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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
fimaprov

Pais de alunos, professores e diretores opinam sobre a Aprovação Automática. Uma das diretrizes do programa Mais Educação São Paulo é o fim desse sistema, substituindo-o pela possibilidade de retenção ao final dos Ciclos (3º, 6º e 9º anos), assim como no 7º e 8º anos do Ciclo Autoral.

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Discussão - 72 comentários
  1. Lilian F. Conceição

    ago 20, 2013  at 15:08

    Vejo com otimismo a comunicação sobre os aperfeiçoamentos necessários à educação na cidade de São Paulo. Desde já, parabenizo a gestão Haddad pela iniciativa.
    Em primeiro lugar, porque percebo o retorno da noção de consequência, fundamental em qualquer processo educativo. Na medida em que antes foram suprimidas determinadas etapas do processo de formação, como presume qualquer tipo de progressão que negligencie a avaliação, o resultado da aprendizagem ficava à deriva. Embora compreendendo que algumas das etapas da formação exigem maior tempo que o ano letivo habitual para serem executadas e avaliadas, em termos de resultados do processo (como a alfabetização), indicadores coletados em meio ao caminho de um ciclo devem definir e orientar intervenções construtivas. Parece-me que isso acabou negligenciado em função das circunstâncias anteriores e que desconheço nos detalhes. Espero, sinceramente, que a noção ora resgatada também seja aproveitada na construção de atitudes, evitando, enfim, as cenas brutais de violência escolar que vemos em abundância no cenário educativo brasileiro.
    Também, porque percebo avanço na autonomia prevista nas nossas leis para definir alguns processos internos à escola, alinhando-os à concepção teórica educativa escolhida como suporte. Nessa direção, a nova divisão dos ciclos é acertada e coerente.
    No entanto, ao ler as contribuições dos demais participantes deste fórum de participação, gostaria de registrar que, na grande maioria das vezes, os profissionais do “chão” da escola anseiam também por providências menos amplas, concomitantemente às diretrizes gerais, para que o clima escolar positivo atue como elemento motivador para essa prática profissional tão importante quanto desgastante. E, nesse aspecto, espero que a gestão atual da prefeitura possa: escutar os profissionais já atuantes, com suas queixas e contribuições valiosas vindas da rotina diária na função; incluir novas vozes, na busca de boas contribuições a essa iniciativa; estar preocupada com todos os agentes educativos que compõem o cenário escolar; não reinventar a roda, como é comum na política brasileira, a cada nova gestão; e, por fim, estar realmente atenta à valorização do profissional de educação (fundamental para que atividade de tamanha importância social seja desenvolvida), significando a garantia de vida digna e de acesso aos bens culturais, valor inquestionável para essa categoria.
    Lilian F Conceição

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    • Débora Espada Catarino

      ago 20, 2013  at 15:08

      Concordo com você, Lilian, principalmente na ânsia de também esperar ser ouvida, porque muitas das soluções já existem, só não somos autorizados a coloca-las em prática… hoje vivemos um tempo que, na escola, tudo pode!

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  2. Rosiane Lima

    ago 20, 2013  at 15:08

    Sou professora da rede municipal e concordo que todos os professores deveriam ter a opção de fazer JEIF ou não. Os salários tambèm precisam ser revistos. Não temos como nos atualizarmos, com salários tão baixos. Três jornadas são necessárias para que possamos nos manter. As turmas superlotadas são outro problema que precisa ser revisto. A inclusão està sendo feita de qualquer forma, sem nenhum preparo dos professores. Espero que todos esses pontos sejam considerados.

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    • Tatiana

      ago 23, 2013  at 15:08

      Após assistir ao vídeo alguns questionamentos ficaram sem resposta, são eles:

      Ouvi o Professor Duarte, diretor regional da DRE Jaçanã Tremembé falar que os professores estão animados e preparados para esse novo programa, gostaria de saber se os professores da DRE dele foram consultados, pois trabalho em outra DRE e não fomos consultados.

      Nosso secretário comentou que será criada uma plataforma para que a família acompanhe a vida escolar do aluno. Gostaria de saber se isso garante a parceria necessária que escola e família precisam ter. Será que os pais dos meus alunos do extremo leste da periferia de SP, terão acesso a computadores e internet para acompanharem a vida dos seus filhos?

      Por falar em internet, tecnologia, quais serão os novos recursos tecnológicos que serão oferecidos? Laboratório de informática nós temos.

      Nosso prefeito relatou que será feito um “acompanhamento fino” de cada aluno, como isso será possível com uma média de 35 alunos por sala de aula na grande maioria das escolas?

      Uma diretora de escola relata que com o ciclo se perderam as regras e o controle, é pra isso que a reprovação serve? Instrumento de poder para o professor e o diretor?

      Ouvi relatos de mães e avô defendendo a reprovação. Desde quando reprovação garante interesse do aluno pela escola? E qual interesse seria esse? “Decoreba” pra passar numa prova? Será que eles serão criativos pra pelo menos inventarem algumas maneiras de “colar” mais modernas?

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  3. Eva Maria

    ago 20, 2013  at 15:08

    Eu aprovo o fim da Aprovação Automática,porque o aluno sendo promovido automaticamente de ano/série parece que nos últimos anos,virou motivo para a sociedade em geral não levar a educação academica a sério. Isso tirou do aluno a possibilidade de desenvolver o hábito de estudo,visto que tal hábito vem associado à necessidade de estudar como um preparo para realização de provas,testes ou avaliações.

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    • Débora Espada Catarino

      ago 20, 2013  at 15:08

      Verdade, Eva, isso gerou falta de competitividade e interesse do alunos e acomodação da família, pois ambos não tem maturidade para entender que o não aprendido hoje pode faltar amanhã. O problema é que a sociedade é competitiva e nossos alunos ficam quase sempre para trás.

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  4. Anderson

    ago 20, 2013  at 15:08

    Estão corrigindo os problemas que eles próprios criaram. O governo finge que é um espectador neutro da realidade, mas na verdade produzem a triste realidade e depois vem com soluções mágicas para resolver tudo. Colocam palavras bonitas no currículo e nos discursos, mas efetivamente não oferecem o mínimo de condição para que os professores ensinem e que os alunos aprendam. Pois seria muito mais interessante prevenir a repetência do que fomentar um cultura que culpe os alunos pelos problemas de aprendizagem. Primeiramente reduzir o número de alunos por sala, principalmente nos dois ciclos propostos, já que não adianta propagar que são períodos dedicados ao letramento se as condições não são oferecidas. Que tal 15 alunos por sala? Esse número é condizente com um contexto educacional em que os alunos não tem acesso aos equipamentos culturais na periferia. Ademais, como será a recuperação desses alunos? Serão colocados em salas lotadas com 30 alunos? Quais serão os investimentos nessa área? Ou será perpetuado o atual sistema em que a supervisora e os demais funcionários do governos só aparecem na escola para cobrar os professores, sem querer saber das condições de trabalho na escola? Por que ao investir na qualidade, na estrutura, nos salários dignos o governo insiste em medidas midiáticas que não resolveram nada?
    Apesar de achar esse espaço em simulacro de democracia, pois as decisões são tomadas pelos tecnocratas, que sequer chamaram os sindicatos e os professores para formularem tais medidas, aqui vão algumas sugestões:

    - Diminuir o número de alunos por sala.(15 para o 1 e 2 Ciclos e 20 para o 3)
    - Garantir JEIF remunerada para todos os professores que deseja.
    - Salário digno aos professores para efetivamente se sentirem motivados e com tempo para prepararem aula, avaliações etc.
    - Condições dignas de trabalho, garantindo 1/3 da jornada extraclasse(O Haddad insiste em desrespeitar uma norma que pregava quando era Ministro).
    - Construção de equipamentos culturais, pois nada mais absurdo que defender que a escola deve proteger as crianças de nossa cidade. Por que não mudar a cidade?
    - Reforma das escolas.
    - Colocação de lousas digitais nas salas de aula.

