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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
2014

Após o trabalho de construção coletiva e democrática do programa Mais Educação São Paulo, chega o momento de a reforma da Educação paulistana entrar em vigor. O ano de 2014 será marcado pelas novas concepções para a Rede Municipal. Veja a opinião dos gestores sobre os novos rumos.

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  1. ANTONIO DIAS NEME

    nov 16, 2013  at 03:31

    Mais Educação São Paulo – As expectativas para 2014

    Após o trabalho de construção coletiva e democrática do programa Mais Educação São Paulo, chega o momento de a reforma da Educação paulistana entrar em vigor. O ano de 2014 será marcado pelas novas concepções para a Rede Municipal. Veja a opinião dos gestores sobre os novos rumos.

    http://www.youtube.com/watch?v=iIa-PeHyG6M

    O trabalho de construção coletiva e democrática do programa Mais Educação São Paulo.

    Em termos prospectivos, a idéia-força da construção coletiva aponta na direção da articulação entre o individual e o coletivo. Isto implica a valorização das diferenças como constitutivo do próprio coletivo, bem como a valorização da perspectiva de processo, onde nada está pronto e acabado. Por outro lado, a construção coletiva coloca em discussão a questão do poder decisório e dos diferentes níveis de organização e instâncias de competências da vida em sociedade. A realidade não existe sem o ser humano, assim como o real não é apenas o ser humano. O real é o mundo material e as relações que o ser humano estabelece na vida social, consigo mesmo, com a natureza, com os outros seres e com o transcendente.
    Desse modo, pode-se afirmar que o ser humano está ao mesmo tempo na esfera da natureza e da história. Isto quer dizer que não existe uma posição determinista em relação ao ser humano. O social não é produto de seres isolados, mas os indivíduos constroem sua subjetividade no real e nele sintetiza-se todo um conjunto de relações sociais que não determinam inteiramente a subjetividade do ser humano, mas algumas de suas formas fundamentais, bem como seus limites.
    Por outro lado, as relações sociais não são supra-individuais, nem tampouco se pode abstraí-las dos indivíduos concretos que as constroem. Apesar do caráter objetivo das relações sociais, o ser humano não as contraí como autômato, mas como sujeito concreto, dotado de consciência e de vontade.
    É justamente por isto, que os seres humanos são capazes de transformar suas circunstâncias. Para isto é fundamental a perspectiva de singularidade dos seres humanos, da recusa dos esquemas conceituais rígidos, onde o ser humano é refém seja de sua objetividade ou de sua subjetividade.
    A perspectiva de singularidade se realiza, na construção coletiva, em um processo de permanente busca da liberdade do ser humano junto com os outros. É nesse processo que ele se diferencia e se constitui. Assim, a construção coletiva não se confunde com o processo de homogeneização, ao contrário, ela se rebela justamente contra esta tendência.
    Por outro lado, só pode ser considerada como diferenciação aquela que está fundada na reciprocidade social, no curso da qual as pessoas envolvidas umas com as outras conservam sua iniciativa na busca de alternativas. O desafio que se coloca é como contribuir para a afirmação de valores de solidariedade, proximidade e partilha, instituindo relações diferenciadas e diferenciadoras. É o desafio que esta idéia-força coloca para todos o que desejam construir efetivamente uma sociedade justa e fraterna.
    Para enfrentar este desafio torna-se fundamental apostar na capacidade de ação e reflexão das pessoas. Não uma ação e reflexão já definidas a priori, quer por pretensos dirigentes, quer por determinismos históricos. Ao contrário, apostar que as pessoas podem olhar para frente construindo as condições para a realização do que foi avistado.
    Daí a insistência que aqui foi atribuída ao processo. Não se trata de ir fazendo, num puro ativismo, mas de ir construindo, numa empreitada que é impossível ser feita por uma só pessoa ou pelo somatório de pessoas. O processo só se realiza enquanto construção coletiva, que nega qualquer possibilidade de homogeneização.
    Na construção coletiva coloca-se a questão da tomada de decisões. A pergunta central não é quem decide, mas como e para que se decide. São estas questões, do para que e como, que colocam na ordem do dia tanto a construção como o coletivo. Implica, ainda, a necessidade de transparência e circulação das informações para todos os que estão participando da construção.
    Por fim, implica a articulação de diferentes níveis e esferas de atuação. O coletivo não necessariamente de todos que fazem tudo. Ao contrário, há distintos fazeres e habilidades. Daí a necessidade de criar espaços que estimulem e oportunizem diferentes fazeres, que se articulam em torno de objetivos comuns.
    A construção coletiva se apresenta como idéia-força capaz de articular as singularidades, num esforço propiciador da potencialização dos indivíduos, elevando-se ao autêntico processo de sua humanização e libertação criadoras.

    http://img5.orkut.com/images/medium/1288178144/24955066/ln.jpg

    PROFESSOR ANTONIO DIAS NEME

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