tornou, para a grande maioria dos docentes,
    algo absolutamente natural. Ora, um dos grandes papéis da ideologia é justamente este: dar
    justificativas para práticas que, no limite, são profundamente desumanas.
    O grande nó da avaliação escolar está, pois, nesta lógica classificatória e excludente. É
    claro que existem outros problemas na avaliação, seja em termos de conteúdo, forma, relações. Só
    que de muito pouco adianta mexer nestes outros aspectos se sua intencionalidade não for alterada.
    Queremos deixar muito claro, logo de partida, o nosso enfoque: estamos a combater a
    classificação excludente, e não só a reprovação, uma vez que a mera aprovação do aluno pode ser
    tão excludente quanto a reprovação, já que também não está levando à efetiva apropriação do
    conhecimento. Precisaria ficar muito patente que o nosso problema não é (não deve ser) aprovar
    ou reprovar, mas favorecer a aprendizagem e desenvolvimento humano de todos.”

    VASCONCELLOS, Celso dos S. Superação da Lógica Classificatória e Excludente: a Avaliação para Além da
    Aprovação/Reprovação. In: Avaliação: Superação da Lógica Classificatória e Excludente – do “é proibido
    reprovar” ao é preciso garantir a aprendizagem, 5ª ed. São Paulo: Libertad, 2013 (no prelo).

    Responder

  241. Jorge Felizardo

    set 09, 2013  at 02:53

    A proposta deve repensar a reprovação nos 7o. e 8o. Anos, pois é suficiente a reprovação em caso de não alfabetização completa e depois nos 6o. Ano quando o aluno poderá ainda ter algum resquício de baixa aprendizagem. E por fim no 9o. Ano, que só reprovará aqueles alunos com quadros de indisciplina. Mas sou a favor de não haver nenhum impeditivo quando o conselho de Classe/Série por UNANIMIDADE decide reprovar… isso em QUALQUER ANO QUE SEJA.
    Taí um sugestão, que um quadro seja analisado por Conselho de Classe, Gestão e Supervisão, quando estiver fora dos ANOS que reprovam.

    Responder

  242. Sara e Amanda

    set 09, 2013  at 02:53

    Eu ate que concordo um pouco, mas só descordo pelo modo de provavelmente reter as 3° series porque eles nao tem muita noção de como e o desenvolvimento.Então só pelo modo de reter o 3° anos a gente nao concorda, mas por reter as outras em diante eu concordo,porque esta valendo a apredizagem.

    Responder

  243. Tatiana

    set 10, 2013  at 02:53

    Acredito que este seja um passo importante para que haja mudanças positivas na educação.
    Por anos estávamos seguindo este modelo e percebe-se hoje que isso resultou em altos índices de anlfabetismo no Ens. Fund. II.
    Espero que agora essa proposta seja realmente posta em prática, visando atingir melhoras significativas para uma educação de qualidade e não apenas dados estastísticos (ilusórios) para servir de marketing político.

    Responder

  244. Andréia

    set 10, 2013  at 02:53

    Não sejamos hipócritas e/ou inocentes em acreditar que haverá retenção nas escolas, visto que, que se realmente quisessem que os alunos aprendessem alguma coisa, teriámos redução do número de alunos por sala, porque neste caso o professor não perderia tempo em educar os alunos e sim ensiná-los, afinal salas super lotadas e barulhentas não são indicativos de aprendizagem…
    Outros pontos que essa tal reforma deveria abordar, são os cursos preparatórios de boa qualidade aos professores, melhor remuneração, mais tempo para o preparo das aulas.
    Portanto, essa reforma deverá em primeiro lugar respeitar os alunos e os professores… Essas reformas devem ser elaboradas por quem está na sala de aula, por quem conhece a comunidade onde está inserida a unidade escolar, não quem está de fora. Só quem vive neste ambiente sabe os conflitos exitentes e tem noção das possíveis melhorias para uma educação digna e de respeito às nossas crianças.

    Responder

  245. Fabiana

    set 10, 2013  at 02:53

    Concordo com a reprovação, após a utilização de diversos recursos, como avaliação contínua, recuperação paralela, análise detalhado sobre as dificuldades da crianças. Ao término de um trabalho sem resultados satisfatório, o professor juntamente com a equipe escolar, poderá reprovar o aluno.

    Responder

    • Regis Alves de Oliveira

      set 10, 2013  at 02:53

      O que vai acontecer com os alunos de 3º e 4º anos, só serão reprovados no 6º ano se não alcançarem as expectativas de aprendizagem para essas etapas.

      Responder

  246. sandra

    set 10, 2013  at 02:53

    Assim como foi levantado por alguns colegas o “fim da reprovação automática” cria uma nova demanda, ou seja, como lidar com a questão do fluxo, salas ainda mais lotadas inviabilizando uma prática pedagógica de qualidade. A questão das dependências também precisa ser melhor discutida, pois é preciso pensar na logística da frequencia às aulas, bem como a própria questão estrutural (prédio, espaço físico).

    Responder

  247. Paulo Lima

    set 10, 2013  at 02:53

    Não acredito que seja o fim da aprovação automática. Hoje só se pode reter 10% dos alunos da sala por questões de índices, etc. Não se leva em consideração o que deve ser ensinado, o básico do básico do que o aluno aprende para seguir adiante seu percurso de aprendiz. Os professores aprovam os menos ruins porque há uma ‘cota’ fechada para isso. Outrossim, Se continuar a ter ‘quantidade máxima’ de retidos, não diferencia nada. Tem que ter uma avaliação externa que tenha tudo a ver com as avaliações internas/bimestrais. Aí vem a avaliação externa e o aluno que tem dificuldade, deficiencia, não tem nem um ledor, nem prova diferenciada pra ele, isso acaba implicando no número de resultado do IDEB dessa escola depois. Então pune-se o pofessor tirando seu suado dinheiro porque não atingiu o que se quer. Que educação é essa? O que o aluno aprendeu nunca aparece! Não é importante para os índices da educação. Cada escola tinha que ter uma característica própria sendo considerada. E se essa escola está tentando sanar o básico de anos em atraso de x numero de alunos e vem uma avaliação tres vezes acima do que ele sabe? Fica difícil nivelar tudo sem um tempo de adequação para tantas defasagens, isso tudo, junto com docencia compartilhada? Estou perdido com tanta mudança!

    Responder

    • Andréia

      set 10, 2013  at 02:53

      Concordo com você.

