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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
Foto: Antonio Cruz/ Abr Foto: Antonio Cruz/ Abr

Análise de Helena Nader*

“O Programa Mais Educação São Paulo propõe fortalecer o diálogo entre professor e estudante, e estabelecer as responsabilidades de cada um, para alcançar um objetivo da aprendizagem, conforme observei.

Não há unanimidade sobre um melhor modelo para a educação. Mas, com certeza, a ideia do não reprovar não funcionou. A aprovação automática, que seria para evitar a evasão e para enfrentar o problema da baixa autoestima do estudante reprovado, não teve os resultados esperados.

Sabemos que o aprendizado não é de um, é de dois (professor e estudante). E enquanto não encararmos a educação pelo binômio, com troca comum, não vamos alcançar os objetivos de aprendizagem.

Acredito que seja importante a escola ensinar responsabilidades, pois isso faz parte da formação para a cidadania. Quem sabe assim seja possível diminuir a evasão, que ainda é muito grande no fim da Educação Básica.

Hoje, há um desinteresse do jovem pela escola, e isso tem alguma razão. Pode ser porque a escola não contextualize as matérias com a realidade. Há uma demanda de conectividade que a escola também ainda não assimilou como deve. E isso não é só no Brasil: nos Estados Unidos, há problemas muito semelhantes aos nossos.

Sou favorável ao fato de voltar a haver dever de casa, tarefas e obrigações a cumprir, criando um diálogo entre a criança e o professor, com respeito mútuo. O Programa está no caminho, e espero que dê certo. Precisamos fazer algo urgente pela educação.”

 

* Helena Nader é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É bacharel em ciências biológicas – modalidade médica pela Unifesp, e possui licenciatura em biologia pela Universidade de São Paulo (USP), doutorado em Biologia Molecular pela Unifesp e pós-doutorado na University of Southern California (Estados Unidos).

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Discussão - 33 comentários
  1. Solange Domingues

    ago 27, 2013  at 14:24

    Creio que a maioria dos educadores concorda com o fato de que a progressão continuada não tem sido positiva. No entanto, não é o retorno da reprovação que irá “salvar” a educação do caos em que se encontra. Alguns aspectos da proposta são positivos, mas, da maneira como foram colocados, dá a impressão de que os professores não dão lição de casa nem as escolas emitem boletins! Eu e meus colegas damos lições de casa, mas muitos alunos não fazem! A escola onde leciono sempre emitiu boletins, mas muitos pais não comparecem às reuniões para retirá-los e acompanhar o desenvolvimento de seus filhos! Além disso, há muitos aspectos da proposta que precisariam ser discutidos na comunidade escolar antes de ser implantado. Contudo, se os atuais gestores tivessem essa intenção, teriam nos consultado antes de anunciá-la. Existem muitos pontos dos quais discordamos, mas não creio que essa consulta pública dará conta de mostrar isso ou promover alguma alteração. É uma pena!

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    • Tarsilla Natally

      set 11, 2013  at 14:24

      A lição de casa e salutar uma vez que cria o hábito de estudar e estimula a responsabilidade.

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      • Tarsilla Natally, Donizete A. e Adriana Kutz

        set 11, 2013  at 14:24

        A avaliação como instrumento a favor das aprendizagens não deve ser compreendida como algo a ser medida, mas sim uma forma de nortear os aspectos que não foram contemplados a contento potencilalizando àqueles apreendidos.
        Ao contrário do que se pensa e divulgado em diversos meios de comunicação, a lição de casa não é algo utópico, ou seja, algo a ser alcançado, pois muitos docentes utilizam essa prática a favor dos educandos.

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  2. Aura

    ago 27, 2013  at 14:24

    Realmente Solange,acredito também que ninguém é a favor da reprovação e a progressão continuada como está sendo colocada,não está ajudando a aprendizagem dos alunos pelo contrário. Você disse tudo alguém está preocupado com a opinião de quem realmente trabalha com essas crianças,se estivessem seríamos consultados sobre as decisões que também nos dizem respeito.

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  3. Uelinton A

    ago 27, 2013  at 14:24

    Sou professor da rede, e quando vejo a prefeitura e SME lançarem um documento tão abrangente e tão importante para a educação me espanta a idéia de que não houve consulta publica e participação dos professores e atores envolvidos no processo para a construção da proposta. Ao agir assim fica a impressão para a população, que não havia vida inteligente e que nada era feito nas escolas antes da proposta ser lançada.
    Se faz necessária a divulgação de todo o material que compõem a proposta para que temas como, DP’S, reprovação, carga horária docente, composição de jornada e a organização da estrutura curricular fique clara, para que os docentes possam se organizar para o próximo ano letivo, e para que a sociedade entenda as diversas nuanças presentes no documento, que afetam diretamente a vida dos discentes.

