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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

Foto: Reprodução/SXC

Uma das medidas do Programa Mais Educação São Paulo, que está reorganizando o currículo e a administração da Rede Municipal de Educação, é a constituição de um Banco de Itens e Experimentos aberto para os educadores da cidade.

O Banco poderá ser utilizado pelos professores em sua prática didática cotidiana ou para a formulação de provas e avaliações, segundo as habilidades desenvolvidas pelos estudantes que desejam verificar. Ao mesmo tempo, a utilização não será obrigatória, mas sim facultativa.

Conforme nota técnica da Secretaria Municipal de Educação (SME), o Banco de Itens é um instrumento de apoio pedagógico complementar que vai ser construído coletivamente pelos profissionais da Rede.

Inicialmente, o acervo será composto por itens (as questões) criados por especialistas em avaliação da equipe técnica da SME. Com o tempo, ele será incrementado com as colaborações de educadores, após orientação e formação sobre a elaboração de itens.

No futuro, espera-se também que o Banco de Itens evolua para um Banco de Experimentos, com projetos, aulas, recursos didáticos criados ou adaptados pelos educadores e escolas.

Para mais informações sobre as possibilidades, concepções e instrumentos de avaliação para a aprendizagem no Mais Educação São Paulo, consulte a nota técnica abaixo:

 

Nota Técnica nº 12 – Programa Mais Educação São Paulo

Avaliação para a Aprendizagem

AVALIAÇÃO EXTERNA, AUTOAVALIAÇÃO, LIÇÃO DE CASA, BANCO DE ITENS E EXPERIMENTOS E BOLETIM

Ressalta-se o conceito de avaliação como ação de atribuir valores, de fazer valer a aprendizagem em sua mais ampla acepção e abrangendo sua diversidade. 

Avaliação externa

A avaliação externa é concebida como um conjunto de ações para diagnóstico e identificação das condições de ensino e aprendizagem do sistema de ensino, por meio da aplicação de provas e questionários contextuais, visando a contribuir para a implementação de políticas públicas.

É importante salientar que a avaliação externa não substitui as diversas ações avaliativas cotidianas do professor, realizadas em “sala de aula” e denominadas internas. As avaliações internas têm por finalidade acompanhar o processo de desenvolvimento de competências e conhecimentos pelos alunos, de forma ampla, englobando valores e habilidades, como ética, solidariedade, cooperação, entre outros.

Para possibilitar a reflexão sobre o processo de construção de habilidades de um grupo ou escola, é interessante considerar sua inserção em contextos mais amplos, como o nacional. Essa característica da avaliação externa não implica desconsideração de especificidades regionais ou culturais. O que se enfoca são os aspectos de consolidação de habilidades construídas durante a escolarização.

Para avaliações dessa natureza, tem-se por base um conjunto de habilidades que muitas vezes são recortes do currículo. Entretanto, o objetivo dessas avaliações não é a redução do currículo escolar à leitura e à resolução de problemas, por exemplo. É verificar como determinadas operações cognitivas e conteúdos, considerados básicos nas áreas do conhecimento, estão sendo apropriados pelos estudantes.

Nas avaliações externas, como a Prova Brasil, consideram-se matrizes específicas para avaliação, que consistem em descritores de habilidades das áreas avaliadas e utilizam-se expressões vocabulares, gêneros textuais e temas de caráter e interesse nacionais.

A Prova Brasil faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que busca contribuir para a melhoria da qualidade da educação e a universalização do acesso à escola. Além disso, procura oferecer indicadores que influenciam o desempenho dos estudantes avaliados.

Com o objetivo de avaliar a qualidade das escolas públicas, em Língua Portuguesa-Leitura, Matemática e Ciências, a Prova Brasil é realizada a cada dois anos. É uma avaliação censitária, envolvendo alunos da 4ª Série/5º Ano e 8ª Série/9º Ano do Ensino Fundamental das escolas das redes municipais, estaduais e federal e, desde 1995, utiliza a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI).