      Responder

  248. juliana Mendes

    set 10, 2013  at 02:53

    Minha expectativa é grande em relação a todas as mudança que o mais educação trará para a educação no municipio de São Paulo. Veremos como será na prática de todas essas teorias. O importante é lembrar que o número de alunos na sala de aula é grande e com a reprovação o que as escola farão para dar conta da demanda constante.
    São muitos detalhes para pensarmos antes de se colocar em prática o programa.

    Responder

  249. Deise Aparecida Alves

    set 10, 2013  at 02:53

    Sou da época da reprovação, sabia que precisava estudar para passar de série ou ano, isso não me fez mais infeliz, infeliz fico ao saber que no ensino médio ainda encontramos alunos que não sabem ler. E claro que precisamos amparar nossos alunos com aulas de reforço, profissionais da saúde, menos alunos em salas de aulas. Já seria um bom começo.

    Responder

  250. Carlos R M Cardoso

    set 11, 2013  at 02:53

    Quando o MAIS significa Menos.

    Ao apresentar de forma pomposa a “salvação” da educação paulistana, com uma proposta de “reforma” calcada no retrocesso, aos tempos da ditadura militar onde os grandes avanços seriam a retomada da reprovação, contra a nefasta aprovação automática (seria bom os que condenam a aprovação automática rever autores como Dante Moreira Leite e Anísio Teixeira), notas numéricas, periodicidade bimestral para as “provas”(que jamais provaram nada, até porque não se sabe o que procurar para provar) e lição de casa, para os paris acompanharem, busca-se de forma mais clara e cruel culpar ao aluno e só a ele pelo fracasso da educação, o que fica explicito na declaração do Exmo Secretario Municipal de Educação, ao programa “BOM DIA SÃO PAULO” em 15 de agosto de 2013, quando afirmou categoricamente que tais medidas, visam garantir o empoderamento do professor na sala de aula, a fim de garantir à “DISCIPLINA”.
    Ora! O que se afirma com tal fala, é que o aluno(criança e ou adolescente) que por não ser passivo no processo, deva ser punido, para com seu corpo dócil aprenda o que nele depositamos de “saber”.
    Pensemos então na questão da indisciplina escolar enquanto fator do fracasso escolar e como muito clamam sem o rigor acadêmico, apenas pensemos ao que parece lógico, obvio.
    Constantemente vemos os noticiários apresentarem de forma traumática, dramas de violência escolar, de alunos que se agridem e até se matam, agridem professores, funcionários, depredam o prédio escolar, traficam, …… produzem um verdadeiro caos; o que nos leva a questão, posta por quem se omite do seu dever de guarda, proteção “destes” tidos de forma comum, como marginais ou alguém duvidaria de estes SÃO?
    Agora pensemos! Nascemos maus? Ou nos tornamos maus? Parece obvio afirmar mesmo que pautado pelo senso comum, que salvo casos patológicos , como as psicopatias e sociopatias, ninguém nasce mau ( nem nestes casos nascemos maus, as deficiências nos tiram a criticidade de nossas ações), ora então por que um grande número de crianças e adolescentes, são tão violentos, agressivos e não aprendem? Qual a razão? “Falta de palmadas, de castigos físicos, das provas, das notas, da reprovação, ah quem sabe das palmatorias e dos milhos para ajoelhar?”, mas talvez seja a falta de valor e do amor humano, do respeito, do carinho, do cuidar destas crianças para quenão se tornem adultos cruéis como nós, que pensamos apenas em como subjulga-los ao invés de cumprirmos nosso dever de ampara-los no caminhar da construção de sua cidadania livre e participativa, AUTONOMA.
    Se como eu, vocês acreditam que o respeito possa ser tão valoroso instrumento de transformação, só isto, só este pensar se faz necessário para ver que tal proposta é absurda, cruel no olhar com nossos alunos tão sofridos e negados.
    Mas o que fazer então? Pois é inconcebível continuarmos nesta situação de caos real que assola o cotidiano escolar, onde a pior violência é ter ceivado o sagrado direito de aprender, pois sem cultura, sem conhecimento não podemos realizar o dever maio da EDUCAÇÃO:
    Amparar, subsidiar, ajudar nossas crianças e adolescentes a se desenvolverem de forma critica participativa, na construção de sua cidadania, na sua condição de ser humano-histórico.
    Paremos por mais um minuto e pensemos, qual o papel da Educação numa sociedade livre e democrática, o papel da escola enquanto instrumento social da educação e da emancipação social, criarmos pessoas que saibam ler, escrever, calcular , falar, etc. ou oportunizarmos a construção autônoma de cidadãos livres, críticos e participativos e assim uma sociedade mais justa, pautada no conhecimento histórico produzido por este “homem” em toda seua existência humano-histórica.
    Se concordam comigo, agora sim convido a todos que gostam e querem promover uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, qualidade social, como bem público que é, a lerem, a lerem muito, os que estudam a Educação de forma seria, comprometida, não com os interesses mercantis que impregnam e corrompem nossa realidade, pois para estes quanto pior melhor, pois assim vedem mais suas receitas imbecis. Leiam os clássicos, leiam Piaget, , Wallon, Vygostky, Rosseuau, Foucault, leiam Paulo Freire, Miguel Arroyo, Moacir Gadotti, Pablo Gentili, Vitor Paro,… e outros abnegados educadores que realmente estudam e amam a educação, os que não entregam a EDUCAÇÃO ao interesses mercantis e a boa vontade de amadores, como tão bem nos falou Diana Ravitch em seu livro “ Vida e Morte do grande sistema escolar americano. Como os testes padronizados e o modelo de mercado ameaçam a educação- Editora Sulina, nos alertando para tamanho mal.
    Educar não faz sentido se não objetivarmos um mundo melhor, Educar é dever da sociedade para com nossas crianças, adolescentes e jovens, para que eles possam recuperar o que destruímos.
    Carlos Roberto Medeiros Cardoso
    Diretor de Escola da RME
    Conselheiro Regional SINESP

    Responder

  251. Silvana

    set 11, 2013  at 02:53

    Acredito que o ideal seria ter retenção em todos os anos(como nas particulares). Mas, como é provável que não haja vagas (nunca tinha antigamente), seria razoável que a alfabetização ficasse de fora (sem retenção) e, nos demais anos, fosse implantada a retenção progressivamente, começando do 4º ano. Mas seria importante ter o reforço obrigatório para os com problemas de aprendizagem desde o 1º ano.