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  4. PATRICIA GOMES LARA RODRIGUES

    ago 28, 2013  at 14:24

    Quando vejo uma proposta tão radical, jogando fora tudo o que já foi feito, eu me assusto. Será que tudo o que foi feito é de fato para se jogar fora? Quando se fala da progressão continuada, penso que a mesma não deu certo para a melhoria da prendizagem, simplesmente porque não foi implementada na sua íntegra. Um sistema de ciclos não poderia ter 35, 40 alunos por sala, deveria ter professor de recuperação paralela como um dos pilares de sucesso no processo, e não esta função ficar a mercê de professores interessados e pior, esse professor precisa estar disponível. Sem contar os professores de POSL e POIE que tambem a escola passa pela falta dos mesmos. É um sistema totalmente falho. E pelo documento, percebo que esses pontos não foram contemplados. vai continuar com a falta de POSL,POIE, e professor de recuperação paralela…

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  5. Mark

    ago 28, 2013  at 14:24

    Enquanto questões que envolvam maiores responsabilidades e limites na escola não existirem, dificilmente toda essa mudança vai surtir efeito.

    Responder

  6. Professor Baüme

    ago 28, 2013  at 14:24

    A Prefeitura de SP apontou aqui apenas pontos que se referem a mudanças curriculares, organizacionais etc., porém não trata, em sua “reforma”, de problemas graves que ocorrem nas escolas que administra, como a violência generalizada, além das drogas na escola, em que existem casos e mais casos diários de alunos se agredindo, agredindo funcionários e educadores e simplesmente a família não é responsabilizada, todos tem seus direitos corrompidos e a impunidade é que prevalece.

    Uma escola que educa precisa ter limites também, e isso vem faltando. Chega de violência na escola!!! CHEGA DE IMPUNIDADE A ALUNO VIOLENTO e família omissa!!!

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    • Claudiane

      ago 29, 2013  at 14:24

      Acredito que a maioria dos colegas já expressou a maioria dos sentimentos que nos toma neste momento. E, particularmente, penso que não há NADA que seja proposto (no caso, imposto) que resolva o problema da omissão familiar, do descaso dos responsáveis, da falta de compromisso do aluno com sua própria vida e com seu próprio futuro. Por mais que sejamos dedicados, empenhados e realizemos nosso trabalho com destreza e qualidade (apesar das inúmeras adversidades), existe um aspecto que não conseguimos atingir, que é o interior de cada um. Por mais que seja feito, se o aluno não quiser aprender, não quiser desenvolver, melhorar, se tornar, de fato, um ser crítico e autônomo, como sempre nos é colocado, isto não acontecerá. Se este aluno não estiver aberto às mudanças, às conversas e ao diálogo proposto nos projetos, nas aulas, em cada área do conhecimento, não há o que se fazer. É necessário estímilo familiar, motivação de melhorar sua condição atual, entre outras coisas que não cabem a nós e que não está dentro do nosso campo de atuação. Muito tem sido atribuído às escola e aos docentes, mas, que, na realidade, não nos cabe. Educação, no sentido de saber se portar em meio a um grupo, de respeitar o próximo, de ouvir, de saber interagir entre outras coisas, são aspectos que a escola auxilia a aprimorar, a dar ferramentas para que o educando se expresse melhor. Entretanto, o mínimo desta “educação” é responsabilidade dos pais ou responsáveis, sim. É injusto sobrecarregar o professor com determinadas funções que não cabem (entre tantas outros afazeres burocráticos que já nos são cobrados).
      Fora isso, além de não termos sido consultados sobre a elaboração do documento; é bastante questionável nos perguntar a opinião sobre algo que deixa tantas dúvidas, algo que está inacabado, por fazer. Por exemplo, não sabemos qual a grade curricular proposta, o que acontece com POIEs e POSLs, o que são os “Projetos especiais”, como fica a jornada do professor, entre tantas outras perguntas sem resposta e sem orientação para serem repassadas. Há ainda muito a ser conversado, debatido e MUITOS outros aspectos a serem considerados e que não foram contemplados neste digníssimo documento, que considerou ações que JÁ acontecem na maioria das escolas (como lição de casa, a saber). Esperamos que sejam, de fato, lidos todos os comentários e considerados todas as opiniões.

