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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

Uma das medidas do Mais Educação São Paulo, programa vai reorganizar o currículo e a administração da Rede Municipal de Educação, é sistematizar a prática da lição de casa nas escolas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), as atividades de estudo extra-aulas deverão ser articuladas ao currículo. Até hoje, parte das escolas e dos professores já se utilizavam deste recurso, que deverá ser ampliado a todas as unidades escolares em 2014.

A lição de casa é entendida como uma ação pedagógica complementar ao trabalho do cotidiano escolar. Sua realização não precisa ocorrer necessariamente na casa do estudante, mas em horários não letivos. A ideia é que seja uma nova oportunidade de aprendizagem.

Uma outra orientação da pasta é que as tarefas extraclasse se articulem com a avaliação e com as atividades de recuperação. O conceito adotado é de que o aluno é um autor, um sujeito no desenvolvimento das atividades, e que elas permitem a identificação e a superação dos obstáculos do processo de construção do conhecimento.

Além disso, para a SME, as atividades de lição de casa propiciam o acompanhamento das famílias no processo de ensino aprendizagem, e constituem, assim, uma oportunidade de estreitamento dos vínculos familiares.

Para saber mais sobre as oportunidades de avaliação formativa no Programa, consulte a nota técnica a seguir:

 

Nota Técnica nº 12 – Programa Mais Educação São Paulo

Avaliação para a Aprendizagem

AVALIAÇÃO EXTERNA, AUTOAVALIAÇÃO, LIÇÃO DE CASA, BANCO DE ITENS E EXPERIMENTOS E BOLETIM

Ressalta-se o conceito de avaliação como ação de atribuir valores, de fazer valer a aprendizagem em sua mais ampla acepção e abrangendo sua diversidade. 

Avaliação externa

A avaliação externa é concebida como um conjunto de ações para diagnóstico e identificação das condições de ensino e aprendizagem do sistema de ensino, por meio da aplicação de provas e questionários contextuais, visando a contribuir para a implementação de políticas públicas.

É importante salientar que a avaliação externa não substitui as diversas ações avaliativas cotidianas do professor, realizadas em “sala de aula” e denominadas internas. As avaliações internas têm por finalidade acompanhar o processo de desenvolvimento de competências e conhecimentos pelos alunos, de forma ampla, englobando valores e habilidades, como ética, solidariedade, cooperação, entre outros.

Para possibilitar a reflexão sobre o processo de construção de habilidades de um grupo ou escola, é interessante considerar sua inserção em contextos mais amplos, como o nacional. Essa característica da avaliação externa não implica desconsideração de especificidades regionais ou culturais. O que se enfoca são os aspectos de consolidação de habilidades construídas durante a escolarização.

Para avaliações dessa natureza, tem-se por base um conjunto de habilidades que muitas vezes são recortes do currículo. Entretanto, o objetivo dessas avaliações não é a redução do currículo escolar à leitura e à resolução de problemas, por exemplo. É verificar como determinadas operações cognitivas e conteúdos, considerados básicos nas áreas do conhecimento, estão sendo apropriados pelos estudantes.

Nas avaliações externas, como a Prova Brasil, consideram-se matrizes específicas para avaliação, que consistem em descritores de habilidades das áreas avaliadas e utilizam-se expressões vocabulares, gêneros textuais e temas de caráter e interesse nacionais.

A Prova Brasil faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que busca contribuir para a melhoria da qualidade da educação e a universalização do acesso à escola. Além disso, procura oferecer indicadores que influenciam o desempenho dos estudantes avaliados.

Com o objetivo de avaliar a qualidade das escolas públicas, em Língua Portuguesa-Leitura, Matemática e Ciências, a Prova Brasil é realizada a cada dois anos. É uma avaliação censitária, envolvendo alunos da 4ª Série/5º Ano e 8ª Série/9º Ano do Ensino Fundamental das escolas das redes municipais, estaduais e federal e, desde 1995, utiliza a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI).

Os resultados apresentados pelos estudantes na Prova Brasil e vinculados à aprovação escolar geraram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Esse índice, criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), em 2007, permitiu que fossem estabelecidas metas bienais de qualidade a serem atingidas pelo País, por escolas, por Municípios e Unidades da Federação.