    Responder

  252. Hélio José Priolli dos Santos

    set 11, 2013  at 02:53

    A idéia de Ciclo por si só rejeita a retenção em todos os anos como apontado pela colega Silvana, na verdade a aprendizagem de qualquer ser humano leva tempo e nem sempre acontece no rítmo que nós educadores esperamos, por isso o ciclo com anos de não retenção facilita e motiva o aprendizado dos alunos. Temos que lembrar que a retenção é uma condição indesejável que na verdade o aluno não deseja. Sou contrario à retenção ou probabilidade de retenção nos 3 anos do ciclo autoral, acho que pelo menos no 7º ano não deveria ter retenção uma vez que o último ano do ciclo interdisciplinar já possibilita esta condição. Devemos pensar em promover para a aprendizagem e não reter, ninguém está tranquilo frente a essa nova possibilidade porém é desejo de pais e da comunidade, isso já foi objeto de consulta popular até nas escolas estaduais do Estado de São Paulo, e temos que ouvir a voz dos principais interessados, pais e comunidade. O que temos que fazer como educadores é o uso de todos os meios para promover a aprendizagem dos alunos e jamais utilizar da reprovação para ameaçar ou castigar nossos educandos.

    Responder

  253. Hélio José Priolli dos Santos

    set 11, 2013  at 02:53

    Acho que enquanto estivermos pensando que a idéia de retenção nos ciclos seja a de combater a já famigerada aprovação automática estaremos refem deste pensamento que é anti-pedagógico. A criação e a idéia de ciclo não tem nada a ver com aprovação automática, a idéia era outra quando foi criado os ciclos. A probabilidade de retenção hoje nesta nova proposta tanto no ciclo de alfabetização, interdisciplinar e autoral vem exatamente para combater isso que virou nos ciclos que temos até então. Estou entendendo que a idéia central destes novos 3 ciclos não seja “dar poder” ao educador para então ameaçar seus alunos e ter a garantia de que se não obedecerem serão reprovados, temos a obrigação moral de combater este discurso quando ouvirmos.

    Responder

  254. Walquíria, Daniele e Margarida

    set 11, 2013  at 02:53

    Os alunos sempre confudiram progressão continuada com aprovação automática, e assim, não queriam saber de estudar, se dedicar, e pouco se importavam com o aprendizado pois para eles o importante era ser promovido. E mesmo depois deles finalmente terem percebido a importância do aprendizado independente da aprovação, já estavam em séries/ciclos avançados e nao conseguiam mais se recuperar e nem acompanhar as séries/ciclos em questão.
    Portanto somos a favor do fim da “aprovação automática” porque haverá possibilidade de recuperar e qualificar a aprendizagem dos alunos durante o processo.

    Responder

  255. Regiane Aparecida Lage

    set 11, 2013  at 02:53

    Boa tarde me chamo Regiane e sou mãe… Gostei bastante da proposta, apesar de acreditar que deveríamos sim retroceder no tempo e voltar ao tempo quando a criança deste o primeiro ano letivo já reprovava se não estivesse apta a acompanhar o restante da classe. É o cumulo ver crianças de 10 – 11 anos que não sabem escrever ou ler, o nº de analfabetos funcionais brasileiros só crescem. Mas já é um avanço pelo menos as crianças tendem a aprender mais e os professores por seu lado terão como obrigação, não somente passar a matéria mas também cobrar dos alunos o resultado. Espero que os pais que se acomodaram na situação de ver seus filhos “burros” e culparem o estado, agora se preocupem em também auxiliar no ensino, pois tudo é uma constante que começa na escola e termina em casa, a obrigação é tanto do governo quanto de nós pais em acompanhar, auxiliar e cobrar de nossos filhos resultado. Hoje já faço isto com a minha e não me arrependo. Parabéns pela iniciativa de mudança, espero que não passe só de mais uma promessa!

    Responder

  256. Marcelo

    set 12, 2013  at 02:53

    A Constituição Federal diz que a educação é direto de todos e dever do Estado e da Família, e será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.
    Estamos vivendo um momento em que o foco é a escola, e se esquece que não é dever da escola e sim do Estado e da Família. A escola é apenas uma das instituições do Estado responsáveis pela educação, não a única. O que adianta mudar regras e organização dos ciclos, colocar nomes diferentes, encher de novas boas intenções, se o Estado como um todo não consegue realizar a proteção integral expressa no ECA.
    Alunos/as que não têm onde realizar suas tarefas escolares em casa por falta de espaço e/ou organização familiar, e que relatam que a/o irmã/o rasga o caderno… Ao conversar com os alunos/as nos deparamos com relatos de que não há mesa na casa, que muitos/as têm que cuidar dos irmãos menores… e a escola acaba sendo o único espaço com uma certa segurança para exercerem sua liberdade e brincarem com outras crianças… note-se também a falta de espaços públicos de lazer nas periferias desta cidade.
    A reprovação é social! Não podemos encarar o problema da reprovação / aprovação automática apenas pensando na instituição escola… onde estão a saúde, esporte, lazer, cultura, assistência social, e demais órgãos públicos??? A representação completa do Estado???
    Enquanto a escola for a única instituição do Estado responsável pela educação e ainda acumular funções da saúde, esporte, lazer, assistência social, podemos mudar currículo, ciclos, o que mais for, mas não teremos o resultado necessário: mudança social!!!
    A progressão continuada só dará certo dentro de uma visão de proteção integral oferecida pelo Estado, cobrando e assessorando a família para o exercício pleno de seu dever.

    Responder

  257. Márcia

    set 12, 2013  at 02:53

    O fim da aprovação automática ira beneficiar todos os alunos pois se tornarão mais interessados e a aprendizagem será mais significativa.

    Responder

  258. EMEI ELIS REGINA

    set 12, 2013  at 02:53

    FIM DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

    A retomada dos ciclos, findando a aprovação automática, é fundamental nesse processo. O que será necessário nesta nova situação é realizar formação continuada, em horário de trabalho com os profissionais de educação sobre o que e como trabalhar com ciclos, pois desde 1992, quando foi aprovado a primeira proposta sobre os ciclos, com a mudança de gestão, não houve investimento nessa formação e os professores que estavam acostumados a trabalhar coma seriação, continuaram o mesmo trabalho até a presente data, sem conseguir entender ou mudar suas ações. Ou seja, o que temos hoje é uma seriação com aprovação automática. Para garantir que essa mudança aconteça de fato será necessário um esforço grandioso com relação à formação. Porém, da forma que está proposta atual de SME, com provas bimestrais e reprovação em todos os anos do último ciclo, nos parece que a própria concepção de quem construiu o documento, também está ainda na seriação, o que nos deixa descrentes de que acontecerão, de fato, os ciclos, nas suas verdadeiras concepções.
    Proposta: Desenvolver, de fato os ciclos, proporcionando as crianças, adolescentes e jovens envolvendo-os no processo de aprendizagem, considerando seus aspectos socioculturais; formação continuada, em horário de trabalho com os profissionais de educação sobre o que e como trabalhar com ciclos e projetos.