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    • Débora Finochiaro

      set 07, 2013  at 14:24

      Boa tarde colegas! Penso que o ponto principal é de fato o ENVOLVIMENTO das famílias na educação escolar dos filhos,e qualquer proposta só dará certo se tivermos o apoio destes pais, mas como faze-lo? Eis a questão!!!Sugiro que os governantes iniciem na mídia uma campanha em massa de valorização dos profissionais da Educação. Como poderemos implantar algo se a população não confia e não acredita mais na figura do professor? Figura esta que vem sendo ridicularizada pelos próprios governantes.

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  7. Paulo R. Raiz

    ago 28, 2013  at 14:24

    Parece que muitos professores tem mais medo da reprovação do que os alunos. Educação tem que ter cobrança.

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  8. elisabeth figueiredo

    ago 28, 2013  at 14:24

    Não é fato dar lição de casa , o aluno fazer.Em todos o meu tempo de magistério sempre houve tarefas a serem feitas.O problema está na resposta do aluno e dos seus responsáveis que não acham importante. E não acho que agora, por decreto eles o farão.

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    • Regiane Campos

      set 10, 2013  at 14:24

      Com certezaa resposta do aluno não virá apesar do decreto; a escola perdeu seu valor, cada vez mais assistencialista é procurada para preencher lacunas da sociedade e não por seu papel principal de formação de cidadãos. Uma vez que se lança um decreto desta magnitude sem levar em conta a opinião de quem lida diretamente com o problema , fica claro que não há seriedade em mudar as novas gerações.

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  9. É importante considerarmos que a reprovação está atrelada à quantidade disponível de vagas. Com salas já lotadas, como reprovar alunos?
    Sobre a questão da lição de casa, os formuladores desse documento parecem estar tão desconectados da realidade que não se deram conta que a tarefa já existe há muito tempo – aliás, ela nunca deixou de ser estimulada. O problema é como garantir que ela seja feita? Vamos reprovar todos que não fizerem lição de casa e isso vai resolver o quê?

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  10. Magali Cesar Húngaro de Souza

    ago 28, 2013  at 14:24

    Mundo do papel com leis e medidas para educação estão longe de alcançar a qualidade, pois não é aumentando a quantidade de papéis a serem preenchidos e números para serem analisados que resolveremos o grande problema que nos aflige. O convívio diário com a violência, alunos usuários de drogas, alguns com familiares totalmente alheios e desinteressados dos assuntos referentes aos filhos.
    Infelizmente a escola não é um ambiente atrativo para o aluno.
    Não serão as notas, provas ou reprovações que propiciarão uma mudança favorável. O Brasil precisa olhar para seu povo, “sua matéria prima” e elaborar medidas dentro da nossa realidade, pois estamos sempre nos espelhando em modelos provenientes de outros países, mas apesar do nosso produto ser a pessoa, temos que pensar que só teremos um produto final com a qualidade esperada se observarmos os nossos problemas e buscarmos soluções para nossa realidade.

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  11. João Ananias de Santana

    ago 29, 2013  at 14:24

    Respeitando os pontos de vista dos colegas que teceram seus comentários, penso que, as mudanças são necessárias e imprescindíveis para construirmos uma educação de qualidade social. Não é possível, a Rede Municipal de Educação estar entre em 35º lugar entre os 39 município que fazem parte da grande São Paulo. Vejo algumas pessoas preocupadas com a questão da AVALIAÇÃO E O BOLETIM que serão entregue aos pais. O cidadão tem todo o direito de saber como andam a coisa pública, afinal de contas, não são eles os contribuintes e que tem todo o direito de ter informações, principalmente da aprendizado de seus filhos? Não tenho nada contra as pessoas que tem seus filhos nas escolas particulares, essas escolas particulares não emitem os boletim e aplicam as avaliações de forma sistemática. Então, qual o problema da Rede Municipal de Educação aplicarem avaliações bimestrais e fornecer aos pais, os boletim de rendimento escolar de seus filhos? Qual sociedade que juntos queremos construir? Qualquer concurso, seja para ingressar no serviço público ou em empresa privada, temos que fazer a AVALIAÇÃO. Então, como vejo por parte de alguns colegas o medo da avaliação que está sendo proposta para a Rede Municipal, pergunto, quando fomos fazer os concursos, não fomos avaliados? O pensador Espinosa tem um pensamento interessante, “Estudar é uma tarefa árdua e difícil, porém possível, caso você queira a liberdade e a felicidade”.