As avaliações externas na Rede Municipal de São Paulo não têm como meta apresentar rankings, mas apontar avanços das crianças, contribuir com mais um diagnóstico a ser adicionado aos já detectados pelos Educadores das Unidades Educacionais e reorientar o trabalho pedagógico.

Com o objetivo de aproximar os Educadores (Gestores e Professores) dos descritores da matriz de avaliação do SAEB e dos procedimentos e técnicas da elaboração de itens, a Secretaria Municipal de Educação vem propiciando cursos de formação em Avaliação para a Aprendizagem com elaboração de itens.

 

Autoavaliação

A autoavaliação deve cumprir uma função de autoconhecimento, de forma a auxiliar o aperfeiçoamento da aprendizagem, tanto dos estudantes como dos educadores (gestores e professores), tendo como referência Paulo Freire e os três eixos no processo: ação-reflexão-ação.

O desenvolvimento das atividades autoavaliativas terá como objetivo a consolidação de resultados que reflitam o real, permitindo, desse modo, que contribuam efetivamente para o (re)pensar o entorno e a realidade da comunidade escolar.

Diante de tal compreensão, a autoavaliação deve servir aos seguintes propósitos:

  • Diagnosticar o momento em que o aluno ou o Projeto Político- Pedagógico (PPP) da Unidade Educacional se encontram.
  • Aperfeiçoar as ações pedagógicas ou o PPP, preservando e acentuando conquistas importantes, corrigindo rumos, apontando novos horizontes, replanejando.
  • Encontrar/Descobrir novos sentidos para as ações.
  • Estimular a participação efetiva de todos, Estudantes e Educadores, por meio do autoconhecimento que propicie o desenvolvimento pessoal daqueles que participam do processo educacional da aprendizagem.
  • Integrar o processo avaliativo, complementando outras atividades e ações, inclusive avaliações externas.

 

Lição de casa

As atividades de lição de casa constituem-se como ações pedagógicas complementares às diversas atividades desenvolvidas pelos estudantes no cotidiano escolar. Elas não precisam necessariamente ser executadas “em casa”, mas são tarefas a serem realizadas em horários extra-aulas.

As tarefas a serem realizadas em horários e ambientes extraordinários à sala de aula devem ser resultantes de um pacto entre docentes e discentes, com a apresentação clara sobre seus sentidos e funcionalidades, em função dos exercícios e ações em curso. Constituem-se também como novas oportunidades de aprendizagem e sistematização, por meio da execução de distintas ações. Em virtude disso, a lição de casa deve ser acompanhada por todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

A proposição de atividades de lição de casa pode contribuir na intensificação e estreitamento dos vínculos familiares, pois propicia o acompanhamento e a participação das famílias no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, a realização dessas atividades tende a construir e solidificar uma cultura de estudos e crescente desejo de saber, concorrendo para o aprimoramento da autonomia do estudante.

Considera-se, assim, que as atividades de lição de casa devem se articular às propostas de avaliação e recuperação, com o conceito de aluno autor, sujeito no desenvolvimento das atividades que permitem a identificação e posterior superação dos obstáculos que se opõem ao seu próprio processo de construção de conhecimentos e desenvolvimento cognitivo.

 

Banco de Itens e Experimentos

O Banco de Itens é um instrumento de Apoio Pedagógico Complementar, a ser construído coletivamente pelos profissionais da RME.

Seu acervo será composto por um conjunto de itens criados por especialistas em avaliação das equipes técnicas da SME/DOT e complementado por colaborações de educadores da RME, após orientações e formações sobre o processo de elaboração de itens.

Constituído como um trabalho coletivo, o Banco de Itens poderá ser usado pelos professores, em qualquer momento de suas atividades didáticas, não consistindo em obrigação para a preparação de avaliações internas. Pretende-se que os professores selecionem itens, de acordo com as habilidades que desejam avaliar e o desenvolvimento de suas ações pedagógicas, montando instrumentos que venham a compor as avaliações.

O Banco de Itens deverá evoluir para se tornar também um Banco de Experimentos, com projetos, aulas e recursos criados, adaptados e desenvolvidos pelos educadores e escolas, com vistas ao seu compartilhamento em rede.