    Responder

  259. EMEI ELIS REGINA

    set 12, 2013  at 02:53

    FIM DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA

    A retomada dos ciclos, findando a aprovação automática, é fundamental nesse processo. O que será necessário nesta nova situação é realizar formação continuada, em horário de trabalho com os profissionais de educação sobre o que e como trabalhar com ciclos, pois desde 1992, quando foi aprovado a primeira proposta sobre os ciclos, com a mudança de gestão, não houve investimento nessa formação e os professores que estavam acostumados a trabalhar coma seriação, continuaram o mesmo trabalho até a presente data, sem conseguir entender ou mudar suas ações. Ou seja, o que temos hoje é uma seriação com aprovação automática. Para garantir que essa mudança aconteça de fato será necessário um esforço grandioso com relação à formação. Porém, da forma que está proposta atual de SME, com provas bimestrais e reprovação em todos os anos do último ciclo, nos parece que a própria concepção de quem construiu o documento, também está ainda na seriação, o que nos deixa descrentes de que acontecerão, de fato, os ciclos, nas suas verdadeiras concepções.
    Proposta: Desenvolver, de fato os ciclos, proporcionando as crianças, adolescentes e jovens envolvendo-os no processo de aprendizagem, considerando seus aspectos socioculturais; formação continuada, em horário de trabalho com os profissionais de educação sobre o que e como trabalhar com ciclos e projetos.

    Responder

  260. Maria Jose de souza dos santos

    set 13, 2013  at 02:53

    Sou a favor da reprovação, devia voltar como antes para todos os anos, pois as crianças estão passando de ano sem saber escrever até o próprio nome.

    Responder

  261. tania neves

    set 13, 2013  at 02:53

    Qdo. foi anunciado essa mudança de aprovação continuada para o ensino público minha indgnação foi imediata. Ninguém, que tenha um pouco mais de discernimentos teria outra atitude diante do fato. Mesmo na época nào tendo filhos no ensino público, nada contra, muito pelo contrário pois,, eu estudei ainda qdo. o ensino público era melhor do que o particular…
    Quero deixar aqui o meu contentamento em saber que será retomado o ensino com provas e boletim como avaliação do aluno.
    Não sou uma pessoa de fazer apologias, mas, sobre o ensino público eu posso falar pois, sei exatamente qdo. o ensino público deixou de ter a excelência no seu todo. Foi em 1978- estudava a 7a. série, do ginásio, Houve então greve escolar e” tudo começou a degringolar morro abaixo” …
    A minha escola era Escola Municipal Prof. Noé Azevedo
    Em poucas palavras vou descrever aos mais jovens e tb. a vocês da prefeitura que talvez não tenham relatos da época que estudar em escola pública era um orgulho .
    Tínhamos excelentes professores (inclusive da USP), fanfarra que era ganhadora por diversas vezes de concursos nacionais, tinhamos aula de música, teatro, feiras de ciencias, festas juninas , educaçao física , Além das aulas teóricas em sala de aula, tínhamos Dentistas, oftalmologista, gratuitos.
    A Merenda escolar era almoço realmente, com arroz, feijão, carne de 1a., polenta, sobremesa (doce de abóbora ,pudim etc) .Nossa cozinheira era Da. Maria, uma Negra simpatissíssima, que irradiava amor aos alunos queridos.
    A Diretora severa , falecida Da.Vera Arnoni, a quem presto minhas homenagens, por levar tão a sério com idolatria o cargo de dirigente de Escola com D. maiúsculo.

    Entào é isso, sem saudosismo, quero aqui deixar meu apreço, por voltar a forma correta de avaliação, onde só os que estào preparados devem seguir para o ano letivo seguinte

    Porque, a forma que está aí, beira ao caos, onde alunos formados no Ensino Médio chegam a vocabulários monossilábicos e o pior sem noção de entendimento contextual e de colocação gramatical básicas, como o uso do plural e palavras como nóis fumo, nóis fomo, nóis vortemo! PASMEM!!!!! É DE CHORAR!!!!
    Espero que realmente voltem a ensinar e a alfabetizar, com cartilha, encontros vocálicos, caligrafia e cadernos de tabuada. e nào com essa piada de Construtivismo, onde a criança constrõe o seu próprio saber…! Quem sabe, acredito é o professor, o aluno deve sim participar, questionar, se informar, pesquisar… Mas, pelo amor de Deus, quem tem que ter domínio total da matéria é o mestre professor. Isso é ponto pacífico.

    Responder

  262. Cris Solér

    set 13, 2013  at 02:53

    Como será organizada a proposta de reprovação, considerando o atual sistema de matricula compatibilizada entre as redes municipal e estadual, que através da normatização de portarias estabelece um calendário que exige do administrativo entre os meses de setembro e outubro o resultado do desempenho escolar do ano letivo, inclusive com a matricula dos alunos nas devidas turmas para o ano seguinte, não prevendo flexibilidade para os investimentos pedagógicos que podem consolidar reversões das “previsões” oficializadas e digitalizadas no prazo estabelecido pela legislação? Se com o sistema atual dos Ciclos e da reprovação restrita ao ano final dos mesmos já vivenciamos a priorização do administrativo e burocrático em detrimento do pedagógico a nova proposta, que amplia as possibilidades de reprovação, precisa demonstrar que existirá a flexibilidade necessária para as mudanças e adequações até o final do ano letivo de fato, incluindo a conclusão da recuperação, sendo esta mais uma das mudanças proposta. Assegurando assim, que a prioridade do trabalho escolar é de fato o investimento na aprendizagem dos alunos.