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  12. Edna Mansoldo Fujii

    ago 29, 2013  at 14:24

    Acredito que demorou muito para a equipe técnica e os dirigentes perceberem que a progressão não funciona dentro dos moldes atuais. Ela é sem dúvida uma forma excelente de diminuição da evasão escolar e de demanda, porém quem perdeu muito com isto foram os próprios alunos e também professores. Concordo plenamente na volta , e isto não significa retrocesso, mas um novo olhar……
    Parabéns
    Com relação ao trabalho de conclusão de cursos também é muito bem vindo, desde que seja implementado a disciplina de metodologia, senão não sutirá efeito desejado…. (é uma sugestão)

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  13. Helena Goldammer Lenz

    set 01, 2013  at 14:24

    Atualmente os professores que não aprovam são discriminados pelo sistema e ameaçados pelos alunos ou familiares das mesmos

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  14. Margarete Monteiro

    set 01, 2013  at 14:24

    Na realidade a programação continuada , nunca foi implantada com seriedade nas escolas. Entra governo e sai governo e continuamos com as mesmas falhas na educação. E sempre são dois vilões destacados nesse cenário : professores mal preparados e alunos desmotivados!! Será? Antes de ser professora na Rede Pública de Ensino , nem eu sabia o quanto o professor público é mais preparado , atualizado com as novas práticas e documentos elaborados pelas redes que contemplam e evidenciam boas práticas. Os alunos da rede pública tem a mesma constituição física , química e biológica que os da rede particular!! Então , seríamos nós de fato os vilões desse sistema de ensino tão falho? penso que não. O problema é que o baixo investimento em educação , equipamento , infra estrutura , mão de obra , salários baixos e péssimas condições de trabalho , excesso de burocracia vem desmotivando , adoecendo e desqualificando o trabalho docente. E a descontextualização , a escola sem atrativo , sem bons equipamentos e sem manutenção , não chama mais a atenção dos alunos. Infelizmente , o dinheiro público tem sido mal empregado , poucas escolas tem acesso a internet com qualidade , com bons equipamentos e que estejam funcionando. As máquinas são lentas , não disponibilizam equipamentos com WI Fi , Internet e outros programas que possam facilitar o trabalho docente e manter os alunos interessados. Sei que não é só de novas tecnologias que essas escolas precisam , bons projetos que incentivem campeonatos esportivos entre escolas , intercâmbio cultural e artísticos , também fariam muito bem para as crianças . além de aprimorar o senso artístico , estético. Projetos de dança , música e teatro com professores especialistas , também chamariam a atenção desses alunos. Mas , falo de qualidade e não de ongs com oficineiros como medidas paliativas. nenhuma avaliação de aprendizagem e tão pouco do sistema de ensino dará conta de promover reais melhorias , enquanto não houver a seriedade de apontarem de fato os reais vilões desse sistema educacional falido , que com certeza não são: Professores e tão pouco Alunos.

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  15. Edina Alcantara

    set 02, 2013  at 14:24

    Eu penso que o Sr. Ministro da Educação finalmente acordou para a dura realidade da nossa educação, pois se a progressão continuada tivesse dado certo, não teríamos hoje tantos analfabetos funcionais. A nossa educação está falida e a culpa é do próprio governo que aceitou dinheiro do FMI para diminuir o índice de analfabetismo no país e com isso quis mostrar resultados e inventou essa progressão continuada que apenas deu certo no papel e eu sei também que os professores são aconselhados a não repetir a criança e isso gerou para os pais e o próprio aluno a confiança de que não precisava se preocupar em tirar boas notas, pois de qualquer forma , passaria de ano.Quem sabe agora com essa medida, cada um de nós saiba realmente qual é o nosso papel com nossas crianças, pois eles foram os únicos prejudicados com essa progressão continuada.

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  16. monica luz

    set 03, 2013  at 14:24

    …a questão do ciclos não foi muito bem entendida…e na prática um desastre.
    talvez agora seja o momento para colocarmos as coisas no lugar.

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  17. Claudia Labate

    set 04, 2013  at 14:24

    A proposta apresentada valoriza a aprendizagem continuada e avaliação diagnóstica e não classificatória. Tais estratégias necessidade de um trabalho individualizado do professor junto ao aluno.Questão: como trabalhar tais propostas com salas superlotadas , sem equipe de apoio, sem equipe multidisciplinar, nem tão pouco acesso a rede informatizada efetivamente funcional?

