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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
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O Prefeito Fernando Haddad e o secretário municipal da educação, César Callegari, falam sobre o programa Mais Educação São Paulo, em evento ocorrido no último dia 15 de agosto.

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Discussão - 16 comentários
  1. Anderson Carvalho

    ago 19, 2013  at 20:27

    TODOS SABEMOS QUE A BASE DE TUDO É A EDUCAÇÃO NÃO ADIANTA APENAS CORRER ATRÁS DE BANDIDO OU RECLAMAR DE CORRUPTOS SE NÃO FORMAMOS CIDADÃOS COM CAPACIDADE DE DISCERNIMENTO E COMPREENSÃO DE TUDO QUE OCORRE NA VIDA E NA POLITICA, ESPERO QUE ESSA INICIATIVA NÃO SEJA APENAS JOGADA POLITICA E SIM QUE FAÇA COM QUE A EDUCAÇÃO PUBLICA VOLTE A TER MAIOR CONTEÚDO, MAIOR EMBASAMENTO E QUE FAÇAM MAIS POR PROFESSORES E ESCOLAS. PORQUE IMPOSTOS TODOS PAGAM!

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  2. Maria do Carmo

    ago 19, 2013  at 20:27

    Concordo que da maneira que está não pode mais ficar. Gostaria que junto com as mudanças as escolas recebam também material necessário para a elaboração das provas bimestrais como por exemplo sulfite e condições pra impressão do mesmo, que os responsáveis sejam mesmos cobrados em suas posições de pais e que de alguma forma sejam obrigados a acompanhar seus filhos orientando-os quanto a necessidade de estudar e realizar suas tarefas de casa, pois o que acontece atualmente é que a maioria dos pais não se preocupam sequer em saber o que seu filho fez na escola em um dia de aula. Suas mochilas são largadas em um canto da casa e não pegam para olhar seu dia a dia.
    Que os professores sejam valorizados, que aconteça acompanhamento para alunos com necessidades de fonoaudióloga, psicóloga, dentista, enfim que nossas crianças sejam realmente amparadas por todos os lados.

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    • Débora Espadda Catarino

      ago 20, 2013  at 20:27

      Também espero por tudo isso. Hoje não temos sulfite na escola para imprimir as atividades (adquiri uma impressora pra isso) e a semana de provas bimestrais não foi instituída porque não temos dinheiro para fazer as cópias. Lamentável.

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  3. Joana Totenmann

    ago 20, 2013  at 20:27

    Nao reduzam a participação popular a mera consulta estúpida nesse instrumento, a mero post num pseud blog, muito mais afeito a publicidade que a mídia aberta, de fato, ao dialogo. Nao há sequer um referencial teórico nessa proposta, citam-se leis, pareceres, decretos, que por muito abrangentes acolhem tantas distorções, tantas contradições entre as propostas mal escritas, avessas ao que já se escreveu e se sabe sobre qualidade social da educacao, aqui ela mais parece qualidade de marketing.

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  4. alexandre chaves

    ago 20, 2013  at 20:27

    Por Marcelo Tomassini

    Algumas considerações sobre a proposta sintética da reforma curricular feita pelo prefeito Haddad, para dividir com meus colegas professores.

    Primeiramente é importante contextualizar algumas questões.

    1. Haddad foi eleito por ampla maioria dos professores da rede municipal, visto a total rejeição ao Serra. Uma parte destes votos foram votos úteis, o que não deixa de ser um apoio.

    2. Haddad enfrentou forte greve, de 22 dias na rede municipal no primeiro semestre. Teve dificuldade de dialogar com a categoria, ao estar mais preocupado em quebrar o sindicato ( Fonseca) atuou de forma extremamente autoritária com propostas que nem governos clássicos da direita haviam feito até então. (acordos de fim de possibilidade de greve até o fim do seu mandato; faltas injustificadas, corte de pagamento dos grevistas, propagandas mentirosas para jogar a população contra os professores etc). Perdeu parte importante do apoio dos professores.

    3. No acordo da greve, não cumpriu parte importante deles. O que aumentou a desconfiança com relação ao seu governo.

    4. Apontou semanas atrás um debate de “ampla reforma curricular” sem consultar os professores. A comunidade escolar ficou sabendo deste debate via imprensa. No dia 15 de agosto saiu o projeto de reforma curricular e a promessa de consulta pública, projeto este sem a participação dos professores, e com uma consulta pública de um mês via internet! Não considerou o Simpeem nosso interlocutor privilegiado e abriu uma consulta pública com um link sugestões na internet. Simplesmente patético.

