24°C

11°C

final

3 e 4

A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

Os jovens do fim do Ensino Fundamental da Rede Municipal de São Paulo, a partir de 2014, deverão realizar ações sociais na comunidade em que vivem, em projetos curriculares desenvolvidos em suas escolas. A medida faz parte do Mais Educação São Paulo, programa que reorganiza o currículo e a administração da Rede.

Conforme nota técnica divulgada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), os projetos “visam à participação com autoria e responsabilidade (…) de modo que o aluno, ao intervir no âmbito das experiências do grupo familiar e escolar, possa tornar mais justas as condições sociais vigentes”.

As atividades realizadas deverão ser sistematizadas num Trabalho Colaborativo de Autoria (TCA), que será um dos elementos da avaliação para a aprendizagem dos estudantes do último ciclo do Ensino Fundamental (7º ao 9º anos). O trabalho, como um todo, será um processo que envolve a leitura, a escrita, a resolução de problemas, a análise crítica e a produção.

Atuação na comunidade

São três princípios que fundamentam a atuação dos estudantes e escolas na comunidade, de acordo com o documento publicado pela SME:

1. A formação da identidade só é possível com o outro;

2. A permanência no mundo de forma consciente significa saber intervir e não apenas constatar;

3. A participação compreende aprender de forma compartilhada, superando a ideia de participação concebida como a soma de participações individuais.

“O T.C.A. comprometido com a intervenção social deve ser fruto de um processo educativo caracterizado pela formação de cidadãos autônomos, conscientes e participativos”, acrescenta a nota técnica. Valores como a responsabilidade e a solidariedade também serão parte dos trabalhos.

Para mais informações sobre o TCA, consulte a íntegra da nota técnica abaixo:

Nota Técnica nº6 – Programa Mais Educação São Paulo

Autoria

CONCEITO DE AUTORIA E O CICLO AUTORAL

O Ciclo Autoral abrange do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Esse ciclo se caracteriza pela construção de conhecimento a partir de projetos curriculares comprometidos com a intervenção social e se concretiza com o Trabalho Colaborativo de Autoria – T.C.A. – elaborado pelo aluno e acompanhado sistematicamente pelo professor orientador de projeto. Alunos e professores se engajarão no processo de elaboração do T.C.A. desde o 7º ano, processo que será concluído no 9º ano.

Os projetos curriculares visam à participação com autoria e responsabilidade na vida em sociedade de modo que o aluno, ao intervir no âmbito das experiências do grupo familiar e escolar, possa tornar mais justas as condições sociais vigentes. A educação, enquanto constructo humano, é pensada como forma de intervenção no mundo.

Será dada ênfase ao desenvolvimento da construção do conhecimento considerando o manejo apropriado das diferentes linguagens, o que implica um processo que envolve a leitura, a escrita, busca de resoluções de problemas, análise crítica e produção. É, portanto, o domínio de diferentes linguagens (lógico-verbal, lógico-matemática, gráfica, artística, corporal, científica e tecnológica) que permitirá a cada aluno, ao final do Ciclo Autoral, a produção do T.C.A. comprometido com a construção de uma vida melhor.

A elaboração do T.C.A., concebido como sistematização dos projetos e pesquisas realizados ao longo do Ciclo Autoral e idealizado como forma de devolutiva à problematização da comunidade local, deve levar em consideração que:

1. A formação da identidade só é possível com o outro, de tal modo que o indivíduo torna-se um ser social, com obrigações éticas e morais, em um processo constante de desenvolvimento da responsabilidade consciente e ativa;

2. A permanência no mundo de forma consciente significa saber intervir e não apenas constatar;

3. A participação compreende aprender de forma compartilhada, superando a ideia de participação concebida como a soma de participações individuais.

Assessorados, no 4º e no 5º ano, pelo professor orientador de projetos e em conjunto com os demais professores (todos esses profissionais também concebidos como autores das ações de intervenção social), os estudantes farão uso de metodologias de pesquisa a partir de temáticas que, além de subsidiarem a apreensão e construção de conhecimentos e a significação de conceitos, possibilitarão a compreensão da cidadania como participação social e política, o posicionamento de alunos e professores de maneira crítica, responsável e construtiva diante das diferentes situações sociais.

Dessa forma, considerando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas, o T.C.A. comprometido com a intervenção social deve ser fruto de um processo educativo caracterizado pela formação de cidadãos autônomos, conscientes e participativos.

Dessa forma, concebe-se o Ciclo Autoral a partir de uma proposta pedagógica que favorece o desenvolvimento humano mediante o exercício da responsabilidade, da solidariedade, da tomada de decisões bem como apropriação e manejo do conhecimento culturalmente acumulado com a responsabilidade de transformação social, sendo importante considerar a dimensão de continuidade do processo de construção de conhecimentos pelos estudantes na perspectiva do Ensino Médio.