    Responder

  18. Paulo Inácio de Faria

    set 05, 2013  at 14:24

    A avaliação do sistema atual é simples, é só observar a criança que é “aprovada” sem saber nada e ao chegar na série acima encontra tanta dificuldade que acaba desistindo da escola.
    A avaliação continuada só resolve o problema do governo em ter que arrumar vagas, pois não havendo reprovação ninguém fica segurando vaga.
    Ótima iniciativa do governo municipal de são paulo

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  19. SAMUEL FRISON

    set 07, 2013  at 14:24

    Entendo que a educação terá um salto qualitativo quando o professor conseguir escutar seu aluno. Qualquer profissional obtém sucesso quando escuta seu outro. Como professor da rede, percebo que quando estou com uma turma de 20 alunos o resultado é bem diverso de quando estou com uma turma de 35. A linha de montagem que se transformou a sala de aula não permite que façamos as intervenções necessárias porque não escutamos nosso alunos e eles também não conseguem nos escutar porque estamos “apagando fogo” em algum lugar. Para superar o ensino bancário e a linha montagem, para realmente fazer da educação um ato de pensar, questionar, retroagir, interagir, faz-se necessário classes menores de no máximo 25 alunos para realmente possamos ensinar e aprender. De resto penso que são somente medidas ilusórias. Quando realmente iremos falar de uma educação que sabe escutar e com isso aprender? Não é na linha de montagem. É preciso uma educação personalizada porque não somos iguais, somos diferentes na nossa forma de perceber, criar e transformar o conhecimento.

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  20. Paulo Pizzi

    set 07, 2013  at 14:24

    Na página 26 vemos: “Atualmente, a falta de articulação das ações de avaliação gera dificuldades
    para a reelaboração de estratégias de ensino por parte dos professores as escolas nem propiciam tempo para planejamento das matérias com os professores reunidos.” Gera também dificuldade de participação das famílias no acompanhamento do processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. Sugiro que os boletim não sejam mandados para a casa dos pais. Que eles precisem vir para a escola. Os pais estão cada vez mais longe das escolas. Nem aparecem nas reuniões. Quando aparecem nada muda na disciplina dos filhos. Em todas as reuniões é informado que não pode ser usado celulares durante as aulas. Mas no outros dia de aula, sempre existe o desrespeito com a lei de proibição do uso dos celulares.
    Que a participação das família não seja somente saber de nota mas de participar e perceber o que o aluno não esta respeitando as aulas nem fazendo seu papel de aprender.

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  21. Marineide

    set 09, 2013  at 14:24

    Nunca houve proposta de promoção automática, mas sim progressão continuada que na prática ainda não funciona como deveria por falta de investimento na educação pública. Ao invés de retroceder à reprovação com todos os seus efeitos sociais, pessoais e profissionais que trará o governo deveria investir em algumas propostas já existentes que se um dia tivessem saído do papel a educação estaria bem melhor, como por exemplo dois professores por sala no primeiro ano e não estagiário em início de curso e que quando chega na escola já é final de segundo semestre e em muitas escolas não chega; estagiário de CEFAI em cada sala que houver aluno com necessidade especial; auxiliar de vida escolar (AVE) em quantidade suficiente, pois um para a escola toda é impossível atender com qualidade; quantidade suficiente de professor em módulo para que de fato esse profissional possa auxiliar na recuperação paralela no horário de aula; formação continuada a todos os profissionais e não somente a quem tiver interesse ou conseguir uma vaga num dos cursos oferecidos. Outros fatores também deveriam ser pensados como a redução do número de alunos por salas; garantir a mesma grade curricular nas redes estadual e de municípios vizinhos, pois ocorrem muitas transferências inclusive por causa da urbanização das áreas livres que nunca termina em São Paulo e os alunos saem prejudicados por terem currículos tão distintos; retirar aulas de Inglês e Sala de Leitura dos primeiros e segundos anos e aumentar Arte, Educação Física e Informática por serem de maior interesse e necessidade, aliás Salas de Leitura poderiam virar bibliotecas, pois o trabalho de leitura já é realizado por cada professor; garantir horário de estudo coletivo semanal por ano/turma para que os professores possam planejar juntos as atividades, enfim muitos outros fatores mereceriam melhorias ou mudanças que por consequência melhorariam a aprendizagem sem a necessidade da reprovação.