    5. O projeto de reforma não toca nos pontos substanciais e estruturais da profissão. A. Salário, (para tirar o professor do acúmulo de cargos) B. Plano de Carreira, C. Diminuição dos alunos em sala de aula. D. Jornada sem aluno. A maioria das escolas municipais tem cerca de no mínimo 35 alunos em sala de aula. A proposta do PL de Toninho Vespoli propõe 25 alunos. Não foi debatida.

    Por hora, algumas considerações sobre esta tabela retirada do projeto de reforma curricular:

    A tentativa de controlar o trabalho docente é uma prática de vários governos de várias cores diferentes. A tese central é: a crise da educação passa pela crise do trabalho do professor. O professor é o responsável por esta crise educacional. E o problema é exclusivamente de metodologia, técnico.

    As tentativas de controle do trabalho docente na educação no plano mais amplo, são resultado do próprio controle do trabalho na perspectiva do capital. Tornar o trabalho mais produtivo é o desafio do capitalista. Taylorismo, Fordismo e mais recentemente o Toyotismo são formas histórias de ideologias que ultrapassaram os limites da fábrica e adentram todos os setores da produção, produtivos ou improdutivos, materiais ou imateriais.

    Acontece que a escola é estruturalmente organizada em um tempo fordista. Sinais, cadeiras enfileiradas, horários, disciplinas, hierarquia bem definida, conteudista etc… As novas formas de organização do capitalismo exigem uma escola adequada ao modelo toyotista de capitalismo: trabalhadores polivalentes, equipes pequenas de trabalho, a ideologia do “vestir a camisa da empresa”, meritocracia, projetos construídos em várias áreas, atrelamento de salário aos resultados, e ao desempenho; o próprio colega de trabalho torna-se parte do seu controle; controle do tempo livre do trabalhador ( o não trabalho está sob a lógica do trabalho). Os dois modelos fordista ou toyotista tem um objetivo: capturar o trabalhador e elevar sua produtividade, para enriquecer o Outro, não a si mesmo, nem aos seus colegas de trabalho.

    Escola não é empresa; há uma perspectiva social na educação. O tempo do capital não é o tempo do social. São lógicas diferentes. Nossa “matéria prima” é gente jovem, que expressa todas as contradições de sua territorialidade. Nossa política educacional, portanto, é pública. Relocalizar o conceito de PÚBLICO, e os desafios deste público é o primeiro passo quando se vai discutir educação. Não se faz educação sem profissionais de educação, sem considerar que são capazes de gerenciar os espaços públicos da escola, sua regras, seu cotidiano com autonomia. Toda proposta que vem de cima para baixo reproduz portanto uma lógica estranha ao público e representa justamente estas ideologias da produtividade na escola.

    Na tabela abaixo vemos que a maioria das estratégias do governo são de controle do trabalho docente. A definição de “provas bimestrais”, independente do trabalho realizado em sala de aula, desconsidera a autonomia da escola e do processo de aprendizagem do aluno. Cria-se um ritmo de trabalho mediado pela prova. As escolas particulares com sistemas apostilados, terceirizados, representam isto. A perda do controle produtivo em sala de aula.

    “Fornecimento de questões”. Para o professor que acumula cargo, ter um banco de questões parece ótimo, mas não se resolve problemas estruturais, dourando a pílula. Neste sentido, o fornecimento de questões tem um objetivo: estabelecer o conteúdo dado na escola. Controla-se o conteúdo da aula e se esvazia o tempo de elaboração do professor. Apertam-se parafusos como na linha de montagem fordista.

    “Banco de experimentos e projetos”. A palavra PROJETO exige tempo, e não é o tempo dos “bancos” de exemplos. Para um aluno do ensino fundamental elaborar um projeto o professor tem que ter tempo para orientação. Não se trata de modelos, mas de relação com o aluno. E isto esta reforma curricular não oferece. Neste sentido, uma ideia aparentemente boa torna-se um engodo, porque entra em contradição com o espaço prático educacional que temos.

    “Nota de zero a dez”. Hoje a prefeitura funciona com NS, S, PS (Não satisfatório, Satisfatório, Plenamente Satisfatório). A nova proposta fortalece a necessidade de controle mais detalhado do aluno, e consequentemente do próprio trabalho do professor. Na prática, não acharei estranho se trabalhos diferenciados que valorizem outras competências dos alunos sejam suprimidos para realização de provas objetivas devido a esta mudança de (aparentemente) nomenclatura.

