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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

Os investimentos em infraestrutura na Rede Municipal de Educação de São Paulo, até 2016, são estimados em R$ 2,3 bilhões. Os recursos pertencem ao plano de obras da Secretaria Municipal de Educação (SME), que pretende construir 367 unidades educacionais de Educação Básica.

A maior parte dos prédios a serem construídos são para a Educação Infantil. Estão previstas as seguintes obras e vagas para esta etapa da Educação:

  • Centros de Educação Infantil (CEI) – 243, com a criação de 52.998 vagas. Há, ainda, a expansão de 52.017 vagas, por meio da ampliação qualificada da Rede Indireta e Conveniada.
  • Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) – 65, com criação de 34.280 vagas.
  • Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) – 21, com expansão de 10.500 vagas.

Completam as 367 unidades escolares as 38 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), com capacidade para atendimento a mais 63.293 alunos. O objetivo é acabar com o terceiro turno diurno, conhecido como “turno da fome”, e diminuir o número de estudantes por sala de aula.

Também estão previstas obras para mais 20 Centros Educacionais Unificados (CEUs), dez deles com os terrenos já identificados. Estes ficarão nas seguintes Diretorias Regionais de Educação (DREs):

  • dois na DRE Penha;
  • três na DRE Itaquera;
  • dois na DRE Pirituba;
  • um na DRE Santo Amaro;
  • um na DRE São Miguel;
  • um na DRE Freguesia/Brasilândia.

Integram ainda o plano de obras a construção de 12 quadras poliesportivas cobertas em estrutura metálica e a cobertura de outras 128 quadras existentes.

Veja a íntegra da nota técnica para mais informações:

 

Nota Técnica nº19 – Programa Mais Educação São Paulo

INFRAESTRUTURA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE SÃO PAULO

A Secretaria Municipal de Educação dispõe de um Plano de Obras, prevendo a construção de 367 Unidades Educacionais para a Educação Básica até o ano de 2016, o que demandará um investimento total de R$ 2,3 bilhões.

O atendimento na Educação Infantil – Etapa Creche, embora tenha apresentado um acréscimo de 17.939 crianças entre os anos de 2011 a 2013 ainda aponta um déficit de 7,41% para atendimento a 50% da população nessa idade conforme Meta do Plano Nacional de Educação.

Para atendimento a essa Etapa, serão construídas 243 Unidades que, juntas, criarão 52.998 vagas. Há, ainda, a expansão de 52.017 vagas, criadas por meio de ampliação qualificada da Rede Indireta e Conveniada.

Em relação ao atendimento na Educação Infantil – Etapa Pré-Escola, serão construídas 65 Unidades, que serão responsáveis por 34.280 vagas. Também há a previsão da construção de 21 Centros Municipais de Educação Infantil – CEMEIs, para atender crianças de 0 a 5 anos de idade. Essa ampliação será responsável por 10.500 vagas.

A construção de 21 Centros Municipais de Educação Infantil – CEMEIs, 243 Centros de Educação Infantil – CEIs, 65 Escolas Municipais de Educação Infantil – EMEIs totalizará 329 Unidades Educacionais o que, acrescido com a ampliação de 52.017 vagas por meio da Rede Indireta e Conveniada, atingirá 150.000 novas vagas e, assim, atenderá o Programa de Metas.

Sobre o atendimento nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental – EMEFs, serão construídas 38 Unidades Educacionais com capacidade de atender 63.293 alunos. Essa ampliação possibilitará a eliminação do terceiro turno diurno, facilitará a permanência do aluno sob os cuidados da escola, permitirá uma redução no número de alunos em sala de aula e ainda poderá ser utilizado para a criação de novos espaços pedagógicos.

As novas construções e outras medidas de racionalização dos espaços escolares permitirão a redução gradual do número de alunos por sala. Como metas para 2016, o número de alunos nas EMEIs deverá ser reduzido de 35 para 30, em média, e, nas EMEFs, de 35 para 32, em média.

A respeito dos Centros Educacionais Unificados – CEUs, serão construídas 20 novas Unidades, estando 50% das áreas já identificadas. Serão construídas duas Unidades na DRE Penha, três em Itaquera, duas em Pirituba, uma em Santo Amaro, uma em São Miguel e uma na Freguesia/Brasilândia.

Também estão previstas a construção de 12 quadras poliesportivas cobertas em estrutura metálica e, ainda, a cobertura de outras 128 quadras existentes. Outro importante avanço será a implantação de Polos da Universidade Aberta do Brasil – UAB nos CEUs, sendo 18 em 2013 e 13 novos Polos em 2014, em consonância com as diretrizes governamentais, as políticas públicas e observância à legislação aplicável à matéria.

A implantação dos supracitados Polos na cidade de São Paulo estará sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, responsável pela aplicação dos recursos financeiros, consignados no Orçamento Municipal.