    Responder

  22. EMEF Marechal Rondon

    set 09, 2013  at 14:24

    A Equipe Pedagógica da EMEF Marechal Rondon já desenvolve, em sua maioria do quadro docente, atividades de lição de casa, e considera importante que esta modalidade esteja em pauta como obrigatória, pois garante efetivamente o envolvimento das famílias.

    Responder

  23. alcides pereira

    set 09, 2013  at 14:24

    eu estudei no tempo da Seriação; dei aula na época da Seriação, influenciado pela Escola Nova. a Escola Nova era um avanço, mas poderia ser melhorada (aliás, eu tenho um lema “A perfeição não é um Estado; a perfeição é um Caminho”. já no século XXI, dei aula novamente, agora sob o regime da Aprovação Continua. A verdade é que Seriação e Progressão Contínua são nefastas por razões diversas; a primeira, estratificada na memória dos saudosistas, por ser elitista e excluir; a segunda, uma interpretação equivocada e simplista elaborada pelos nossos Dirigentes a partir do pensamento de grandes educadores, por diplomar analfabetos ou semi-analfabetos. O correto é a aplicação da AVALIAÇÃO CONTÍNUA. O nosso professor não faz Avaliação Contínua por duas razões: por desconhecimento e por falta de condições de trabalho. e para encerrar: uma mudança para valer em nossa Educação teria o seguinte tripé: AMOR, RESPEITO E DISCIPLINA.

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  24. Alessandra

    set 15, 2013  at 14:24

    Acredito que o retorno da reprovação irá melhorar a educação ‘sim’, as crianças precisa de motivos para estudar, sabendo que, não irá ser reprovada simplesmente não terá interesse nem um em estudar.

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  25. maurina izabel da silva

    set 15, 2013  at 14:24

    Estou na rede Municipal de Ensino desde 1991, anos alias que foi discutida a proposta do ensino em ciclo. Quem como eu participou da discussão e implantação lembra que não foi desta maneira que foi pensado. Em nenhum momento foi pensado para acabar com a reprovação e muito menos com as provas e lição de casa.
    No inicio eram três ciclos, com recuperação durante todo o processo para aqueles com dificuldades em acompanhar o grupo. Em um dado momento o Estado, por motivos econômicos, resolveu diminuir a reprovação e a evasão e criou dois ciclos, o prefeito da época sem consultar ninguém acabou com o sistema discutido e implantou os dois ciclos.
    O que me preocupa nesta proposta é a não consulta a rede, e como professora e coordenadora tenho experiência de que quando não se participa da decisão não comprometimento. Educação sem comprometimento de todos os envolvidos é igual a fracasso

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  26. Magna Travassos (PEI)

    set 15, 2013  at 14:24

    É triste ver como anda a educação em nosso país, e ver a cidade mais rica na mesma condição é lamentável, pois não podemos aceitar que uma cidade tão rica como a nossa tenha demorado tanto para tomar uma atitude e tentar reverter essa situação, o sistema de ciclos de 3 anos vejo como algo muito positivo e a possibilidade de retenção também, mas com ressalvas, o professor não pode se apoiar nisso para “chantagear” o aluno tem que fazer dessa ferramenta um estimulo para que o aluno tenha interesse em aprender e passar de ano, para o seu próprio bem, e necessário que esse seja o ponto principal, fazer o aluno entender que embora haja o retenção o que nós professores queremos e que os alunos aprendam e possam seguir em frente, até porque, se não for assim poderemos voltar a ter problemas graves de muitas retenções que acabarão como antigamente um aumento considerável na evasão.

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  27. Elisabete

    set 16, 2013  at 14:24

    Excelente iniciativa para realizar uma mudança no plano educacional. A proposta é boa, e aguardamos o início dessas mudanças. Esperamos que todos os envolvidos na educação, tanto alunos como professores, se beneficiem desse programa, pois é preciso que reforme positivamente a educação no nosso país.

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  28. Cristina Braga Nascimento de Matos

    out 13, 2013  at 14:24

    Na verdade é um grande equívoco dizer “a volta da lição de casa”,uma vez que ela sempre existiu e existirá,pelo menos na maioria das salas de aula.Contudo, uma sala com 36 alunos, como a que tenho hoje, dificulta sim o atendimento que cada aluno merece e necessita,pois por mais que nos esforcemos não conseguimos cuidar detalhadamente dos mesmos.Como ficará esta questão?Ou será que não é importante?

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