    Responder

  263. Emei Francisda Julia da Silva - equipe gestora /docente

    set 13, 2013  at 02:53

    Estamos preocupadas que o fim da aprovação automatica se transforme em retenção aoutomatica. Por isso, reforçamos a necessidade de mecanismos/propostas que garantam a retenção em ultimo caso. Quanto a Publicação da avaliação nos moldes qeu foi expliciatdo já ocorre nas escolas. A maior dificuldade é em relação a pouca participação dos pais quanto ao acomanhamento da vida escolar e o desenvolvimento de seus filhos. Faz-se necessário políticas públicas que auxiliem as escolar nessa questão. Não basta estar previsto no Regimento escolar, tem que estar previsto em todo o nosso sistema de ensino.

    Responder

  264. Dri

    set 13, 2013  at 02:53

    Acho um absurdo o ensino publico ter decaído tanto, não existe esse negócio de aprovação automática, formando pessoas incapazes de sobreviver no mercado de trabalho, pessoas sem o mínimo de conhecimento necessário pra vida. Acho isso cômodo para os professores, porém quem tem realmente a culpa é o governo, pra eles é conveniente ter pessoas ignorantes pra que eles manipulem.

    Responder

  265. Tiago Souza

    set 13, 2013  at 02:53

    A aprovação automática só existe porque a politica para a Educação Pública em São Paulo nunca levou a serio a implantação dos ciclos de aprendizagem, esta proposta falaciosa não apresenta uma organização em ciclos de fato. Mais serio que isso é alarmar a sociedade com o que não acontecerá de fato, para reprovar alunos com defasagem de aprendizagem seria necessário construir metade dos prédios escolares existentes hoje em São Paulo.

    Responder

    • Roger

      set 15, 2013  at 02:53

      Concordo. E ainda fazem (e continuarão a fazer) propagando eleitoral com A EDUCAÇÃO MELHOROU MUUUUUUIITO, e filmagens de escolas de maquiadas.
      e os exames externos continuam a mostrar a porcaria que é (notas sempre abaixo de 5)

      Responder

    • Suzir

      set 15, 2013  at 02:53

      Pena que poucos alunos falaram sobre a proposta…

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  266. Equipe Gestora

    set 13, 2013  at 02:53

    EMEF Paulo Prado
    A nova formatação do ciclo, no documento apresentado, foi bem aceita por toda a comunidade escolar. Precisamos de mais esclarecimentos acerca do Ciclo Interdisciplinar e, principalmente, da grade curricular.

    Responder

  267. Lucas cruz

    set 13, 2013  at 02:53

    Não gostei de eles darem as notas de 0 a 10. Prefiro avaliações dos professores. Não gosto de ser classificado.

    Responder

  268. EMEF PROFESSOR FERNANDO DE AZEVEDO
    SÍNTESE DA DISCUSSÃO DA PROPOSTA DE REORGANIZAÇÃO DA RME, REALIZADA COM OS PROFESSORES
    04/09/2013
    3- CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

    A proposta de reorganização em três ciclos foi muito bem aceita pelo grupo e, em especial por aqueles que estiveram na RME quando da implantação do Ciclo em 1992, cujo modelo é semelhante.
    O Documento propõe um Ciclo I – Ciclo de Alfabetização, em que haja a interação das áreas, sem hierarquizá-las. Esta é uma ideia fundamental e que deve estar presente em todos os ciclos, fazendo prevalecer a ideia de interdisciplinaridade e integração entre as áreas do conhecimento, o que pressupões repensar a grade curricular e o número de aulas de cada área do conhecimento, sem privilegiar nenhuma delas, ao contrário compreendendo-se a importância de todo no conjunto e fazendo prevalecer a ideia da leitura e escrita em todas as áreas do conhecimento, como sendo uma responsabilidade de todos e de cada um.
    Pairam algumas dúvidas a respeito da complexidade do funcionamento do ciclo interdisciplinar, em que ciclo de alfabetização e interdisciplinar se entrecruzam, sem que haja clareza das responsabilidades, da grade curricular e do significado de “Especialista / Projetos”. Quem seria este profissional ? Como se articularia com os outros educadores e, como se daria a presença de professores generalistas e “especialistas” de português e matemática no sexto ano?
    O quadro apresentado no Ciclo Interdisciplinar sugere uma divisão imprecisa das aulas de português e matemática com o generalista, acrescido das aulas de história, geografia e ciências de modo compartimentalizado. Ou seja, a que se refere o Ciclo Interdisciplinar, se apresenta de modo fragmentado as diversas áreas do conhecimento? Se, de certa forma, pressupõe um grau diferenciado de importância para português e matemática ao destacá-los para regência supostamente dupla com um professor generalista? Parece haver alguma incoerência e dicotomia na apresentação da proposta que se propõe a superar um sistema rígido e uniformizado, em busca de formas inovadoras.
    É preciso que se acrescente a necessidade de garantia de recursos financeiros diretos na escola, através do Programa de Transferência de Recursos (PTRF), para promover as diversas atividades de vivências culturais e comunitárias em locais distantes, que necessitem de transporte e pagamento de entradas, como no zoológico por exemplo.
    No que se refere ao Ciclo Autoral, pode-se dizer que houve aceitação da ideia de que os alunos produzam trabalhos em que se enfoque a intervenção na realidade local, como um incentivo ao protagonismo infanto-juvenil tão desejado e difícil de ser implantado.
    Entretanto pairam diversas dúvidas de como se daria na prática a implantação de tal ideia: quais as condições práticas seriam garantidas ao professor orientados do TCC? Se o aluno começar o TCC no 7º ano e seu orientador de remover, quem assumiria? Em que condições? Cada professor ficaria responsável por orientar quantos alunos? A remoção seria a cada três anos para garantir a efetivação do projeto?
    Para que um professor possa orientar com qualidade um tipo de trabalho como este seria necessário tempo de investigação da realidade local, onde os alunos farão propostas de intervenção. Tempo de leituras complementares e pesquisas sobre os diversos assuntos possíveis sugeridos pelos alunos. Tempo para leitura e análise dos trabalhos propostos pelos alunos, com tempo para orientação individual/grupal se for o caso. Ou seja, há que se pensar que para efetivação desta proposta os professores não poderão ter carga de aulas completa (25h/a), sendo necessário se prever na atribuição de classes/aulas que será necessário maior número de professores para as diversas turmas.
    No que se refere à proposta de “estudos de dependência”, foi unânime a consideração da inviabilidade prática de tal proposta, considerando-se a imaturidade dos alunos e as condições práticas e objetivas das escolas, em termos de tempos, espaços e profissionais disponíveis para implantação.
    O pressuposto apresentado de que estratégias e metodologias diferenciadas conduzem (…) ao maior envolvimento da família, pode-se apresentar como um equívoco ao estabelecer uma relação direta de causa e efeito, pois há muitas variáveis nas condições objetivas das diversas famílias em investir na vida escolar dos filhos.

