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A Prefeitura de São Paulo está organizando uma reorganização da educação municipal. Com ela, o ensino nas escolas municipais vai ter mais qualidade. Mas antes das mudanças serem implantadas, queremos saber sua opinião. Colabore acessando www.maiseducacaosaopaulo.prefeitura.sp.gov.br
Foto: César Ogata/Secom Foto: César Ogata/Secom

Os resultados da consulta pública ao Programa Mais Educação São Paulo, que vai reorganizar o currículo e a administração da Rede Municipal de Educação Paulistana, foram apresentados nesta quinta-feira (10), pelo prefeito Fernando Haddad e pelo secretário de Educação, Cesar Callegari. “A reforma educacional começa em 2014 e irá até as últimas consequências para transformar São Paulo em uma cidade educadora”, afirmou Haddad em evento na Prefeitura Municipal.

Consulte aqui a devolutiva da consulta pública

O Programa consiste em um conjunto de medidas que vão desde a Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos, até a formação de educadores – seja em nível superior, pós-graduação ou em serviço. Suas diretrizes foram submetidas a consulta pública de 15 de agosto a 15 de setembro.

Este hotsite, desenhado especialmente para as contribuições de educadores, famílias, acadêmicos, alunos e outros interessados, recebeu 3.052 comentários durante o período de consulta. Do total, 28,0% foram observações; 23,8%, manifestações de apoio ao programa; 19,9%, sugestões. Críticas e dúvidas foram responsáveis por 18,9% e 9,4% dos comentários.

A Secretaria Municipal de Educação também recebeu colaborações na forma de documentos, em falas em audiências públicas e debates nas unidades educacionais, universidades e Diretorias Regionais de Educação (DREs). Segundo Callegari, todas as informações foram profundamente analisadas por uma equipe de técnicos da Secretaria Municipal de Educação.

O resultado foi a produção de 23 notas técnicas, com detalhamentos e revisões sobre o documento inicial com as diretrizes do Programa. “O salto de qualidade do documento foi muito significativo, neste processo cooperativo e com mais mãos. E, na fase de implantação, o Programa deverá sofrer alterações e novos avanços do ponto de vista conceitual”, informou o prefeito.

“Trata-se de um documento em movimento e em permanente elaboração. Sempre estarão convidadas [a realizar sugestões] as forças pela educação da cidade de São Paulo”, discursou Callegari.

Destaques do programa

Entre as ações previstas, já para 2014, está a mudança dos ciclos e do currículo do Ensino Fundamental de nove anos. A partir do próximo ano, os estudantes dessa etapa do ensino passarão por três ciclos: o de alfabetização, o interdisciplinar e o autoral. Haverá cinco anos possíveis para a retenção dos estudantes: os 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos. A reprovação, no entanto, deverá um instrumento utilizado apenas em último caso. O Programa privilegia medidas de recuperação ao longo de todo o processo educativo e a adoção de avaliações e provas com vistas à garantia do direito a uma educação com qualidade social. Boletins, lição de casa e avaliações bimestrais deverão fazer parte do cotidiano da Rede.

“A maioria dos professores aprovou essa ideia. Nenhum educador desconhece o malefício da aprovação automática”, informou o prefeito. “A reação do magistério é melhor do que esperávamos”, disse.

Callegari também destacou o plano de obras de unidades educacionais, que deve constituir um dos maiores do país. Estão previstas 367 novas escolas, com investimento estimado em R$ 2,3 bilhões.

Já a formação de educadores, sejam da Rede Municipal, sejam da Estadual, contará com 18 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), já em 2013. A UAB oferta formação em cursos semipresenciais, e os CEUS serão palco para a oferta de graduações, pós-graduações e especializações na cidade.

Confira também:

Notas técnicas resultantes da consulta pública

Quadro-síntese com as principais alterações do documento inicial do Programa

Sistematização das colaborações por temas

 

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Discussão - 5 comentários
  1. ANTONIO DIAS NEME

    out 10, 2013  at 18:18

    Cidade educadora

    “ … que sabemos dos lugares é
    coincidirmos com eles durante um
    certo tempo no espaço que são. O lugar
    estava ali, a pessoa apareceu,
    depois a pessoa partiu, o lugar continuou,
    o lugar tinha feito a pessoa,
    a pessoa havia transformado o lugar. …”
    Palavras para uma cidade
    José Saramago

    Trabalhar a escola como espaço comunitário,
    Trabalhar a cidade como grande espaço educador,
    Aprender na cidade, com a cidade e com as pessoas,
    Valorizar o aprendizado vivencial,
    Priorizar a formação de valores.
    A diversidade é inerente às cidades atuais e prevê‐se que aumentará ainda mais no futuro. Por esta razão, um dos desafios da cidade educadora do prefeito Fernando Haddad é o de promover o equilíbrio e a harmonia entre identidade e diversidade, salvaguardando as contribuições das comunidades que a integram e o direito de todos aqueles que a habitam, sentindo‐se reconhecidos a partir de sua identidade cultural.
    A cidade educadora deverá oferecer a todos os seus habitantes uma formação sobre os valores e as práticas da cidadania democrática: o respeito, a tolerância, a participação,a responsabilidade e o interesse pela coisa pública, seus programas, seus bens e serviços.