Os principais objetivos dos Polos de Atendimento Presencial da UAB são a ampliação do acesso à educação superior pública nas diferentes áreas do conhecimento por meio da oferta de cursos de Licenciatura, Formação Inicial e Continuada a professores da Educação Básica, bem como cursos superiores e de pós-graduação, para formação de gestores educacionais e trabalhadores em Educação Básica.

A implantação dos Polos da Universidade Aberta do Brasil também permitirá a adequação de laboratórios específicos para química, física, matemática e biologia. Esses laboratórios estarão disponíveis aos alunos matriculados nas EMEFs nos horários em que não haja aula nos Polos.

Além dos investimentos relacionados à ampliação da estrutura física, será implantado um sistema de manutenção preventiva e corretiva dos prédios e equipamentos escolares.

Com essas ações, a Secretaria Municipal de Educação pretende atender a demanda, melhorar a infraestrutura da Rede e cumprir o Programa de Metas para a Cidade de São Paulo.

 

Acesse ainda:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

 

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Discussão - 3 comentários
  1. Andre Carvalho

    out 17, 2013  at 15:30

    Os investimentos não devem ser apenas à construção de mais escolas (totalmente necessárias, sem dúvidas), mas também reorganizado juntamente com essa reestruturação sistemática, visando atender prioridades e cobrir falhas de ordem financeira nas escolas.

    Um exemplo de gasto mal direcionado é o referente aos uniformes cedidos aos alunos (questão inclusive pautada pelo sindicato Aprofem), uma vez que esses uniformes NÃO SÃO DE USO OBRIGATÓRIO, e como coloca o próprio sindicato, existem casos de desperdício nessa prática de desuso, além de reforçar o descompromisso familiar aos cuidados com os filhos, em determinados casos, em que há crianças na escola, em época de frio, sem blusa, ou com roupas rasgadas e velhas, que nada tem a ver com ambiente escolar etc. Se existe a doação do uniforme ele merece existir como ferramenta de incentivo aos pais em geral pelo cuidado com seus filhos, nossos alunos, ou do contrário direcionar de maneira específica o benefício, atribuindo os gastos economizados em outras questões relevantes de cada escola.

    Quem está no dia-a-dia escolar repara nesses detalhes pertinentes e merece contribuir para a melhoria da educação.

    Responder

    • Andre Carvalho

      out 17, 2013  at 15:30

      O ideal seria, inclusive, a escola ter meios objetivos de cobrança quanto aos cuidados referentes aos uniformes pela família dos alunos, que muitas vezes vão sem blusa para a escola, sujos, rasgados etc. A escola precisa ter autonomia de realizar medidas de cobrança e incentivo à utilização do uniforme, reforçando mais essa responsabilidade cabível à família. Do contrário, infelizmente, continuaremos reforçando o desperdício, de um considerável investimento, sem dúvidas necessário, e a falta de cuidados da família ao aluno (que infelizmente ocorre).

      Responder

  2. ANTONIO DIAS NEME

    out 17, 2013  at 15:30

    Programa Mais Educação São Paulo

    Investimentos na infraestrutura da Rede de Educação paulistana chegarão a R$ 2,3 bi, informa Secretaria

    EDUCAÇÃO NÃO É GASTO É INVESTIMENTO

    Investir em educação é investir em capital humano

    Investir em Educação é um pilar para o crescimento econômico

    Não se faz educação de qualidade sem dinheiro.

    “Se você acha que a instrução é cara, experimente a ignorância”.
    – Benjamin Franklin

    Muito se fala acerca da importância de se investir na educação, de se manter sempre atualizado e buscar constantemente se aprimorar. A Coréia do Sul é tida como grande exemplo mundial nesse aspecto de mudança de postura. A nação colhe hoje os frutos de um investimento feito há décadas, mas que colocou o país numa situação privilegiada.
    Rubem Alves nos ensina que as pessoas não são movidas pela verdade, mas pela beleza. Sendo assim, o primeiro passo a fazer é fomentar o interesse pela educação. Completar o ensino fundamental, por exemplo, significa mais do que preencher os requisitos de uma oferta de emprego. A compreensão de uma matéria envolve mais do que ser aprovado nela, mas é uma oportunidade de aprender algo novo, independente deste conhecimento vir ou não a ser aplicado posteriormente.
    É preciso retirar da mentalidade coletiva a idéia de que a educação é algo necessário, mas sim que ela é interessante e abre portas para oportunidades melhores. A verdadeira reforma não está na legislação, ou qualquer outra medida salvadora. Todo desenvolvimento ocorre por etapas. Cada um precisa construir os alicerces sólidos para um futuro promissor, investindo em si mesmo. Da mesma forma, o município de São Paulo precisa investir hoje, para colher amanhã os frutos de uma cidade consciente e bem preparada para os desafios de crescer sempre!
    Todos pais se preocupam com o futuro de filhos. E quando pensamos nisso o melhor investimento é na Educação. Outros investimentos podem “ir embora”, mas é a educação que vai dar condições de seu filho ter sucesso e ser feliz.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

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