 

Boletim

O boletim tem como objetivo o registro e a síntese da avaliação do estudante e sua divulgação, principalmente para seus pais/responsáveis, e deverá ser disponibilizado bimestralmente.

Constituído por informações relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem, pode assumir diversas formas. A SME apresentará propostas para o boletim, que poderão ser alteradas pelas Unidades Educacionais. A possibilidade de acesso ao boletim não elimina as reuniões de pais, momentos importantes de integração família-escola e nos quais são relatados e explicados quais competências e conhecimentos não foram desenvolvidos pelo estudante em cada componente curricular. As informações apresentadas nesse registro podem contribuir para levar o pai/responsável a interagir com a escola, a fim de entender e acompanhar o desenvolvimento escolar do estudante.

Visando ao respeito ao desenvolvimento cognitivo dos educandos e à ampliação do acesso à informação, no Ciclo da Alfabetização o registro se dará por meio de relatórios e conceitos. Nos Ciclos Interdisciplinar e Autoral e no Ensino Médio, ocorrerá por meio de notas de 0 a 10, acompanhadas de uma descrição de seus significados.

No caso dos estudantes com deficiências matriculados nas Escolas Municipais de Educação Fundamental (EMEF) e de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), poderão ser adotados relatórios descritivos, em todos os Ciclos, de acordo com o Projeto Político-Pedagógico da Unidade Educacional.

Veja também:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

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Discussão - 2 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    out 25, 2013  at 17:15

    Mais Educação São Paulo traz lição de casa para toda a Rede

    Uma das medidas do Mais Educação São Paulo, programa vai reorganizar o currículo e a administração da Rede Municipal de Educação, é sistematizar a prática da lição de casa nas escolas

    MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: a lição de casa volta a estar evidencia.

    Muitos teóricos de educação no MUNICÍPIO DE SÃO PAULO consideravam os deveres de casa nocivos para os alunos. Agora, a passagem dos anos e os maus resultados escolares fizeram o pêndulo novamente oscilar: os pais e professores voltam a defender o caráter benéfico da lição de casa, e depositam nele as esperanças de melhores resultados acadêmicos para milhões de alunos .
    Em vista dos maus resultados acadêmicos, os professores e os programas extra-escolares de tutoria e assessoramento para o estudo e a realização das tarefas estão em moda. Muitas mães, vão lamentar-se de não ter conhecimentos suficientes para ajudar seus filhos. Em algumas escolas os professores lamentam a pouca cooperação dos pais na educação dos alunos.
    SUGESTÃO: adoção de novas iniciativas, como um sistema telefônico atendido por professores que permite esclarecer aos pais dúvidas referentes aos deveres das crianças.
    A lição de casa é importante para pais, alunos e professores.
    Para o aluno, é fundamental porque faz com que ele enfrente desafios pedagógicos fora do contexto escolar, além de ajudá-lo a construir uma autonomia, a estabelecer uma rotina e a melhorar a capacidade de organização.
    Para o professor, é uma atividade útil porque lhe permite verificar quais são as dificuldades e deficiências dos alunos e, consequentemente, tentar saná-las com atividades de reforço.
    Para os pais, é uma maneira de acompanhar o que está sendo ensinado na escola do filho.
    Creio que a lição de casa é tão ou mais importante que o número de horas que a criança permanece na escola.Lição de casa são momentos de aproximação, de vínculos entre pais e filhos. Daí a importância de manter um espaço silencioso em que os pais procuram mostrar a seus filhos a importância destes momentos. Este espaço de confiança faz com que a criança, muitas vezes insegura na realização das tarefas, perceba que pode contar com o apoio dos pais, não para fazer a lição por ela, mas oferecer a atenção na busca de soluções. Por este motivo, os pais devem manter sempre contato com a escola para saber das dificuldades de aprendizagem de seus filhos. Escola e Família caminham juntas no processo ensino aprendizagem.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  2. Mari Briza Autran

    out 29, 2013  at 17:15

    Lição de casa é muito tradicional! Há mais formas mais modernas para fazer com que as crianças e adolescentes aprendam: O Projeto Âncora é um exemplo disso.

    Responder

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