    “Boletins enviados para casa”. Por que? Os pais não podem vir a escola pegá-lo? Ouvir um pouco as questões referentes aos problemas da escola. Deseduca a comunidade.

    “Recuperação em ano letivo”. Já acontece. No aguardo para ver as melhores condições de trabalho. Curioso.

    “Recuperação intensiva nas férias”. Será que o aluno não precisa de férias? Será que o professor também não precisa de férias? No Estado tal prática ocasionou a falta de professores para lecionar. Afinal, não dá para trabalhar nas férias com uma hora aula de menos de 10 reais. Com todo respeito aos meus colegas que optaram “voluntariamente” para isto. Há uma tendência de transformar a escola em um espaço de atendimento 24 horas. Não preciso dizer que isto não é escola, e expressa a própria crise de lazer, e atividades culturais que o Estado (não) oferece as regiões periféricas de SP.

    “Lição de casa”. Esta é uma das propostas mais patéticas. Quer dizer que quem vai determinar a lição de casa é alguém externo ao trabalho realizado em sala de aula? É um desrespeito total ao professor, a escola, a dinâmica do funcionamento da escola. Esta proposta é em um certo sentido até ingenua, acredita que por este motivo os alunos irão fazer a “lição de casa”. O próximo passo do governo é por um “fiscal de lição de casa” na casa dos pais e na sala dos professores.

    “Fornecimento de cadernos interdisciplinares” só é útil se houver tempo para os professores debaterem interdisciplinariedade. É preciso transformar os espaços da escola e de planejamento em espaços realmente interdisciplinares. Uma proposta que pode(?) ser boa. Para não dizer que só falo mal.

    “Dependência”. Acho que este ponto diz respeito a reprovação. Além da possibilidade de reprovação dos 3 ciclos, também nos 7 e 8 anos autorais. Portanto, em cinco momentos diferentes. Há uma desconfiança muito grande desta proposta na categoria de professores. Primeiro porque reprovar o aluno pode significar aumentar as salas de aula no ano seguinte, ou como no Estado, fazer uma sala de aula só com reprovados, o que é no mínimo estranho do ponto de vista pedagógico.

    A solução do problema da educação não está na reprovação. Ela é um aspecto aparente de um problema maior: a falta de autonomia do professor ( que estas propostas fortalecem ) e a falta de autoridade ( resultado de como a sociedade enxerga a escola e da desvalorização salarial do trabalho docente, pois autoridade simbólica é autoridade real, concreta).

    O excesso de disciplina nas escolas assim como a necessidade de reprovação refletem mais a crise da escola do que sua solução ou virtude. O debate aqui perpassa por outra questão, que envolve que projeto escolar é necessário para cada unidade escolar. É preciso dar tempo para a comunidade escolar responder esta questão. A reprovação ou não é parte deste projeto. Portanto, aprovar automaticamente é tão ruim quanto dizer em qual série o aluno pode(deve) ser reprovado. Neste sentido a crise fundamental é: não se confia no trabalho docente!

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    • Helena Goldammer Lenz

      ago 20, 2013  at 20:27

      Os professores precisam 1º aluno respeitosos o que não acontece hoje em dia e também há muitos anos.

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    • Debora Espada Catarino

      ago 20, 2013  at 20:27

      Pois é Alexandre, concordo com você quase que na totalidade. Na verdade nada muda na nova proposta quando o assunto é achar os culpados para o fracasso educacional: o professor! Triste demais…

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    • Cléia

      ago 22, 2013  at 20:27

      Concordo com o colega! E o que é esse prazo, um mês para discutir? Aliás comentar e sugerir rs sobre uma reforma tão esperada e que chega apenas como uma resposta rápida para as grandes manifestações que ocorreram durante os meses anteriores, sabemos que algo deve ser feito, mas não queremos assim, as pressas, com dúvidas esclarecidas após a consulta pública, sem ouvir quem de fato sabe o que acontece dentro das escolas. Falar que é uma reforma que ainda não está pronta é novamente fazer piada com uma população que tanto espera por mudanças.

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  5. Evangelina Pereira Santos Bispo

    ago 20, 2013  at 20:27

    Nós devemos continuar colocando nossos questionamentos e dessa forma tentar entender quais são, de fato, as melhorias que esse documento propõe. Concordo com as observações aqui levantadas.