    Com a certeza de essas sugestões não serão lidas por nenhum tecnocrata que compõe o círculo fechado que integra os realizadores das mudanças, espero que nossos colegas não caiam nesse engodo retórico.

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 20, 2013  at 15:08

      Estudei o ensino fundamental em uma escola particular onde havia quase 40 alunos por turma. Não havia lousa digital, e nenhum desses métodos modernos de ensino, com atendimento individual ao aluno, o qualquer coisa que o valha. Mas tive, nessa escola – não só eu, mas todos os meus colegas -, uma excelente formação básica. Isso porque havia disciplina, o professor tinha autoridade para expulsar aluno de sala, se necessário (embora não me lembro disso ter acontecido) e a direção apoiava o professor para tomar medidas disciplinares contra alunos que perturbavam o bom andamento das aulas. Sobretudo, havia reprovação para quem não aprendia. Os alunos sabiam que seriam reprovados se não prestassem atenção às aulas.

      Por outro lado, em escolas onde prevalece um sistema que não impõe limites nem cobranças aos alunos, não adianta as turmas serem pequenas. Se houver dois alunos por professor, e um estiver a fim de aprender, o outro vai azucrinar o colega e o professor.

      Não que eu seja contra as medidas que você propõem, mas essas não são excludentes com o fim da aprovação automática. Melhor seria se atendessem a todas as suas reivindicações E terminassem com a aprovação automática. Mas o fim da aprovação automática já é um passo importantíssimo.

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      • Karine

        set 07, 2013  at 15:08

        Reprovação não vai haver,projeto já imposto, diretores terão medo, como acontece hoje.
        Classes super lotadas, excesso de trabalho, 3 turnos, na décima aula do dia o professor já está vesgo e super cansado, o que se espera desse.. professor , que ele seja redentor da educação. Acorda senhor secretário e senhor prefeito,

        Responder

    • Maria Lucia

      ago 21, 2013  at 15:08

      Prefeito, Anderson, em seu discurso, a prefeitura passa por revolucionária na educação, insistindo no mais do mesmo da exclusão escolar. Os que não aprendiam, serão os futuros repetentes, e em breve, vão evadir, deixando assim de ser “problema” nosso. Um professor com 35 alunos, não tem como respeitar integralmente as competências de cada aluno. PMSP, empurrando o problema com a barriga.

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    • Gleig

      ago 24, 2013  at 15:08

      Endosso, veementemente, TODAS as sugestões do colega Anderson. Só gostaria de acreditar que isso não é um “simulacro de democracia”…. Ah como eu queria!

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  5. marina

    ago 20, 2013  at 15:08

    Após tantos anos com a aprovação automática, temos pais de alunos que passaram por este processo e não colaboram no acompanhamento dos filhos. Concordo com reprovação, mas acredito que é preciso fazer uma conscientização com os pais para particviparem mais da vida escolar de seus filhos. Concordo com a lição de casa , mas também é preciso conscientização e orientação para os pais , além de criaar espaço para os alunos que ñão tem condições espacial e/ou familiar para fazer as lições de casa.
    Conscientizar os professores em não aprovar os alunos que não tiverem condições e estes não devem ser pressionados a aprovar para favorecer estatisticas, ou outros beneficios.

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    • Débora Espada Catarino

      ago 20, 2013  at 15:08

      Concordo Marina! Já me senti pressionada muitas vezes a aprovar aluno, mesmo quando a reprovação era possível, como num caso de excesso de faltas. O fato de mudar o que está escrito não significa mudanças na prática. Vamos ver no que vai dar… Com relação a função da família na educação percebo muitos pais que não sabem o que fazer e são extremamente permissivos e omissos, sugiro a formação de uma “Escola de Pais” dentro das unidades, com palestras de professores e outros profissionais da sociedade e momentos de discussão de questões diversas.

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  6. Rogério Fajardo

    ago 20, 2013  at 15:08

    Eu aprovo o fim da aprovação automática e aproveito o debate para rebater o argumento mais usado por aqueles que defendem a aprovação automática: o de que a reprovação exclui as camadas mais pobres da população.

    Quando comparamos os dados da educação antiga com a educação moderna, observamos que hoje existem muito mais pessoas que concluíram o ensino médio – principalmente entre os mais pobres – do que antigamente, quando havia intensa reprovação. Porém, nessas estatísticas devemos considerar duas coisas. Primeiro: a reprovação não era o único, nem o principal, fator de evasão escolar. Antigamente, não havia as políticas que existem hoje, que dão todo o suporte para o aluno ter condições de frequentar escola: alimentação, transporte, quando necessário, uniforme, em muitos lugares (evitando a acepção por condições financeiras dentro da escola), distribuição gratuita de material didático, garantia de vagas, etc., além de uma maior conscientização das pessoas para levarem os filhos às escolas. Isso tudo, sem dúvida, é um avanço na educação moderna, e um fator para diminuir a evasão escolar sem comprometer a qualidade. Ou seja, se terminarmos com a aprovação automática mas mantendo as outras políticas inclusivas – além de métodos de recuperação para diminuir a reprovação (sem obrigar os professores a passar alunos que não aprenderam, mas dando oportunidades adicionais para que esses aprendam) – não vamos voltar aos índices de evasão de antigamente. Aliás, se bem planejado, e compensando com outras políticas para combater a evasão escolar, essa nem irá aumentar.

    Em segundo lugar, precisamos considerar um viés observacional quando analisamos essas estatísticas de aparente inclusão: as pessoas que se formaram graças à aprovação automática não foram, efetivamente, incluídos socialmente. A aprovação automática apenas promove de ano o aluno que não aprendeu, sem aumentar o seu conhecimento. Isso causou um aumento de exigência de escolaridade, por parte das empresas, para compensar a baixa qualidade de formação, de modo que a aprovação automática não se reverte nem em aumento de cultura nem em aumento de empregabilidade.

    E se, por um lado, alguns podem desanimar e desistir da escola por ser reprovado, muitos responderão à pressão do risco de reprovação estudando mais e se preparando melhor. Além disso, a aprovação automática funciona, na prática, como uma “reprovação automática”, porque os alunos que aprenderam a matéria do ano anterior não pode progredir na sua aprendizagem, já que os outros colegas não o acompanharam, e os professores são forçados a nivelar por baixo. Ou seja, na prática, ainda que os alunos são colocados numa série mais avançada, eles refazem o ano anterior como se todos fossem reprovados. Quem estudou ou acompanha alguém que estuda em escola pública sabe do que estou falando: a escola – contrariando o próprio ECA – não dá oportunidade aos bons alunos aproveitarem seu potencial.

