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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br

A recuperação e o apoio pedagógico complementar são duas medidas valorizadas pelo Mais Educação São Paulo, programa que trabalha a reorganização da Rede Municipal de Educação e o currículo escolar. A partir de 2014, a Secretaria Municipal de Educação (SME) pretende oferecer a recuperação aos estudantes com dificuldades na aprendizagem com melhores condições nas unidades escolares.

Conforme nota técnica divulgada pela pasta, a recuperação para os alunos que não atingiram o domínio dos conceitos esperados poderá ocorrer de forma paralela às aulas, com planejamento e mediação de um professor específico.

Além disso, o aumento do número de escolas da capital no Programa Mais Educação do Governo Federal, que incentiva a ampliação da jornada escolar, resultará na utilização do contraturno para, entre outras atividades, o apoio pedagógico complementar e a recuperação.

Participação da família

Para a SME, a família tem participação fundamental no processo de ensino e aprendizagem dos filhos, e é necessário o estabelecimento de um diálogo permanente entre escola e pais. Assim, quando as dificuldades dos estudantes surgirem, elas poderão ser comunicadas com agilidade.

Outra orientação do Mais Educação São Paulo para as escolas é que a avaliação contínua dos estudantes deverá promover reflexão e reorientação de práticas didáticas, no próprio percurso do aprendizado. Assim, a recuperação é entendida como “um ato de cuidado com os estudantes”.

Para saber mais sobre a avaliação para a aprendizagem e as oportunidades de apoio pedagógico complementar, veja a nota técnica abaixo:

 

Nota Técnica nº 13 – Programa Mais Educação São Paulo 

Processo de Aprendizagem

APROVAÇÃO AUTOMÁTICA, RETENÇÃO, RECUPERAÇÃO / APOIO PEDAGÓGICO COMPLEMENTAR

Aprovação automática

A aprovação automática, sem compromisso com a aprendizagem e o desenvolvimento, vem sendo um grande mal para a educação de crianças e jovens brasileiros.

Essa prática, ainda comum em muitas escolas, compromete o futuro de milhões de estudantes, que, na vida, logo descobrirão que conhecimentos importantes lhes foram sonegados e que condições indispensáveis para a sua plena cidadania lhes foram subtraídas.

Aprovação automática é o desvirtuamento da correta concepção de que os alunos têm direito ao aprendizado contínuo e progressivo e de que a escola, a família, o Estado e a sociedade têm o dever de assegurar isso a eles.

A recusa omissa em levar os processos avaliativos a todas as suas consequências nada tem a ver com progressão continuada dos alunos, desejo e compromisso de todos os educadores sérios.

Evidente que o objetivo maior da escola e do trabalho dos professores é o sucesso educacional dos seus alunos. A reprovação de um estudante é o fracasso de todos.

Porém, mais grave é o fracasso escamoteado, escondido, como se na escola fosse possível aprender sem esforço, construir sem trabalhar, criar sem experimentar. Um engodo que deseduca e desorienta.

O objetivo é agir para que a cultura e a prática de aprovação automática não mais existam nas Unidades Educacionais da Rede Municipal de Ensino.

A avaliação do processo de ensino e aprendizagem é parte do currículo, constituindo etapa necessária e indispensável para o (re)planejamento das ações pedagógicas e para a reflexão sobre o percurso cognitivo e os conhecimentos significativos já construídos pelos estudantes. Dessa forma, entende-se que a aprovação automática não é um procedimento de uso sistemático, bem como a retenção.

A organização em ciclos pressupõe a consideração de fases de desenvolvimento e de respeito aos ritmos diferenciados de aprendizagem. Isso significa que distintos instrumentos e estratégias avaliativos sejam utilizados com a finalidade de apontar conquistas e fragilidades, servindo de base para a reflexão e a proposição de atividades, trabalhos e orientações que contribuam para o avanço na aprendizagem e para a superação de dificuldades. O acompanhamento do processo é contínuo.

As sinalizações de problemas relacionados à aprendizagem devem permitir o diagnóstico precoce, porém, em circunstâncias nas quais se evidenciam que as dificuldades não foram superadas ainda, a retenção pode ser necessária.
Retenção

A retenção é resultante de um processo e sinaliza que o percurso do ensino e aprendizagem não atingiu o desejado até determinado momento. É, nesse sentido, um indicador de dificuldades a serem superadas, a fim de que o estudante possa, de fato, avançar para novas etapas. Não deve ser concebida como mecanismo punitivo ou de exclusão.

A retenção poderá ocorrer em todos os finais de ciclos (3º, 6º e 9º anos do ensino de 9 anos) e também nos 7º e 8º anos do Ciclo Autoral. Se, ao fim de todos os processos de exposição ao conhecimento, os direitos e objetivos de aprendizagem não tiverem sido realizados, a ponto de comprometerem a continuidade dos estudos, o estudante poderá ser retido. Ressalte-se que a retenção se configura como recurso posterior a todas as outras estratégias de Apoio Pedagógico Complementar. Compõe também esse processo de acompanhamento do aprendizado a realização de avaliações bimestrais, que têm por objetivo aumentar as possibilidades de alerta ao estudante quanto às suas dificuldades.