Os resultados apresentados pelos estudantes na Prova Brasil e vinculados à aprovação escolar geraram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Esse índice, criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), em 2007, permitiu que fossem estabelecidas metas bienais de qualidade a serem atingidas pelo País, por escolas, por Municípios e Unidades da Federação.

As avaliações externas na Rede Municipal de São Paulo não têm como meta apresentar rankings, mas apontar avanços das crianças, contribuir com mais um diagnóstico a ser adicionado aos já detectados pelos Educadores das Unidades Educacionais e reorientar o trabalho pedagógico.

Com o objetivo de aproximar os Educadores (Gestores e Professores) dos descritores da matriz de avaliação do SAEB e dos procedimentos e técnicas da elaboração de itens, a Secretaria Municipal de Educação vem propiciando cursos de formação em Avaliação para a Aprendizagem com elaboração de itens.

 

Autoavaliação

A autoavaliação deve cumprir uma função de autoconhecimento, de forma a auxiliar o aperfeiçoamento da aprendizagem, tanto dos estudantes como dos educadores (gestores e professores), tendo como referência Paulo Freire e os três eixos no processo: ação-reflexão-ação.

O desenvolvimento das atividades autoavaliativas terá como objetivo a consolidação de resultados que reflitam o real, permitindo, desse modo, que contribuam efetivamente para o (re)pensar o entorno e a realidade da comunidade escolar.

Diante de tal compreensão, a autoavaliação deve servir aos seguintes propósitos:

  • Diagnosticar o momento em que o aluno ou o Projeto Político- Pedagógico (PPP) da Unidade Educacional se encontram.
  • Aperfeiçoar as ações pedagógicas ou o PPP, preservando e acentuando conquistas importantes, corrigindo rumos, apontando novos horizontes, replanejando.
  • Encontrar/Descobrir novos sentidos para as ações.
  • Estimular a participação efetiva de todos, Estudantes e Educadores, por meio do autoconhecimento que propicie o desenvolvimento pessoal daqueles que participam do processo educacional da aprendizagem.
  • Integrar o processo avaliativo, complementando outras atividades e ações, inclusive avaliações externas.

 

Lição de casa

As atividades de lição de casa constituem-se como ações pedagógicas complementares às diversas atividades desenvolvidas pelos estudantes no cotidiano escolar. Elas não precisam necessariamente ser executadas “em casa”, mas são tarefas a serem realizadas em horários extra-aulas.

As tarefas a serem realizadas em horários e ambientes extraordinários à sala de aula devem ser resultantes de um pacto entre docentes e discentes, com a apresentação clara sobre seus sentidos e funcionalidades, em função dos exercícios e ações em curso. Constituem-se também como novas oportunidades de aprendizagem e sistematização, por meio da execução de distintas ações. Em virtude disso, a lição de casa deve ser acompanhada por todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem.

A proposição de atividades de lição de casa pode contribuir na intensificação e estreitamento dos vínculos familiares, pois propicia o acompanhamento e a participação das famílias no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, a realização dessas atividades tende a construir e solidificar uma cultura de estudos e crescente desejo de saber, concorrendo para o aprimoramento da autonomia do estudante.

Considera-se, assim, que as atividades de lição de casa devem se articular às propostas de avaliação e recuperação, com o conceito de aluno autor, sujeito no desenvolvimento das atividades que permitem a identificação e posterior superação dos obstáculos que se opõem ao seu próprio processo de construção de conhecimentos e desenvolvimento cognitivo.

 

Banco de Itens e Experimentos

O Banco de Itens é um instrumento de Apoio Pedagógico Complementar, a ser construído coletivamente pelos profissionais da RME.

Seu acervo será composto por um conjunto de itens criados por especialistas em avaliação das equipes técnicas da SME/DOT e complementado por colaborações de educadores da RME, após orientações e formações sobre o processo de elaboração de itens.

Constituído como um trabalho coletivo, o Banco de Itens poderá ser usado pelos professores, em qualquer momento de suas atividades didáticas, não consistindo em obrigação para a preparação de avaliações internas. Pretende-se que os professores selecionem itens, de acordo com as habilidades que desejam avaliar e o desenvolvimento de suas ações pedagógicas, montando instrumentos que venham a compor as avaliações.