    Sendo assim, considero o sistema com aprovação automática mais excludente que o sistema que reprova. Com a reprovação, a criança tem oportunidade de adquirir um ensino de qualidade, se ela e/ou os seus pais alcançarem alguma conscientização de que precisam, pelo menos, concluir o ensino básico. Com a aprovação automática, a chance de alguém conseguir uma boa formação sem pagar por uma escola ou cursinho é quase nula.

    Para corroborar com a minha teoria, menciono uma estatística publicada no Jornal do Campus, jornal de circulação interna na USP: há alguns anos atrás, antes de haver várias políticas inclusivas, 56% dos estudantes da USP vinham de escola pública. Hoje, após diversas políticas inclusivas serem aplicadas, essa porcentagem caiu para 28,5%. Vejo que a aprovação automática é um importante fator para justificar essa queda.

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  7. Jonny Nelson Teixeira

    ago 20, 2013  at 15:08

    Olá caros amigos preocupados com a educação paulistana.

    Vejo com um pouco de temor a opinião de muitos colegas. Conheço esta opinião de que a reprovação pode aumentar o valor da escola, mas na realidade devemos pensar muito mais em outros fatores que tornam a escola um local muito desmotivador, que muitas vezes não tem relação com o professor, mas muitas vezes tem, assim como a sociedade tem muita culpa nisso.
    Por exemplo, o que se faz para que a escola cumpra exatamente seu papel no seculo XXI que não é o de instruir, mas também o de socializar, o de tornar um aluno cidadão? Quais estratégias, além da reprovação, as escolas terão para tornar o aprendizado mais atraente, mais motivador? Este tipo de motivação extrínseca, onde a recompensa é a aprovação funciona? Algumas pesquisas dizem que ajuda, mas não totalmente.
    Qual a estratégia que a escola utilizará para trazer a sociedade de volta a escola? E a comunidade do entorno, será que apenas com reunião de pais e festa junina a comunidade estará fazendo parte da vida escolar do filho?
    Devemos, colegas, tomar muito cuidado com a ideia de que “reprovar por reprovar” seja a melhor solução. Já pensamos como iremos trabalhar o aluno e seus responsáveis numa eventual evolução acadêmica?
    Vejam, não sou contra a reprovação, mas novamente digo que essa ação somente não surtirá muito efeito se a escola, a SEE e a sociedade como um todo não pensar em valorizar a educação e mostrar que ela está sendo valorizada.

    Pro. Dr. Jonny Nelson Teixeira

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 20, 2013  at 15:08

      A reprovação é apenas um passo, não a solução definitiva. É importante a escola motivar, mas não podemos esperar que alguém cumpra sua obrigação apenas por prazer, sem cobrança. Além disso, reprovar não é uma mera punição ao aluno que não aprendeu: é uma forma de você insistir no aluno. Aprovar todo mundo e dar um diploma enganoso a quem não aprendeu é desistir desse aluno. O ideal é que ninguém saia da escola enquanto não tiver alcançado todo o conhecimento exigido. E a ideia dos ciclos é um grande erro, porque é mais difícil recuperar mais de um ano de defasagem na aprendizagem.

      Quanto aos outros objetivos da escola, além do de instruir, devemos tomar cuidado para não sermos evasivos nessas propostas. Se a escola apenas instruir, está muito bom, porque é o objetivo principal dela. Se a escola fazer mais do que instruir (socializar, formar cidadãos, e por aí vai), melhor ainda. Mas tomemos cuidado para que estabelecer outros propósitos à escola não sirva como desculpa pelo insucesso no objetivo, e ocorra que não alcancemos nem uma coisa nem outra.

      Responder

  8. FÁBIO RODRIGO BOTTAS

    ago 20, 2013  at 15:08

    Boa tarde Gustavo
    Meu nome é Fábio, sou diretor de escola da EMEF DR. JOÃO PEDRO DE CARVALHO NETO. Quanto à progressão continuada posso dizer que é mais um daqueles sistemas que funciona muito bem na teoria e ideologicamente é muito bonito, pois parte de diversos pressupostos que em sã consciência ninguém negaria, mas a beleza do sistema fica por aí, pois na prática é um verdadeiro horror, seja pela pouca confiança que transmite aos pais e alunos, seja pela dificuldade do próprio professor e entender o sistema, seja pela dificuldade dos pais em entenderem o sistema e diversos outros motivos, ficando evidente que aplicado à realidade o sistema de progressão continuada é um fracasso. O bom da nova proposta é dar autonomia para as escolas reprovarem os alunos no final de cada ciclo e nos 7º, 8º e 9ª anos do Ensino Fundamental, desta forma aquelas escolas em que sua comunidade acredita na progressão continuada simplesmente não vão reter nenhum aluno e tudo continuará como esta, mas outras escolas que não concordam com este sistema vão tentar corrigir algumas falhas retendo alunos que por qualquer motivo naquele ano não puderam aprender os conteúdos propostos. O importante da proposta não é se vai haver retenção ou não, mas que esta decisão fique a cargo da escola, afinal já esta mais que provado que aquelas fórmulas prontas para todas as escolas não dão resultado algum. Em todos os campos da vida, da economia e do conhecimento já ficou provado que soluções prontas não resolvem nada e simplesmente pioram o problema, temos que valorizar a liberdade, pois só assim as pessoas encontraram suas próprias soluções sem a tutela do Estado e também sem o Estado para jogar a culpa de seus fracassos, ao invés das pessoas tentarem achar outra solução quando algo dá errado. Quando propomos uma mesma solução para todas as escolas, estamos também assumindo que quando der errado, a culpa é somente de quem propôs. A escola deve ter a liberdade de achar suas próprias soluções e quando errar corrigir seus rumos, sem a quem culpar. Apoio totalmente à atitude da Secretaria de Educação no sentido de flexibilizar a retenção nos ciclos, pois a verdadeira ditadura é achar que todos merecem as mesmas soluções, mesmo sendo diferentes. Chega dos tais consensos ditos democráticos porque envolvem consulta a vários atores sociais, mas dali saem formulas prontas para todos, o que não deixa de ser uma ditadura, mesmo que talvez seja uma ditadura da maioria.

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  9. Izabel Reis

    ago 20, 2013  at 15:08

    Ja passou da hora de alguem tomar providências quanto a esse absurdo que se tornou o ensino nesse país, espero que São Paulo tome a frente dessa discussão.Nossos governantes devem entender que esse modelo de inclusão esta criando geração de adultos excluidos do mercado de trabalho.

    Responder

  10. Débora espada Catarino

    ago 20, 2013  at 15:08

    Sou totalmente a favor do fim da aprovação automática, mas contra carregar dependência de matérias no ciclo chamado de autoral. Ou passa ou reprova, nada de meio termo e quem decide isso é o grupo de professores da série, o extinto conselho de classe que deve ser soberano. Hoje podemos reprovar apenas por faltas e ainda sim, sofremos pressão para a aprovação, espero que isso acabe.

    Responder

    • Rogério Fajardo

      ago 21, 2013  at 15:08

      A dependência é interessante porque o aluno refaz apenas a matéria que não aprendeu. A reprovação de ano tem o inconveniente de obrigar o aluno a fazer até as matérias em que ele foi bem. Por outro lado, a dependência apresenta uma dificuldade logística: em que horários e salas os alunos farão essa matéria, especialmente quando acumularem muitas dependências? Além disso, existe um grande risco dessas DPs serem feitas disciplicentemente e forçarem uma aprovação automática velada. Isso de fato precisa ser discutido em mais detalhes.