    Recuperação: a necessidade de estudos de recuperação paralela é inquestionável. No entanto não há garantia de condições objetivas para implantação das turmas devido à falta de professores disponíveis em horário pré e pós aula para assumir a regência. Sugerimos que as turmas de recuperação paralela seja atribuídas no processo anual de atribuição de classes/aulas, de modo que se garanta um professor fixo e turmas definidas para atender as necessidades apresentadas pelos alunos.
    No que se refere à recuperação em períodos de férias, apresentamos algumas razões porque entendemos que não obterá sucesso: primeiro porque as famílias se organizam para viajar nos finais de semestre, algumas inclusive se ausentam mesmo antes do fechamento do semestre; os próprios alunos não comparecem por entender que já estão em férias; alguns alunos se envergonham por ser convocados para recuperação e não admitem perante os colegas suas necessidades de aprendizagem e a convocação no período de férias evidenciaria ainda mais o problema.

    Lição de Casa: não se trata de dar ou não lição de casa, a questão é muito mais complexa. Entendemos que é necessário desenvolver um processo de conscientização sobre a importância dos estudos complementares em casa. Qualquer atividade rotineira de investimento em horas de estudos em casa poderá representar uma melhoria no desempenho escolar e revelará maior compromisso com a própria aprendizagem. É necessário que os professores invistam no direcionamento de atividades extraclasse, mas que garantam tempo e espaço para problematizar e avaliar as dificuldades apresentadas pelos alunos, reconduzindo assim a aprendizagem.
    Na rotina do ensino fundamental I, já é prática da maioria das professoras dar lição de casa diariamente, utilizando-a como um instrumento de acompanhamento da aprendizagem.

    Uma questão ainda não esclarecida e que necessita ser apontada: como será a transição do modelo atual de ciclos para o novo modelo, simultaneamente a transição do sistema de ciclo em oito anos que ainda convive com o sistema de nove anos?

    Responder

  269. Emei Amacio Mazzaropi

    set 13, 2013  at 02:53

    A proposta não deixa quais serão os critérios para a reprovação, o número de disciplinas para retenção do aluno? O número mínimo de dependências que poderão ser carregadas? Em que horários e como serão as aulas de dependência? Sugerimos que essas (se existirem) ocorram nos intervalos de um turno e outro com professores especialistas. Caso contrário, haverá uma superlotação nas salas de aula em disciplinas específicas, fato que pode contribuir na queda da qualidade do trabalho docente.

    Responder

  270. Emei Amacio Mazzaropi

    set 13, 2013  at 02:53

    A questão da reprovação deve ser muito bem aprofundada, uma vez que não pode ser compreendida como sinônimo de garantia de aprendizagem, menos ainda usada como um instrumento de punição para alunos indisciplinados.

    Responder

  271. Valéria Rodrigues

    set 13, 2013  at 02:53

    Observando as crianças que são retidas, percebo que muitas delas apresentam dificuldades que poderiam ser sanadas com acompanhamentos de profissionais específicos como fonoaudiólogos, psicopedagogos e psicólogos. A prefeitura poderia selecionar esses profissionais e fazer parcerias com as escolas, garantindo um atendimento rápido e sem burocracia. Vejo nas escolas professores e coordenadores enviando muitos encaminhamentos e os pais, mesmo com interesse, apresentando extrema dificuldade em conseguir o atendimento. Deve haver uma real parceria entre escola e saúde!

    Responder

  272. E.M.E.F " Ernani Silva Bruno"

    set 14, 2013  at 02:53

    Coloquemos aqui a seguinte questão: ” Quanto a retenção nos 7°e 8°anos, não há uma quebra no ciclo, passando a ser seriação”? Ações qualificadas, ofertas de Recuperação ao longo do ciclo, suporte pedagógico, formações seriam mais proveitosas. Com relação a questão dos ciclo autorial, nossa unidade tem objeto de estudo e ação, a criação de quadro (progressão) etapas para cada ano, a questão do trabalho com Metodologia de Pesquisa Cientifica, a qual não deve ser enfatizada, apenas no ciclo autoral, mas sim como prevê a proposta de nossa unidade, seja compreendida e realizada de forma interligada entre todos os anos. Registremos ainda dois pontos importantes: garantia o planejamento integrado em horário de trabalho, considerando as questões estruturais ( diferentes jornadas e horários como primícia para o desenvolvimento da proposta e ainda a necessidade da garantia de momentos de pesquisa contemplando especificidades por área de conhecimento, pois a presença por si só de especialistas com generalistas e ou professores integradores de projetos não garantem a articulação interdisciplinar. Como toda e qualquer parceria há necessidade do construir, caminhar, a proposta precisa estar “amarradinha”, para que tudo dê certo.

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  273. Rita

    set 15, 2013  at 02:53

    Este fórum está chegando ao fim. Então deixo aqui o registro. NÃO SE ILUDÃO. A taxa de reprovação (e o aumento dos estudos por medo) não vai mudar. Não há espaço para colocar-se tantos alunos abaixo do básico (no padrão PISA)

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  274. Suzir

    set 15, 2013  at 02:53

    Sobre a Proposta Apresentada pela SME
    Suzir Palhares

    Os tópicos abaixo foram apresentados à população da Cidade de São Paulo, incluindo aí seus professores e demais educadores que atuam nas escolas, para que todos conhecessem e comentassem as ideias expressas na proposta inicial do “Programa de Reorganização Curricular e Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino de São Paulo”. Vale esclarecer que documento mais completo também foi disponibilizado.