Saiba mais:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

Compartilhe:

Discussão - 3 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    nov 05, 2013  at 19:22

    Mais Educação São Paulo prevê estudantes da Rede desenvolvam projetos sociais.

    Os jovens do fim do Ensino Fundamental da Rede Municipal de São Paulo, a partir de 2014, deverão realizar ações sociais na comunidade em que vivem, em projetos curriculares desenvolvidos em suas escolas. A medida faz parte do Mais Educação São Paulo, programa que reorganiza o currículo e a administração da Rede.

    Orientar para desenvolver pessoas que possam ser crÍtico-reflexivo.

    Responsabilidade social, ética, capacidade de trabalhar em grupo, capacidade de liderança e espírito empreendedor são exemplos de características cada vez mais desejáveis na vida pessoal e profissional. Instituições de ensino buscam desenvolvê-las em seus egressos, mas os projetos pedagógicos raramente contém instrumentos para tanto.
    Valores como responsabilidade social e ética não podem ser adquiridos simplesmente por aquisição de conhecimento. O mesmo vale para traços de personalidade como liderança e espírito empreendedor. Através da aquisição de conhecimento é possível aprender a história de um país, literatura e a anatomia do corpo humano. Raciocínio abstrato pode ser desenvolvido pelo conhecimento aliado à pratica. Mas e quanto a valores e traços de personalidade – podem ser desenvolvidos?
    Sim, é possível desenvolver tais valores e traços de personalidade em estudantes municipais. Como? Um possível caminho é a combinação de conceitos, discussões e vivências, com incentivos (através de créditos acadêmicos, inclusive) para os estudantes participarem efetivamente de projetos de cunho social, aceitando desafios e responsabilidades, e observando resultados positivos e negativos que serão instrumentos determinantes para o impacto em sua formação.
    Os Projetos dão um diferente sentido a aprendizagem, afinal através deles conseguimos aproximar a comunidade escolar e desenvolver no aluno um processo de produção e criação, assim tornando o mesmo ativo e participativo, acabando com passividade do educando. Os projetos devem ser bem desenvolvidos com objetivos, tempo de duração e apoio total da instituição de ensino.
    Os mesmos devem visar uma transformação no espaço escolar, fazendo com que o aluno saia da passividade e comece a criar se tornando ativo, sendo assim ele começará a perceber o quanto é importante e dá valor ao que está sendo desenvolvido. O Projeto deve ter base na realidade dos alunos e pode vir para tentar resolver problemas de disciplina, meio desordenado em que o ambiente escolar encontra-se.
    O professor passa ao papel também de orientador e criador, sendo assim o trabalho com o aluno torna-se uma divulgação da bagagem de conhecimento desenvolvido.
    A partir dos projetos damos vida ao crescimento de conhecimentos e a compartilhação do mesmo.
    O professor e aluno, tomam a posição de semeadores, espalham as sementes colhidas para que as mesmas possam florir mais a frente.
    Sabemos que não possuímos mais um ensino tradicional, porém temos muita caminhada até encontrar o ensino ideal.
    No meu ponto de vista o processo ensino aprendizagem deve ser vantajoso para ambos, tanto para o professor quanto para aluno.
    Acredito que a parte biológica possa influenciar no ato da aprendizagem, assim como o meio que o ser humano vive, porém creio que nós enquanto educadores devemos despertar em nosso aluno o querer mais, o voar mais alto, afinal despertando isso teremos alunos criativos e participativos.
    A partir do momento que nossos alunos são criativos e participativos, teremos uma sociedade com pessoas ativas, que não apenas sonham, mas que também lutam por um ideal e que definem objetivos na vida.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  2. caroline

    nov 05, 2013  at 19:22

    os estudantes do ultimo ciclo do ensino fundamental tem a oportunidade de realizar ações sociais na comunidade em que vive, participando com responsabilidade e autoria, realizando um trabalho colaborativo para aprendizagem, onde um precisa do outro, saber intervir e aprender de forma compartilhada, acrescentando ainda nota técnica.

    Responder

  3. Lidiane Oliveira

    nov 15, 2013  at 19:22

    No ensino fundamental os alunos tem a liberdade para desenvolver projetos sociais que possam aprimorar a sua capacidade de trabalhar em grupo afim de ter uma responsabilidade social. Isso é muito importante pois através dela colabora tanto para sua própria aprendizagem como também para a aprendizagem da sociedade.

    Responder

Escreva seu comentário