O Banco de Itens deverá evoluir para se tornar também um Banco de Experimentos, com projetos, aulas e recursos criados, adaptados e desenvolvidos pelos educadores e escolas, com vistas ao seu compartilhamento em rede.

 

Boletim

O boletim tem como objetivo o registro e a síntese da avaliação do estudante e sua divulgação, principalmente para seus pais/responsáveis, e deverá ser disponibilizado bimestralmente.

Constituído por informações relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem, pode assumir diversas formas. A SME apresentará propostas para o boletim, que poderão ser alteradas pelas Unidades Educacionais. A possibilidade de acesso ao boletim não elimina as reuniões de pais, momentos importantes de integração família-escola e nos quais são relatados e explicados quais competências e conhecimentos não foram desenvolvidos pelo estudante em cada componente curricular. As informações apresentadas nesse registro podem contribuir para levar o pai/responsável a interagir com a escola, a fim de entender e acompanhar o desenvolvimento escolar do estudante.

Visando ao respeito ao desenvolvimento cognitivo dos educandos e à ampliação do acesso à informação, no Ciclo da Alfabetização o registro se dará por meio de relatórios e conceitos. Nos Ciclos Interdisciplinar e Autoral e no Ensino Médio, ocorrerá por meio de notas de 0 a 10, acompanhadas de uma descrição de seus significados.

No caso dos estudantes com deficiências matriculados nas Escolas Municipais de Educação Fundamental (EMEF) e de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), poderão ser adotados relatórios descritivos, em todos os Ciclos, de acordo com o Projeto Político-Pedagógico da Unidade Educacional.

Leia ainda:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

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Discussão - 3 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    out 24, 2013  at 13:45

    Mais Educação São Paulo vai criar banco de itens para educadores

    BANCO DE ITENS

    “A avaliação, como você sabe, é parte fundamental do processo de ensino-aprendizagem.
    Seus resultados oferecem subsídios, para que os docentes direcionem sua prática, as
    escolas reestruturem seus projetos pedagógicos e os sistemas de ensino definam políticas
    públicas voltadas para a igualdade de oportunidades educacionais e a qualidade do
    ensino ofertado. “

    A Ferramenta oferecerá amplo apoio ao professor para apoio e decisão no ensino.
    O Banco de Itens é um instrumento de melhoria da qualidade do ensino. Constitui-se um suporte didático-pedagógico criado com o objetivo de gerar diagnósticos contínuos das aprendizagens dos alunos e subsidiar intervenções pedagogicamente fundamentadas.
    A dinâmica do Banco de Itens prevê contínuo aprimoramento e renovação.
    A construção de bons itens, passa por diversas etapas que envolvem profissionais da educação.
    Todos esses procedimentos técnicos e pedagógicos, na construção de itens, são importantes para garantir a eficiência de um programa.
    Professores especialistas nos conteúdos das disciplinas que tenham experiência docente e habilidade para criar itens inovadores podem elaborar itens para o Banco.
    Abrigar a melhor qualidade e maior variedade de documentos profissionais e os recursos, incluindo vídeos de especialistas, artigos e ferramentas de produtividade para tornar melhor a cada escola municipal.
    O Banco de Itens é um recurso didático-pedagógico da maior importância para apoio de professores e escolas

    Professor Antônio Dias Neme

    Responder

  2. Joenilson

    out 24, 2013  at 13:45

    Considero interessante o banco de itens. Sou professor de Matemática da rede, e percebo que há mesmo necessidade de mais recursos pedagógicos para o desenvolvimento dos discentes e docentes. Porém, considero que os Cadernos de Apoio e Aprendizagem não deveriam ser abolidos, antes aprimorados. Trata-se de material excelente e com sequências didáticas muito interessantes.
    Joenilson da Silva

    Responder

  3. Roberto Pereira

    out 25, 2013  at 13:45

    Vejo a necessidade de ser revisto a organização curricular de Ciência da Natureza, e que tivessem a participação dos professores.

    Responder

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