    1. Ampliação da Exposição ao Conhecimento

    2. Ampliação da Oferta de Vagas
    3. Avaliação do Sistema de Ensino
    4. Avaliação para a Aprendizagem e Acompanhamento
    5. Currículo
    6. Fim da Aprovação Automática
    7. Formação e Valorização do Educador
    8. Gestão Participativa e Democrática

    Em que pese o benefício de apresentar uma proposta que gerou discussões nas Escolas, nos Sindicatos e mesmo junto à uma parcela da sociedade paulistana; em que pese, ainda, alguns pontos bastante interessantes (em especial o trabalho por projetos e possibilitar que o aluno desenvolva trabalho de autoria – que afirmou-se em uma reunião não seria apenas no último Ciclo); em que pese, pois, os pontos positivos, não parece pertinente uma Administração que afirma ser progressista, preocupada com a inclusão e comprometida com os grupos sociais historicamente roubados em seu direito de ter acesso ao conhecimento, apresentar uma proposta que, em alguns pontos, retrocede ao invés de propor avanços.
    Dos tópicos expostos acima, aqui será abordado exclusivamente o item 6 e de inicio cabe já refutar com veemência o título escolhido, lembrando que o que foi aprovado quando Paulo Freire esteve à frente da Secretaria Municipal de Educação NÃO FOI APROVAÇÃO AUTOMÁTICA. Foi aprovada a PROPOSTA DE CICLOS – dois Ciclos para o Ensino Fundamental, considerando a ideia de Progressão Continuada. Esta Administração presta um desserviço aos educadores e à população quando nomeia da forma como fez algo que foi proposto de outra forma – tomando como referência a incompreensão e dificuldade de implantação da ideia de Ciclos. Sim. É difícil e exige continuidade, que não houve após a gestão de Paulo Freire.
    Não é possível, igualmente, deixar de chamar a atenção para o fato de simplesmente terem ignorado que, em decorrência de investimentos constantes e significativos, houve avanços relevantes na compreensão de Ciclos e nos resultados obtidos junto ao profissionais do Ciclo I. Seria interessante entender a razão de não se garantir continuidade, investindo mais significativamente no Ciclo II, caminhando no sentido de alcançar, de fato, a implantação da ideia de Ciclos – ou, indo mais além, a implantação da Progressão Continuada… Qual a razão de não investir na real implantação dos Ciclos / Progressão Continuada e optar-se por retomar a ideia de reprovação? A pergunta é retórica, embora fosse desejável compreender.

    Não. Um partido que sempre lutou para que a História não fosse ignorada, optou por ignorar a História. Não faz sentido… Ou faz?
    Reprovação? Quais princípios nos guiam, afinal?
    Há muitas abordagens possíveis para discutir esse tópico e esta é apenas uma delas – é bom deixar claro. Há inúmeros estudos que adotam outras perspectivas de análise e que podem complementar as ideias aqui expostas.
    Parece importante considerar as concepções que defendemos. Quais são? Nossa concepção de sociedade, de educação, de ensino e aprendizagem, de avaliação.
    Se dizemos que queremos uma sociedade democrática e mais justa é razoável defender uma concepção de educação diferente da ideia de educação democrática? E se nossa concepção de educação é de uma educação democrática, se entendemos que o papel da avaliação não é classificar, mas ajudar a entender o que e como pensam os alunos, além de indicar necessidades de replanejamento aos professores, como se encaixa aí a ideia de reprovação?
    Tanto na explanação inicial do site para Consulta Pública como em comentários feitos sobre ela, encontra-se presente a ideia de que “A ampliação das sinalizações das dificuldades em 5 momentos de retenção permite a identificação mais eficaz – por parte da escola, do aluno e de sua família – das insuficiências na aprendizagem ou necessidades de apoio adicional, com maiores chances de correção durante o processo.”
    Se a proposta da SME afirma a ideia de avaliação formativa, é absurda a colocação da reprovação como “sinalização das dificuldades”. Ou a avaliação é formativa e, portanto, será sempre (não ao final dos bimestres, não ao final do ano, não ao final dos ciclos) um indicador de tais dificuldades e de necessidades a considerar no planejamento, ou a avaliação será classificatória e indicará a reprovação. Rever o que não foi aprendido deverá ocorrer sempre – e isso não significa ter que cursar novamente um ano já cursado. Significa voltar sobre algo específico que ainda não foi compreendido e o mais rápido possível.
    O que a reprovação garantiu anteriormente? Aprendizagem? Pouquíssimas vezes! Tínhamos, na Rede Municipal de Educação, índices de 40, 50, 60% de reprovação nas séries iniciais e – não devemos, não temos o direito de esquecer – em tal situação apenas o aluno era analisado e ao retornar no ano seguinte ele era submetido ao mesmo trabalho do ano anterior. Duas vezes, três vezes, quatro vezes… Aliás, isso ocorria (e certamente voltará a acontecer) por se considerar que quando o aluno não aprende a responsabilidade é dele. Alguém disse em um comentário “(…)Há tantos alunos com defasagem devido ao fato de que as crianças e adolescentes perderam a noção de que são, na realidade, os verdadeiros responsáveis por seu próprio conhecimento (…)” E sabe-se muito bem que não é. Ao menos não é exclusivamente dele. Nesse cenário, parte dos alunos resistiam e parte dos alunos desistiam, o que significa que eram excluídos.
    Pensar no trabalho desenvolvido por nós, educadores, é fundamental – e não para culpabilizar ninguém. Mas porque sendo parte do processo aquilo que fazemos / fizemos também precisa ser avaliado, pois pode ter sido a razão da não-aprendizagem.
    Também é importante pensar sobre como nós, profissionais, nos sentimos em relação à avaliação e, em geral, não lidamos bem com ela – o que pode ser constatado pelas Avaliações Institucionais que vemos – seja aquela proposta nos últimos anos, geralmente em outubro, seja o outro processo de Avaliação (que é considerado no processo de Promoção). O que vemos, na maioria das vezes, é uma avaliação que não avalia. Todos, em todos os aspectos recebem o índice máximo (geralmente 5). Há uma reflexão muito séria a ser feita em uma Rede onde a avaliação deve ocorrer efetivamente apenas para seus alunos. Vale ressaltar os comentários que defenderam uma avaliação exigente para todos. Há quem o tenha feito!
    Quando há concordância quanto a importância de avaliarmos nosso trabalho (de todos, não apenas professores), queremos / exigimos que as condições em que tal trabalho se desenvolve sejam consideradas. Queremos que a avaliação seja Formativa, considerando tais condições e nos ajudando. Vale pensar aqui nas condições de vida de nossos alunos – não para passar a mão na cabeça e dizer que eles não tem condições de aprender, mas para considerar tais condições na hora de pensar nosso trabalho, ou seja, para replanejar verdadeiramente – mudando estratégias e abordagens. Também é importante considerar as condições de vida na hora de pensar o que é possível para aproximar e ajudar pais que muitas vezes se sentem impotentes frente às dificuldades (como se orientará a Lição de Casa, por exemplo?) ou atitudes inadequadas dos filhos.
    Vale enfatizar: temos o dever de avaliar para formar. Ensinar responsabilidade não é ensinar medo. Não temos o direito de avaliar para atemorizar. Queremos viver com medo de nossas avaliações? Queremos seres humanos que vivam sem coragem de se posicionar? Que sociedade queremos mesmo? Qual a formação que queremos garantir mesmo? Cidadãos críticos?
    Em algum comentário alguém falou que a exclusão pode ocorrer dentro e fora do sistema e é verdade. Em outro comentário outra pessoa falou que o aluno obter o certificado (seja do Ensino Fundamental, seja do Ensino Médio) sem de fato ter sido garantido seu acesso a diferentes conhecimentos construídos pela humanidade é que é exclusão – e também é verdade. Mas reconhecer o problema que enfrentamos com a situação atual – que não é a proposta de Ciclos nem a proposta de Progressão Continuada – , não deveria nos levar a retomar algo que levava à mesma exclusão que lutamos para vencer.
    Este parece ser um ponto a respeito do qual todos concordamos: é preciso que se garanta a aprendizagem / o conhecimento. E no entanto muitos estão defendendo o retorno à proposta de Reprovação que não garantiu no passado e não garantirá no futuro a aprendizagem como queremos. A proposta de Ciclos, que não foi implantada verdadeiramente, se o for terá mais chance de poder avançar nesse sentido do que o que já foi efetivamente concretizado e não deu certo, parece razoável considerar. Temos que garantir sua real implantação.
    Alguém comentou que dizer que reprovação prejudicará os mais pobres é preconceito. É? Será? Existem estudos / pesquisas… Vale ler Bordieu, em especial um texto chamado “Juízo Professoral”. Infelizmente carregamos preconceitos que muitas vezes nem percebemos. E o grande problema é mesmo esse: nem percebemos e justificamos nossas decisões com argumentos que consideramos válidos, mas que muitas vezes são bastante questionáveis.
    Finalizo dizendo que é com tristeza que esse comentário foi escrito. Mas também com o sentimento de cumprimento de um dever moral, que não poderia ser ignorado por alguém que fez e faz ainda parte do processo histórico de luta por uma educação de qualidade para todos que frequentam a escola pública.