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  6. Eva Maria

    ago 20, 2013  at 20:27

    Finalmente depois de tantos anos a educação está sendo repensada de modo geral,acho que esse olhar em direção às mudanças deveria acontecer com mais frequencia,porque chegamos a tal ponto que podemos dizer que o barco está quase afundando,vamos torcer para que ainda haja salvação.

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  7. Débora Espada Catarino

    ago 20, 2013  at 20:27

    O Sr. secretário citou o uso das novas tecnologias (TICs) que considero muito necessária no contexto educacional atual. Só cito que, um tablete para cada sala física da escola, como o que recebemos em 2013, não é suficiente. Esse instrumento deve ser de uso pessoal e cada professor deve ter o seu. E de nada adianta os tabletes estarem na escola se os netbooks dos alunos até agora não chegaram. Temos rede Wi-Fi na escola há mais de 1 ano, mas os professores não tem acesso a senha. Um laboratório de informática para mais de 20 salas de aula num período é inviável. Um único computador com acesso a internet disponível para todos professores da escola nos dias de hoje é inadmissível. Na minha escola ainda usa-se o mimeografo, pasmem! Fácil falar, quero ver equipar!!!

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  8. Neusa Ferrz

    ago 21, 2013  at 20:27

    Tenho acompanhado as reportagens e as mudanças que ocorrerão na educação na prefeitura de SP. Mas há alguns pontos muito relevantes que não podem deixar de serem considerados, acredito ser a principal mudança para que esse conjunto de mudança venham surtir efeito. O primeiro deles é o grande números de alunos por sala, isso precisa ser mudado urgentemente. Outra dificuldade que nós professores encontramos é como lidar com uma classe numerosa, e dentre esses alunos ter alunos portadores de necessidades especiais, autistas,hiperativos, ou com laudos sem ajuda de profissionais na área da saúde, e sem contar ajuda dos pais que acham que a escola é depósito de crianças e que o professor tem que dar conta de TUDO o que acontece.Esse é o verdadeiro ponto nevrálgico na educação. Eu pergunto; – O que você pretendem fazer a cerca disso?

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  9. ANGELICA

    ago 27, 2013  at 20:27

    Estou otimista com todas as mudanças, entretanto ações no sentido de dar condições para que elas se efetivem são fundamentais. Criação e ampliação de prédios para acomodar a demanda de alunos em alguns locais, não pode mais esperar 2 ou 3 anos, isso é urgente. Da mesma forma outros itens simples que faltam á estrutura educacional, como acompanhantes para alunos portadores de Necessidades especiais e também adequação dos prédios para acessibilidade dos cadeirantes.

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  10. João Matias Santos

    set 03, 2013  at 20:27

    O Programa de Reorganização Curricular, sem definições claras de como serão feitas uma série de adaptações necessárias inclusive no tocante a carreira dos profissionais, bem como espaços de trabalho e de formação, é um engodo, outras experiências sinalizam que a formação, por exemplo, se dá com a tomada de todo tempo “livre” dos profissionais, reiteramos que a formação em serviço, para o serviço deve conter em sua previsão uma valorização do profissional em formação, destacando o tempo para a formação em serviço, bem como considerando a necessidade de recursos adicionais para uma formação adequada e uma produção relevante de conhecimento.
    Quanto a estruturação dos ciclos de aprendizagem, entendemos que cada ser humano tem seu tempo de aprender, e com este pensamento justificam-se a organização dos mesmos, no entanto, é necessário dizer que, o número de alunos em sala e os recursos, salas e materias, laboratórios e equipamentos devem atender a demanda existente, o que vemos hoje é uma quantidade sempre irrisória e defasada de materiais tecnológicos e de cunho didáticos.
    Precisamos e uma construção conjunta de um currículo adaptado e significativo, para tanto é necessário tempo, e da forma como eta gerida esta consulta pública esta dinâmica está inviabilizada.
    No tocante ao ensino médio, queremos assegurados uma construção conjunta do currículo, com a participação de todos os profissionais envolvidos neste nível de ensino, recursos destinados especificamente para atender as especificidades deste nível de ensino.

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  11. Norival

    set 03, 2013  at 20:27

    Bom falar de uma reorganização curricular, sem um projeto de lei, é surrealímo pois não temos nada fundamentado, para que possamos discutir com clareza e com os professores que realmente estão no dia a dia dos educandos e tem os conhecimentos necessario para que haja uma reforma com profundidade e sem politicagem.

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