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  2. ANTONIO DIAS NEME

    out 10, 2013  at 18:18

    Agora, nós também faremos parte deste seleto grupo

    A Cidade Educadora é uma proposta integradora da vida comunitária que diz respeito não só à administração local, mas também a todo tipo de instituições e associações públicas e privadas, tornando a cidade fonte de educação por meio formal e não-formal.
    O projeto tem como prioridade o investimento cultural e a formação permanente de sua população. Espera-se que a cidade assuma responsabilidades na formação, promoção e desenvolvimento de todos os seus habitantes.
    Tem como objetivo geral a formação do cidadão como conhecedor de seus direitos e obrigações na sociedade e que, a partir do conhecimento e da identificação com a própria cidade, torne-se empreendedor de ações participativas e transformadoras.
    Abrangendo as várias áreas de atuação, o programa visa, de forma mais específica, à diminuição das desigualdades sociais, ao respeito adversidade, à facilitação da afirmação da própria identidade cultural, à formação da identidade coletiva e à construção de um futuro coletivo.
    Os projetos que serão desenvolvidos pela Prefeitura Municipal de São Paulo podem ser considerados como ações que representam compromisso com a melhoria da educação de seus habitantes, e a Secretaria Municipal de Educação já é a protagonista de inúmeros destes projetos.
    Sendo assim, habilitar São Paulo para pleitear a sua afiliação na Associação Internacional das Cidades Educadoras – AICE – cumprindo e fazendo cumprir a Carta de Princípios que as rege, bem como desenvolvendo projetos que se compatibilizem com ela, traz ao Poder Público Municipal a obrigação de assumir o compromisso formal de trabalhar no sentido de implantar em São Paulo os princípios das Cidades Educadoras.
    Cidades de diversos países (Colômbia, França, Argentina, Canadá, Portugal, Peru, Dinamarca, entre outros) foram consideradas como educadoras após terem comprovado um série de quesitos exigidos para fazer jus ao título.
    No Brasil, são ao todo 16 cidades, Belo Horizonte, Campo Novo do Parecis, Caxias do Sul, Cuiabá, Dourados, Gravataí, Jequié, Montes Claros,Piracicaba, Porto Alegre, Santo André, São Bernardo do Campo, São Carlos, São Paulo, Sorocaba.
    Agora, nós também faremos parte deste seleto grupo.

    PARABÉNS AO SENHOR PREFEITO, SENHOR SECRETÁRIO E A TODA EQUIPE DO MAIS EDUCAÇÃO SÃO PAULO

    PROFESSOR ANTÔNIO DIAS NEME

    Responder

  3. Mari Briza Autran

    out 11, 2013  at 18:18

    Desculpe, mas não concordo totalmente com essa nova Lei… Pois na minha opinião é muito tradicionalista e nós estamos no séculoXXI!

    Responder

  4. MARCOS ANTONIO CHAVES DE OLIVEIRA

    out 11, 2013  at 18:18

    Como cidadão brasileiro, pernambucano e radicado em Fortaleza (CE), sempre me senti muito bem representado pelo ex-presidente Lula. Hoje me sinto bem representado por Dilma e por Haddad. Pois, apesar de eu morar em Cruz (CE), sinto muito seriedade no trabalho desses três personagens públicos. Eu como professor, admirador do sistema avaliativo do ENEM e de outros sistemas de avaliação externa como o SARESP, por exemplo, vejo com muito otimismo essas novas mudanças que ano a ano vem se implementando por esses senhores que muito estimo. Se possível, gostaria de colocar à disposição desse sistema meus dois livros: Matemática e Língua Portuguesa por descritores e ENEM por assunto (na área de Matemática e suas tecnologias). Acredito que esses dois materiais podem direta ou indiretamente contribuir com o novo sistema avaliativo que há dez anos tem sido implantado pelo meu partido de coração, o PT.

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  5. Samantha Moraes

    out 15, 2013  at 18:18

    Como educadora, acredito que essas mudanças sejam positivas. O sistema de avaliação serve de guia para apontarmos os erros e acertos que estamos tendo em nossa maneira de ensinar, ou talvez para reestruturarmos nosso perfil profissional de forma inovadora de conhecimentos e transmissão de conhecimentos aos futuros e atuais educandos.

    Responder

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