    Responder

  275. Hanna

    set 15, 2013  at 02:53

    A proposta do governo avança ao propor agrupamentos etários coerentes a um desenvolvimento (infância, pré-adolescência e adolescência). Porém, não toca no ponto principal, que seria uma transformação completa do sistema de progressão continuada em ciclos (e talvez a prefeitura nem tenha essa preocupação).

    Há inúmeros estudos defendendo o sistema de ciclos, e questionando a reprovação e a seriação. Acho complicado ignorar todas estas pesquisas e retornar ao sistema de reprovação, que é o que vai acontecer nos 3 anos finais do Ensino Fundamental (enquanto nos anos anteriores, a meu ver, continuaremos com a progressão continuada, em que as crianças acumulam dificuldades ano a ano).

    Não podemos esquecer que o sistema de ciclos veio para substituir a reprovação, como uma tentativa de respeitar os ritmos de aprendizagem de cada aluno; se ele não deu certo, precisamos investigar o motivo, ao invés de retornar a algo que também não dava certo. Se hoje os alunos não aprendem o suficiente, antigamente também não aprendiam; se hoje há evasão, antigamente também havia. Na verdade, sabemos por que o sistema de ciclos não deu certo: ocorre que não foram garantidas as condições necessárias a ele, havendo inclusive uma descaracterização do que seria um ciclo, haja vista que o que foi implantado foi a progressão continuada, mais preocupada com a evasão escolar e com o fluxo de alunos no sistema, do que com o efetivo aprendizado. Assim, devemos lutar para garantir as condições necessárias à implementação dos ciclos, e não desistir desta proposta, abandoná-la e retornar à reprovação.

    Não vejo fundamentação para isso. É verdade que notas e ameaça de reprovação motivam alunos (e também motivam muitos pais covardes a agredirem seus filhos, quando estes reprovam), mas acredito que não seja este tipo de motivação que a escola gostaria de desenvolver. Gostaríamos que nossos alunos compreendessem a importância de estudar, a qualidade de vida que a formação possibilita (e não estou falando apenas de empregos); enfim, que eles continuassem lendo e buscando esclarecimentos mesmo depois de sair da escola. No sistema atual, não estamos conseguindo fazer isso, mas com a reprovação conseguiremos? A escola precisa de condições para poder motivar satisfatoriamente seus alunos, e uma delas é a recuperação paralela, para o aluno não desistir diante de uma dificuldade. Oferecer capital cultural também é um estímulo fundamental, assim como a organização de uma rede de proteção social séria. Temos alunos que são largados pelas famílias e, o pior, pelo Estado. Como podemos querer que eles se engajem nas atividades escolares? Não é possível exigir que as famílias garantam capital cultural para as crianças, mas podemos exigir isso do Estado (um local com atividades culturais e esportivas para as crianças passarem a tarde, por exemplo, seria algo interessante).

    Responder

  276. José Valdene Tavares de Oliveira

    set 15, 2013  at 02:53

    Quanto ao fim da aprovação automática anunciada, diria que, o instrumento contundente da reprovação que causou a evasão durante a história recente da nossa educação, continuará causando danos. No entanto, durante as últimas duas décadas, houve um afrouxamento da rigorosidade metódica, disciplinar e epistemológica, gerando um novo paradigma estético que suplantou a autoridade e a liberdade em prol do autoritarismo e da licenciosidade. Portanto, é preciso que o professor recupere sua condição e sua posição, enquanto protagonista na construção do conhecimento, aproximando o objeto do sujeito-educando, utilizando-se de vários instrumentos de sensibilização e por conseguinte de avaliação. de modo que, acredito que, uma alternativa menos impactante, includente e mais coerente, seria a “dependência em disciplinas” que o educando encontra-se aquém, em quaisquer ano dos ciclos previstos. Desde que, o mesmo tivesse a garantia do professor especialista ou generalista para cursar as disciplinas que encontra-se em déficit, no contraturno da escola.

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  277. Bruna Caroline Machado

    set 15, 2013  at 02:53

    A aprovação automática permite que os alunos se acomodem sabendo que que passaram de ano mesmo sem esforço, a retenção pode contribuir no sentido de fazer com que os alunos estudem mais e se dediquem em sala de aula. Por outro lado reter o aluno sem fazer um trabalho de recuperação deste aluno não contribuirá para o seu desenvolvimento.

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