      Responder

  11. Márcia Célia Camata Silva

    ago 21, 2013  at 15:08

    Concordo com o fim da promoção automática, sim, esse é o termo correto. Inclusive, gostaria de registrar que, no atual sistema (ciclos), a reprovação no 9º ano é velada; a única série onde pode-se reprovar o aluno, há uma cobrança em cima dos professores quanto à reprovar uma quantidade “razoável” de alunos (será que é para não transparecer o quanto o sistema é ruim, expondo uma quantidade grande e necessária de repetentes, que não estão efetivamente aprendendo?). Resta saber se a retenção no novo modelo, não seja também velada, com receio que os professores a utilizem como “arma” contra o aluno; mas que seja planejada e bem orientada.
    Acho muito importante outra discussão, em relação ao número de alunos por sala e a falta de respeito que nos deparamos diariamente. Isso deve constar desse novo Plano, pois lidar com alunos que não nos respeitam, desafiam, debocham e, às vezes, agridem, não pode mais continuar. A minha sugestão é que os alunos que atrapalham o andamento da aula e tiram o direito de outros de aprender, que mesmo esgotando as intervenções e mediações dentro da escola e com a família, continuam com as mesmas atitudes, sejam avaliados no Conselho de Escola, para sua transferência de escola. Vai transferir o problema? Pode ser que sim, mas aquela unidade escolar fez tudo o que podia e a pessoa não se auto avaliou, não mudou suas atitudes, não deve carregar esse problema até o aluno sair da escola. Com certeza, teremos menos licenças médicas e exonerações por parte dos professores, que finalmente, conseguirão dar uma boa aula num ambiente saudável.

    Responder

  12. LUCAS ARAUJO DA SILVA

    ago 21, 2013  at 15:08

    EU GOSTEI DESSA NOVA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO E TAMBÉM MELHORAS NA EDUCAÇÃO,MAS TAMBÉM NÃO É EM TUDO AS MELHORAS.EU GOSTARIA QUE COLOCASSE MENOS ALUNOS NA SALA DE AULA . NÓS ALUNOS IREMOS TER UM ENSINO COMPLEMANTAR E MUITO ÓTIMO.
    HOJE EM DIA TEM 35 A 40 ALUNOS NA SALA DE AULA EM ESCOLAS PÚBLICAS. EM ESCOLAS PARICULARES TEM EM MÉDIA 25 ALUNOS POR SALA,ELES TEM UM ENSINO MUITO BOM EU GOSTARIA QUE TIVESSE MENOS ALUNOS NA SALA DE AULA, DESDE JÁ AGRADEÇO.

    Responder

  13. Celia Maria

    ago 21, 2013  at 15:08

    Boa tarde, pessoal,

    leciono na rede estadual e na municipal de São Paulo. Percebo que a atual situação da nossa educação se dá por vários motivos. Entre eles: sala super lotadas, total falta de respeito por si mesmo pelos alunos, falta de apoio dos pais, falta de apoio das autoridades (haja vista o grande problema causado pela violência praticada pelos adolescentes), engessamento do que se chama currículo (não se considera as idiossincrasias de cada escola), falta de material, a progressão automática, salários inadequados, etc, etc, etc.
    No entanto, percebo com um certo temor a nova proposta do município, pois não vejo como se aplicaria na prática, por exemplo, a dependência. Também não percebi um projeto para a melhoria das perdas salariais, o que seria muito importante.
    Outra coisa, será que realmente não existe na rede municipal a tal “lição de casa”? Interessante, não é?

    Responder

    • Adriana P

      ago 22, 2013  at 15:08

      Também sou da rede e todos os professores que conheço passam lição de casa e alguns dão prova ou alguma atividade avaliativa. O problema é que os alunos não tem compromisso, não se importam em não fazer nada, e as famílias não parecem comprometidas, as que são, geralmente seus filhos aprendem bem.
      Precisamos respeitar o educador, valorizar seu trabalho, e envolver a comunidade.
      Esta gestão começou desconsiderando as duas referências do plano de carreira conquistado pela categoria. Depois, impôs um plano de reposição da greve, sem atender ao Conselho de escola. Infelizmente, agir de forma autoritária, punitiva com professor e agora com o aluno não vai fazer com que a educação municipal melhore!
      Tem muita diálogo, compromisso que se estabelecer com o Projeto Político Pedagógico da Escola.
      Obrigar o professor a dar lição de casa? O que é isso? No mínimo desrespeitoso! Quem fizer lição de casa aprende?! A criança aprende na escola. A lição de casa é apenas uma sistematização, uma revisão, talvez pesquisa. Lição de casa é um instrumento que pode ou não ser utilizado e obrigar o educador a usá-lo é desconsiderar a autonomia de cada escola e seu PPP.
      Uma forma bastante simplória de ver os problemas educacionais do município.
      Que pena!
      Um abraço a colega Cecília!

      Responder

      • Roger

        ago 22, 2013  at 15:08

        Vamos mudar as personagens. O médico passa o tratamento para um mês, o paciente não o segue e o governo/sociedade começa a falar que é o médico que precisa de mais “formação”

        Responder

        • Adriana P

          ago 22, 2013  at 15:08

          Muito bom!

          Responder

        • Tatiana

          ago 23, 2013  at 15:08

          Roger, gostei muito da comparação que você fez. Acho que isso exemplifica bem o que estamos passando na educação e continuando a comparação pergunto, um médico consegue realizar uma cirurgia se não tiver condições? Se faltar o leito na UTI, se faltar o anestesista, os equipamentos provavelmente a cirurgia ou o atendimento não será realizado, o paciente vai ficar no corredor (já que estamos falando do que é público) esperando e esperando e esperando. O professor não pode deixar ninguém esperando no corredor, tem que trabalhar sem ter condições de trabalho e isso que é simplesmente o fundamental não entrou em discussão e não estou falando de salário e sim de reais condições de trabalho mesmo. Interessante, não?

          Responder

          • Roger

            ago 24, 2013  at 15:08

            Concordo as greves normalmente são por melhores condições, e não apenas por salários como aparece na mídia.
            E por falar em mídia, do jeito que vejo as propagandas “governamentais” acho que cada vez mais a população em geral acho que a culpa é dos professores (não que não haja alguns maus profissionais, como há em todo lugar)

  14. David Leandro Cavalcante

    ago 21, 2013  at 15:08

    Entendo que, sendo a educação e, consequentemente, a aprendizagem direitos das crianças e dos adolescentes, pergunto: é preciso provar que se tem méritos para exercer um direito? O ensino fundamental, de 9 anos deve ser assegurado a todas as crianças e adolescentes. A questão da “aprovação” e da “reprovação”, de caráter classificatório e selecionador não é pertinente; não se refere ao cumprimento pelo Estado das condições ótimas para que o ensino e a aprendizagem aconteçam de forma qualitativamente superior ao que vivenciamos hoje. Portanto, “aprovar” ou “reprovar” são palavras que nem mesmo deveriam existir no vocabulário educacional. O que temos de garantir são as melhores condições para que, nos 9 anos de ensino fundamental, as crianças e os adolescentes desenvolvam os seus potenciais de aprendizagem.

    Responder

    • Adriana P

      ago 22, 2013  at 15:08

      David, concordo com absolutamente tudo que disse!