A retenção de um aluno em determinado momento de seu processo de desenvolvimento pressupõe a oportunidade de revisão e de amadurecimento, para que ele prossiga em melhores condições de acompanhar a etapa seguinte.
 

Apoio Pedagógico Complementar / Recuperação

O Apoio Pedagógico Complementar consiste em iniciativas e recursos oferecidos ao estudante com o objetivo de acompanhar mais de perto suas atividades, de modo a auxiliá-lo a superar dificuldades, se elas surgirem. Tais iniciativas e recursos garantem qualidade no monitoramento dos processos de ensino e aprendizagem, permitem detectar problemas e evitam que os estudantes avancem em condições inadequadas ou frágeis.

Para que esse apoio se concretize, é importante envolver a família no processo de ensino e aprendizagem de seus filhos, estabelecendo um constante diálogo, como, por exemplo, em momentos como reuniões periódicas com pais/responsáveis para ciência do desempenho e do desenvolvimento dos estudantes. À escola cabe proporcionar meios de acolher e atrair as famílias, para que elas participem de modo mais próximo das ações pedagógicas.

A escola, avaliando continuamente os estudantes, deve promover ações/reflexões/ações voltadas à percepção das dificuldades encontradas por eles, à medida que elas surgem, para (re)orientar escolhas relacionadas às práticas, esclarecer aspectos que não foram claramente compreendidos e realizar mediações especificamente direcionadas às dificuldades individuais.

O Apoio Pedagógico Complementar pode se concretizar, ainda, por meio de ações desenvolvidas em momentos diferenciados com grupos de educandos com dificuldades. É o caso da recuperação paralela, que acontece em aulas ministradas no contraturno.

No âmbito da avaliação formativa, que permite a (re)orientação das aprendizagens no próprio percurso, a possibilidade de retomada e construção de conhecimentos, com a superação de dificuldades deve ser contínua. A recuperação consiste na ampliação das oportunidades e representa um ato de cuidado.

A recuperação de alunos de qualquer ano, que ainda não atingiram o desenvolvimento cognitivo ou o domínio de conceitos esperados, poderá ocorrer de forma paralela às aulas, com planejamento e mediação de um professor específico de recuperação.

A participação de um grande número de escolas da Rede Municipal de Ensino no Programa Mais Educação do Governo Federal possibilitará a ampliação da jornada dos alunos e, assim, a utilização de tempos e espaços escolares, em contraturno, destinados a atividades de Apoio Pedagógico Complementar e Recuperação.
Leia ainda:

Devolutiva da consulta pública do Mais Educação São Paulo
Notas técnicas resultantes da consulta
Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa
Sistematização das colaborações por temas

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Discussão - Um comentário
  1. ANTONIO DIAS NEME

    out 28, 2013  at 14:55

    Mais Educação São Paulo vai valorizar recuperação e apoio pedagógico

    “A recuperação e o apoio pedagógico complementar são duas medidas valorizadas pelo Mais Educação São Paulo, programa que trabalha a reorganização da Rede Municipal de Educação e o currículo escolar. A partir de 2014, a Secretaria Municipal de Educação (SME) pretende oferecer a recuperação aos estudantes com dificuldades na aprendizagem com melhores condições nas unidades.”

    Fazer um diagnóstico, mapear o conhecimento prévio dos alunos e avaliar a turma ao longo do ano são passos fundamentais para não deixar ninguém para trás. Ainda há tempo para recuperar e garantir que todos sejam aprovados no fim do ano. A chave é montar um grupo de apoio pedagógico para acelerar a aprendizagem daqueles que ainda estão com mais dificuldade
    Basta organizar grupos de apoio pedagógico que ofereçam às crianças e aos jovens com mais dificuldades o suporte necessário para que eles avancem conforme o esperado. A chave é proporcionar a atenção individualizada em turmas menores. Muitas redes de ensino disponibilizam professores eventuais para essa missão. Outras programam as atividades de reforço desde o início do primeiro semestre. Mas mesmo quem não começou o trabalho tem perfeitas condições de alcançar o sucesso.
    Cinco são os passos fundamentais:
    . Um diagnóstico preciso das necessidades de aprendizagem de cada um dos estudantes;
    . O estabelecimento de metas de curtíssimo prazo;
    . Um programa de sequências de atividades referentes aos conteúdos (diferentes das feitas na sala regular);
    . Um cronograma bem definido;
    . Uma avaliação que comprove que cada etapa está sendo vencida.
    É importante destacar que o restante da turma também precisa de atenção – daí porque todo o trabalho precisa ser bem planejado, com definição clara de funções, tanto para os professores regentes como para os responsáveis pelos grupos de apoio.
    Valorizar a recuperação é orientar e coordenar atividades, observando-se as verificações, identificar as dificuldades dos alunos, o processo de ensino-aprendizagem num projeto pedagógico da escola.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

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