      Responder

      • David Leandro Cavalcante

        ago 30, 2013  at 15:08

        Reforço o que escrevi anteriormente, e lanço o desafio para refletirmos: como garantir os “direitos de aprendizagem dos alunos”, como consta no documento da reforma, defendendo que esse direito seja “validado”, em termos de aprovação e reprovação? Ora, que mérito uma criança e um adolescente têm de provar para aprender? Sabemos que o que inviabiliza o devido cumprimento desse direito não são as dificuldades cognitivas dos nossos alunos! Por isso, não se deveria pensar a educação em termos de “aprovação-reprovação”, e sim, em potencialidades e conquistas. Sinceramente, acho uma excrescência a retomada de termos tão distantes do que realmente significa educar.

        Responder

  15. Larissa

    ago 22, 2013  at 15:08

    Espero que essa consulta pública não seja só de “faixada”, espero que as pessoas que estão envolvidas com as propostas de mudança e que o novo governo realmente ouça os que estão na sala de aula, pois pedimos socorro há muito tempo. Todos os professores que colocaram suas opiniões aqui, mais ou menos a favor do fim da aprovação automática, concordam que além dessas medidas propostas no plano Mais Educação é preciso que haja valorização dos profissionais de educação, para que possamos nos dedicar a uma única escola e aos estudos e preparo de atividades pedagógicas adequadas com os ideais de uma escola de qualidade. Além disso, como já citado, a diminuição do número de alunos por sala, pois é impossível dar conta da individualidade de cada um e oferecer um acompanhamento adequado da aprendizagem com 35 alunos por sala.

    Responder

  16. Adriana P

    ago 22, 2013  at 15:08

    Reprovar o aluno é um retrocesso. A escola tem o dever de ensinar. Infelizmente, vários educadores ainda utilizam as notas como forma de oprimir o aluno, nas escolas particulares isso também acontece, porém os pais não querem perder o investimento e contratam professores particulares e cobram mais do aluno. Nunca, em mais de 20 anos de magistério usei a nota para intimidar um aluno! Me orgulho de nunca ter reprovado, abandonado uma criança. Minha missão é ensinar! Nas melhores escolas do mundo não há reprovação! O investimento precisa ser feito no professor, no currículo, a sociedade precisa rever o papel da escola, valorizar o aprender, cobrar mais do aluno, sistemas de recuperação paralela, classes que não sejam seriadas, trabalhar com projetos, envolver a comunidade. A nota, a prova, a reprovação é um sistema de controle do estado, que pune e não traz nenhum benefício a criança, nem ao estado que vai gastar mais e continuar improdutivo. O paciente está doente? Ao invés de remédio e tratamento vou curar sua doença matando-o. É mais ou menos isso! Paulo Freire deve estar se revirando no túmulo!

    Responder

  17. Ricardo

    ago 22, 2013  at 15:08

    Quando o governo implantou a “Progressão Continuada”, não formou os professores para trabalhar com o novo sistema que beneficiou alunos e professores.
    Agora, jogar tudo fora chamando de “aprovação automática” é populismo.
    Sou professor da rede, fui aluno com necessidade especial (sem tratamento clínico patrocinado pelos governos) e por esse motivo fui reprovado duas vezes, fui chamado de burro. Com apoio de grandes mestres e da minha mãe superei a deficiência.
    Vamos melhorar o que temos e não jogar fora.
    Viva a Progressão Continuada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Responder

    • Adriana P

      ago 22, 2013  at 15:08

      É parece que ninguém pensou nisso!

      Responder

    • Adriana P

      ago 22, 2013  at 15:08

      Professor Ricardo, realmente, muitos professores não sabem trabalhar com a progressão continuada. Infelizmente estamos assistindo a um plano demagógico, populista, diria bastante simplório de melhorar a educação do município. Quem fez isso não entende muita coisa de educação, não trabalhava na rede, não conhece as ideologias que embasam a proposta de progressão continuada, implantada por Luiza Erundina e pelo grande mestre Paulo Freire. Que dó! Pior que sendo professora da rede nem fui consultada! Quanto autoritarismo, falta de respeito com os professores municipais. Bora dar muita lição de casa que assim tudo, tudo vai melhorar….

      Responder

  18. Maria Alice Beloto Batista Plácido

    ago 22, 2013  at 15:08

    Acredito que parte da responsabilidade pelos problemas de rendimento dos alunos, das redes municipal e estadual de São Paulo se devem a progressão continuada. A iniciativa de acabar com ela é digna de aplausos. Porém, esta questão das dependências deve ser revista.

    Responder

  19. Roger

    ago 22, 2013  at 15:08

    Possivelmente com o maior número de reprovações não haverá espaço físico para colocar os alunos. Assim sendo acredito que seria interessante voltarmos com os 3 turno (7-11; 11-15; 15-19). Isso dá no mínimo + 50% de vagas para a educação.

    Responder

  20. Ana Claudia

    ago 23, 2013  at 15:08

    As salas de aula estão com lotação máxima. Não comportarão os alunos que porventura sejam reprovados. Como estas questões administrativas serão resolvidas?

    Responder

  21. Haroldo Souza de Arruda

    ago 23, 2013  at 15:08

    Esta parte da Reorganização Curricular é um retrocesso sem limites! A reprovação é um abominação pedagógico para um educador que realmente tem comprometimento com o aprendizado de seus alunos! Dizer que os alunos passam 1 ano na escola sem aprender nada, só se o professor levou baralho e ficou todas as aulas jogando com os alunos! As crianças e adolescentes aprendem em ritmos diferentes, o que não significa dizer que não aprendem. Há aptidões: muitos alunos gostam de artes e de esportes, mas os professores pensam apenas em português e matemática (bem como o Secretário da Educação de SP).

    Agora, este vídeo é o máximo da alienação: pais que provavelmente foram excluídos da escola DEFENDEM JUSTAMENTE O RETORNO DA REPROVAÇÃO! Lamento muito que algo tão sério seja tratado de forma tão rasteira. Por que não se reduz o número de alunos por sala? Por que não se aplicam as provas externas, que forneciam boletins excelentes, indicando ano a ano o aumento ou não da proficiência do aluno?

    Não! Convocam os pais, eles próprios vítimas do privilégio que foi a educação no nosso país em anos passados (exame de admissão de 1931 até 1971, com “cursinho” para a transição entre o primário e o ginásio), para, literalmente, clamar por um destino identico aos seus filhos e netos! Reprovação é igual a evasão, seja lá em que ano for! Onde estão os dados que fundamentam que a reprovação é um avanço? Onde estão? Por favor, me mostrem!

    Além disso: se a Secretaria da Educação alega que tal proposta decorre dos baixos índices do IDEB, e se este índice leva em conta dois indicadores (fluxo de alunos/taxa de aprovação e proficiência nas provas de português e matemática), então, dá-se um tiro no próprio pé. Se houver o retorno da reprovação, o fluxo de alunos cairá!

    Responder

    • No

      ago 29, 2013  at 15:08

      Concordo plenamente com o Haroldo. E maiS…. como ficará a demanda escolar com novos alunos entrando mais os retidos?? Será que teremos salas de aulas lotadas como no passado, até chegar o momento em que o aluno desiste da escola??

      O que qualidade de ensino tem a ver com retenção???

      Em qual teoria da educação está baseada essa insanidade??

      Quais teóricos??

      LAMENTÁVEL!!

      Responder

  22. Demétrio Ramos Paiva

    ago 23, 2013  at 15:08

    O problema da rede não é a progressão continuada, mas o nº excessivo de alunos que faz com que não se consiga acompanhá-los individualmente. É verdade que muitos alunos pensam dessa forma: não estudo, pois vou passar de ano. E também é verdade que muitos professores pensam: não vou me dedicar, pois eles vão passar de qualquer jeito. Quanto aos pais, aplique uma prova simples de matemática para ver se eles realmente aprenderam com a reprovação. É preciso que haja também uma ficha individual funcional, com dados estritamente pedagógicos sobre o aluno. Dessa forma, eles e os pais também visualizam o que AINDA não aprenderam. Prof. Demétrio Ramos Paiva

    Responder

    • Gleig

      ago 24, 2013  at 15:08

      Prof Demétrio Ramos Paiva, obrigada pela contribuição séria e honesta. A única que realmente traria as mudanças que tanto sonhamos.

      Responder

  23. valblondleal

    ago 24, 2013  at 15:08

    Nenhuma medida educacional vai dar certo se não diminuirem o número de alunos por sala e se não valorizarem adequadamente o professor.

    Responder

  24. Adriana Bannwart Miyashiro

    ago 31, 2013  at 15:08

    Sou professora da Rede Pública Municipal há 20 anos e fui da rede Estadual 20 anos e exonerei. Sempre admirei a Educação da Rede Municipal e senti orgulho de ser educadora da Rede. Pelas formações que passei, minhas mudanças de concepções, pelo plano de carreira que a mesma oferece ao funcionário, pelo preparo da Rede em si. Sempre trabalhei com pessoas competentes, até mesmo no âmbito da Gestão, pois já fiz parte da mesma.
    Eu não acredito neste retrocesso pelo qual trata a reforma!!!
    Retenção????? Ou será punição, o termo que venho ouvido nas reportagens e documentários….Isso resgatará o respeito do professor????Ou o problema é muito mais amplo, em termos sociais, onde a Escola passou a assumir o papel da família.
    Que família??????? As pobres crianças são depositadas nas Escolas e, quando se procura alguém para socorrê-la por ter se machucado, ou agredido um funcionário, cadê a família????Ou mesmo quando recebemos um aluno em “liberdade assistida”, cadê a parceria??????
    Eu acredito nas formações de professores, acredito nos ciclos, sim, pois cada criança tem seu tempo e, quantas delas, não percebemos que necessitam de um laudo médico, porque não conseguem aprender e, quando encaminhadas não conseguem atendimento na rede de saúde, ou quando conseguem, as famílias não dão continuidade….
    Acredito que haja necessidade sim da reorganização, mas com uma cobrança maior das famílias, ou de quem cuida das crianças/adolescentes: PARCERIA!!!! Que a Lei seja mais rigorosa com as famílias que não acompanham o aprendizado dos filhos e um preparo maior de muitos educadores… Como lidar com alunos famintos, drogados, espancados????Faço minhas as palavras do colega Haroldo!!!
    Espero já ter me aposentado para não ver tamanha tristeza de todo um trabalho de anos construído desmoronado…

    Responder

  25. Aparecido

    set 02, 2013  at 15:08

    A culpabilização do fracasso na educação pela “aprovação automática” como resolveram chamar o ensino em ciclos é fechar os olhos para os verdadeiros problemas da educação, olhando para um passado não tão distante quando existia a reprovação em todos os anos, os estudantes que conseguiam passar em exames (provas) tinham a possibilidade de ir adiante na série seguinte, aqueles que não conseguiam atingir os parametros estabelecidos eram reprovados, até que uma hora acabavam desistindo da educação, sem muitas vezes terem tido o seu tempo de aprendizado respeitado. As salas de aulas estão lotadas, falta de material de qualidade, a precarização das condições de trabalho dos profissionais da educação. Existe muita cobrança em cima da escola (leia-se professores) sobre a educação e fica esquecido a parte da família, se formos ver a LDB lá está escrito que a educação é dever do Estado e da família, a escola nós sabemos que é fiscalizada em relação a isso, mas e a família quem fiscaliza. Mesmo quando os alunos possuem um grande número de faltas, o conselho tutelar que também é vítima do sístema apenas se posiciona que possui casos mais graves para resolver, quem dirá cuidar do acompanhamento dos pais sobre o rendimento dos estudantes na escola.

    Responder

  26. Rui

    set 02, 2013  at 15:08

    Reprovação, dependência

    Na prática, quase nada vai mudar. São 20 anos de promoção automática, com pouquíssimas retenções apenas a pedido da família ou em casos em que o aluno teve um número excessivo de faltas. Um programinha eleitoreiro como esse não vai mudar um cultura já implantada na escola e que os alunos e os familiares já aprenderam e sabem de cor. E caso as escolas implementem a retenção ou a dependência, será que a rede será capaz de atender a demanda? E mais, caso as escolas se apoiem nos resultados obtidos por alunos em avaliações como a prova São Paulo, o número de repetentes/dependentes será enorme. E aí, que mágica os gestores e professores terão que inventar? Talvez assim seja mais fácil transferir a culpa da incompetência da administração pública para o profissional que está em sala de aula.

    Uma palavra sobre lição de casa.

    Sente-se na frente de um computador, digite o endereço de um site de pesquisa, considere os resultados com algum cuidado E SE DEDIQUE, solitariamente ou com a ajuda dos pais, do irmão ou de um amigo. Em um momento em que a informação pode circular quase sem barreiras, uma proposta/acusação como essa soa como conto da carochinha. O aluno, fora da escola, é responsabilidade de sua família. A orientação para sua instrução não precisa depender de uma fonte como o professor ou a escola. É sabido que a educação familiar na sociedade brasileira é comprometida pela pobreza, pela baixa renda da maioria da população e por uma aspecto cultural que bloqueia a valorização do saber nessa instância básica de formação do indivíduo. Agora é o professor e a escola que vão resolver tudo isso?

    Por que se fala em “lição de casa” (nesse viés retrógrado) e nada é mencionado a respeito das salas lotadas, das dificuldades relacionadas ao uso da tecnologia na sala de aula (o professor ainda depende do giz e da saliva quase exclusivamente) e da precarização constante da carreira docente?

    Tenho a impressão que essa gestão nada sabe a respeito da educação e da realidade vivida por professores e alunos na Cidade de São Paulo…

    Responder

  27. Inês Maria de Araujo Teixeira Correa

    set 04, 2013  at 15:08

    A progressão teve sua boa intenção, porem como não foi acompanhada da melhoria na qualidade do ensino, muito pelo contrario o nivel caiu consideravelmente; com os alunos perdendo o interesse pois não havia um desafio final que seria a nota da prova e a possivel retenção. Os professores por sua vez perderam totalmente o interesse pois se aula fosse alto nivel ou baixo nivel o final seria o mesmo. A progressão e a desvalorização do professor andam de maos dadas. Poderia se criar alguns limites na progressão
    “Limite é bom e faz com que as pessoas mantenham o foco.”

    Responder

  28. cleonice batista cardoso

    set 05, 2013  at 15:08

    concordo com o fim dessa aprovação automática. as crianças saem da escola sem saber sequer escrever o nome de onde estudam.

    Responder

  29. Equipe do CEI Umarizal

    set 05, 2013  at 15:08

    Concordamos com o fim da aprovação automática porque vai proporcionar aos alunos melhor desempenho nos anos seguintes. Nesse processo os pais terão maior possibilidade de acompanhar a vida escolar de seus filhos.

    Responder

  30. maiamiele

    set 06, 2013  at 15:08

    Sou professora e gostaria de saber como serão implementadas as dependências. Fico preocupada que seja parecida com o que o Estado fez : o aluno pegava um trabalho para fazer e estava feita a dependência. Acredito na dependência, mas com a formação de salas para que o estudante tenha acesso novamente ao conteúdo que não obteve sucesso. Isto é, acredito que dê certo através de aulas, novamente. Mas como implementar isso?

    Responder

  31. Ricardo Pessoa da Fonseca

    set 10, 2013  at 15:08

    Espero que estejam pensando em horariós e infraestrutura para atender esses alunos com dependências,pois se não houver isso não teremos como deixálos com DPs, e a culpa vai ser nossa? ou de quem não garante aos professores um atendimento com tempo e espaço adequado ao aluno e a realidade das escolas?

    Responder

  32. Professores de EJA - Elisa, Helena, Marcos e Maria Aparecida

    set 10, 2013  at 15:08

    O fim da aprovação automática é importante, primeiro porque o aluno vai dedicar-se mais à aprendizagem para mostrar seu conhecimento e ser promovido. Segundo, o professor também será mais valorizado e seu trabalho fluirá melhor.

    Responder

  33. Bruna Caroline Machado

    set 10, 2013  at 15:08

    A proposta do fim da aprovação automática dos alunos é excelente, pois os alunos passam a ser mais interessados nos estudos, nas aulas, o que não ocorre atualmente em alguns casos, já que sabem que não serão retidos.

    Responder

  34. joao modesto junior

    set 11, 2013  at 15:08

    acredito que é importante o fim da aprovação automática, porém entendo que isso deve ser feito aos poucos e com os primeiros anos ingressos agora.Outra questão que tenho é sobre onde e como vão ser feitos as famosas DPs.Quem vai dar aula,onde vão ser as aulas, já que não vejo espaço fisico na minha escola e acredito que é a realidade de muitas outras.

    Responder

  35. Martha

    set 11, 2013  at 15:08

    Primeiramente quero parabenizar o prefeito Haddad e o secretário da educação, pela proposta de acabar com a progressão continuada, que infelizmente se transformou na aprovação automática. Meus filhos já são adultos, não os tenho mais na escola, mas percebo que temos uma geração perdida, por causa dessa progressão continuada, Os alunos saem da escola sem saber escrever, fazer contas. As empresas estão com dificuldades de contratar pois os candidatos mal conseguem se expressar.Os alunos não respeitam o professor, não tem interesse nas aulas. Acredito que acabando com a aprovação automática, o aluno vai ter que se esforçar e os pais vão ter que acompanhar seus filhos.Minha filha fez concurso para ser professora na prefeitura de São Paulo e não aguentou o descaso e falta de educação dos alunos . O jovem estuda para ser professor, e encontra alunos desinteressados escutando música com fone de ouvido, pois eles sabem que vão passar de qualquer forma e então para que prestar atenção às aulas e estudar.O ser humano precisa ter um desafio, se ele não tem, não se esforça. A aprovação automática acabou com esse desafio. Se estudar passa, se não estudar também passa, então para que se esforçar? Espero que levem adiante essa idéia, pois o futuro está nas mãos dessas crianças e adolescentes.

    Responder

  36. Denize Dias

    set 11, 2013  at 15:08

    E a infr-estrutura??? mais slas /escolas para atender a demanda de reprovados/// E as DPS/

    Responder

  37. Hilda

    set 11, 2013  at 15:08

    Concordo plenamente com o fim da aprovação automática,pois os alunos terão mais interesse e dedicação nos seus estudos.

    Responder

    • EMEF Professor Josué de Castro

      set 12, 2013  at 15:08

      O fim da aprovação automática demanda recursos que as escolas ainda não possuem, como: transporte para a recuperação nas férias e para a recuperação contínua no contra-turno. Ainda, sobre o aluno cumprir dependência: como isso será operacionalizado? Também, não sabemos o que será melhor estruturado para receber os alunos com necessidades especiais.

      Responder

    • EMEF Professor Josué de Castro

      set 12, 2013  at 15:08

      As avaliações de desempenho, caso sejam atreladas à bonificação dos professores, podem fazer com que o ensino seja instrumentalizado para esse fim, fugindo à proposta de uma educação humanizadora, plena de sentidos artístico, cultural, cognitivo. Assim, caso o IDEB tenha correspondência com o PDE, corremos o risco de minimizar os currículos, formatando a escola como um “treinamento” para as avaliações externar. O mesmo ocorre se o índice de repetência estiver atrelado à bonificação.

      Responder

  38. Clebison

    set 12, 2013  at 15:08

    O problema da educação não esta na Progressão Continuada e sim na falta de comprometimento dos que são responsáveis pelas verbas e recursos financeiros escolares, que deveriam da o exemplo de como se dever ser um cidadão digno e honesto, quando lida com algo que não lhes pertence.
    E nossa educação depende de condições materiais adequadas nas escolas, de bons profissionais e do acompanhamento das famílias.
    A escola, precisa:
    – De uma proposta político-pedagógica adequada.
    – Objetivo claro no currículo e sobre os conteúdos que cada estudante tem de aprender.
    – Compromisso (e renovação do quadro de profissionais) da equipe de professores.
    – Avaliação do aprendizado dos estudantes e da própria instituição a todo o tempo.
    – Entendimento do processo de aprendizagem de cada aluno.
    A proposta da Progressão Continuada é boa porém faltou o principal o comprometimento e entendimento da proposta que para alguns professores foi introduzida goela a baixo.

    Responder

  39. Jorge Nonaka

    set 12, 2013  at 15:08

    Concordo com o fim da aprovação automática, pois os alunos devem entender que não será somente “para cumprir tabela” estudar, devem saber que se ele não se esforçar nos estudos o seu resultado refletirá nas suas notas.
    Logicamente que isto é apenas a ponta do “iceberg”, os problemas do ensino vão muito além disto, vai desde o nascimento da criança, onde ela receberá valores morais que os pais estarão passando antes de chegarem ao ingresso na escola, até os gestores da escola, por que existem escolas públicas, poucas, mas existem, que conseguem um mínimo de bom desempenho na educação dos alunos, muito se fala na qualificação dos professores, mas deve-se qualificar primeiro os gestores da escola, a Prefeitura poderia buscar parcerias com Empresas para que elas pudessem “adotar” algumas escolas e também ficariam responsáveis pelo desempenho tanto operacional como educacional, digo operacional pois acho um absurdo ver aquelas placas dizendo que foram gastos valores significativos na reforma da escola e observar que pouca coisa foi feita.
    Hoje em dia está tudo informatizado, então porque não deixar toda gestão da escola com informações transparentes para os pais poderem consultar, por exemplo falta de professores, problemas estruturais, ações que a escola esta ou estará realizando e principalmente em que os gestores estão gastando o nosso dinheiro que pagamos através de impostos.
    Obrigado pela oportunidade de expor algumas coisas que penso, espero sinceramente que dêem valor aos comentários que estamos realizando.

    Responder

  40. Débora de Siqueira Oliveira

    set 12, 2013  at 15:08

    O ser humano só faz algo se é cobrado (isso vale para docentes e discentes). A aprovação automática funcionou muito bem para alienar ainda mais nossos jovens e crianças, pois se antes tínhamos analfabetos funcionais agora nem isso temos.Concordo com a não reprovação até o 3° ano, porém acredito que a reprovação deveria existir em todas as séries seguintes, mas a reprovação não pode ser usada como forma de coerção e sim como um último recurso a ser usado pelo professor caso todas as suas estratégias estejam esgotadas. Gostaria de salientar que em muitos casos crianças que não aprender até 3° ano deveriam ter um acompanhamento de uma equipe de profissionais que deveria ter nas escolas como: psicopedagogos, psicólogos e orientadores.

    Responder

  41. Ana Maria Vegas Frade

    set 13, 2013  at 15:08

    Fim da Aprovação Automática: Não era sem tempo! Sem sombra de dúvida, uma das maiores causas do fracasso da Educação. Como educadora, gostaria que a retenção fosse ano a ano. Não como era antigamente por meio ponto em História ou por décimos em qualquer outra matéria, mas quando o aluno realmente não estivesse apto, maduro, não tivesse conseguido reter o mínimo necessário para avançar; em especial na alfabetização e raciocínio lógico. Seria o tempo maior que ele precisa para efetivamente se apropriar dessas competências. Contudo, acho que já é um avanço, ainda que pequeno, “acanhado”… Um pequeno e importante passo. Os próprios pais reconhecem essa necessidade; é quase que uma unanimidade entre eles.

    Responder

  42. Equipe gestora e docente Emei Francisca Julia da Silva

    set 13, 2013  at 15:08

    Nosso grupo refletiu sobre este tema e acreditamos que os professores precisam dispor de mecanismos e propostas que auxiliem os alunos em suas dificuldades. Precisamos estrutura(espaço fisico), profissionais para atendê-los extra classe e métodos que respeitem a faixas etárias e especificidades de cada um, ou seja, precisamos pensar no processo como um todo, auxiliando no desenvolvimento integral, pois a repetência/retenção não será alternativa para o aluno aprender.

    Responder

    • Adriana Pássaro

      set 13, 2013  at 15:08

      Professor a favor de reprovação todo ano? Que professor é esse que ficou um ano com seu aluno e não o fez avançar nada? Sou educadora faz 18 anos, 8 em escola particular de elite e 10 na escola pública, entre estado e prefeitura e NUNCA repeti um aluno! Simplesmente não uso essa metodologia de poder, opressão, competitividade. Meus alunos trabalham com projetos, um colabora com o outro e todos se envolvem dando o melhor de si. Já imaginou se o professor fosse reprovado também? Ou as pessoas em seu trabalho? A reprovação só é eficaz porque nossa escola é ultrapassada, e atualmente mesmo na escola particular é difícil reprovar. E o aumento da violência? Consequência do professor que perdeu o controle. Com a reprovação ele tem uma arma de volta, aredita que vai controlar seu aluno fazendo com que o mesmo o respeite. Que bom que a reprovação será só ao término do ciclo, e a proposta é de recuperação e não castigo. Os países que tem melhor educação no mundo não tem reprovação! Ainda bem que sou excelente no que faço: meus alunos aprendem!

      Responder

  43. Adriana Pássaro

    set 13, 2013  at 15:08

    Que absurdo! Educadores a favor da reprovação todo ano?! Não entendem sobre processo de aprendizagem, só se preocupam com resultado da prova? É por esse motivo que a educação não avança, nem os educadores sabem como a criança aprende, sobre políticas públicas, desigualdade social. Desculpe o desabafo! Agora vamos a nova proposta da prefeitura: ela não é ruim. Propõe a reprovação em 3 momentos onde será possível planejar atividades para a criança aprender, portanto não é uma reprovação para punição. Muito bem, avançamos! O professor polivalente até o 6º ano também é ótimo. O Colégio Vera Cruz já trabalha assim faz anos. Com certeza o aluno vai ganhar com a articulação especialista e generalista. A lição de casa não é como pensei a princípio: uma imposição ao professor, mas uma forma de envolver a família, ponto fundamental para o sucesso escolar da criança. Infelizmente faltou: diminuir o número de alunos em classe, e valorizar o professor, inclusive na remuneração. Se fosse proibido ter dois cargos, ou melhor, se pagassem melhor por um cargo com JEIF (horário de estudo), os professores poderiam se dedicar mais aos seus alunos, realizar reuniões de planejamento, recuperação, desenvolvimento de projetos. O professor se desdobra em dois empregos, que qualidade é essa? No tempo da Luiza Erundina, foi criada a JEIF e se pagava bem melhor, era praticamente equivalente a 40 horas semanais, além de incorporar a JEIF na aposentadoria. Se houvesse vontade política poderíamos avançar muito!!! É só querer.

    Responder

  44. Simone Negreiros

    set 14, 2013  at 15:08

    Hoje os ciclos são muito longos! Concordo com a possibilidade de retenção, é claro que isso não significa retroceder a trinta anos e sair reprovando qualquer aluno por cinco décimos!

    Acredito que a escola mudou muito nesse período e a retenção deve ser pensanda e anlisada pelo grupo de professores e equipe gestora com cautela, uma vez que cada caso é um caso. Portanto, se faz necessária a inclusão no calendário escolar de datas específicas para realização de Conselho de Classe com todos os professsores que ministram aulas para aquele aluno, hoje esse tipo de decisão ” no final do ciclo” é tomada durante o horário de JEIF, porém não são todos os professores que participam da JEIF. O que não é justo com o aluno.

    A retenção sozinha não resolve os problemas da Educação, outros pontos precisam ser colocados nesse pacote de mudanças, como por exemplo: a redução de alunos por sala, a responsabilização da família que se recusa trazer o filho para a recuperação, a disponibilização de transporte para o aluno que precisa ficar fora do horário na recuperação, dentre outors

    Responder

  45. Aline

    set 15, 2013  at 15:08

    Se queremos garantir efetivamente os direitos de aprendizagem de nossos educandos acredito que seja primordial, revermos algumas questões de suma importância e que tem sido as nossas grandes dificuldades no cotidiano escolar:
    -Rever o número de alunos por sala :se quisermos garantir a qualidade da educação, não podemos continuar com salas de aulas superlotadas;
    -Professores com dupla ou tripla jornada e que na maioria das vezes(devido ao acúmulo) não podem participar do horário coletivo, é necessário garantir condições para que o professor não necessite acumular cargo;
    -Recuperação: responsabilização das famílias que como disse a colega anteriormente os pais resistem em levar os filhos à recuperação;
    -Recuperação nas férias: na minha opinião o período de férias é insuficiente para garantir a recuperação do aprendizado , ainda mais se for um professor que ainda não conhece a turma. Sabemos que ao início de cada ano, ao fazermos a caracterização de nossas classes com o levantamento dos saberes e dificuldades dos alunos requer um tempo significativo. Desta forma, como o período de férias vai corresponder a este levantamento e ainda recuperar as aprendizagens?
    -Lição de casa: penso que a maioria das escolas já possui esta prática incorporada em seu cotidiano, ao menos na minha realidade a grande dificuldade é novamente o acompanhamento da famílias. Minha dúvida é como será a responsabilização das famílias
    neste processo?

    Responder

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